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Incêndio no Hospital Badim começou em gerador, afirma polícia

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Pacientes foram atendidos nas ruas e calçadas próximas ao hospital arrow-options
Celso Pupo/Fotoarena/Agência O Globo

Macas foram montadas no meio da rua após incêndio atingir o Hospital Badim, na Tijuca

Policiais civis confirmaram à Rede Globo que imagens do circuito interno levam a crer que o incêndio na noite de quinta-feira (12) no H ospital Badim, no Rio de Janeiro, teria começado no gerador da unidade hospitalar.

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O gerador estava no subsolo do Badim quando pegou fogo levando à morte 11 pacientes internados no Centro de Tratamento Intensivo (CTI). Os peritos analisaram o cenário da tragédia até o início da tarde desta sexta-feira (13).

Os peritos, no entanto, voltam ao Badim neste sábado (14) para continuar os trabalhos que vão gerar um relatório técnico sobre causas e consequências do incêndio. Eles esperam a retirada, por um tubo, da água usada para tentar amenizar os efeitos das chamas no subsolo. 

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A retirada da água teve início às 18h10, conforme informado pela Rede Globo no Rio. 

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Menino que gravou adeus para mãe antes de morrer já tinha sido vítima do pai

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Mãe tentou salvar o filho de ex arrow-options
Erika Kuasne/Facebook

Mãe tentou salvar a vida do filho



Érika Kuasne, 36, enterrou o filho de nove anos neste fim de semana depois de receber, por telefone, uma mensagem do menino se despedindo pouco antes de morrer: “Adeus, mãe “. O ex-marido, o motorista de aplicativo Marco Antônio Alves Marcondes , 45,  jovem o carro contra uma carreta na PR-445, em Londrina (PR), na última sexta-feira (13). A mulher conta que chegou a ter medida protetiva contra o ex e que ele já havia tentato matar o filho do casal, quando o menino ainda era um bebê.

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Durante as três horas em que Marcondes dirigia o Chevrolet Classic branco pela PR-445, ele enviou mensagens de texto e áudio para a ex, após raptar a criança . Erika tentou salvar a vida do filho enquanto, paralelamente, tentava ajuda da Polícia. Nas mensagens, ele deixava clara a intenção de fazer mal a si e à criança:”Reza bastante, reza. (…) Eu vou dessa para pior, mas vou feliz porque sei que você vai sofrer”, dizia algumas da mensagens às quais o iG teve acesso.

Reza bastante, reza

“Ele torturou psicologicamente meu filho por três horas”, conta Érika, que decidiu se separar há três anos por não aguentar mais as agressões. Segundo ela, o homem não pagava pensão, mas costumava buscar o filho para passear.

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A mãe também relembra que Marcondes tentou matar o menino Matheus quando ele ainda era um bebê. “Chegou bêbado, me agrediu e tentou bater no meu filho. E ninguém me ajudava, ninguém acreditava em mim. Do portão para fora de casa ele era o amigão e ninguém desconfiava do que eu passava”.

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 Érika conta que procurou a delegacia na quarta-feira anterior ao crime, 11 de setembro, depois de ser obrigada a entrar no carro de Marcondes e acabar agredida. “Vi que a medida protetiva tinha se expirado. Essas denúncias não resolvem muito. A gente fica à mercê do homem violento, que diz que vai mudar, que ama”, desabafa. “Eu sabia que ele queria me machucar, mas não nosso filho.”

Do portão para fora de casa ele era o amigão e ninguém desconfiava do que eu passava

Segundo ela, Matheus passou a ter medo do pai. “Ele reclamava que gritava com ele e falava mal de mim, me xingava”, diz. E foi nesses últimos dias que Matheus revelou um sonho. “Ele falava que queria ser policial para me defender do pai dele.”

Erika e Matheus Gabriel arrow-options
Erika Kuasne/Facebook

Erika junto ao filho, Matheus Gabriel

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Luto

Ainda sem conseguir voltar à casa onde criava o caçula – ela tem uma filha de 18 e outro de 14 -, Érika parece não acreditar que o fim de semana vai ficar marcado pela dor de sepultar o filho que, apesar do medo, amava o pai. “Ele ficava doente se passasse muito tempo ser ver o Marco”.

Velado e sepultado no sábado (14), o rosto apavorado do menino passou de mão em mão em celulares onde aparece em dois vídeos gravados poucos minutos antes de morrer. “Todo mundo achava que tinha sido um acidente. Não foi. Eu provei que ele tinha me ameaçado e provocado a morte do nosso filho. Tanto que não apareceu ninguém da família dele no velório. Meu filho foi assassinado”, disse.  


 Erika diz querer Justiça para seu filho, mas não sabe como alcançá-la, e prefere recorrer à memória do caçula: “Meu filho era uma criança cheia de vida. Queria trabalhar. Era meu defensor, meu segurança. Ele só não tinha idade nem tamanho, mas o jeito que falava era muito maduro.  Era meu herói.”

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Mais uma vítima de incêndio em hospital morre no Rio

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Caminhão de bombeiros fazendo rescaldo em hospital arrow-options
Barbara Dias/Zimel Press/Agencia O Globo

Número de mortos subiu para 13 nesta segunda-feira

Uma nota divulgada pelo Hospital Badim, atingido por um incêndio na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, na última quinta-feira (12), confirmou a morte de mais um dos pacientes que estava internado no local no momento do fogo.

Segundo a publicação, a vítima, de identidade não revelada, foi transferida para o hospital Copa D’Or, em Copacabana, mas não resistiu. “Ressaltamos que todos os esforços e dedicação das equipes médicas envolvidas foram empenhados para a recuperação da paciente”, afirma nota

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Também na nota, o Badim afirmou que mais uma colaboradora foi internada no Copa D’Or no domingo, “com sintomas possivelmente decorrentes do incêndio”. Com mais uma morte confirmada, o número de vítimas fatais do incêndio sobe para 12. 

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Trump rejeita pedido de impeachment de juiz acusado de abuso sexual

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Flickr/The White House

Pedido de impeachment do juiz da Suprema Corte Brett Kavanaugh foi negado por Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump , rejeitou no domingo pedidos de democratas pelo impeachment do juiz da Suprema Corte dos EUA Brett Kavanaugh , após uma nova reportagem que comprovou acusações de abuso sexual contra o magistrado.

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Durante o processo de confirmação da indicação para a Suprema Corte, em outubro do ano passado, Kavanaugh foi acusado por duas mulheres de abuso sexual na década de 1980, época em que era estudante na Universidade de Yale. Ele negou veementemente as acusações. Trump, por sua vez, defendeu Kavanaugh durante todo o processo.

No domingo, o presidente americano descartou a nova acusação como “mentirosa” e afirmou que Kavanaugh “deveria começar a processar pessoas por difamação, ou o Departamento de Justiça ir em sua ajuda.”

As últimas denúncias foram resultado de uma investigação do jornal New York Times, publicada no sábado. Na reportagem, Max Stier, ex-colega do juiz na Universidade Yale , afirma que viu Kavanaugh numa festa no dormitório universitário em que amigos “empurraram o pênis dele na mão de uma aluna”.

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O novo testemunho corrobora uma acusação feita por Deborah Ramirez, também ex-colega de Yale , que afirmou, durante o processo de confirmação, que Kavanaugh expôs suas partes íntimas em uma festa na universidade.

Segundo o New York Times, pelo menos sete pessoas, incluindo a mãe de Ramirez, tinham ouvido sobre o incidente muito antes de Kavanaugh se tornar juiz. O jornal afirma ainda que Max Stier notificou senadores americanos e o FBI sobre o incidente, mas que o FBI não investigou o caso.

Após a publicação da reportagem, pelo menos três pré-candidatos democratas pediram o impeachment de Kavanaugh. Apesar dos pedidos, no entanto, como os republicanos atualmente controlam o Senado, é praticamente impossível que o processo siga em frente.

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A senadora Kamala Harris, da Califórnia, disse que no Twitter que “Brett Kavanaugh mentiu para o Senado dos EUA e, mais importante, para o povo americano: “Ele tem que sofrer impeachment.”Já a senadora de Massachusetts, Elizabeth Warren, disse que “as novas revelações são perturbadoras: “Como o homem que o nomeou, Kavanaugh deve sofrer impeachment.”

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Julian Castro, ex-secretário de Habitação dos EUA, também pediu sua saída. “Está mais claro do que nunca que Brett Kavanaugh mentiu sob juramento”, tuitou. “Ele deve sofrer impeachment, e o Congresso deveria rever a falha do Departamento de Justiça em investigar adequadamente o assunto.”

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