conecte-se conosco


Política Nacional

Filhos de Bolsonaro atrapalham governo com frases antidemocráticas

Publicado

source

IstoÉ

Bolsonaro arrow-options
Alan Santos/PR – 7.9.19

Bolsonaro durante festa desfile do 7 de setembro

O clã dos Bolsonaro tem ventilado amiúde a sua retórica autoritária, procurando aos poucos costurar, quem sabe (se colar!), um projeto de ditadura a ele conveniente. O Zero Dois da linhagem, o internauta multiplataforma Carlos, com a solidez e perspicácia retórica que lhe são peculiar, contribuiu dias atrás com mais uma pérola do caudilhismo caboclo. Disse de maneira cristalina, sem margem a interpretações equivocadas, que “por vias democráticas a transformação que o Brasil quer não acontecerá na velocidade que almejamos”.

Leia também: Bolsonaro presta solidariedade a vítimas de incêndio em hospital no Rio

Nada mais eloquente como aceno a regimes de exceção e ao retrocesso do que o enunciado do pimpolho dileto de Bolsonaro . Carluxo, saltando com a devida destreza o conciliábulo liberal da patota de Guedes, encontrou (quem sabe) novas e transcendentais mudanças impossíveis de vingar em um ambiente onde o poder emana do povo.

Interpretando seu personagem favorito, o de paladino de um western digital, expressou mais uma vez nas redes o que, decerto, também pensa o patriarca. Messias em pessoa já disse lá atrás: “através do voto você não muda nada no País; tem de matar uns 30 mil”. Era ainda deputado do baixo clero, vale a ressalva, mas não reviu o que pensa, como até as pedras do Planalto sabem.

O mano de Carluxo, o Zero Três Eduardo, imerso nos últimos tempos em um programa de adestramento à candidatura de embaixador em Washington, já salpicou pistas de como alcançar o intento do controle absoluto do Estado: “para fechar o STF, basta um soldado e um cabo”, disse, ainda durante a campanha eleitoral de papai.

Lembre: o Mito também falou em “levantar borduna”, em “fuzilar” FHC e em dar “o golpe no mesmo dia” se chegasse ao poder – como, por ironia do destino dos brasileiros, acabou acontecendo. A estirpe bolsonarista, cavalgando ajaezadas metonímias ou indo direto ao ponto, não mede obstáculos na aplicação do vernáculo belicista.

Nesse tocante, encarna o verbo em pessoa. Seus partícipes se orgulham de aparecer com armas (o postulante à diplomata Dudu foi o mais recente deles, em pleno hospital) e de ameaçar e perseguir eventuais críticos. Não se venha dizer que é preciso relevar, tolerantemente, essa índole totalitária.

Veja Também:  Revisor da Lava Jato vota pela condenação de Geddel no processo do bunker

O pouco caso, a não reação a condutas do tipo, que afrontam preceitos constitucionais, já levou muitos governantes em outras ocasiões e em condições semelhantes ao flerte com o autoritarismo. É previsível entre esses aspirantes a déspotas a postura de incômodo com os contrapesos da democracia. Jair Bolsonaro alardeou aos quatro ventos que só deve respeito e lealdade ao povo, esquecendo-se, talvez propositadamente, que também deve à Carta Magna e aos demais poderes o mesmo comportamento.

Podem-se aduzir inúmeros motivos para o flagelo ideológico da trupe bolsonarista. Mas talvez o mais notório deles seja a intolerância que seus membros cultivam por quem pensa diferente. Tome-se a atitude de Carluxo, por exemplo. Após a saraivada de reações negativas ao vitupério antidemocrático, ele partiu aos ataques de sempre, alegando que “canalhas” da imprensa distorceram seus pensamentos.

Nem às próprias palavras ele dá valor. Há pessoas que julgam os seus semelhantes como se todos indistintamente lhes compartilhassem as visões de mundo e a consistência de caráter. Com Carluxo, Eduardo, Flávio e o capo Jair parece que se dá assim. Nos gabinetes parlamentares da família algumas práticas desabonadoras foram anotadas. Acusações de laranjal, de uso de cabos eleitorais fantasmas e de inexplicáveis relações com milicianos levaram o presidente a perseguir investigadores.

A cúpula da Polícia Federal está no cadafalso, ameaçada de degola. O Coaf, que investigava movimentações financeiras suspeitas, foi para o espaço. Acabou na concepção original por ousar investir sobre as contas da Primeira Família. Receita Federal, depois da “devassa” que promoveu em seu clã, segundo palavras do próprio capitão, deve ser reestruturada, dividida em sub-repartições.

O titular do fisco, Marcos Cintra, acaba de ser despachado para casa. Também foram mandados embora o presidente do INPE, por divulgar números de desmatamento oficiais que Bolsonaro não gostou, o da Ancine, por patrocinar filmes tidos por ele como “pornográficos”, membros do IBGE, do BNDES e por aí afora. O xerife do País, que faz questão de dizer que é quem manda no pedaço, quebra e arrebenta, vai aparelhando o sistema tiranicamente, enquanto despeja sobre a Nação seu entulho autoritário. Está tudo dominado. Ou quase.

Veja Também:  STF volta a julgar hoje Geddel e irmão no caso dos R$ 51 milhões

Importante perceber, não sem algum constrangimento, como a República dos Bolsonaro, que se anunciava nova, capaz de uma distopia radical com tudo que estava aí, promoveu ao logo dos últimos tempos – nesses primeiros nove meses de gestação – uma concepção muito peculiar de democracia. Seria, por assim dizer, uma democracia de sarau, uma ação entre amigos, que se desenvolve no avarandado dos poderosos.

Na particular noção de liberdade que o Messias cultiva cabem as bravatas ranzinzas, as afrontas a parceiros internacionais, as mentiras em redes sociais, a difamação de rivais, o que der na telha. Acata-se o amuo momentâneo dos grãos senhores da indústria e do comércio, absorvem-se a “malaise” de ministros menos trogloditas como Sergio Moro e até os protestos abertos do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

As desavenças se encerram sob o manto conciliador dos interesses da minoria, no círculo fechado do privilégio. A velha política, sob o tacape de Bolsonaro, segue, assim, sendo a mesma. Sai república, entra república, os desacertos da elite são ensarilhados ao lado do pote que mantém cheio o botim. Para conservar acesa a camarilha de adoradores, o mandatário destampou o bolor de pânicos fictícios e alguns fantasmas que a Nação reza para ver pelas costas, como o da tenebrosa sombra petista.

Mas são nas imprecações sistemáticas que o atual governo deixa a estranha impressão de que se assiste hoje, afinal, ao que talvez seja a derradeira cena de uma transição dolorosa na qual prevaleceu a guerra dos extremos. Polarizado até aqui, o País clama pela moderação. Repudia a prepotência de quem se arvora em digno detentor do poder absoluto. O governo enfezadinho armou seus homens para uma guerra imaginária e, nessa toada, sairá derrotado dela.

Fonte: IG Política
Comentários Facebook
publicidade

Política Nacional

“É que nem mulher traída”, diz líder do PSL ao recuar de críticas a Bolsonaro

Publicado

source
Delegado Waldir arrow-options
Antônio Augusto/Câmara dos Deputados

Líder do PSL na Câmara foi flgarado dizendo que Bolsonaro é “vagabundo”

O líder do PSL na Câmara dos Deputados , Delegado Waldir (GO), recuou das críticas que ele fez ao presidente Jair Bolsonaro em uma gravação feita por um infiltrado em uma reunião da ala “bivarista” do PSL. “Isso já passou. Nós somos Bolsonaro . Somos que nem mulher traída, apanha, mas mesmo assim volta ao aconchego”, afirmou nesta quinta-feira (17).

A gravação foi feita pelo parlamentar  Daniel Silveira (PSL-RJ) nesta quarta-feira (16) e flagrou Wadir dizendo que Bolsonaro é um “vagabundo” e que iria “implodir” o presidente.

Leia também: Líder do PSL diz que vai implodir Bolsonaro: “Sou o mais fiel a esse vagabundo”

“Eu vou implodir o presidente. Aí eu mostro a gravação dele. Eu tenho a gravação. Não tem conversa, não tem conversa. Eu implodo o presidente. Acabou o cara. Eu sou o cara mais fiel a esse vagabundo. Eu votei nessa porra. Eu andei no sol gritando o nome desse vagabundo”, afirmou o líder do PSL , que é ligado ao presidente da sigla, o deputado Luciano Bivar (PE) e fez críticas ao senador e também filho de Bolsonaro, Flávio Bolsonaro .

Veja Também:  STF volta a julgar hoje Geddel e irmão no caso dos R$ 51 milhões

Em outra parte do áudio, que tem cerca de nove minutos, um parlamentar não identificado reclama do tratamento dado por Bolsonaro a eles: “A gente foi tratado que nem cachorro desde que ele ganhou a eleição. Nunca atendeu a gente em porra nenhuma”, afirmou.

Fonte: IG Política
Comentários Facebook
Continue lendo

Política Nacional

Joice Hasselmann fala em ‘ingratidão e traição’ ao comentar saída de liderança

Publicado

source
joice hasselmann arrow-options
Repordução

Joice Hasselmann fala que governo Bolsonaro foi ingrato e traíra.

Após ser destituída da liderança do governo no Congresso pelo presidente Jair Bolsonaro , a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) desabafou no Twitter com sequência de mensagens em que fala de “ingratidão” e “traição”.

Ela disse ainda que só continuará apoiando Bolsonaro enquanto ele “realmente quiser combater a corrupção, sem jeitinho, sem flexibilIzar, sem carteiradas, sem protecionismo a quem quer que seja”.

Leia mais: Bivar evita falar sobre possível destituição de Flávio e Eduardo de diretórios

“Deixo a liderança (do governo) no Congresso com dever cumprido. Articulei a reforma da Previdência em todo país, aprovei o projeto que deu ao presidente R$ 248 bilhões e o salvou de um impeachment, contive inúmeras crises. Não me importo com a ingratidão. Meu couro é duro. Sigo apoiando o Brasil”, escreveu a deputada.

A situação de Joice ficou insustentável no governo na quarta-feira, após a deputada assinar uma lista de apoio à permanência de Delegado Waldir (GO) na liderança do PSL na Câmara. Bolsonaro articulou para que um dos seus filhos, o deputado Eduardo Bolsonaro (SP), assuma o lugar. Joice e Eduardo não têm um bom relacionamento.

Veja Também:  STF volta a julgar hoje Geddel e irmão no caso dos R$ 51 milhões

Leia também: ‘Só devo lealdade ao povo’, diz Bolsonaro em evento militar em Santa Catarina

“Continuo firme no combate à corrupção e apoio o PR @jairbolsonaro enquanto ele realmente quiser combater a corrupção, sem jeitinho, sem flexibilIzar, sem carteiradas, sem protecionismo a quem quer que seja. Se houver esse compromisso mantido com o Brasil, seguiremos juntos”, afirmou, em outra mensagem na rede social.

A deputada escreveu ainda que trabalhava 20 horas por dia para salvar o governo de crises e aprovar as pautas importantes para o país, além de “apagar incêndios durante todos esses meses”. Ela falou em uma das mensagens que esperava traição, mas que não fica abalada.

Fonte: IG Política
Comentários Facebook
Continue lendo

Política Nacional

PGR volta a defender prisões de réus após segunda instância

Publicado

source
José Bonifácio Andrada falando ao microfone arrow-options
Sergio Amaral/STJ

O procurador-geral afirma que se o STF mudar a orientação agora todo o sistema de Justiça ficará instável

O procurador-geral da República interino, José Bonifácio de Andrada , enviou nesta quinta-feira (17) ao STF um memorial reforçando a posição da instituição em prol da prisão de réus condenados em segunda instância. No documento, Andrada defende que, se o tribunal for rever a orientação atual de permitir esse tipo de prisão, que se permita ao menos a prisão depois do julgamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ), e não que a liberdade dure até o STF analisar os recursos do réu, como defendem alguns ministros.

Para Andrada, o atual entendimento reforça o combate à impunidade no país. “Permitir-se que transcorram anos entre o ilícito penal e a prisão do réu já condenado por tribunal geral, por certo, uma sensação na sociedade de que a lei penal não é aplicada, de que as decisões judiciais não são cumpridas – de que a Justiça não funciona, para ser mais simples”, escreveu.

Leia também: STF encerra sessão e vota sobre prisão em 2ª instância na quarta (23)

Veja Também:  STF volta a julgar hoje Geddel e irmão no caso dos R$ 51 milhões

O procurador-geral também afirma que, se o STF mudar a orientação agora, todo o sistema de Justiça ficará instável. “Se, por um lado, um sistema de precedentes vinculantes engessado e imutável estaria fadado à falência por rapidamente se tornar obsoleto, um sistema que permitisse a revisão açodada e acelerada de seus precedentes, por outro lado, estaria fadado ao mesmo destino por, também rapidamente, revelar-se despido de credibilidade e utilidade”.

Leia também: Prisão em segunda instância no STF: o que está em jogo e quem pode ser afetado

O memorial apresenta dados do STJ informando que em apenas 0,62% dos recursos apresentados ao tribunal houve reversão da condenação. Para Andrada, a exigência do trânsito em julgado para o início do cumprimento da pena vai apenas privilegiar réus com mais recursos financeiros para investir em advogados.

Fonte: IG Política
Comentários Facebook
Continue lendo

Nova Xavantina

Policial

Política MT

Mato Grosso

Mais Lidas da Semana