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Economia

Para analistas, país pode ter segundo trimestre seguido de queda no PIB

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A deterioração do cenário externo — com a tensão comercial entre EUA e China e o avanço do partido de Cristina Kirchner nas prévias da eleição na Argentina — somada à conjuntura de atividade fraca podem empurrar o Brasil para o segundo trimestre seguido de resultados negativos na economia. Isso caracterizaria a chamada recessão técnica.

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Aprovação da reforma da Previdência, liberação do FGTS e mudança nas regras das vendas do gás podem ajudar no PIB

Analistas já refazem as contas após a divulgação, nessa segunda-feira (13), do IBC-BR, índice do Banco Central que funciona como uma  prévia do Produto Interno Bruto ( PIB ) e apontou queda de 0,13% entre abril e junho. Os dados oficiais sobre o desempenho da economia serão divulgados pelo IBGE no fim do mês.

Na avaliação de especialistas, medidas recentes que têm potencial para alavancar a economia, como a aprovação da reforma da Previdência , a liberação de recursos do FGTS e a mudança de regras no mercado de gás, só vão surtir efeito nos próximos trimestres.

Ainda não há consenso entre os especialistas se a economia vai, de fato, cair ou se terá avanço próximo de zero no segundo trimestre, mas, por ora, o que prevalece nas previsões é a leitura de um cenário de queda em indústria, comércio e serviços.

“Os dados fechados do segundo trimestre mostram indústria (-0,7%), comércio (-0,30%) e serviços (-0,6%) caindo. Estamos prevendo alta de 0,4% no ano, o que já é otimista. O cenário externo está desafiador, e é possível que o dólar feche o ano na faixa de R$ 4. Isso pode ajudar as exportações, mas o custo é a pressão inflacionária, que fica mitigada porque a economia está fraca”, explicou André Perfeito, economista-chefe da Necton Investimentos, que prevê queda de 0,2% do PIB no segundo trimestre.

“Difícil não ter queda no PIB ”, resume, em relatório, o economista-chefe do banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, que também espera queda de 0,2% do PIB entre abril e junho. No primeiro trimestre, a economia já havia recuado 0,2%.

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BC: país está preparado

Mesmo considerando as previsões negativas, especialistas ressaltam que, na recessão técnica, há possibilidade de recuperação no curto prazo. Dois trimestres de PIB negativo não significam que o país vai fechar o ano com retração na economia. Há possibilidade de melhora no segundo semestre. As projeções para 2019, porém, ainda se mantêm cautelosas, de acordo com a pesquisa Focus, e recuaram de 0,82%, na semana passada, para 0,81%.

No mercado financeiro, o dia de ontem foi de nervosismo, influenciado pelas primárias na Argentina. Os temores dos especialistas vão desde os sinais de contágio — o que já contribuiu para o aumento do risco-país ontem para 140 pontos — até uma piora no ambiente financeiro, com visões econômicas divergentes em Brasil e Argentina, caso o presidente Mauricio Macri perca a eleição.

“A possibilidade de volta do kirchnerismo na Argentina , principal parceiro comercial do Brasil no Mercosul, trouxe preocupações quanto aos rumos da economia. E o impasse nas negociações comerciais entre China e EUA continua sendo um pano de fundo para o mau humor dos investidores”, afirmou Pedro Galdi, analista da Mirae Asset Wealth Management.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou ontem, em evento em São Paulo, que o mercado foi influenciado pela polarização política ao redor do mundo, evidenciada pelo resultado das primárias na Argentina, o que ainda pode trazer riscos para as economias emergentes com a casa mais bem arrumada, como o Brasil. Ele definiu o dia de ontem no mercado como “desafiador”, mas disse que “o Brasil está preparado” .

Para Silvio Campos Neto, economista e sócio da consultoria Tendências, o cenário externo é preocupante, mas os bancos centrais estão reagindo e, do ponto de vista doméstico, “o Brasil está mais forte para resistir”:

“No quarto trimestre, o país já estará crescendo 1,3% frente ao mesmo período do ano passado”, previu o economista, que espera um resultado entre zero e 0,1% de abril a junho, mas vê sinais de recuperação no segundo semestre com a queda dos juros, a perspectiva de aprovação da reforma da Previdência no Senado e a liberação de recursos do FGTS.

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Sinais de cautela

Outros fatores, porém, pesam no front externo: o presidente americano Donald Trump colocou em xeque, na última sexta-feira, um encontro em setembro de negociadores chineses e americanos, o que trouxe ainda mais incerteza quanto à possibilidade de um entendimento comercial entre as duas maiores economias do mundo. Na Europa, também não há sinal de alento. A falta de acordo para o Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia) e o racha na coalizão do governo italiano elevam a aversão a risco.

“Preocupa essa nova rodada de mau humor externo. Isso pode ser ruim para o Brasil no momento que o país precisa de recursos para investimento. A crise externa afasta o investidor estrangeiro, que vai procurar porto seguro nos títulos americanos”, afirmou Silvia Matos, economista da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Silvia estima um aumento de 0,3% do PIB no segundo trimestre e ressalta que houve melhoria na indústria de transformação e nos serviços prestados às famílias. No ano, ela vê possibilidade de crescimento de 1,1%.

Luka Barbosa, economista do Itaú, avalia que o segundo trimestre será positivo em 0,5%, mas teme pelo resultado do terceiro trimestre. Como os números da atividade em junho foram negativos, com queda generalizada, a economia começou fraca em julho. O banco prevê PIB de 0,8% no ano:

“Não dá para descartar um trimestre negativo. A desaceleração da economia global afeta os preços das commodities e, historicamente, isso freia investimentos. O mundo crescendo menos também prejudica nossas exportações, mesmo com a alta do dólar”.

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Ele lembra que, na virada de 2017 para 2018, o mundo crescia perto de 5%, agora está abaixo de 3%. Os indicadores industriais de Europa, China e Estados Unidos estão em queda, disse Barbosa. “Essa nova rodada de piora pode levar o PIB a crescer 0,6% em 2019”, avalia.

Fonte: IG Economia
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Economia

Mega-Sena: veja resultado do prêmio 2.216 deste sábado

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Agência Brasil

Mega-Sena

A Caixa Econômica Federal sorteou as seis dezenas do prêmio 2.212 da Mega-Sena na noite deste sábado (14).  Os números sorteados foram 10 – 24 – 42 – 43 – 48 – 49. Vencedores e rateio ainda não foram divulgados.

Como funciona

O concurso é realizado pela Caixa Econômica Federal e pode pagar milhões ao sortudo que acertar as seis dezenas.

Os sorteios ocorrem ao menos duas vezes por semana – normalmente, às quartas-feiras e aos sábados. O apostador também pode ganhar prêmios com valor mais baixo caso acerte quatro ou cinco números, as chamadas Quadra e Quina, respectivamente.

Na hora de jogar, o apostador pode escolher os números ou tentar a sorte com a  Surpresinha  – nesse modelo, o sistema escolhe automaticamente as dezenas que serão jogadas. Outra opção é manter a mesma aposta por dois, quatro ou até oito sorteios consecutivos, a chamada Teimosinha.

Premiação

Os prêmios iniciais costumam ser de aproximadamente  R$ 3 milhões  para quem acerta as seis dezenas. O valor vai acumulando a cada concurso sem vencedor. 

 Também é possível ganhar prêmios ao acertar quatro ou cinco números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas. Para isso, é preciso marcar de seis a 15 números  do volante.

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O prêmio bruto da Mega-Sena corresponde a  46%  da arrecadação.

Desse total, 35% são  distribuídos  entre os acertadores dos seis números sorteados;

– 19% entre os acertadores de cinco números (Quina),

– 19% entre os acertadores de quatro números (Quadra),

– 22% ficam acumulados e distribuídos aos acertadores dos seis números nos concursos de final zero ou cinco e

– 5% ficam acumulado para a primeira faixa (Sena) do último concurso do ano de final zero ou cinco.

Fonte: IG Economia
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Economia

Governo acaba com multa de 10% paga pelo empregador em demissão sem justa causa

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Alan Santos/PR

Jair Bolsonaro, do PSL

O presidente Jair Bolsonaro acabou com a multa de 10% do FGTS paga pelo empregador ao governo em caso de demissão sem justa causa. A Lei n° 13.932 publicada nesta quinta-feira (12) no Diário Oficial da União passa a valer a partir do de 1° de janeiro, e não interfere nos 40% que devem ser pagos trabalhador dispensado.

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De acordo com Bolsonaro, a medida provisória convertida em lei reduzirá o custo de um trabalhador para a empresa (abrindo uma folga de R$ 6,1 bilhões no orçamento), sem afetar o valor que deve ser recebido em caso de demissão.

A multa de 10% foi implementada durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, em 2001, pela compensação e reparação de perdas históricas – incluindo a era Collor. Ainda que a fatura já estivesse liquidada, o governo brasileiro manteve a cobrança ao empregador.

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O governo espera que a redução de encargos trabalhistas possa servir de estímulo para reaquecer a economia e amenizar o desemprego . De acordo com a última pesquisa divulgada pelo IBGE no fim de novembro, a taxa de desemprego no Brasil voltou a recuar; em outubro caiu para 11,6%, atingindo 12,4 milhões de pessoas.

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Os dados do IBGE mostram que o resultado do desemprego foi influenciado pelo aumento do trabalho informal ou por conta própria e do número de pessoas que trabalham menos horas do que gostaria.

Fonte: IG Economia
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Economia

Comércio paulistano espera aumento de 3% a 7% em vendas de Natal

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Na região da 25 de Março são esperadas 1 milhão de pessoas por dia arrow-options
Fernando Frazão/Agência Brasil

Na região da 25 de Março são esperadas 1 milhão de pessoas por dia

As vendas de Natal no comércio paulistano devem crescer entre 3% e 7% este ano, estimam as associações e federações de lojistas. Só na região da Rua 25 de Março, a expectativa do comércio é de que as compras natalinas atraiam 1 milhão de pessoas por dia.

Com a esperada movimentação de consumidores, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) implantou uma operação especial. Para manter a segurança de pedestres e a fluidez no trânsito, a CET decidiu interditar a Rua 25 de Março entre a Rua Carlos de Souza Nazaré e a Ladeira Porto Geral e suas transversais: Rua Afonso Kherlakian, Rua Lucrécia Leme e Ladeira da Constituição. A interdição será até o dia 24 de dezembro, de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados, das 8h às 16h. Aos sábados, a Ladeira Porto Geral também será interditada.

Segundo a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a expectativa de alta nas vendas de Natal, em torno de 3%, se deve à liberação dos saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), à queda na taxa de juros e ao 13º salário.

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Já a Federação das Câmaras dos Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo (FCDLESP) estima que as vendas de Natal deste ano podem crescer até 5%. Para os lojistas, os consumidores devem utilizar o 13º salário como um aporte financeiro para as compras. O tíquete médio de compra, estimado pela federação, pode variar entre R$ 150 e R$ 300, com destaque para os setores de vestuário e eletrônicos, seguido pelo de cosméticos.

“O Natal ocupa o lugar mais alto do pódio, quando comparadas às datas mais importantes do 2º semestre para o varejo. Essa época permite que os lojistas prolonguem o horário de funcionamento das lojas, influenciando o consumo”, disse Maurício Stainoff, presidente da FCDLESP.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) estima um crescimento ainda maior no faturamento de vendas do comércio varejista no estado, em torno de 7%, superando os R$ 76 bilhões. Segundo a federação, será o melhor resultado para dezembro de toda a série, iniciada em 2008.

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Entre as nove atividades pesquisadas, o destaque vai para os setores de materiais de construção (que podem crescer 15%), farmácias e perfumarias (14%) e lojas de móveis e decoração (14%). Isso deve ocorrer, de acordo com a federação, por causa do “mercado de trabalho mais aquecido, pelos juros reduzidos, pela inflação controlada e pelo ambiente político adequado para viabilizar projetos importantes”.

Fonte: IG Economia
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