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Morre criança de cinco anos vítima de bala perdida no Rio de Janeiro

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Arquivo da família

Ketellen foi atingida por bala perdida durante tiroteio

Uma menina, de apenas 5 anos, morreu, na madrugada desta quarta-feira (13), após ter sido baleada em tiroteio na Praça da Cohab, em Realengo , na Zona Norte do Rio, no início da tarde desta terça-feira. Na ocasião, um homem também foi atingido por um tiro e não resistiu aos ferimentos.

De acordo com informações preliminares fornecidas pela Polícia Militar, um carro que passava pelo local efetuou os disparos. Baleado , um rapaz ainda não identificado morreu no local.

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Já a menina, que foi identificada como Ketellen Umbelino de Oliveira Gomes, passava pela região acompanhada da mãe no momento do ataque e acabou atingida na perna por uma bala perdida . Ela foi levada para o Hospital municipal Albert Schweitzer, no mesmo bairro. De acordo com um funcionário da unidade ela passou por uma cirurgia, mas não resistiu.

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Ainda segundo a PM , os ocupantes do veículo ainda não foram identificados. Nas redes sociais, moradores de Realengo lamentaram o ocorrido e relataram pânico durante e após o tiroteio.

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São Paulo terá sexta-feira 13 com chuva, raios e alagamentos

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Reprodução/CreativeCommons

CGE alerta sobre chuvas fortes e possibilidade de alagamentos

A previsão do tempo para esta sexta (13), na capital paulista é de muitas nuvens e tempo abafado devido à alta umidade, que permanece durante todo o dia acima de 60%.  A temperatura mínima será de 19ºC e a máxima de 25ºC. A informação é do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas ( CGE ).

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Uma frente fria vinda do oceano trará áreas de instabilidades que provocam pancadas de chuvas generalizadas, raios e rajadas de vento por São Paulo . O CGE alerta riscos de queda de árvores, alagamentos, deslizamento e transbordamento de rios e córregos.

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Nacional

Vereador chama colega de “judeu filho da p***” na Câmara de São Paulo; assista

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Amadeu e Annenberg arrow-options
Divulgação

O vereador do DEM Adilson Amadeu, direita, fez uma ofensa antissemita a Daniel Annenberg (PSDB), esquerda

Durante sessão desta quarta (11) na Câmara de São Paulo, o vereador Adilson Amadeu (DEM) chamou o também parlamentar Daniel Annenberg (PSDB) de “j udeu filho da puta “. A ofensa foi realizada após o tucano ter votado contra um projeto de Amadeu. Os dois brigaram e precisaram ser afastados, fazendo a sessão ser suspensa logo em seguida.

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“Eram 23h30 e estávamos votando o projeto dele. Votei não. E aí ele começou a me agredir. Primeiro em palavras, depois chegou a quase me agredir fisicamente”, relatou Annenberg à revista Veja . O tucano já foi presidente da Câmara de São Paulo entre 2011 e 2016. Ele afirma que irá tomar medidas legais contra Amadeu.

“Em uma sessão tensa que já durava quase 8 horas, no calor da discussão, eu realmente me excedi”, afirmou em nota Amadeu. “Caso alguém tenha se sentido ofendido e ainda que não tenha sido uma fala generalizada, quero pedir minhas sinceras desculpas à comunidade judaica. Em nenhum momento houve um ataque à cultura ou tradição judaicas, a quem sempre fiz questão de respeitar.”

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A Federação Israelita do Estado de São Paulo (FISESP) repudiou a fala de Amadeu e disse em nota que “mesmo no calor das discussões parlamentares, não há espaço para o aprofundamento de preconceitos, discriminações e divisões em nossa sociedade”.

A entidade, que representa a comunidade judaica afirma estar tomando medida legais para que o vereador do DEM responda criminalmente. “O parlamento paulistano não pode se tornar uma terra sem lei”, afirmam.

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Assista à fala do vereador: 

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Nacional

Barragem em Brumadinho rompeu por combinação de deformações, dizem especialistas

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Foto: Eduarda Esteves

Terreno transformado após o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão

O resultado da investigação técnica sobre o rompimento da Barragem 1 da Mina Córrego do Feijão , em Brumadinho (MG), mostrou que a causa da tragédia foi a combinação crítica de deformações específicas internas contínuas, devido ao creep (carga constante que provoca deformação) e à pequena redução de força em uma zona insaturada pela perda de sucção por causa da água de fortes chuvas acumulada no local – aí incluídas as intensas chuvas do final de 2018.

A barragem rompeu-se em janeiro deste ano, provocando a morte de mais de 250 pessoas. Ainda existem desaparecidos.

O resultado foi apresentado pelo líder de um painel de especialistas, Peter Robertson, PhD em geotecnia pela Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá. As conclusões do grupo foram divulgadas na quinta-feira, 12 de dezembro, em São Paulo.

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    “O creep ocorre quando o material tem uma carga constante e se deforma de maneira lenta. Isso acontece com alguns materiais, que sofrem uma carga muito forte, como um talude íngreme com excesso de água, que vai sofrer o efeito de creep, com tensões de cisalhamento [tensão gerada por forças aplicadas em sentidos iguais ou opostos, em direções semelhantes, mas com intensidades diferentes] no material analisado”, explicou Robertson. “É uma deformação que acontece lentamente, mas a ruptura é abrupta”, completou o especialista.

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    Cimentação

    De acordo com Robertson, a novidade do estudo é a identificação da cimentação entre as partículas. “Em testes de laboratório, [constatou-se] o efeito da cimentação, e isso criou um material muito mais quebradiço, que perdia a resistência muito mais rapidamente”, observou.

    Segundo o relatório do painel de especialistas sobre as causas técnicas do rompimento da Barragem I do Feijão, análises do estado de tensão dentro da estrutura mostraram ainda que partes significativas dela estavam sob carregamentos muito elevados devido à sua inclinação, ao alto peso dos rejeitos e ao nível de água. “A construção de uma barragem íngreme a montante [método no qual a barreira de contenção recebe camadas do próprio material do rejeito da mineração], o alto nível de água, rejeitos finos fracos dentro da barragem e a natureza frágil dos rejeitos geraram as condições para o rompimento”, conclui o estudo.

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    A análise apontou também a “liquefação estática” (quando um material sólido passa a se comportar como líquido) como motivo do rompimento. “O rompimento e o deslizamento de lama resultante decorreram da liquefação estática dos rejeitos da barragem”, diz o documento.

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    A barragem era essencialmente muito íngreme e muito úmida, e o material retido por ela, fofo, saturado, muito pesado e de comportamento muito frágil, destacou Robertson. “O rompimento foi resultado de liquefação estática dos materiais”, reforçou.

    Hipóteses descartadas

    O relatório descartou elementos como sismos e detonações como causadores da tragédia. Segundo o Painel, embora tenham ocorrido detonações nas minas a céu aberto na área, nenhuma foi registrada pelo sismógrafo mais próximo da Barragem I no dia 25 de janeiro de 2019, antes do rompimento.

    “Sabemos que houve uma detonação na mina, mas aconteceu mais ou menos 5 minutos após a ruptura. A detonação foi eliminada como possível gatilho e não teve nenhuma atividade de terremoto na região naquele dia”, ressaltou Robertson.

    Ele disse que o painel de especialistas não avaliou responsabilidades da empresa, nem de pessoas envolvidas no acidente, mas que espera que as conclusões do relatório sirvam de exemplo. “Geralmente, quando rupturas como essa acontecem, a indústria aprende coisas novas, e as práticas melhoram. É uma lástima essa perda enorme de vidas. Esperamos que as nossas descobertas possam ajudar a indústria para que fatalidades como essa não se repitam”, finalizou.

    O painel foi contratado por um escritório de advocacia em nome da Vale S.A. para apurar as causas técnicas do rompimento. O relatório completo está disponível em www.b1technicalinvestigation.com .

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