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Lava Jato pede ao TRF-4 aumento da pena de Lula no caso do sítio de Atibaia

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Atibaia
Reprodução/Google Maps

Sítio de Atibaia atribuído pela Lava Jato a Lula pertence oficialmente a Fernando Bittar, amigo da família do petista

A Procuradoria Geral da República da 4ª Região apresentou parecer ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) em que recomenda o aumento da pena do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na ação referente ao sítio de Atibaia. A 13ª Vara Federal de Curitiba condenou o ex-presidente a 12 anos e 11 meses de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Não há data para o julgamento pelo TRF-4.

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Em primeira instância, Lula não havia sido condenado por corrupção na reforma do sítio realizada pelo pecuarista José Carlos Bumlai. A Procuradoria entende que ele deve ser condenado, pois embora possa não ter tomado conhecimento do pedido para que as reformas fossem feitas, quando tomou conhecimento delas deveria ter providenciado o pagamento.

O procurador Maurício Gotardo Gerum pediu ainda que sejam aumentados os agravantes, que dizem respeito à culpabilidade do réu e a conduta social, que querem que seja considerada negativa. Na avaliação de Gerum, a juíza de primeira instância entendeu que houve favorecimento indireto da Odebrecht e da OAS, que também fizeram reformas no sítio.

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“Inequivocamente, o réu Luiz Inácio era tido como o “chefe” no grupo que praticou os crimes em questão. Mas a partir de sua liderança, utilizava o cargo de Presidente da República para definir nomes e orientar a composição da Diretoria da Petrobras, tudo com o claro objetivo de sustentar o esquema criminoso que, ao fim e ao cabo, acabou lhe servindo para as reformas ilícitas no sítio de Atibaia. Assim, não há como se desvincular os benefícios ilícitos que lhe foram granjeados nas reformas no sítio dos atos concretos que limitavam as nomeações do alto escalão da Petrobras a pessoas comprometidas com o esquema de desvio de recursos públicos”, escreveu o procurador.

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As alegações finais, que já foram entregues pela defesa de Lula, e o parecer da Procuradoria serão avaliados pelo relator da 8ª Turma do TRF-4, responsável pelos casos da Lava-Jato.

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Nacional

Dodge diz a Toffoli que decisão sobre Coaf pode impactar Lava Jato

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Will Shutter/ Câmara dos Deputados – 2.7.19

Decisão de Tofffoli de interromper inquéritos do Coaf desagradou a PGR


A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou um recurso nesta terça-feira (23) contra a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli , que suspendeu todas as investigações baseadas em relatórios financeiros do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), tomada após um pedido da defesa do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) no caso Queiroz.

No embargo de declaração, a procuradora-geral Raquel Dodge afirma que a decisão de Toffoli não poderia abranger todas investigações no país porque extrapola as condições iniciais do caso, e um juiz não pode ir além do que é solicitado pelas partes.

Dodge solicita que, neste primeiro momento, a decisão de Toffoli fique restrita apenas ao caso de Flávio Bolsonaro, sem atingir todas outras investigações.

“A decisão suspendeu toda e qualquer investigação, inquérito, PIC, ação penal e execução penal em curso no território nacional em que haja informação do Coaf , da Receita Federal e do BACEN ao Ministério Público, o que vai muito além do que foi pedido pelo requerente em petição avulsa e pelo Ministério Público no recurso extraordinário”, afirmou a PGR.

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A procuradora-geral argumenta que o intercâmbio de informações do Coaf com investigações do Ministério Público é fato corriqueiro no ordenamento jurídico brasileiro e que o Supremo sempre referendou essa utilização. Por isso, Raquel Dodge alerta que o entendimento de Toffoli pode trazer impactos para ações penais e investigações em todo o país.

A PGR cita o caso mensalão, que utilizou relatórios do Coaf, na denúncia contra o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB), do famoso apartamento com R$ 51 milhões, e casos da Lava Jato, como a prisão do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (MDB). Cita ainda a investigação sobre o médium João de Deus e inquéritos relacionados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

“Cumpre ressaltar que, em todos os casos acima mencionados, o intercâmbio de informações entre COAF e Ministério Público Federal se deu independentemente de chancela prévia do Supremo Tribunal Federal, sendo que tais RIFs (relatórios de inteligência financeira) não se limitaram a informar dados genéricos dos correntistas ou ‘montantes globais mensalmente movimentados’, conforme assentado na decisão embargada. Afora os casos que tramitam perante o Supremo Tribunal Federal, há uma infinidade de investigações e ações penais que poderão ser negativamente impactadas por conta do entendimento ora embargado, que perpassam pelas mais diversas espécies delitivas, não restritas a casos de corrupção ou crimes contra a Administração Pública”, apontou Dodge.

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A procuradora-geral argumenta que o efeito da decisão de Toffoli será contrário à intenção dele. “O novo método de transmissão de informações instituído pela decisão embargada – que permite apenas o fornecimento de dados genéricos dos correntistas ou ‘montantes globais mensalmente movimentados’ — acabará compelindo a instauração de apurações contra pessoas sobre as quais não recai qualquer suspeita, fazendo-as constar desnecessariamente como investigadas dentro do sistema judicial criminal. Na contramão dos louváveis fins buscados pela decisão, isso acarretará um inevitável strepitus judicii como efeito colateral do pedido de afastamento do sigilo de pessoas que agiram dentro da legalidade”, afirmou.

Para a PGR, além de expandir de forma “indevida” os efeitos do pedido, a decisão do ministro acabou abrangendo situações diferentes que não haviam sido delimitadas no recurso de Flávio Bolsonaro. Segundo a PGR, Toffoli aplicou “dispositivos legais e precedentes do STF” relativos a temas completamente diferentes do pedido feito pela defesa do senador. No recurso, a PGR diz que o processo que deu origem à decisão de Toffoli tratava apenas do compartilhamento de dados repassados pela Receita Federal a órgãos de investigação, mas que o despacho do presidente do STF acabou suspendendo investigações e processos que tinham utilizado dados do Coaf, algo que não estava previsto no início do caso.

Caberá agora a Toffoli decidir se modifica algum ponto de sua decisão ou se levará o assunto diretamente ao plenário do STF para discussão do mérito.

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Paulo Guedes chama ataques hacker a seu celular de “banditismo”

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Marcos Corrêa/PR

Paulo Guedes foi mais uma vítima dos ataques hacker


Um dia após ter o celular hackeado, o ministro da Economia, Paulo Guedes, classificou a ação como “um retrocesso enorme” quando estão “querendo reconstruir o país”. Na tarde desta terça-feira (23), a Polícia Federal (PF)prendeu quatro pessoas acusadas de crimes cibernéticos, um deles suspeito de ter invadido o celular do ministro da Justiça, Sergio Moro.

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“Isso é o banditismo. Isso é invasão de privacidade, isso é um retrocesso enorme, isso é o uso de coisas destrutivas. Estamos querendo reconstruir o país e tem, infelizmente, marginais, bandidos que ficam fazendo este tipo de coisa. Mas vamos para frente”, disse Paulo Guedes , nesta terça-feira, após participar da cerimônia de lançamento do Programa do Novo Mercado de Gás, no Palácio do Planalto.

Por volta de 22h30 de segunda-feira (22), o telefone do ministro entrou para o aplicativo de mensagens Telegram. Depois, a assessoria de Guedes informou que o ministro teve o  celular clonado.

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Nesta terça-feira, a PF deflagrou a Operação Spoofing e cumpriu ainda sete mandados de busca em São Paulo, Araraquara e Ribeirão Preto.

As prisões ocorreram durante o curso das investigações sobre a invasão do celular de Moro e de outros ministros. Paulo Guedes foi o último atingido.. A partir de agora, a PF tentará descobrir se os presos têm alguma relação com o vazamento de conversas do procurador Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba. O inquérito está sendo conduzido pela Diretoria de Inteligência.

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Bolsonaro vai a terceiro culto evangélico em cinco dias mesmo com agenda cheia

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Isac Nóbrega/PR – 21.7.19

A primeira-dama Michelle Bolsonaro e o presidente Jair Bolsonaro participam de culto evangélico na Igreja Sara Nossa Terra

Desde a sexta-feira da semana passada, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) abriu espaço em sua disputada agenda para comparecer a três eventos de igrejas evangélicas em Brasília. A terceira participação em um culto em cinco dias ocorre na noite desta terça-feira (23), quando ele vai à Conferência Global, evento promovida pela Igreja Comunidade das Nações.

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Antes, Bolsonaro foi a atos da Igreja Sara Nossa Terra. Na sexta (19), ele participou por pouco mais de dez minutos, no início da tarde, da “Celebração Internacional 2019: Conquistando pelos olhos da Fé”, onde foi recebido aos gritos de “mito”.

Na ocasião, ele disse que a única instituição a que tem lealdade absoluta é o povo, além de Deus. “A nossa força vem do povo, a única instituição a que nós temos lealdade absoluta de submeter, depois de Deus obviamente. O Brasil é nosso”.

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No domingo, ele foi com a primeira-dama, Michelle Bolsonaro , a outro culto da Sara Nossa Terra, na região Sudoeste da cidade. O ato foi comandado pelo bispo Rodovalho, presidente e fundador da igreja, e contou com a presença também do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM) e sua esposa.

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