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Mato Grosso

Após dois anos, penitenciária retoma projetos de ressocialização

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Depois de um hiato de dois anos, a Penitenciária Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira (Ferrugem), em Sinop (500 km ao Norte de Cuiabá), retoma projetos de ressocialização. Nesta sexta-feira (20.09), 18 reeducandos receberam certificados de conclusão do projeto Sinop Bolas. O curso foi iniciado há 45 dias e teve 80 horas de duração. Orientados pelo instrutor Paulo Pacheco, os presos aprenderam a costurar diversos tipos de bolas, sacos de boxe, redes, dentre outros apetrechos esportivos.

Os projetos são todos desenvolvidos pelo Conselho da Comunidade, em parceria com a Secretaria de Estado de Segurança Pública e a Vara de Execuções Penais da comarca. O projeto de Corte e Costura também foi lançado e vai utilizar a mão de obra de 20 presos do regime fechado na confecção de uniformes prisionais e uniformes da rede municipal de ensino.

No mês de agosto foi retomado o projeto Semear, com a participação de 10 recuperandos do regime fechado na produção de 10 mil mudas de abacaxi pérola, além de outros hortifurti como pimentão, jiló, quiabo, batata doce. A comercialização será por meio do Conselho da Comunidade e parceria firmada com cooperativa do município.

Fábrica de produtos de concreto

Outra ação que deve fazer a diferença é a fábrica de artefatos de concreto que deve ser implantada na Penitenciária de Ferrugem, por meio de uma parceria com uma indústria local. Os produtos serão fabricados dentro da unidade pelos presos. As prefeituras da região poderão comprar manilhas, meio fio, vasos de concreto, bancos de praça, dentre outros.

Parte dos recursos arrecadados com a venda dos produtos será aplicada no próprio projeto, na manutenção da penitenciária. Os presos participantes serão remunerados conforme a produtividade. Contudo, o maior benefício será a remição, pois a cada três dias trabalhados um é reduzido na pena.

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O secretário adjunto de Administração Penitenciária da Secretaria de Estado de Segurança Pública, Emanoel Flores, destaca que o trabalho, a qualificação e o estudo são os pilares da ressocialização e que este preso, que deseja deixar a vida do crime, vai retornar uma pessoa melhor, assim que deixar a unidade.

“Mato Grosso é referência no país na qualidade técnica dos agentes penitenciários, no percentual de presos estudando e trabalhando. Temos projetos de ressocialização aos que desejam sair do crime, mas sem esquecer também da disciplina e hierarquia nas nossas 55 unidades prisionais”.

Escolha criteriosa

O diretor da Penitenciária de Ferrugem, João Batista Alves Borba, informa que após a rebelião ocorrida na unidade em abril de 2017, os projetos foram interrompidos. Outro motivo foi uma decisão judicial que proibia que os presos trabalhassem em atividades apenas com o uso de tornozeleira eletrônica, como ocorre em cidades como Cuiabá, Rondonópolis, Cáceres e Água Boa.

“Primeiro que o preso precisa ter interesse de mudar de vida, deixar o crime. Temos realizado uma seleção rigorosa, passa por análise laboral, psicológica, antes de ser autorizado a trabalhar. Não basta só querer, tem que fazer a diferença. O conselho da comunidade também acompanha esse processo”, explicou.

O juiz da Execução Penal da Comarca de Sinop, João Guerra, reforçou que há muito critério na escolha dos presos que vão sair da unidade para fazer os trabalhos extramuros, como no projeto Escola Limpa. De forma voluntária, 25 recuperandos realizam a limpeza e manutenção das escolas públicas de Sinop. O projeto é desenvolvido aos sábados, como a limpeza dos pátios, poda de árvores, limpeza de ar condicionado, manutenção hidráulica e elétrica, pintura e outros pequenos reparos.

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“Quando essas pessoas são levadas a trabalhar numa escola, por exemplo, é porque tem condições, foram escolhidos a dedo. A triagem é muito bem-feita, e a pessoa precisa estar dando um testemunho há muito tempo que nos ajude a formar um juízo de valor que deseja a mudança e terminar a pena e conviver a sociedade”.

Manutenção e investimentos

Cerca de R$ 100 mil são arrecadados mensalmente por meio da cantina  instalada na Penitenciária de Sinop – com previsão legal por meio da Lei de Execução Penal – e os recursos são investidos na manutenção da unidade prisional e nos projetos sociais em prol dos presos, compra de passagens para retorno do egresso do sistema penitenciário para a família, medicamentos, dentre outras ações.

O diretor executivo do Conselho da Comunidade, José Magalhães, explica que desde 2010, a cantina é administrada pelo Conselho e não há circulação de dinheiro entre os reeducandos. A família deposita o dinheiro na conta indicada pelo conselho e o valor fica vinculado à matrícula do preso, que utiliza do crédito para a compra dos produtos no mercado. Os valores são definidos pelo magistrado da Execução Penal.

“A cantina foi criada em 2010 com recursos e sob gestão do Conselho da Comunidade aqui em Sinop. Diferentemente de outras unidades, aqui não circula dinheiro. Do valor arrecadado mensalmente pela cantina, 70% do valor é usado para aquisição de novos insumos da própria cantina, 25% para benfeitorias da unidade prisional e os outros 5% para o custeio administrativo do próprio conselho, com despesa com energia e secretária”, explicou. 

Fonte: GOV MT
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Mato Grosso

Batalhão Ambiental intensifica ações em rios de MT durante piracema

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Equipes do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental intensificam a fiscalização nos rios de Mato Grosso durante o período de defeso da piracema, iniciado em 1º de outubro. O patrulhamento é realizado por meios fluvial e terrestre, nas principais bacias hidrográficas, a fim de coibir a prática da pesca depredatória.

A proibição à pesca amadora e profissional segue até o dia 31 de janeiro de 2020 e a denominada “Operação Vigia” está sendo desencadeada para resguardar os recursos naturais e combater o desrespeito ao período de proibição.

O batalhão orienta que neste período é permitida somente a modalidade de pesca de subsistência, praticada artesanalmente por populações ribeirinhas ou tradicionais, como garantia de alimentação familiar. O transporte e comercialização de pescado oriundo da subsistência estão proibidos. Bem como a modalidade pesque e solte ou pesca por amadores também ficam proibidas nos rios de Mato Grosso.

O Comando do Batalhão Ambiental ressalta que a prática da pesca ilegal gera multas, que podem variar de R$ 1 mil a R$ 100 mil, além da apreensão do pescado e equipamentos.   

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Mato Grosso é o primeiro Estado a definir o período de proibição da pesca tendo por base estudos científicos, já que a medida assegura a reprodução dos peixes, garantindo a preservação de espécies e o estoque pesqueiro. A pesca predatória e outros crimes ambientais podem ser denunciados por meio da Ouvidoria da PMMT pelo 0800-65-3939.

Fonte: GOV MT
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Mato Grosso

Escola Estadual aposta na conscientização sobre o meio ambiente

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Alunos da Escola Estadual Jaime Veríssimo de Campos Júnior, em Várzea Grande, encerram no próximo sábado (26.10), o Projeto “Plantando Ideias, Reciclando Hábitos”. Os participantes, alunos do 6º ao 9º ano e do Ensino Médio, farão exposição dos trabalhos realizados durante todo o projeto, iniciado em agosto. Haverá também a premiação para a sala mais limpa e organizada. Entre os trabalhos, estão a produção de aromatizantes e repelentes caseiros, além de lixeiras para coleta seletiva. 

Durante a execução do projeto, a professora Sílvia Letícia Vieira da Silva, de ciências da natureza, uma das idealizadoras do projeto, percebeu que havia uma grande quantidade de mosquitos na escola. As árvores estavam cheias.

“Era agosto, período das queimadas. Expliquei aos alunos que os mosquitos buscam um lugar seguro. Então, os alunos do 7º ano tiveram a ideia de fabricar repelente natural. Temos citronela na escola. Então, criamos o repelente e também o aromatizante”, explica.

Segundo a professora, os trabalhos são interdisciplinares envolvendo as demais áreas do conhecimento. “Cada disciplina trabalhou um tema do projeto. O resultado foi o melhor possível”, destaca.

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Os alunos ficaram empolgados com o projeto. É o caso de Mariany Cruz de Oliveira. Para ela, o projeto é fundamental para mostrar de várias maneiras o que ocorre no meio ambiente. “Seria ótimo se todos pudessem saber um pouco sobre o meio ambiente e se conscientizar a respeito dele”, explica.

O mesmo entendimento tem a colega dela, Kawane Oliveira. “Preservar o meio ambiente é um ato importante para toda a humanidade, Afinal, é nele que estão os recursos naturais necessários para a sua sobrevivência, como água, alimentos e matérias-primas”, assegura.

Repelente

A professora frisa que, ao pensar na temática ligada ao meio ambiente, o foco principal era contribuir para formação de uma geração consciente em relação ao seu papel como cidadão voltado para uma valoração ética, social, econômica e ambiental.

“Pensamos também numa escola que promova esse aprendizado, a fim de se ensinar a importância de atitudes de preservação, para que as gerações futuras não sofram com os desastres ambientais”, ressalta.

Fonte: GOV MT
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Mato Grosso

Instrutores do Gefron capacitam policiais civis em região da fronteira de MT

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Policias do Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron) ministraram, entre os dias 14 e 19 de outubro, o Estágio de Adaptação à Fronteira, nos municípios de Cáceres e Porto Esperidião. Ao todo, participaram 11 alunos do Curso de Operações Táticas Especiais (Cote) da Polícia Judiciária Civil (PJC-MT).

O curso teve como objeto capacitar e transmitir conhecimento sobre o policiamento em região de fronteira. Dentre as instruções ministradas estão o patrulhamento rural, introdução ao policiamento fluvial, instrução de tática individual, noções de sobrevivência, abordagem policial de fronteira e tática de ação imediata. 

Além das instruções, o curso foi finalizado com um estágio operacional nas principais vias de acesso entre Brasil e Bolívia. De acordo com o coronel PM José Nildo, comandante do Gefron, a capacitação é uma das ações de fortalecimento das instituições de segurança pública.

“A integração também é muito importante, pois possibilita a troca de conhecimentos específicos entre as unidades especializadas e, neste caso, o foco foram as técnicas aplicadas na região de fronteira”, disse. (Sob supervisão da jornalista Nara Assis)

Fonte: GOV MT
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