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Mesmo possuindo porte, Eduardo Bolsonaro não pode andar armado na Câmara

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Eduardo Bolsonaro visitou Jair Bolsonaro portando um revólver arrow-options
Reprodução/Twitter Eduardo Bolsonaro

Eduardo Bolsonaro visitou Jair Bolsonaro portando um revólver


Dentro da Câmara dos Deputados, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) não poderia posar para uma foto com uma pistola Glock na cintura, como fez na segunda-feira (9) ao lado do pai, no quarto do hospital em que o presidente Jair Bolsonaro se recupera de cirurgia realizada no domingo. O porte de arma “de qualquer espécie” é proibido nos edifícios e nas áreas adjacentes da Casa.

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O impedimento, que só não alcança os membros da segurança, é determinado pelo regimento interno da Câmara, no artigo 271. Desrespeitar essa norma constitui infração disciplinar, além de contravenção. Eduardo Bolsonaro tem porte de arma por ser escrivão, hoje licenciado, da Polícia Federal. Ele ingressou na corporação em 2010 e se elegeu deputado federal em 2014. A assessoria de imprensa da Câmara explicou que a proibição se estende a qualquer pessoa, “inclusive, vale lembrar, membros das forças policiais”.

O órgão informou ainda que, segundo o Departamento de Polícia Legislativa, não há registro de casos de parlamentares portando armas nestes locais.

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Questionada pelo GLOBO se o deputado anda armado na Câmara, a assessoria de Eduardo respondeu que dentro da Casa é proibido e que o repórter sabe disso.

Nesta terça, Eduardo também foi armado para uma reunião com empresários na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), de acordo com a coluna de Lauro Jardim, do GLOBO. No começou da conversa, ele comentou que não era para ninguém ficar com medo.

Em novembro de 2014, o então deputado eleito foi com uma pistola a uma manifestação contra a então presidente Dilma Rousseff (PT). Na ocasião, ele disse à revista Veja SP que “sair de casa sem ela é o mesmo que esquecer a carteira” e que só não levaria a arma para a Câmara por ser proibido.
Um item do capítulo da Constituição sobre direitos e deveres individuais e coletivos estabelece que “todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente”.

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Hospital

A foto de Eduardo com o pai foi publicada no perfil do deputado no Instagram. Parte da arma aparece atrás do cinto do parlamentar, que está com o terno aberto. “Tudo bem com Jair Bolsonaro. Mais uma vez agradecemos a equipe médica que realizou a cirurgia e todos que oraram, rezaram ou de alguma maneira enviaram energias positivas. Deu certo”, afirmou ele na postagem.

O filho do presidente é entusiasta e colecionador de armas, além de ser adepto da prática de tiro esportivo. A Glock 9mm é a arma padrão usada pelos policiais federais em todo país.

Em nota sobre o episódio, o Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, informou que acolhe integralmente a legislação legal brasileira. “Cabe citar, além disso, que as normas de segurança que regem a internação do Senhor Presidente da República, Jair Bolsonaro, neste hospital são de responsabilidade do Gabinete de Segurança Institucional, a quem o questionamento deve ser dirigido”, apontou.

Um decreto assinado este ano pelo presidente Bolsonaro estabelece que o “titular de porte de arma de fogo para defesa pessoal (…) não poderá conduzi-la ostensivamente”.

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Mais uma vítima de incêndio em hospital morre no Rio

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Caminhão de bombeiros fazendo rescaldo em hospital arrow-options
Barbara Dias/Zimel Press/Agencia O Globo

Número de mortos subiu para 13 nesta segunda-feira

Uma nota divulgada pelo Hospital Badim, atingido por um incêndio na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, na última quinta-feira (12), confirmou a morte de mais um dos pacientes que estava internado no local no momento do fogo.

Segundo a publicação, a vítima, de identidade não revelada, foi transferida para o hospital Copa D’Or, em Copacabana, mas não resistiu. “Ressaltamos que todos os esforços e dedicação das equipes médicas envolvidas foram empenhados para a recuperação da paciente”, afirma nota

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Também na nota, o Badim afirmou que mais uma colaboradora foi internada no Copa D’Or no domingo, “com sintomas possivelmente decorrentes do incêndio”. Com mais uma morte confirmada, o número de vítimas fatais do incêndio sobe para 12. 

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Menino que gravou adeus para mãe antes de morrer já tinha sido vítima do pai

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Mãe tentou salvar o filho de ex arrow-options
Erika Kuasne/Facebook

Mãe tentou salvar a vida do filho



Érika Kuasne, 36, enterrou o filho de nove anos neste fim de semana depois de receber, por telefone, uma mensagem do menino se despedindo pouco antes de morrer: “Adeus, mãe “. O ex-marido, o motorista de aplicativo Marco Antônio Alves Marcondes , 45,  jovem o carro contra uma carreta na PR-445, em Londrina (PR), na última sexta-feira (13). A mulher conta que chegou a ter medida protetiva contra o ex e que ele já havia tentato matar o filho do casal, quando o menino ainda era um bebê.

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Durante as três horas em que Marcondes dirigia o Chevrolet Classic branco pela PR-445, ele enviou mensagens de texto e áudio para a ex, após raptar a criança . Erika tentou salvar a vida do filho enquanto, paralelamente, tentava ajuda da Polícia. Nas mensagens, ele deixava clara a intenção de fazer mal a si e à criança:”Reza bastante, reza. (…) Eu vou dessa para pior, mas vou feliz porque sei que você vai sofrer”, dizia algumas da mensagens às quais o iG teve acesso.

Reza bastante, reza

“Ele torturou psicologicamente meu filho por três horas”, conta Érika, que decidiu se separar há três anos por não aguentar mais as agressões. Segundo ela, o homem não pagava pensão, mas costumava buscar o filho para passear.

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A mãe também relembra que Marcondes tentou matar o menino Matheus quando ele ainda era um bebê. “Chegou bêbado, me agrediu e tentou bater no meu filho. E ninguém me ajudava, ninguém acreditava em mim. Do portão para fora de casa ele era o amigão e ninguém desconfiava do que eu passava”.

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 Érika conta que procurou a delegacia na quarta-feira anterior ao crime, 11 de setembro, depois de ser obrigada a entrar no carro de Marcondes e acabar agredida. “Vi que a medida protetiva tinha se expirado. Essas denúncias não resolvem muito. A gente fica à mercê do homem violento, que diz que vai mudar, que ama”, desabafa. “Eu sabia que ele queria me machucar, mas não nosso filho.”

Do portão para fora de casa ele era o amigão e ninguém desconfiava do que eu passava

Segundo ela, Matheus passou a ter medo do pai. “Ele reclamava que gritava com ele e falava mal de mim, me xingava”, diz. E foi nesses últimos dias que Matheus revelou um sonho. “Ele falava que queria ser policial para me defender do pai dele.”

Erika e Matheus Gabriel arrow-options
Erika Kuasne/Facebook

Erika junto ao filho, Matheus Gabriel

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Luto

Ainda sem conseguir voltar à casa onde criava o caçula – ela tem uma filha de 18 e outro de 14 -, Érika parece não acreditar que o fim de semana vai ficar marcado pela dor de sepultar o filho que, apesar do medo, amava o pai. “Ele ficava doente se passasse muito tempo ser ver o Marco”.

Velado e sepultado no sábado (14), o rosto apavorado do menino passou de mão em mão em celulares onde aparece em dois vídeos gravados poucos minutos antes de morrer. “Todo mundo achava que tinha sido um acidente. Não foi. Eu provei que ele tinha me ameaçado e provocado a morte do nosso filho. Tanto que não apareceu ninguém da família dele no velório. Meu filho foi assassinado”, disse.  


 Erika diz querer Justiça para seu filho, mas não sabe como alcançá-la, e prefere recorrer à memória do caçula: “Meu filho era uma criança cheia de vida. Queria trabalhar. Era meu defensor, meu segurança. Ele só não tinha idade nem tamanho, mas o jeito que falava era muito maduro.  Era meu herói.”

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Trump rejeita pedido de impeachment de juiz acusado de abuso sexual

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Flickr/The White House

Pedido de impeachment do juiz da Suprema Corte Brett Kavanaugh foi negado por Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump , rejeitou no domingo pedidos de democratas pelo impeachment do juiz da Suprema Corte dos EUA Brett Kavanaugh , após uma nova reportagem que comprovou acusações de abuso sexual contra o magistrado.

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Durante o processo de confirmação da indicação para a Suprema Corte, em outubro do ano passado, Kavanaugh foi acusado por duas mulheres de abuso sexual na década de 1980, época em que era estudante na Universidade de Yale. Ele negou veementemente as acusações. Trump, por sua vez, defendeu Kavanaugh durante todo o processo.

No domingo, o presidente americano descartou a nova acusação como “mentirosa” e afirmou que Kavanaugh “deveria começar a processar pessoas por difamação, ou o Departamento de Justiça ir em sua ajuda.”

As últimas denúncias foram resultado de uma investigação do jornal New York Times, publicada no sábado. Na reportagem, Max Stier, ex-colega do juiz na Universidade Yale , afirma que viu Kavanaugh numa festa no dormitório universitário em que amigos “empurraram o pênis dele na mão de uma aluna”.

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O novo testemunho corrobora uma acusação feita por Deborah Ramirez, também ex-colega de Yale , que afirmou, durante o processo de confirmação, que Kavanaugh expôs suas partes íntimas em uma festa na universidade.

Segundo o New York Times, pelo menos sete pessoas, incluindo a mãe de Ramirez, tinham ouvido sobre o incidente muito antes de Kavanaugh se tornar juiz. O jornal afirma ainda que Max Stier notificou senadores americanos e o FBI sobre o incidente, mas que o FBI não investigou o caso.

Após a publicação da reportagem, pelo menos três pré-candidatos democratas pediram o impeachment de Kavanaugh. Apesar dos pedidos, no entanto, como os republicanos atualmente controlam o Senado, é praticamente impossível que o processo siga em frente.

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A senadora Kamala Harris, da Califórnia, disse que no Twitter que “Brett Kavanaugh mentiu para o Senado dos EUA e, mais importante, para o povo americano: “Ele tem que sofrer impeachment.”Já a senadora de Massachusetts, Elizabeth Warren, disse que “as novas revelações são perturbadoras: “Como o homem que o nomeou, Kavanaugh deve sofrer impeachment.”

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Julian Castro, ex-secretário de Habitação dos EUA, também pediu sua saída. “Está mais claro do que nunca que Brett Kavanaugh mentiu sob juramento”, tuitou. “Ele deve sofrer impeachment, e o Congresso deveria rever a falha do Departamento de Justiça em investigar adequadamente o assunto.”

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