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Política Nacional

Perdido na ‘Vaza Jato’? Relembre o que rolou em cada episódio dos vazamentos

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Após Vaza Jato, Moro foi convidado a dar esclarecimentos na Câmara dos Deputados arrow-options
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil – 2.7.19

Sergio Moro durante audiência na CCJ da Câmara dos Deputados

O vazamento de conversas entre integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato e o ministro da Justiça, Sergio Moro, segue há mais de um mês com uma série de revelações, críticas e até mesmo sabatinas no Congresso.

Muito já foi noticiado entre “aqui é o hacker” e pedidos para ingressos em parque aquático. Quem se perdeu no fluxo dos vazamentos (que ainda não terminou), pode conferir, em ordem cronológica, o que já foi publicado sobre a Vaza Jato

09/06/2019: “Apenas o começo”

As  primeiras informações relacionadas às conversas da força-tarefa da Lava Jato no Telegram foram publicadas em três partes. Como um prólogo, a primeira explicava que as mensagens vinham de uma fonte anônima em um material extenso, garantindo que aquele seria “apenas o começo” de uma investigação jornalística das ações do ministro (na época das mensagens, juiz) Sergio Moro em conjunto com o procurador Deltan Dallagnol e a outros procuradores da operação. A promessa inicial dos vazamentos era expor um escândalo que envolve os últimos presidentes, líderes internacionais acusados de corrupção, oligarcas e lideranças políticas.

09/06/2019: Medo de possível entrevista com Lula

A primeira reportagem a mostrar trechos das conversas oficialmente relata uma troca de mensagens realizada em setembro de 2018, quando o ministro Lewandowski autorizou o  jornal Folha de S.Paulo a entrevistar o ex-presidente na prisão.

O lamento de procuradores, o medo de que a entrevista influenciasse no resultado das eleições positivamente para o Partido dos Trabalhadores (que já tinha Fernando Haddad como representante oficial) e simulações dos melhores cenários para evitar que a conversa ocorresse antes do Brasil ir às urnas foram expostos pelo site.

09/06/2019: Provas para denúncia do tríplex

A terceira reportagem, também publicada no dia 9 de junho , mostrava trechos de conversas de setembro de 2016, época na qual Dallagnol preparava uma apresentação para oficializar a denúncia de que Lula teria recebido de presente da empreiteira OAS um tríplex no Guarujá (SP). “Até agora tenho receio da ligação entre petrobras e o enriquecimento, e depois que me falaram to com receio da história do apto”, diz trecho de mensagem enviada por Deltan em um grupo chamado “Incendiários ROJ”. A ligação seria necessária para que o caso fosse julgado por Moro em Curitiba.

09/06/2019: Diálogos de Moro e Deltan

A última reportagem do primeiro bloco de mensagens divulgados pelo The Intercept mostra uma série de diálogos entre Moro e Dallagnol por meses. Entre os trechos selecionados, há questionamentos sobre a possibilidade de adiantar a checagem de uma denúncia , perguntas por parte de Moro sobre recursos de condenações e até mesmo uma sugestão de que o Ministério Público trocasse a ordem de planejamentos. 

09/06/2019 – Repercussão do primeiro vazamento

Nas publicações, o Intercept afirmou que não tinha entrado em contato com envolvidos nas reportagens, como manda a regra do jornalismo, para barrar a tentativa de impedimento das publicações.  Segundo o jornal, os procuradores foram consultados imediatamente após a publicação dos textos.

Por meio de nota enviada ao site “O Antagonista”, ainda na noite do dia 9 de junho, o ministro da Justiça se pronunciou, considerando a invasão como criminosa e o fato de não ter recebido contato da equipe de reportagem antes da divulgação das matérias. Ele afirmou, ainda, que “não vislumbra qualquer anormalidade ou direcionamento da atuação enquanto magistrado”, mesmo com as matérias “tiradas de contexto”. 

10/06/2019 – Dallagnol se pronuncia

No dia seguinte aos vazamentos, Deltan Dallagnol publicou um vídeo no Twitter classificando as acusações como “equívocos da imprensa”,  falando das acusações no caso do tríplex e esclarecendo que não há conluio entre o Ministério Público e Sergio Moro.

10/06/2019 – Moro dá coletiva de imprensa

Um dia após o vazamento e a nota enviada para o Antagonista, Moro realizou uma coletiva de imprensa e afirmou que não podia garantir que as mensagens eram verdadeiras, já que são “coisas que aconteceram há anos atrás”.

11/06/2019 – Lula fala sobre vazamentos

Em mensagem transmitida por um dos advogados de Lula , José Roberto Batochio, Lula disse que “A verdade fica doente, mas não morre nunca”. Segundo Cristiano Zanin, outro advogado de Lula, o presidente ficou impactado pelo conteúdo do material e disse que não recebia tratamento imparcial compatível com a Constituição.

12/06/2019 – Compilado de conversas e vazamento de grampos telefônicos

Três dias após a primeira publicação, o Intercept divulgou longos excertos das conversas entre Moro e Deltan e de outros grupos do MPF. Segundo o site, apenas trechos com informações consideradas como privadas foram suprimidos. No dia 16 de março de 2016, é possível ver um suposto debate sobre a divulgação de uma ligação da ex-presidente Dilma Rousseff para o ex-presidente Lula, falando sobre um termo de posse para o cargo de ministro.

Uma semana após a conversa, Deltan questiona a Moro sobre a reação do Supremo Tribunal Federal à divulgação das ligações. “Nao me arrependo do levantamento do sigilo. Era melhor decisão. Mas a reação está ruim.”, responde o juiz. 

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12/06/2019 – “Aqui é o hacker”

No calor do vazamento das mensagens do The Interceptuma pessoa utilizou o Telegram do procurador Marcelo Weitzel Rabello para enviar mensagens a um grupo de procuradores e dizer que aquela era apenas “uma amostra do que vocês vão ver na semana que vem”.

12/06/2019 – Indireta de Moro aos “hackers”

Durante um levantamento sobre a diminuição dos crimes cometidos no primeiro bimestre do ano, Moro listou uma série de ressalvas sobre as ideias do ministério e o projeto anticrime, finalizando a publicação com  “Hackers de juízes, procuradores, jornalistas e talvez de parlamentares, bem como suas linhas auxiliares ou escândalos falsos não vão interferir na missão.

13/06/2019 – Conversa com procurador após depoimento de Lula

Em trecho retirado de conversa em 2017, é possível ver Moro conversando com procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima sobre o depoimento do ex-presidente. Santos Lima avalia o depoimento como positivo e elogia a forma como o juiz iniciou os questionamentos. Em seguida,  Moro sugere a divulgação de uma nota à imprensa para esclarecer contradições no depoimento de Luiz Inácio. 

14/06/2019 – Primeira entrevista de Moro após vazamentos

Em conversa com o jornal O Estado de São Paulo , o ministro falou que era vítima de um ataque cibernético e dise que, provavelmente, mais publicações surgiriam. “Se quiserem publicar tudo, publiquem. Não tem problema”, disse. 

18/06/2019 – FHC

Sob o suspense da promessa de revelações envolvendo um ex-presidente, trechos de uma  conversa de Moro com Dallagnol sobre Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foram divulgados. O diálogo foi travado em 13 de abril de 2017, após divulgação de reportagem sobre suspeitas contra o ex-presidente na Lava Jato . “Acho questionável pois melindra alguém cujo apoio é importante”, disse Moro.

19/06/2019 – Moro sabatinado pelo Senado

Dez dias após o primeiro vazamento, o ministro da Justiça foi até o Congresso pela primeira vez para responder a perguntas de senadores. No Senado , ele minimizou a gravidade das mensagens vazadas, disse que o jornal tinha trazido interpretações sensacionalistas sobre as conversas e chegou a chamar os ataques de “vilania” e “baixeza “. 

20/06/2019 – Críticas sobre procuradora da audiência de Lula

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Reprodução

Procuradora criticada por Moro em mensagens com integrantes da força-tarefa ficou fora de audiência com Lula

Em conversa privada com Dallagnol , Moro sugeriu um treinamento para que a procuradora Laura Tessler tivesse um desenvolvimento melhor em audiências. A mensagem foi repassada ao colega Carlos Fernando, que a rticulou que o desempenho da procuradora não atrapalhasse o primeiro depoimento de Lula para o juiz , que ocorreria cerca de dois meses depois. “No do Lula não podemos deixar acontecer”, afirmou Carlos.

23/06/2019 – “Tontos do MBL”

Depois de um protesto na frente da casa do ministro Teori Zavascki, em 23 de março de 2016, o juiz trocou mensagem com Dallagnol para dar um recado de que aquilo não ajuda, chamando-os de tontos.  “Não sei se vcs tem algum contato mas alguns tontos daquele movimento brasil livre foram fazer protesto na frente do condominio.do ministro. Isso nao ajuda evidentemente”, disse.

29/06/2019 – Críticas ao “ministro Moro”

O boato de que Sergio Moro seria ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro causou frenesi no grupo “Filhos do Januário”, composto por procuradores da Lava Jato, e no grupo BD, com procuradores de todo o País. Os registros foram feitos no dia 31 de outubro e no dia 1º de novembro . “É o fim ir se encontrar com Bolsonaro e semana que vem ir interrogar o Lula”, afirmou Isabel Groba, membro da força-tarefa de Curitiba, que logo foi respaldada por outros membros do grupo. Na situação, ele negou novamente a veracidade das mensagens e as classificou como “fofocas”. 

02/07/2019 – Moro sabatinado na Câmara

Sabatinado por políticos pela segunda vez, Moro ficou na Câmara dos Deputados ao longo de um dia inteiro. Entre as questões respondidas estiveram a veracidade da mensagem “in Fux we trust” : “Eu posso ter dito. Eu não lembro… Foi em 2016”, afirmou. Na situação, ele também se negou a responder a uma pergunta de Gleisi Hoffmann sobre o envolvimento da esposa dele com recebimentos de valores no exterior e com o escritório de advogados Marlus Arns e Carlos Zucolloto. 

05/07/2019 – Moro orientava procuradores

A revista Veja teve acesso aos documentos em parceria com o Intercept e foi o primeiro veículo a divulgar a quantidade de material em poder dos jornalistas . Ao todo, mais de um milhão de mensagens divididas em 30 mil páginas estão sob análise. Na primeira publicação da revista, foi divulgado que Moro teria pedido aos procuradores que incluíssem provas específicas nos processos que ele julgaria. Nesse trecho do vazamento também foi registrada a comemoração por uma conversa com o ministro Edson Fachin, do STF . “Caros, conversei 45 m com o Fachin. Aha uhu o Fachin é nosso” , disse Dallagnol.

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Em coletiva de imprensa, os procuradores afirmaram que  não reconhecem as mensagens divulgadas pela revista.

05/07/2019 – Ajuda de Faustão

As conversas da Vaza Jato sugerem que  o apresentador Fausto Silva (Faustão) se reuniu com Sergio Moro para dar dicas sobre como conversar melhor com o público. “Ele disse que vocês nas entrevistas precisam usar uma linguagem mais simples. Para todo mundo entender. Para o povão. Conselho de quem está há 28 anos na TV”, narrou Moro para Dallagnol.

05/07/2019 – Delação de Cunha

Na mesma leva de revelações da revista Veja em parceria com o Intercept , uma conversa do dia 5 de julho de 2017 envolvendo o ex-deputado Eduardo Cunha também foi revelada. “Rumores de delação do Cunha… espero que não procedam”,  afirmou Moro em conversa direta com Dallagnol.

05/07/2019 – Divulgações são “sensacionalistas”, diz Moro

Em nota oficial no site do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Moro afirmou mais uma vez  que não conhece a autenticidade das mensagens e chamou as divulgações de sensacionalistas. “Lamenta-se que a Revista Veja se recusou a encaminhar cópia das mensagens antes da publicação e tenha condicionado a apresentação das supostas mensagens à concessão de uma entrevista, o que é impróprio”, disse.

05/07/2019 – Rodrigo Maia defende mensagens 

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia , em entrevista à rádio Jovem Pan , lembrou que  mesmo considerando o vazamento das conversas criminoso, a divulgação das informações pelos jornalistas não era errada e tinha respaldo da Constituição federal.

07/07/2019 – Venezuela

No dia 5 de agosto de 2017 Sergio Moro sugeriu a Deltan que tornasse pública a delação da Odebrecht sobre propinas na Venezuela para a oposição do país latino . “Naõ dá para tornar público simplesmente porque violaria acordo, mas dá pra enviar informação espontãnea [à Venezuela] e isso torna provável que em algum lugar no caminho alguém possa tornar público”, disse mensagem enviada por Dallagnol em resposta. 

08/07/2019 – Dallagnol se recusa a dar esclarecimentos na Câmara

Por meio de ofício, o procurador Deltan Dallagnol informou que não aceitaria o convite para falar sobre mensagens divulgadas pelo The Intercept , já que  não reconhecia a veracidade e autenticidade das mensagens.

11/07/2019 – Glenn Greenwald vai ao Senado

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Edilson Rodrigues/Agência Senado – 11.7.19

Jornalista americano Glenn Greenwald durante sabatina no Senado para explicar ‘Vaza Jato’

O jornalista norte-americano Gleen Greenwald , um dos responsáveis pelo The Intercept , foi convidado a ir ao Senado responder a questionamentos sobre os vazamentos de conversas de membros da Lava Jato . Sabatinado por horas, ele disse que não temia perseguição e garantiu que mais vazamentos seriam divulgados. 

14/07/2019 – Lucro com palestras

Segundo análise conjunta da Folha de S.Paulo com o Intercept, em conversa com o colega de força-tarefa Roberson Pozzobon , Deltan articulou a criação de uma empresa para realizar palestras remuneradas . “Se fizéssemos algo sem fins lucrativos e pagássemos valores altos de palestras pra nós, escaparíamos das críticas, mas teria que ver o quanto perderíamos em termos monetários”, disse. Um grupo com as respectivas esposas chegou a ser criado na plataforma de conversa.

Uma comissão foi formada para analisar se os dois utilizaram os cargos para palestrar.

14/07/2019 – Passagem e hospedagem em parque aquático

Além de idealizar o lucro com as palestras, as mensagens vazadas pela Folha de S.Paulo mostram diálogo entre Deltan e a esposa condicionando o pagamento de passagens e estadia no parque aquático Beach Park, na região metropolitana de Fortaleza, para toda a família em troca de uma palestra no Ceará.

15/07/2019 – Pedido de dinheiro para campanha publicitária

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Lucas Tavares / Zimel Press / Agência O Globo

Procurador da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, durante palestra no Rio de Janeiro

Em um diálogo divulgado pelo jornalista Reinaldo Azevedo em parceria com o Intercept, Dallagnol pediu a Moro R$ 38 mil para a realização de uma campanha publicitária de medidas contra a corrupção.

15/07/2019 – Reunião para discutir Lava Jato

“Caro, quando seria um bom dia e hora para reunião com a PF , aí, sobre aquela questão das prioridades?”, perguntou Deltan para Moro em setembro de 2015 , segundo reportagem de Reinaldo Azevedo. O juiz disse que não teria tempo, mas mais de um mês depois marcou a reunião por mensagem. 

16/07/2019 – “Campanha contra Lava Jato beira o ridículo”, diz Moro

Em meio à confusão após sua suposta reunião com Dallagnol e a liberação das mensagens do promotor com Pozzobon, Moro se pronunciou no Twitter afirmando que, apesar de “grande defensor da liberdade de imprensa”, a “campanha contra a Lava Jato beira o ridículo “. Ele chegou a ironizar pedindo que elementos autênticos e sérios fossem publicados.

18/07/2019 – Consultas sobre acordos e delações 

Mensagens do dia 23 de fevereiro de 2015, divulgadas pela Folha de S.Paulo , mostraram que Moro impôs uma série de condições para que delações fossem aceitas. Além disso, Deltan consultou Moro sobre a delação de João Ricardo Auler, executivo da Camargo Corrêa. “Gebran e colegas da regional entenderam que não seria o caso de homologar o acordo do Auler lá, por não haver pessoas indicadas que tenham prerrogativa de foro  (…) vejo vantagens pragmáticas de homologar por aqui, mas não quisemos avançar sem sua concordância quanto à análise dessa questão por aqui…”, disse Deltan em conversa privada com o juiz.

Fonte: IG Política
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Política Nacional

“PSDB escolheu o lado errado”, lamenta Doria sobre partido não expulsar Aécio

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Governo do Estado de São Paulo

‘PSDB escolheu o lado errado’, disse Doria sobre partido manter Aécio Neves

O governador de São Paulo João Doria afirmou na noite desta quarta-feira (21) que o “PSDB escolheu o lado errado” ao não expulsar o deputado federal Aécio Neves  (MG). A Executiva Nacional do partido rejeitou dois pedidos de expulsão do parlamentar mineiro. Em reunião a portas fechadas, a cúpula do partido acompanhou o parecer do relator Celso Sabino (PSDB-PA), contrário ao afastamento do tucano.

Sabino considerou “ineptos” os requerimentos para a saída do mineiro. A decisão impõe uma derrota ao governador de São Paulo, que ontem chegou a cobrar que o tucano deixasse a sigla. Após a decisão do PSDB de manter Aécio no seu quadro, Doria voltou a defender que ele deveria se afastar para fazer sua defesa fora do partido.

“Cada membro da executiva deve responder por sua posição. A minha é clara: Aécio Neves deve se afastar do PSDB e fazer sua defesa fora do partido. O derrotado, nesse caso, não foi quem defendeu o afastamento de Aécio. Quem perdeu foi o Brasil”, escreveu.

Dos 35 membros presentes na reunião da Executiva, 30 votaram pelo arquivamento do pedido. Quatro foram contrários: o deputado federal Samuel Moreira (SP), o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando, o secretário de Saúde da Prefeitura de São Paulo, Edson Aparecido, e o tesoureiro do PSDB , César Contijo. O líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio, se absteve de votar.

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A reunião, que durou cinco horas, teve momentos de tensão, gritaria e dedos em riste. A gritaria era ouvida dos corredores. César Gontijo chegou a pedir vistas para adiar a análise da expulsão, mas acabou derrotado.

Na avaliação dos tucanos graúdos, o placar majoritário favorável a Aécio Neves serviu como um”recado” ao  governador João Doria de que é preciso costurar alianças dentro do PSDB e “parar de impor” suas vontades.

O presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo (PE), tentou pôr panos quentes ao evitar encarar a decisão da legenda como uma derrota ao governador João Doria. Na reunião, a Executiva decidiu que qualquer outro pedido de expulsão da sigla para Aécio Neves será automaticamente arquivado.

“Respeitou as instâncias do partido, respeitou o procedimento de forma democrática. Em cinco horas, o partido decidiu pelo arquivamento. O assunto Aécio Neves em relação aos fatos apresentados está encerrado”, afirmou Bruno Araújo.

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Derrotada, a ala de Doria na legenda fez questão de registrar seu descontentamento com a decisão. Para o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando, considerou um erro de avaliação pela permanência do mineiro na sigla.

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“Quero deixar claro o desconforto que é ter o Aécio Neves nos nosso quadro partidário. Toda vez que tem voto, quem tem a maioria ganhou. Mas mas não acho que esse assunto está encerrado. O diretório, de maneira unânime, pediu pela saída dele. Mas é um erro de avaliação política a permanência e o estrago que a imagem do Aécio causa ao partido”, disse Orlando Morando.

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Seguro de que sairia vitorioso, o mineiro chegou à reunião sorridente e fez questão de apertar a mãos de todos os presentes, inclusive jornalistas. O deputado federal é investigado por em inquéritos da Lava Jato . Acusado de corrupção passiva e obstrução de Justiça, é réu em um processo. Ele nega as acusações.

“O partido tomou uma decisão serena e democrática. Não há aqui vitoriosos e vencidos. É uma decisão que respeita não apenas aquilo que prevê o estatuto, mas também a história daqueles que construíram o PSDB. Ninguém perde nesse episódio”, afirmou Aécio Neves, em derrota para a ala de  Doria no PSDB.

Fonte: IG Política
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Política Nacional

Grupo de senadores tenta o veto integral à proposta de abuso de autoridade

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 Oriovisto Guimarães arrow-options
Marcos Oliveira/Agência Senado

Senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) é um dos que defende o fim da lei de abuso de autoridade


No cabo de guerra sobre o projeto que define os crimes de abuso de autoridade , um grupo de senadores recolhe assinaturas para manifesto que pede ao presidente Jair Bolsonaro oveto integral à proposta. Ainda em fase de coleta de assinaturas, o documento tem 28 signatários de 11 partidos. O número representa pouco mais de um terço do Senado.

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No texto, os senadores alegam que “o projeto poderá impor sérios riscos a diversas investigações, principalmente àquelas relacionadas ao combate à corrupção”. A proposta foi aprovada na semana passada na Câmara. No Senado, havia sido votada em 2017. A maior parte dos parlamentares que assinam o manifesto foi eleita em 2018.

“A ideia é mostrar ao presidente da República que ele pode vetar integralmente este projeto que impõe sérios riscos às investigações contra corrupção no país”, defende o senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR).

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Bolsonaro sofre pressão dos dois lados. Na semana passada, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu a proposta, sob o argumento de que ela não traz problemas às autoridades que “não passem dos limites da lei”.

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Os signatários argumentam que, ao garantir ao menos 28 votos, dão mais segurança a Bolsonaro sobre um eventual veto. Para a rejeição de um veto, é necessária a maioria absoluta dos votos de deputados (257) e senadores (41). E se for registrada uma quantidade inferior de votos pela rejeição em uma das Casas, o veto é mantido.

Proposta

A proposta abrange servidores públicos e integrantes dos Três Poderes, do Ministério Público, dos tribunais e conselhos de contas e das Forças Armadas. O texto prevê mais de 30 ações que podem ser consideradas abuso de autoridade, com penas que variam entre seis meses e quatro anos de prisão.

A previsão é que autoridades condenadas indenizem a vítima. No caso de reincidência, pode haver a inabilitação para exercício da função pública por um a cinco anos e até mesmo a perda do cargo.

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Entre as práticas classificadas como abuso de autoridade estão: obter provas por meios ilícitos; impedir encontro reservado entre um preso e seu advogado; entrar em imóvel alheio sem determinação judicial; decretar a condução coercitiva de testemunha ou investigado sem intimação prévia; fotografar ou filmar um preso sem o seu consentimento; entre outros.

Fonte: IG Política
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Política Nacional

Investigado no caso Queiroz, Flávio Bolsonaro elogia troca no Coaf: “Blindagem”

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Flávio Bolsonaro arrow-options
Jane de Araújo/Agência Senado

Flávio Bolsonaro elogia mudança no Coaf: ‘Blindagem política’


O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) defendeu a Medida Provisória (MP), publicada nesta segunda-feira, transferindo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Economia para o Banco Central.

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Em dezembro do ano passado, um relatório do Coaf apontou movimentação financeira atípica de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Flávio é investigado por suposto desvio de dinheiro público em seu antigo gabinete.

“Pelo que eu entendi, foi uma mudança exatamente para dar blindagem política para aquilo (o órgão). Para não ter nenhuma suspeita de intervenção política”, afirmou.

Para Flávio Bolsonaro, a mudança se deu para blindar o órgão de pressões políticas, já que o Coaf estará sob um órgão mais técnico, o Banco Central. A mesma justificativa foi apresentada por seu pai e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

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A MP elaborada pelo governo Bolsonaro abre brecha para indicações políticas ao criar um conselho deliberativo, um grupo de até 14 pessoas que não precisam ser servidores públicos, com poder para aplicar sanções a pessoas físicas e jurídicas.

Flávio defendeu, também, uma possível intervenção de seu pai na Receita Federal .

“Ele é que manda. Se ele quiser trocar um sargento da quinta bateria, ele não pode? Ele é presidente, ele vai ter que escolher quem está no time dele. Questão de bom senso. O critério é do presidente, pode ser proximidade, pode ser confiança, pode ser qualquer coisa”.

Recentemente, o presidente ameaçou exonerar o superintendente da Receita Federal no Rio de Janeiro, Mário Dehon, além do delegado da alfândega do porto de Itaguaí, José Alex de Oliveira, e a chefe do Centro de Atendimento ao Contribuinte (CAC) da Barra da Tijuca, Adriana Trilles.

Fonte: IG Política
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