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Ciro Gomes chama Lula de “defunto eleitoral” e critica Bolsonaro: “Muito vazio”

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Ciro Gomes
José Cruz/ABr

Ciro Gomes afirmou que Bolsonaro venceu a eleição por conta da facada

O candidato derrotado à Presidência da República Ciro Gomes (PDT) fez críticas ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nessa terça-feira (15), em entrevista a Marcelo Tas na TV Cultura.  

Ciro afirmou ter ficado “deprimido” ao assistir à  entrevista de Lula na prisão aos jornais Folha de S.Paulo e El País por conta da “falta de autocrítica” do ex-presidente. “Eu conheço o Lula. Ele é um encantador de serpentes, um enganador profissional. Não tem um companheiro com quem ele não tenha sido desleal ao longo da vida inteira. Ele cultiva isso”, criticou. 

“No PT, todo mundo sabe que, do ponto de vista eleitoral, o Lula é carta fora do baralho. Como manejar este defunto eleitoral é muito delicado para todos eles”, completou. O pedetista disse ainda que, se o ex-presidente se considera um preso político, deveria ter pedido asilo na embaixada de algum país.

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“A petezada amalucada não percebe a incongruência. Se eu sou acusado falsamente e ameaçado de prisão arbitrária e política, eu iria a uma embaixada pedir asilo e denunciar. Se Lula se acha um preso político, é a única saída. Sugeri isso”, argumentou. 

Para o ex-ministro da Fazenda, Jair Bolsonaro venceu as eleições por conta da facada que levou durante comício de sua campanha em Juiz de Fora (MG), em setembro. “Significava que o mais tosco, simples e fácil de ser entendido como intérprete do antipetismo decolava. Era o Bolsonaro. Nenhum de nós, políticos, achava que ele se aguentava porque era muito vazio. Ninguém botava fé. Ele foi adiante por conta da facada, que deu a ele uma razão para não ir aos debates”, justificou. 

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Ciro disse ainda que, para os “bolsominions”, o presidente pode andar pelado na rua e isso vai ser relativizado, assim como para o “fanático do PT”. “Eu já engoli merda em nome deles demais. Mais muita. Dilma 1 e Dilma 2, por exemplo. Se ninguém sabia, eu sabia que ela não tinha experiência de nada. E o Michel Temer eu denunciei que ele rouba há mais de 30 anos. O governo dela foi um desastre transcedental e o PT apaga”, criticou o político. 

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MPF pede remoção de famílias em barragem com risco de colapso, no interior de SP

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Iaras arrow-options
Reprodução

Município de Iaras, no interior de São Paulo

O Ministério Público Federal (MPF) pediu, nesta quarta-feira (17), que as famílias que vivem no entorno de uma barragem em Iaras, no interior de São Paulo, sejam removidas do local. O órgão quer que a empresa responsável e a União realizem obras emergenciais e iniciem o processo de esvaziamento da estrutura, que está sob risco elevado de colapso. 

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O MPF entrou com uma ação civil pública, em que afirma que a barragem – localizada no assentamento rural Zumbi dos Palmares- está em condição de abandono. A Procuradoria também pede que a Justiça determine a remoção imediata das famílias que seriam atingidas caso a estrutura rompesse. 

Segundo um laudo do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), há a necessidade de obras emergenciais no local, que custariam em torno de R$ 1,9 milhões. No entanto, o Incra, empresa responsável pela barragem, se nega a fazer a inspeção e alega “restrições orçamentárias”.

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A empresa afirma ainda que o modo mais barato de prevenir o rompimento seria esvaziar a estrutura, mas argumenta que também não tem a verba para a contratação do serviço, que custa cerca de R$ 260 mil. Segundo o Tribunal de Contas, o Incra é responsável por milhares de barragens que estão abandonadas. 

Na ação, o MPF pediu que a União e o Incra apresentem os Planos de Segurança da Barragem (PSB) e de Ação de Emergência (PAE), que seriam obrigatórios. O Procurador da República Fabrício Carrer também rebateu os argumentos da empresa e afirmou que a falta de verba não é motivo para omissão em relação ao caso. 

“A autonomia orçamentária das autarquias não impede que haja dotações extraordinárias concedidas pelo ente criador [governo federal] ou mesmo intervenção direta para a realização das obras. O próprio controle hierárquico exercido pela União possibilitaria a intervenção do ente em sua autarquia, visando corrigir a ilegalidade ora apontada”, escreveu. 



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Em clima de renovação, Cúpula do Mercosul começa na Argentina

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Agência Brasil

Ernesto Araújo arrow-options
Isac Nóbrega/PR

O chanceler Ernesto Araújo representa o Brasil na cúpula do Mercosul; Bolsonaro deve ir para a Argentina nesta quarta

Com propostas de renovação e abertura para novos acordos de livre comércio com todo o mundo, o presidente Jair Bolsonaro e os demais presidentes dos países que integram o Mercosul e nações associadas realizam nesta quarta-feira (17), em Santa Fé, Argentina, a 54ª. Cúpula de Chefes de Estado do bloco sul-americano, com o objetivo de consolidar os novos rumos da instituição.

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Durante a cúpula do Mercosul , o presidente argentino Maurício Macri passará o posto de presidente pro tempore (cargo rotativo) do bloco ao presidente brasileiro Jair Bolsonaro. A presidência pro tempore do Mercosul é cargo exercido durante seis meses por um chefe de Estado de um dos países-membros.

Em sessão preparatória para a cúpula de chefes de estado, os ministros de Relações Exteriores do Mercosul e de países convidados reuniram-se nesta terça-feira (16), na mesma cidade argentina, para dar os últimos retoques da nova dinâmica do bloco sul-americano. “Estamos fazendo coisas muito ambiciosas”, disse o chanceler Ernesto Araújo, em uma referência ao recente acordo fechado com a União Europeia e aos acordos previstos para este ano com o EFTA (grupo de países formados por Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça) e Canadá e no próximo ano com a República da Coreia.

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“Nossa proposta é consolidar esse novo Mercosul. Estamos renovando [o bloco] em grande parte a partir propostas brasileiras”, disse Araújo. “E também criar avanços muito específicos que vão fazer a diferença na vida de outras pessoas”, acrescentou, ao citar o acordo aprovado ontem que retira a cobrança de taxas extras para quem usa o telefone celular pelo sistema roaming em viagens dentro do Mercosul. “Isso faz uma redução muito grande de custos, facilitação de negócios, inclusive, facilitação para a vida de turistas, todo mundo que viaja para outros países”, disse o chanceler brasileiro. A eliminação da cobrança do roaming no Mercosul depende porém da aprovação do Congresso Nacional de cada país.

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Ao falar sobre futuros acordos a serem assinados pelo Mercosul, Ernesto Araújo disse que a expectativa do governo brasileiro é “conseguir acordos bons para o Brasil e para outros países [do Mercosul] no comércio internacional ”.

A cúpula de Chefes de Estado do Mercosul se realizará no Centro de Convenções Estação Belgrano, em Santa Fé. Além dos presidentes Jair Bolsonaro e Maurício Macri, também estarão presentes os presidentes do Uruguai, Tabaré Vázquez, e do Paraguai, Mario Abdo Benítez. Presidentes de dois estados associados estarão igualmente presentes: do Chile, Sebastián Piñera, e da Bolívia, Evo Morales.

Reunião do Mercosul arrow-options
Isac Nóbrega/PR

Reunião do Mercosul acontece na Argentina desde a terça-feira (16)

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Venezuela

O chanceler argentino Jorge Faurie disse na terça, após a reunião dos ministros das Relações Exteriores do Mercosul, que a Venezuela poderá se reintegrar ao bloco “no momento em que recupere a sua democracia em plenitude”. Ele afirmou, porém, que isso levará “um longuíssimo tempo”.

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Países do Pacífico

O secretário das Relações Econômicas da chancelaria argentina, Horacio Reyser, disse que é intenção do Mercosul  uma aproximação estratégica com a Aliança do Pacífico. A Aliança do Pacífico é um bloco comercial latino-americano criado formalmente em 2012, no Chile. Os membros-fundadores foram Chile, Colômbia, México e Peru. A Costa Rica incorporou-se ao grupo em 2013. “Nós [argentinos] já temos livre comércio com três dos quatro países da Aliança do Pacífico: Chile, Colômbia e Peru”. Segundo ele, está faltando apenas o livre comércio com o México.

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“Sempre houve homossexualidade no Exército”, afirma Mourão

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IstoÉ

Mourão arrow-options
Reprodução/TV Globo

Vice-presidente da República participou do programa na noite desta terça-feira (16)

O vice-presidente Hamilton Mourão disse em entrevista ao programa Conversa com Bial, da TV Globo, nessa terça-feira (16) que há homossexuais nas Forças Armadas. “Transgênero só existe um caso ou dois, se houve. Homossexualidade sempre houve, agora, dentro da disciplina e da hierarquia”.

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Mourão também negou que houve ditadura e classificou a época como um “período de presidentes militares”. Mourão ainda elogiou o Coronel Brilhante Ustra, considerado pela Justiça como único torturador no regime militar. “Foi um exemplo de soldado pra mim”, afirmou.

Questionado sobre a fala polêmica em 2017 em que falou sobre intervenção militar em um evento da maçonaria, o vice-presidente afirmou que só sofreria alguma punição “se pregasse abertamente”.

Mourão ainda disse que ficou surpreso com a decisão do presidente Jair Bolsonaro de indicar seu filho, Eduardo Bolsonaro , para a embaixada norte-americana. “Decisão (de presidente ) não se discute”, afirmou.

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