conecte-se conosco


Saúde

De cigarro a narguilé: veja o que os vários tipos de tabagismo fazem com você

Publicado

O tabagismo já não é mais sinônimo de cigarro. Cada vez mais, produtos como o tabaco orgânico, o narguilé e o cigarro eletrônico tomam o lugar dos maços vendidos em padarias e bancas de jornal. Mas só porque estas alternativas não são convencionais, não quer dizer que façam menos mal à saúde.

Leia também: Jovem americano fica com “pulmão de 70 anos” após uso de cigarro eletrônico

Homem engasgando com fumaça de cigarro após tragar arrow-options
shutterstock

O tabagismo traz problemas sérios para o organismo, seja através do cigarro, seja através de outros produtos

“Tanto o uso do narguilé quanto o do tabaco decorrem praticamente nos mesmos riscos de quem fuma cigarro: pode causar dependência, levar a doenças cardiovasculares e risco aumentado de câncer”, adverte Fausto Nakandakari, otorrinolaringologista do Hospital Sírio Libanês, a respeito do tabagismo .

Ele lembra também que, apesar da falta de estudos que comprovem os danos dos cigarros eletrônicos, casos de mortes e doenças pulmonares graves dentre os jovens adultos nos EUA – e até mesmo no Brasil – já levantaram suspeitas quanto ao uso desse dispositivo.

E os danos do vício ao fumante não são apenas físicos. Como lembra Luiz Scocca, psiquiatra do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo e membro da Associação Americana de Psiquiatria, o cigarro e outros produtos com tabaco também gera uma dependência química difícil de ser superada.

“Estudos mais realísticos mostram que o número de tentativas de parar de fumar pode chegar a dezenas de vezes”, observa, acrescentando também que não há um nível “seguro” para o consumo de tabaco.

Dito isso, é hora de ver quais os principais  problemas de saúde que acometem quem fuma cigarros (eletrônicos ou não), narguilés e/ou tabaco orgânico.

Os riscos do tabagismo com cigarro

Homem acendendo cigarro arrow-options
shutterstock

Embora tenha visto uma queda de popularidade, o cigarro continua a ser maléfico, causando alergias, câncer, AVCs etc.

Os problemas decorrentes do uso de cigarros talvez sejam os mais conhecidos pela população. Embora a taxa de fumantes tenha apresentado queda constante ao longo dos últimos anos, 9,3% da população afirmou ter o hábito de fumar em 2018, segundo o Ministério da Saúde.

Veja Também:  Vacinas podem provocar autismo? E câncer? Especialista explica

Mas só porque menos pessoas estão fumando, isso não significa que os efeitos do cigarro ficam menos nocivos ou que o vício não seja mais um problema. Veja quais os principais riscos trazidos por esse tipo de tabagismo:

  1. Maior risco de acidentes vasculares cerebrais (AVCs) – segundo o clínico geral Roberto Debski, isso se deve em grande parte devido à nicotina, que atua como vasoconstritor;
  2. Risco aumentado de câncer no trato respiratório superior – como lembra Fausto, isso significa que partes do corpo como boca, língua, faringe, laringe e cordas vocais ficam comprometidas no fumante de cigarro;
  3. Aumento da probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares;
  4. Quadros agudos e crônicos de rinite alérgica, sinusite, asma, faringite, laringite, rouquidão etc., segundo Jamal Azzam, membro titular da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial;
  5. Desenvolvimento do vício no tabaco, doença causada em grande parte, segundo Roberto Debski, pela nicotina, mas também por outros dos mais de quatro mil produtos usados para a fabricação do cigarro.

Leia também: Tabagismo pode matar 8 milhões de pessoas ao ano até 2030, alerta OMS

Os riscos do tabagismo com narguilé

Narguilés sobre uma cômoda em um café arrow-options
shutterstock

Quando o assunto é tabagismo, o narguilé é extremamente nocivo: uma sessão de 1h equivale a fumar 100 cigarros

Popular entre os mais jovens, o narguilé não só faz mal, como também é ainda mais nocivo que o cigarro convencional. Segundo Franco Martins, pneumologista da Faculdade de Medicina do ABC, uma sessão de 1h com o narguilé equivale a tragar 100 cigarros.

“Quando uma pessoa fuma um cigarro, ela demora, em média, 8 minutos; porém, essa pessoa não fuma o tempo todo. Já com o narguilé, ela fica várias horas fumando”, explica.

No caso do narguilé, o culpado não é apenas o tabaco e sua composição específica para este produto, mas também as essências e o carvão, utilizado para aquecer a mistura.

As essências, segundo Franco, contém metais pesados e substâncias químicas que são evaporadas e vão direto para o pulmão do fumante, causando, junto do tabaco e do carvão, vários problemas de saúde, como os listados abaixo:

  1. Inflamações das vias aéreas, principalmente devido às essências;
  2. Queima de células do trato respiratório, relacionada à combustão do carvão;
  3. Dores de cabeça e alterações vasculares, segundo Roberto Debski;
  4. Alterações vasculares;
  5. Falta de ar e crises de bronquite;
  6. Dores de estômago;
  7. Risco aumentado de câncer, segundo Fausto Nakandakari.
Veja Também:  Dúvidas frequentes sobre o nascimento dos dentes das crianças

Segundo Jamal Azzam, porém, os efeitos dos modelos mais novos dos narguilés ainda não são totalmente conhecidos, pois os produtos utilizados são muito diferentes dos antigos e tradicionais.

Mesmo assim, vale ficar de olho, já que, como lembra Roberto, os tabacos utilizados nestes produtos “contém cerca de quatro vezes mais nicotina, onze vezes mais monóxido de carbono e cem vezes mais alcatrão do que o cigarro”.

Os riscos do tabagismo com tabaco orgânico

Tabaco orgânico bolado em cima de uma mesa arrow-options
shutterstock

O tabaco orgânico traz problemas muito semelhantes ao cigarro, como doenças cardiovasculares e respiratórias

De todas as formas de tabagismo, a praticada com o tabaco orgânico talvez seja a mais semelhante ao cigarro. Segundo Fausto, os problemas de saúde causados pelos dois são praticamente os mesmos, indo de dependência a doenças respiratórias, cardiovasculares e a diversos tipos de câncer.

No entanto, por não conter filtro – a não ser que se compre um pacote separadamente -, ele pode ser considerado mais prejudicial que o cigarro, de acordo com o otorrinolaringologista.

Os riscos do tabagismo com cigarros eletrônicos

Jovem exalando fumaça de cigarro eletrônico arrow-options
shutterstock

Muito popular entre os jovens, o cigarro eletrônico pode ser tão ou mais nocivo que os tipos tradicionais de tabagismo

Por fim, os cigarros eletrônicos, que estão cada vez mais populares no Brasil e no mundo, também são, de sua própria forma, nocivos à saúde. Tal e qual o narguilé, a essência usada nos vapes traz danos à saúde do fumante, segundo Franco Martins.

Apesar disso, os reais efeitos destes produtos sobre a saúde dos usuários ainda não são totalmente conhecidos, mesmo que os recentes casos de mortes e doenças respiratórias nos EUA e no Brasil associadas a eles tenham ajudado a levantar suspeitas contra os cigarros eletrônicos.

“Existe unanimidade na classe médica condenando o uso dos cigarros eletrônicos e certamente a correlação com o câncer será brevemente solidificada pela ciência, conforme todos os caminhos dos estudos atuais”, prevê Jamal Azzam.

Leia também: Publicitário é internado em SP após uso de cigarro eletrônico e faz alerta

Portanto, embora seja muito cedo para descrever quais são os verdadeiros danos dos vapes ao organismo, é possível dizer que eles são tão, se não mais, nocivos que os cigarros convencionais – então sempre tenha isso em mente quando pensar em experimentar uma das formas de tabagismo .

Fonte: IG Saúde
Comentários Facebook
publicidade

Saúde

“A doença chegou e levou”, diz mãe de menina que morreu de meningite aos 7 anos

Publicado

A pequena Sophia Laura Paizante, de sete anos, era amorosa, gostava de andar de bicicleta e amava ficar em casa. No dia 1º de maio do ano passado, a filha de Michelle Paizante, de Embu das Artes, em São Paulo, acordou vomitando e com um pouco de febre. Ela foi levada para o hospital às 9h e morreu às 14h por causa de uma meningite. “A doença chegou e levou”, diz a mãe da menina.

Leia também: “Doença do pombo” é grave e pode levar à morte; veja o que é e quais os sintomas 

menina que morreu de meningite arrow-options
Arquivo pessoal

Sophia Laura Paizante morreu em maio do ano passado por conta de uma meningite; especialista explica a doença

Segundo Eliane Tiemi Iokote, infectologista da Beneficiência Portuguesa de São Paulo, a meningite é uma inflamação das meninges, que são membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. “A doença pode ser causada por vírus, bactérias, fungos, protozoários e também por parasitas”, ressalta a especialista.

Michelle conta que a filha pegou a doença de outra menina na escola, que morreu antes dela. A doença é transmitida através de gotículas de saliva ou também por alimentos contaminados. A meningite bacteriana, que é mais grave, é mais comum no outono no e inverno, período em que os ambientes ficam menos arejados.

A mãe ressalta que, no dia anterior à morte, a criança brincou no shopping e não havia apresentado nenhum sintoma até então. No geral, conforme explica Eliane, os sinais são febre e vômitos, que foram apresentados por Sophia, além de náuseas, sonolência excessiva ou até confusão mental.

Veja Também:  Homem reclama de dor de ouvido e descobre família de baratas no local

“Em casos mais específicos, pode ter uma dor de cabeça bastante intensa, uma sensibilidade excessiva à luz, irritabilidade, principalmente nas crianças, e falta de apetite. No exame clínico, nós observamos uma rigidez no pescoço e, em algumas formas de meningite bacteriana, manchas vermelhas pelo corpo”, pontua a infectologista. 

Leia também: Criança contrai meningite durante férias e precisa amputar as duas pernas

Michelle ressalta que, como tudo aconteceu muito rápido, os médicos não tiveram tempo de colher o líquido da coluna. “Eles suspeitaram que era intoxicação. E no laudo saiu meningite bacteriana. Ela ficou com o corpo todo manchado. Nem parecia minha filha”, diz a mãe. “Hoje, sobrevivo, mas sempre estarei de luto”, completa. 

Meningite pode matar em poucas horas

A especialista avalia que o caso da menina, provavelmente, foi causado por uma bactéria chamada Neisseria meningitidis, que tem 12 subtipos. “É a meningococcemia. Esses quadros são realmente mais graves. A característica principal é uma evolução rápida dos sintomas que levam a rebaixamento do nível de consciência, queda da pressão arterial e até ao óbito mesmo”, afirma. 

O Ministério da Saúde alerta que as meningites causadas por bactérias, como a pneumocócica e a meningocócica, que pode estar associada à meningococcemia, são mais graves. No caso dessa última, a doença pode evoluir rapidamente e levar o paciente à morte em poucas horas. Já no casos virais, Eliane aponta que a evolução é mais branda. 

Veja Também:  Dormindo com o inimigo: perigos dos ácaros à saúde e como evitar a proliferação

Segundo a especialista, a meningite bacteriana acomete mais crianças menores que cinco anos e, dentro desse grupo, os menores de um ano, mas pode ocorrer em qualquer idade. Ela reforça que a principal prevenção contra a doença é por meio da imunização. Por isso, é fundamental receber as vacinas, que estão no Calendário Nacional de Vacinação.

Eliane reforça a importância de levar a criança ao pediatra junto com a carteirinha de vacinação para que o profissional possa analisar o documento. Ela ainda destaca que a maioria dos casos de meningite podem evoluir para a cura. “No entanto, é necessário assistência médica na vigência dos sintomas”, destaca.

Michele diz que a filha recebeu todas as vacinas que são fornecidas pelo sistema público de saúde, mas não tinha ciência da existência da vacina meningocócica conjugada ACWY, disponível apenas em clínicas particulares. Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações, essa vacina previne meningites causadas pela bactéria meningococo dos tipos A, C, W e Y.

Leia também: Entenda por que é importante ter a vacina contra meningite em dia

Por fim, a mãe desabafa e diz que 2018 foi o pior ano de sua vida. “Não consigo entender até hoje. Ela não ficou doente. Não deu tempo de socorrer a minha filha”, diz. “Ela sabia que seria uma passagem curta aqui na terra. Ela falava, sempre, que tinha asas de anjo e que voltaria a voltar”, relembra. 

Fonte: IG Saúde
Comentários Facebook
Continue lendo

Saúde

Dúvidas frequentes sobre o nascimento dos dentes das crianças

Publicado

As crianças têm 20 dentes deciduos ou de leite. Os dentes decíduos começam a aparecer quando os bebês têm cerca de 6 meses de idade . As crianças geralmente adquirem todos os dentes decíduos aos 3 anos de idade .

Leia também: Qual a relação entra a diabetes e os seus dentes?

dentes arrow-options
shutterstock

Os dentes decíduos começam a aparecer quando os bebês têm cerca de seis meses

Esses dentes caem aos poucos e 28 dentes permanentes os substituem. Às vezes, dentes permanentes empurram os dentes de leite para fora, mas normalmente os dentes permanentes passam pelas gengivas na parte de trás da boca, atrás do último dente de leite na mandíbula.

Os primeiros dentes de leite a cair são os incisivos centrais inferiores. Os incisivos centrais adultos tendem a nascer ao mesmo tempo que os primeiros molares permanentes por volta dos 6 a 7 anos de idade.

Geralmente, as crianças perdem todos os dentes de leite por volta dos 14 anos . No final da adolescência aos vinte e poucos anos, a maioria das pessoas também tem quatro dentes do siso, dando aos adultos um total de 32 dentes, geralmente com 21 anos de idade.

Veja Também:  Dúvidas frequentes sobre o nascimento dos dentes das crianças

A tabela a seguir mostra os diferentes tipos de dentes permanentes e as idades habituais

Idade em que geralmente nascem os dentes de cima

Incisivo central : 7 a 8 anos

Incisivo lateral: 8-9 anos

Canino: 11-12 anos

Primeiro pré-molar: 10-11 anos

Segundo pré-molar: 10-12 anos

Primeiro molar: 6 a 7 anos

Segundo molar: 12-13 anos

Idade em que geralmente nascem os dentes de baixo

Incisivo central: 6 a 7 anos

Incisivo lateral: 7 a 8 anos

Canino:  9-10 anos

Primeiro pré-molar: 10-12 anos

Segundo pré-molar:  11-12 anos

Primeiro molar: 6 a 7 anos

Segundo molar: 11-13 anos

Dentes do terceiro molar ou do siso: 17–21 anos

Leia também: Por que a dor de dente surge ou piora à noite? Como se livrar disso?

Dr. Bruno Puglisi diz que isso pode variar de criança para criança, portanto os pais não devem se preocupar se os dentes de seu filho não seguirem a tabela acima. Mas sempre é muito importante uma avaliação radiografica e um exame clínico com seu dentista para garantir que os dentes permanentes estejam presentes e se o dente de leite está impedindo o nascimento de algum permanente.

Veja Também:  Pesquisa indica que sarampo é mais letal do que podemos imaginar

Fonte: IG Saúde
Comentários Facebook
Continue lendo

Saúde

Canabidiol ameniza efeitos da quimioterapia

Publicado

Women's Health

Estudos indicam que o canabidiol ameniza efeitos da quimioterapia . Medicamentos à base de CBD podem ser aliados no tratamento do câncer, amenizando efeitos colaterais da quimioterapia (Ward et al., 2014; King et al., 2017).

Leia também: Remédio de maconha: demanda por canabidiol cresceu em 700% em quatro anos

Canabidiol arrow-options
shutterstock

Canabidiol

A HempMeds Brasil é a primeira empresa brasileira a obter autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para importar esse tipo de substância que pode atuar no combate ao vômito, estimular o apetite, melhorar a imunidade e diminuir a dor decorrente do tratamento convencional dos pacientes.

Canabidiol ameniza efeitos da quimioterapia

Através da mitigação de vários dos sintomas associados à doença, trazendo maior qualidade de vida ao paciente, deixando-o mais preparado para enfrentar as adversidades da patologia e do tratamento. No entanto, cada caso deve ser avaliado com cautela para encontrar o melhor tratamento e posologia, como explica Gabriel Barbosa, Analista de Desenvolvimento Regulatório e Projetos Científico da HempMeds Brasil.

Veja Também:  “A doença chegou e levou”, diz mãe de menina que morreu de meningite aos 7 anos

Leia também: Depois de tentar de tudo, jovem com acne severa controla condição com canabidiol

“Primeiro, é importante destacar que a introdução do canabidiol nesse tipo de tratamento não substitui as orientações e prescrições dos oncologistas. Portanto, os pacientes que usam o CDB não devem abandonar os tratamentos convencionais recomendados para tratar o câncer”, afirma Barbosa.

Efeitos de medicamentos antitumorais

Estudos em fase experimental mostram que o CDB pode apresentar efeitos esperados para medicamentos antitumorais: indução de apoptose, autofagia, inibição de mecanismos de angiogênese e metástase.

Leia também: Pela primeira vez, EUA aprovam uso de medicamento à base de maconha

Podem ser configurados como anti-proliferativos, em casos de tumores malignos e benignos, interferindo no avanço e atuando na remissão da doença (Shrivastava et al., 2011; Solinas et al., 2012; Lukhele& Motadi, 2016; Wu et al.,2018). Já foi visto, ainda, que o CDB pode potencializar o tratamento convencional, tornando a terapia mais efetiva como um todo (Nabissi et al., 2013; Ivanov et al., 2019).

Fonte: IG Saúde
Comentários Facebook
Continue lendo

Nova Xavantina

Policial

Política MT

Mato Grosso

Mais Lidas da Semana