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Saúde

Escassez de remédios e vacinas no Brasil causa 14 mortes a cada mil nascidos

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IstoÉ


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Reprodução

Remédios passaram a faltar em diversas partes do País

Os problemas de saúde pública no Brasil se aprofundam. Não só pelos muitos hospitais que não funcionam ou pelas dificuldades de agendar uma consulta médica ou um exame no Sistema Único de Saúde (SUS). De alguns anos para cá, doenças que eram erradicadas estão retornando, vacinas e remédios passaram a faltar em diversas partes do País e a taxa de mortalidade infantil, que não aumentava desde 1990, voltou a subir. A situação é bastante crítica e há um evidente retrocesso no quadro clínico. Junto com a crise econômica e as deficiências nas políticas públicas, mais pessoas estão sucumbindo a doenças ou sofrem com a dificuldade de tratá-las.

A queda da cobertura vacinal é um dos problemas mais graves. Levantamento do Ministério da Saúde/PNI mostra que o percentual de brasileiros imunizados só tem diminuído. Entre 2015 e 2017, o índice de vacinação para poliomielite, por exemplo, caiu de 98,3% para 79,5%. A vacina pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e doenças causadas por Haemophilus influenza tipo B) desceu de 96,3% para 79,2%. Embora não tenha aparecido nenhum registro de poliomielite no País, o risco de contágio tem aumentado. Outras doenças, como o sarampo e a dengue, evitáveis com vacinas, reapareceram com força. Cerca de 10 mil casos de sarampo foram registrados no ano passado. Quanto à dengue, houve um aumento de 340% no número de registros em 2019.

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Também faltam remédios. Um levantamento do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) mostra que, nos primeiros meses desse ano, de um total de 134 remédios distribuídos obrigatoriamente pelo Ministério da Saúde, 25 estavam com os estoques zerados em muitos estados brasileiros no começo de maio e outros 18, prestes a se esgotar. Segundo o Conass, o País está vivendo a maior crise de sua história na oferta de medicamentos pelo sistema público de saúde. Cerca de dois milhões de pacientes dependem dos remédios que estão em falta, incluindo crianças com leucemia e transplantados.


Câncer infantil
As pessoas que passam por transplantes de fígado precisam tomar medicações especificas para continuarem vivas. As substâncias Everolimo e Tracolimo, que evitam a rejeição pelo organismo do órgão transplantado, estão em falta no Ceará. Segundo Wilter Ibiapina, presidente da Associação Cearense dos Pacientes Hepáticos e Transplantados (ACEPHET), existem remédios faltando há 35 dias. “Em minhas mãos tenho mais de cinqüenta receitas de pessoas que estão sem tomar essas medicações”, diz ele.

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Quimioterápicos usados por pacientes em tratamento contra o câncer infantil sumiram dos estoques do governo. “Enfrentamos hoje no Brasil a falta desses produtos. Actinomicina D, essencial para tratamento do câncer de rim e sarcomas em crianças e adolescentes. Também há carência da Procarbazina, utilizada no linfoma de Hodgkin”, diz Silvia Brandilise, presidente do Centro Infantil Boldrini. “Nada justifica a falta de planejamento para a aquisição dos medicamentos indispensáveis contra o câncer da criança”.

Em 2016, pela primeira vez em 26 anos, a taxa de mortalidade infantil entre menores de um ano voltou a subir. A alta foi 13,3 para 14 mortes a cada mil nascidos vivos. Segundo Maitê Gauto, líder de Políticas Públicas da Fundação Abrinq, houve avanços relevantes nas últimas décadas, mas a situação é sensível e qualquer deslize pode comprometer gravemente os esforços realizados: “É importante dizer que embora tenhamos reduzido muito as causas de mortes, a maior parte dos óbitos de crianças, menores de um ano, acontece por deficiência em políticas publicas”. Alguma coisa precisa ser feita para salvar essas crianças. E também para fazer a saúde pública brasileira entrar nos trilhos.

Fonte: IG Saúde
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Saúde

Infecções fúngicas: saiba sobre essa doenças que podem matar em 96% dos casos

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As infecções fúngicas podem ser menos comuns que as infecções bacterianas ou virais, mas nem por isso devem ser consideradas inofensivas. Pelo contrário, enfermidades do tipo, como a “doença do pombo”  podem ser fatais em até 96% dos casos.

Médico segurando placa de Petri com fungos arrow-options
shutterstock

As infecções fúngicas costumam estar associadas a problemas imunológicos, que diminuem a resistência do organismo

Segundo Arnaldo Lopes Colombo, médico infectologista e professor titular da Universidade Federal de São Paulo, o problema é mais sério em pacientes com algum comprometimento do sistema imunológico.

Diversas doenças, procedimentos e tratamentos podem gerar um quadro que favoreça o desenvolvimento de infecções fúngicas sérias. Alguns exemplos de grupos que se encaixam nesse quadro são:

  1. Indivíduos com HIV
  2. Pacientes que passaram por um transplante de órgão ou de medula óssea
  3. Pessoas que fizeram uma cirurgia abdominal complexa
  4. Pacientes submetidos a quimioterapia
  5. Indivíduos em tratamento com corticoides e/ou antibióticos de amplo espectro

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E, embora esses grupos exijam cuidado redobrado contra doenças causadas por fungos , Arnaldo lembra que “a alta mortalidade quando o tratamento não é adequado e o potencial de trazer danos irreparáveis aos pacientes tornam o alerta para a existência dessas infecções necessário”.

Como exemplos especialmente perigosos de doenças fúngicas , o infectologista cita a aspergilose, uma das doenças do tipo mais comuns em ambiente hospitalar, e a mucormicose, patologia que figura em 0,6 casos a cada 100 mil pacientes.

“Ambas as doenças são consideradas condições debilitantes. O protocolo de tratamento existente hoje compreende medicamentos fúngicos e até mesmo a remoção cirúrgica dos tecidos comprometidos”, observa Arnaldo.

O que fazer contra as infecções fúngicas

Médica mostrando diagnóstico para sua paciente arrow-options
shutterstock

O diagnóstico precoce e preciso é essencial para combater as infecções fúngicas e evitar sequelas graves

Dito isso, a melhor forma de evitar as sequelas das doenças causadas por fungos é um diagnóstico rápido e um tratamento eficaz. “O quanto antes os médicos cogitarem a possibilidade de uma infecção fúngica, melhor”, afirma o infectologista.

No caso das doenças fúngicas citadas por ele, por exemplo, o diagnóstico e tratamento precoces podem evitar que o fungo alcance, por meio da corrente sanguínea, órgãos como o cérebro, o coração, o fígado ou os rins.

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Portanto, se um tratamento com antibióticos ou outros medicamentos não funcionar contra seu problema, procure o médico novamente para tentar obter um diagnóstico definitivo e evitar os problemas trazidos pelas infecções fúngicas .

Fonte: IG Saúde
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Infecções fúngicas: saiba mais sobre essa doença que pode matar em 96% dos casos

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As infecções fúngicas podem ser menos comuns que as infecções bacterianas ou virais, mas nem por isso devem ser consideradas inofensivas. Pelo contrário, enfermidades do tipo, como a “doença do pombo”  podem ser fatais em até 96% dos casos.

Médico segurando placa de Petri com fungos arrow-options
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As infecções fúngicas costumam estar associadas a problemas imunológicos, que diminuem a resistência do organismo

Segundo Arnaldo Lopes Colombo, médico infectologista e professor titular da Universidade Federal de São Paulo, o problema é mais sério em pacientes com algum comprometimento do sistema imunológico.

Diversas doenças, procedimentos e tratamentos podem gerar um quadro que favoreça o desenvolvimento de infecções fúngicas sérias. Alguns exemplos de grupos que se encaixam nesse quadro são:

  1. Indivíduos com HIV
  2. Pacientes que passaram por um transplante de órgão ou de medula óssea
  3. Pessoas que fizeram uma cirurgia abdominal complexa
  4. Pacientes submetidos a quimioterapia
  5. Indivíduos em tratamento com corticoides e/ou antibióticos de amplo espectro

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E, embora esses grupos exijam cuidado redobrado contra doenças causadas por fungos , Arnaldo lembra que “a alta mortalidade quando o tratamento não é adequado e o potencial de trazer danos irreparáveis aos pacientes tornam o alerta para a existência dessas infecções necessário”.

Como exemplos especialmente perigosos de doenças fúngicas , o infectologista cita a aspergilose, uma das doenças do tipo mais comuns em ambiente hospitalar, e a mucormicose, patologia que figura em 0,6 casos a cada 100 mil pacientes.

“Ambas as doenças são consideradas condições debilitantes. O protocolo de tratamento existente hoje compreende medicamentos fúngicos e até mesmo a remoção cirúrgica dos tecidos comprometidos”, observa Arnaldo.

O que fazer contra as infecções fúngicas

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O diagnóstico precoce e preciso é essencial para combater as infecções fúngicas e evitar sequelas graves

Dito isso, a melhor forma de evitar as sequelas das doenças causadas por fungos é um diagnóstico rápido e um tratamento eficaz. “O quanto antes os médicos cogitarem a possibilidade de uma infecção fúngica, melhor”, afirma o infectologista.

No caso das doenças fúngicas citadas por ele, por exemplo, o diagnóstico e tratamento precoces podem evitar que o fungo alcance, por meio da corrente sanguínea, órgãos como o cérebro, o coração, o fígado ou os rins.

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Portanto, se um tratamento com antibióticos ou outros medicamentos não funcionar contra seu problema, procure o médico novamente para tentar obter um diagnóstico definitivo e evitar os problemas trazidos pelas infecções fúngicas .

Fonte: IG Saúde
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Como a família pode ajudar quem tem Alzheimer? Entender a doença é fundamental

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O dia 21 de setembro foi a data escolhida para a conscientização sobre a doença de Alzheimer em todo o mundo. Caracterizada pela perda gradual da memória, a doença atinge 47 milhões de pessoas e, até 2050, a estimativa é que esse número atinja os 75 milhões. Os dados são da Organização Mundial de Saúde – OMS. 

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Thinkstock/Getty Images

Alzheimer muitas vezes é confundido com uma perda de memória, mas é vai muito além disso

Leia mais: Adesivo que auxilia tratamento para Alzheimer é distribuído gratuitamente no SUS

A babá Kátia Candeia acompanha a doença de Alzheimer de perto. Sua mãe, Emília Candeia, de 76 anos, foi diagnosticada com a doença há cinco anos e, desde então, requer cuidados constantes. Para Kátia, a maior das dificuldades foi descobrir que conviveria com uma doença sobre a qual pouco conhecia. 

“Eu já tinha ouvido falar, já sabia que afetava a memória , mas até saber que minha mãe estava com a doença não sabia o quanto era sério ou que precisava ser feito. Quando fiquei sabendo, entrei em pânico”, recorda Kátia. 

De acordo com o médico geriatra Natan Chehter, o caso da família Candeia é uma realidade em muitos outros lares do país, que ainda convivem com a desinformação sobre a doença e têm sua dor agravada. “No Brasil, o diagnóstico do Alzheimer costuma ser tardio porque existe uma crença de que a perda de memória, principalmente na velhice, é normal. Entender a existência da doença é fundamental para saber o que deve ser feito e entender seus limites”

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Leia mais: No Alzheimer, depressão pode vir antes da perda de memória

Como a família pode ajudar quem tem Alzheimer?

Hoje, Kátia e Emília vivem uma dinâmica organizada que visa a melhor qualidade de vida possível para a mais velha. “Ela não pode ficar sozinha em casa e precisa da nossa ajuda para a maioria das tarefas. Também não posso deixar por perto facas, fósforo ou nada com o que ela possa se machucar”, diz a filha. “Apesar disso, estamos sempre conversando e passeando juntas”.

O acompanhamento atento está entre os cuidados recomendados pelo geriatra, que também aconselha uma atenção especial ao ambiente de quem convive com a doença. “Com a progressão do Alzheimer , é fundamental estar atento ao lugar em que a pessoa vive. Observar fios desencapados, objetos cortantes, lugares muito altos ou qualquer instalação que possa causar acidentes”.

E como acontece a progressão do Alzheimer?

Um das características da doença de Alzheimer é a piora progressiva dos sintomas. A evolução pode ser dividida em três fases: leve, moderada e grave. A associação Brasileira de Alzheimer, porém, alerta para o fato de que em muitos casos sintomas caracterizados em diferentes fases se mesclam no mesmo período. 

As principais características da fase leve são a perda da memória recente; dificuldade de se expressar (problemas de linguagem); facilidade para se perder, mesmo em locais familiares; dificuldades em saber os dias e horários, entre outros sintomas. 

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Já na fase moderada, os sintomas ficam mais graves, afetando atividades cotidianas. Dificuldades para cozinhar, fazer compras, lembrar nomes e eventos importantes estão entre os problemas mais comuns. Além disso, problemas de ordem de comportamento como depressão e agressividade podem acontecer, uma vez que o paciente começa a enxergar-se dependente de terceiros. 

A fase mais grave, estágio final da doença, envolve dificuldades para comer, caminhar, falar, incontinência fecal e urinária. Essa fase pode demorar até 12 anos para chegar após o diagnóstico inicial e, de acordo com o profissional, exige maturidade e paciência dos familiares. 

Existem maneiras de evitar o avanço da doença? 

Sim. Embora seja uma doença neurodegenerativa e sem cura, existem tratamentos que podem minimizar os distúrbios, retardar a evolução do Alzheimer e prolongar a qualidade de vida dos pacientes. 

Leia mais: Estudo lista 5 ‘regras de ouro’ para prevenir demência 

No Brasil, o tratamento multidisciplinar para a doença, assim como os medicamentos que barram o avanço dos sintomas, é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

Quais são os fatores de risco para o Alzheimer? 

De acordo com o Ministério da Saúde, existem alguns fatores de risco para a doença. Identificá-los pode permitir um diagnóstico precoce desses grupos. Saiba quais são: 

– A idade e a história familiar: a demência é mais provável se a pessoa tem algum familiar que já sofreu de Alzheimer ;

– Baixo nível de escolaridade: pessoas com maior nível de escolaridade geralmente executam atividades intelectuais mais complexas, que oferecem uma maior quantidade de estímulos cerebrais.

Fonte: IG Saúde
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