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Política Nacional

Em agenda com líderes no Senado, indicado à PGR busca afinar discurso

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Marcos Brandão/Senado Federal – 10.9.19

Subprocurador-geral Augusto Aras, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para ser o novo chefe da Procuradoria Geral República (PGR)

Na primeira agenda com líderes no Senado antes da sabatina para o comando da Procuradoria Geral da República (PGR), o subprocurador Augusto Aras buscou afinar seu discurso com
os interesses dos senadores. Conseguiu manter um clima amistoso nas quase duas horas de conversa com pelo menos 16 líderes partidários.

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As promessas de independência do Ministério Público, combate à corrupção, fortalecimento da Operação Lava Jato e conciliação da proteção ao meio ambiente com o desenvolvimento
econômico encorajaram os senadores a sinalizar pela aprovação do nome de Augusto Aras para a cadeira da PGR .

Diante dos líderes de todos os partidos, Aras ressaltou que a PGR não deve criminalizar a atividade política e que a função do cargo é zelar pelo cumprimento da lei. Segundo
interlocutores, não houve nenhum pedido específico dos senadores, nem promessas em relação a investigações.

Nas conversas, os senadores têm questionado Aras sobre sua opinião jurídica relacionada a diversos temas, como o ambiental. O indicado a PGR voltou a repetir que atuará para que
o Ministério Público Federal trabalhe de forma preventiva e não sirva de óbice ao desenvolvimento econômico.

A maioria dos senadores ouvidos afirmava não se opor ao nome do subprocurador à cadeira. Augusto Aras começou seus discursos enfatizando ser um “homem conciliador” em busca de
“consensos”.

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“Ele disse procurar sempre o equilíbrio, respeitar os conceitos de combate à corrupção e a sustentabilidade”, disse o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE).

Um dos poucos a questionar a história de Aras com a advocacia na reunião com líderes foi o líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), partido do governo de Bolsonaro. Segundo
interlocutores, Olímpio quis saber se não havia conflito de interesse em advogar e comandar a PGR. Aras afirmou estar afastado do escritório de advocacia.

Reservadamente, outros senadores afirmam que já preparam as questões para sabatina de Augusto Aras na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. No dossiê de perguntas, Aras
será questionado por ter se comprometido a carta de valores cristãos da Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure). Ele foi o único candidato assinar a carta.

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Um dia de agendas

O périplo de Augusto Aras no Senado começou logo cedo, às 10h, pelo gabinete do senador Fabiano Contarato (Rede-ES). Lá, se comprometeu a combater a corrupção e intensificar o
trabalho da Lava Jato pelo país. Na conversa que durou cerca de meia hora, falou sobre a intenção de fortalecer a Lava Jato, com braços de investigação em todo o Brasil.

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Aras também fez questão de defender a pauta do meio ambiente, preocupação de Contarato, que pediu que o indicado seja um “defensor do meio ambiente” se assumir a Procuradoria
Geral da República.

“Ele acha que é perfeitamente possível caminhar sustentabilidade com desenvolvimento e preservação ambiental. Tanto que ele usou a palavra de sustentabilidade umas sete vezes”,
disse o senador.

Ao senador, Aras admitiu incômodo com o termo “xiita ambiental”, usado pelo presidente Jair Bolsonaro ao definir como escolheria o nome do procurador que vai substituir Raquel
Dodge e disse que “não quer ser de extremos”, que buscará o caminho do meio termo.

Além da romaria junto aos senadores, Aras também tem atuado para diminuir resistências internas do Ministério Público ao seu nome. Nesta terça-feira, recebeu uma moção de apoio
assinada pelas associações de procuradores e promotores de três ramos do Ministério Público da União (MPU): Associação Nacional do Ministério Público Militar, Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho e Associação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.

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As entidades pedem “isonomia de tratamento” desses ramos do MPU com o Ministério Público Federal, que também é um ramo do MPU. O PGR exerce a chefia tanto do MPF como do MPU, por isso é responsável por dividir os Orçamentos e a gestão administrativa dos demais braços do Ministério Público.

Fonte: IG Política
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Política Nacional

‘Acredito em príncipe encantado’, diz Damares Alves sobre busca por marido

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Divulgação/Presidência da República

Ministra Damares Alves

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos , Damares Alves , disse que está em busca de um marido durante uma entrevista ao programa SBT Mulher . A declaração foi feita diante da apresentadora Rachel Sheherazade, que questionou a ministra sobre ela participar de um aplicativo de namoro.

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“Acredito muito na família, na relação homem e mulher. Acredito no amor, acredito em príncipe encantado. Estou procurando, mas não estou no Tinder. Foi uma brincadeira”, comentou a ministra do governo Bolsonaro durante a entrevista. 

Em novembro de 2019, a ministra Damares fez declarações informando que estaria em um aplicativo em busca de um marido. A ministra também contou que está em busca de aproveitar a terceira idade “dançando muito, brincando e namorando”. 

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“Acho o Tinder muito pouco para mim. Vou abrir um site, vou começar a receber currículo. Minha assessoria vai analisar, inclusive olhando a conta bancária”, brincou na época.

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Fonte: IG Política
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Política Nacional

‘Você não acredita na Justiça?’, diz Bolsonaro sobre denúncia contra Glenn

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Bolsonaro comentou denúncia a Glenn Greenwald arrow-options
Jorge William / Agência O Globo

Bolsonaro comentou denúncia a Glenn Greenwald

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (21) acreditar na Justiça, ao ser questionado sobre a denúncia contra o jornalista Glenn Greenwald , pela invasão do Telegram de autoridades públicas. Bolsonaro chegou a se equivocar, dizendo que a “Justiça” foi responsável pela denúncia, mas depois corrigiu-se, ao ser avisado de que o responsável pela denúncia era o Ministério Público Federal (MPF).

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“Quem denunciou foi a Justiça. Você não acredita na Justiça?”, disse Bolsonaro , ao sair do Palácio da Alvorada, corrigindo depois: “MP”.

Inicialmente, ao ser questionado sobre o caso, Bolsonaro questionou se Greenwald estava no Brasil. O jornalista é americano, mas mora no Brasil desde 2005. Ele é casado com o deputado federal David Miranda (PSOL-RJ), com quem tem dois filhos adotivos. “O que, o Greenwald, que foi? Não devia nem estar…Onde que está esse cara? Está no Brasil, ele?”

O caso é investigado na Operação Spoofing . Para o procurador Wellington Divino Marques de Oliveira, da Procuradoria da República no Distrito Federal, Glenn Greenwald foi “partícipe” nos crimes de invasão de dispositivos informáticos e monitoramento ilegal de comunicações de dados, além de ter cometido o crime de associação criminosa.

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Em julho, quando o site The Intercept Brasil , fundado por Glenn Grenwald , começou a publicar mensagens de autoridades ligadas à Operação Lava Jato , Bolsonaro chegou a dizer que Bolsonaro poderia “pegar uma cana”. O presidente fez a afirmação enquanto comentava a edição de uma portaria, depois prevista, que permitia deportação sumária de estrangeiros.

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“Eu teria feito um decreto porque quem não presta tem que mandar embora. Tem nada a ver com esse Glenn. Nem se encaixa na portaria o crime que ele está cometendo. Até porque ele é casado com outro homem e tem meninos adotados no Brasil. Malandro para evitar um problema desse, casa com outro malandro ou adota criança no Brasil. O Glenn não vai embora, pode ficar tranquilo. Talvez pegue uma cana aqui no Brasil, não vai pegar lá fora não”.

Fonte: IG Política
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Política Nacional

Viúva de Marielle diz que ficou ‘feliz’ com nova posição de Moro

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Marielle ao lado da viúva Mônica Benício arrow-options
Reprodução

Marielle ao lado da viúva Mônica Benício

A viúva da ex-vereadora do PSOL Marielle Franco , Mônica Benício, disse estar feliz com a nova posição do ministro Sergio Moro , que passou a defender a continuidade das nvestigações do caso com as autoridades do Rio. A declaração foi feita nessa terça-feira (21) por meio de nota.

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“Fico feliz que o ministro tenha revisto sua posição, e que agora está de acordo com aquilo que nós, familiares, pedimos. Caso futuramente surjam evidências que apontem para a necessidade de federalizar, eu também não me incomodarei em mudar de posição, entendendo que a resolução desse caso é fundamental para a democracia brasileira”, disse Mônica , em nota enviada ao Estadão.

“Defendemos, sobretudo, a segurança e a isenção na investigação e esperamos uma resposta para esse crime que completará dois anos sem que se saiba quem mandou matar Marielle . O sentimento de dor e injustiça permanece. Até quando?”.

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O processo de federalização do caso fica a cargo da Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça, que vai avaliar o caso ainda neste semestre.

Fonte: IG Política
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