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Saúde

Ministério da Saúde admite legitimidade do uso do termo “violência obstétrica”

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violência obstétrica
Reprodução/Pixabay

Debate sobre a violência obstétrica ganhou espaço em campanhas de especialistas e grupos de apoio ao parto humanizado

O Ministério da Saúde reconheceu o direito das mulheres de usarem o termo violência obstétrica, para representar experiências vivenciadas durante o parto e nascimento que configurem maus tratos, desrespeito e abusos à parturiente. A posição veio após a recomendação expedida pelo Ministério Público Federal em São Paulo.

A pasta informou ainda que vem adotando medidas para reduzir o número de ocorrências de situações de atendimento inadequado, para que haja um avanço na qualidade da atenção obstétrica e neonatal, incluindo o respeito à autonomia das mulheres, o acolhimento e o cuidado seguro e humanizado.

Segundo o Ministério da Saúde, os abusos e maus tratos durante o parto em instituições de saúde afetam os direitos das mulheres ao cuidado respeitoso, além de ameaçar o direito à vida, à saúde, à integridade física e a não discriminação.

Em maio, o Ministério da Saúde havia divulgado um despacho em que decidia abolir o uso do termo “violência obstétrica” , usado para definir casos de violência física ou psicológica contra mulheres na hora do parto. O relator do documento alegava que a definição tinha “viés ideológico”. 

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Nos últimos anos, o debate sobre a violência obstétrica ganhou espaço em campanhas de especialistas, grupos de apoio ao parto humanizado e até do próprio Ministério da Saúde. A pasta definia a agressão como aquela que ocorre na gestação ou parto, podendo ser “física, psicológica, verbal, simbólica e/ou sexual, além de negligência, discriminação e/ou condutas excessivas ou desnecessárias ou desaconselhadas”. 

Fonte: IG Saúde
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Saúde

Infecções fúngicas: saiba sobre essa doenças que podem matar em 96% dos casos

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As infecções fúngicas podem ser menos comuns que as infecções bacterianas ou virais, mas nem por isso devem ser consideradas inofensivas. Pelo contrário, enfermidades do tipo, como a “doença do pombo”  podem ser fatais em até 96% dos casos.

Médico segurando placa de Petri com fungos arrow-options
shutterstock

As infecções fúngicas costumam estar associadas a problemas imunológicos, que diminuem a resistência do organismo

Segundo Arnaldo Lopes Colombo, médico infectologista e professor titular da Universidade Federal de São Paulo, o problema é mais sério em pacientes com algum comprometimento do sistema imunológico.

Diversas doenças, procedimentos e tratamentos podem gerar um quadro que favoreça o desenvolvimento de infecções fúngicas sérias. Alguns exemplos de grupos que se encaixam nesse quadro são:

  1. Indivíduos com HIV
  2. Pacientes que passaram por um transplante de órgão ou de medula óssea
  3. Pessoas que fizeram uma cirurgia abdominal complexa
  4. Pacientes submetidos a quimioterapia
  5. Indivíduos em tratamento com corticoides e/ou antibióticos de amplo espectro

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E, embora esses grupos exijam cuidado redobrado contra doenças causadas por fungos , Arnaldo lembra que “a alta mortalidade quando o tratamento não é adequado e o potencial de trazer danos irreparáveis aos pacientes tornam o alerta para a existência dessas infecções necessário”.

Como exemplos especialmente perigosos de doenças fúngicas , o infectologista cita a aspergilose, uma das doenças do tipo mais comuns em ambiente hospitalar, e a mucormicose, patologia que figura em 0,6 casos a cada 100 mil pacientes.

“Ambas as doenças são consideradas condições debilitantes. O protocolo de tratamento existente hoje compreende medicamentos fúngicos e até mesmo a remoção cirúrgica dos tecidos comprometidos”, observa Arnaldo.

O que fazer contra as infecções fúngicas

Médica mostrando diagnóstico para sua paciente arrow-options
shutterstock

O diagnóstico precoce e preciso é essencial para combater as infecções fúngicas e evitar sequelas graves

Dito isso, a melhor forma de evitar as sequelas das doenças causadas por fungos é um diagnóstico rápido e um tratamento eficaz. “O quanto antes os médicos cogitarem a possibilidade de uma infecção fúngica, melhor”, afirma o infectologista.

No caso das doenças fúngicas citadas por ele, por exemplo, o diagnóstico e tratamento precoces podem evitar que o fungo alcance, por meio da corrente sanguínea, órgãos como o cérebro, o coração, o fígado ou os rins.

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Portanto, se um tratamento com antibióticos ou outros medicamentos não funcionar contra seu problema, procure o médico novamente para tentar obter um diagnóstico definitivo e evitar os problemas trazidos pelas infecções fúngicas .

Fonte: IG Saúde
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Infecções fúngicas: saiba mais sobre essa doença que pode matar em 96% dos casos

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As infecções fúngicas podem ser menos comuns que as infecções bacterianas ou virais, mas nem por isso devem ser consideradas inofensivas. Pelo contrário, enfermidades do tipo, como a “doença do pombo”  podem ser fatais em até 96% dos casos.

Médico segurando placa de Petri com fungos arrow-options
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As infecções fúngicas costumam estar associadas a problemas imunológicos, que diminuem a resistência do organismo

Segundo Arnaldo Lopes Colombo, médico infectologista e professor titular da Universidade Federal de São Paulo, o problema é mais sério em pacientes com algum comprometimento do sistema imunológico.

Diversas doenças, procedimentos e tratamentos podem gerar um quadro que favoreça o desenvolvimento de infecções fúngicas sérias. Alguns exemplos de grupos que se encaixam nesse quadro são:

  1. Indivíduos com HIV
  2. Pacientes que passaram por um transplante de órgão ou de medula óssea
  3. Pessoas que fizeram uma cirurgia abdominal complexa
  4. Pacientes submetidos a quimioterapia
  5. Indivíduos em tratamento com corticoides e/ou antibióticos de amplo espectro

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E, embora esses grupos exijam cuidado redobrado contra doenças causadas por fungos , Arnaldo lembra que “a alta mortalidade quando o tratamento não é adequado e o potencial de trazer danos irreparáveis aos pacientes tornam o alerta para a existência dessas infecções necessário”.

Como exemplos especialmente perigosos de doenças fúngicas , o infectologista cita a aspergilose, uma das doenças do tipo mais comuns em ambiente hospitalar, e a mucormicose, patologia que figura em 0,6 casos a cada 100 mil pacientes.

“Ambas as doenças são consideradas condições debilitantes. O protocolo de tratamento existente hoje compreende medicamentos fúngicos e até mesmo a remoção cirúrgica dos tecidos comprometidos”, observa Arnaldo.

O que fazer contra as infecções fúngicas

Médica mostrando diagnóstico para sua paciente arrow-options
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O diagnóstico precoce e preciso é essencial para combater as infecções fúngicas e evitar sequelas graves

Dito isso, a melhor forma de evitar as sequelas das doenças causadas por fungos é um diagnóstico rápido e um tratamento eficaz. “O quanto antes os médicos cogitarem a possibilidade de uma infecção fúngica, melhor”, afirma o infectologista.

No caso das doenças fúngicas citadas por ele, por exemplo, o diagnóstico e tratamento precoces podem evitar que o fungo alcance, por meio da corrente sanguínea, órgãos como o cérebro, o coração, o fígado ou os rins.

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Portanto, se um tratamento com antibióticos ou outros medicamentos não funcionar contra seu problema, procure o médico novamente para tentar obter um diagnóstico definitivo e evitar os problemas trazidos pelas infecções fúngicas .

Fonte: IG Saúde
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Saúde

Como a família pode ajudar quem tem Alzheimer? Entender a doença é fundamental

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O dia 21 de setembro foi a data escolhida para a conscientização sobre a doença de Alzheimer em todo o mundo. Caracterizada pela perda gradual da memória, a doença atinge 47 milhões de pessoas e, até 2050, a estimativa é que esse número atinja os 75 milhões. Os dados são da Organização Mundial de Saúde – OMS. 

dedo com barbante vermelho arrow-options
Thinkstock/Getty Images

Alzheimer muitas vezes é confundido com uma perda de memória, mas é vai muito além disso

Leia mais: Adesivo que auxilia tratamento para Alzheimer é distribuído gratuitamente no SUS

A babá Kátia Candeia acompanha a doença de Alzheimer de perto. Sua mãe, Emília Candeia, de 76 anos, foi diagnosticada com a doença há cinco anos e, desde então, requer cuidados constantes. Para Kátia, a maior das dificuldades foi descobrir que conviveria com uma doença sobre a qual pouco conhecia. 

“Eu já tinha ouvido falar, já sabia que afetava a memória , mas até saber que minha mãe estava com a doença não sabia o quanto era sério ou que precisava ser feito. Quando fiquei sabendo, entrei em pânico”, recorda Kátia. 

De acordo com o médico geriatra Natan Chehter, o caso da família Candeia é uma realidade em muitos outros lares do país, que ainda convivem com a desinformação sobre a doença e têm sua dor agravada. “No Brasil, o diagnóstico do Alzheimer costuma ser tardio porque existe uma crença de que a perda de memória, principalmente na velhice, é normal. Entender a existência da doença é fundamental para saber o que deve ser feito e entender seus limites”

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Leia mais: No Alzheimer, depressão pode vir antes da perda de memória

Como a família pode ajudar quem tem Alzheimer?

Hoje, Kátia e Emília vivem uma dinâmica organizada que visa a melhor qualidade de vida possível para a mais velha. “Ela não pode ficar sozinha em casa e precisa da nossa ajuda para a maioria das tarefas. Também não posso deixar por perto facas, fósforo ou nada com o que ela possa se machucar”, diz a filha. “Apesar disso, estamos sempre conversando e passeando juntas”.

O acompanhamento atento está entre os cuidados recomendados pelo geriatra, que também aconselha uma atenção especial ao ambiente de quem convive com a doença. “Com a progressão do Alzheimer , é fundamental estar atento ao lugar em que a pessoa vive. Observar fios desencapados, objetos cortantes, lugares muito altos ou qualquer instalação que possa causar acidentes”.

E como acontece a progressão do Alzheimer?

Um das características da doença de Alzheimer é a piora progressiva dos sintomas. A evolução pode ser dividida em três fases: leve, moderada e grave. A associação Brasileira de Alzheimer, porém, alerta para o fato de que em muitos casos sintomas caracterizados em diferentes fases se mesclam no mesmo período. 

As principais características da fase leve são a perda da memória recente; dificuldade de se expressar (problemas de linguagem); facilidade para se perder, mesmo em locais familiares; dificuldades em saber os dias e horários, entre outros sintomas. 

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Já na fase moderada, os sintomas ficam mais graves, afetando atividades cotidianas. Dificuldades para cozinhar, fazer compras, lembrar nomes e eventos importantes estão entre os problemas mais comuns. Além disso, problemas de ordem de comportamento como depressão e agressividade podem acontecer, uma vez que o paciente começa a enxergar-se dependente de terceiros. 

A fase mais grave, estágio final da doença, envolve dificuldades para comer, caminhar, falar, incontinência fecal e urinária. Essa fase pode demorar até 12 anos para chegar após o diagnóstico inicial e, de acordo com o profissional, exige maturidade e paciência dos familiares. 

Existem maneiras de evitar o avanço da doença? 

Sim. Embora seja uma doença neurodegenerativa e sem cura, existem tratamentos que podem minimizar os distúrbios, retardar a evolução do Alzheimer e prolongar a qualidade de vida dos pacientes. 

Leia mais: Estudo lista 5 ‘regras de ouro’ para prevenir demência 

No Brasil, o tratamento multidisciplinar para a doença, assim como os medicamentos que barram o avanço dos sintomas, é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

Quais são os fatores de risco para o Alzheimer? 

De acordo com o Ministério da Saúde, existem alguns fatores de risco para a doença. Identificá-los pode permitir um diagnóstico precoce desses grupos. Saiba quais são: 

– A idade e a história familiar: a demência é mais provável se a pessoa tem algum familiar que já sofreu de Alzheimer ;

– Baixo nível de escolaridade: pessoas com maior nível de escolaridade geralmente executam atividades intelectuais mais complexas, que oferecem uma maior quantidade de estímulos cerebrais.

Fonte: IG Saúde
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