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Sorriso ausente nos últimos dias precisa vencer as polêmicas de Neymar

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“Preciso escrever alguma coisa”. Essa frase está me perseguindo por dias . É como se alguém já me acordasse dizendo: Guilherme, seu vagabundo, você precisa escrever. E até por isso quero pedir desculpas pelo tempo ausente. É que gostaria de evitar justamente isso: escrever por escrever, sem ter nada para acrescentar. Tivemos a Copa do Mundo feminina, a Copa América, Neymar e tantos outros pratos saborosos para explorar. Mas o assunto de hoje é felicidade . É sobre o único tema que consigo tratar.

Eu tenho me sentido feliz nos últimos dias . E é aquela alegria sem razão ou circunstância, sem obrigação ou devoção, causa ou aparência. Nos últimos dias tenho lembrado de coisas engraçadas que aconteceram comigo, como quando joguei uma bituca de cigarro na bolsa de uma mulher, num bar. Eu ainda fumava. Fui me livrar daquele troço fedorento e, como Michael Jordan, acertei precisamente o zíper aberto . Na mosca.

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Imaginei um incêndio de grandes proporções. De repente a bolsa pegando fogo. E depois a mesa. E o bar. E a rua. E depois o quarteirão. E o Pacaembu, que fica lá por perto, ficaria cheio de chamas e fumaça. Tive sorte e tempo, porém, de evitar uma calamidade. Enfiei a mão na bolsa e tirei a bituca atrevida. A moça riu – não entendendo muito bem o que estava acontecendo, mas riu – e demorou uns 10 minutos para entender como poderia ter alguém tão burro e idiota por perto. Eu, no caso.

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O herói , no futebol, é a razão da felicidade de todo torcedor. O jogador que dribla. No jogo, o drible é a definição mais precisa de sorriso. O gol é o ponto chave. O gol separa os campeões dos rebaixados. Os vencedores dos perdedores. O herói é quem decide a partida mais difícil. E nem sempre é o craque do time. O Brasil sempre teve os seus. Pelé e Garrincha; Bebeto e Romário; Sócrates e Zico; Rivaldo e Ronaldo; Ronaldinho e Kaká. Uma infinidade de duplas e trios e quartetos e etc.

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Neymar , hoje, é o maior candidato a herói brasileiro de sua geração. Está longe dos outros. Lesões seguidas, acusações e dificuldade em lidar com a fama estão afastando o camisa dez do próprio potencial. Seu pai não ajuda. Seus empresários não ajudam. E ele, por fim, não se ajuda. Neymar é um craque. E um craque detestado . O brasileiro não gosta do seu melhor jogador.

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Neymar surgiu sorrindo. E não gostavam. Chamavam o então moleque de inconsequente por só sorrir. Driblava e sorria o tempo todo, diante de quem quer que fosse: grandalhões de quase dois metros ou fortões de cento e poucos quilos. Neymar apanhava e sorria. E hoje só tem apanhado. O sorriso do jogador foi substituído pela pose do popstar. O riso sincero deixou de ser marca registrada. Ele precisa entender que não é o dono do mundo.

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Ontem me flagrei cantando no carro. Cantando o que tocava no rádio, sem quase nem saber a letra, enquanto os outros motoristas me olhavam de cima pra baixo. É a tradução: estou feliz. Realmente estou me sentindo feliz, inexplicavelmente feliz nesses dias . Se há alguma torcida de minha parte em relação a Neymar, saiba: é pelo sorriso. Ele diz muito mais do que depoimentos policiais, conversas no WhatsApp e entrevistas. A bituca de Neymar ainda não causou incêndio irreversível.

Fonte: IG Esportes
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Coluna – Sobre a ingrata missão de tentar parar o rei do NBB

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Um dos patrocinadores do NBB distribui o prêmio “King of the Month” (em português, “Rei do Mês”) para o atleta que mais se destacou naquele período. Na atual temporada, até o momento, foram só dois prêmios. Ambos foram parar nas mãos do mesmo jogador: Georginho, armador do São Paulo. É difícil afirmar que o jogador de 23 anos seja uma unanimidade como o principal nome do momento, mas o que ele vem produzindo em quadra torna a tarefa de escolher um destaque para esse começo de campeonato bem menos complicada. Georginho traz consigo argumentos que vão além das ideias. Os números são os grandes aliados dele. 

Não são quaisquer números. O que Georginho vem fazendo não tem precedentes. O basquete é um esporte em que fica muito mais fácil quantificar grandeza, justamente pelo leque de estatísticas à disposição. O triplo-duplo (dois dígitos em três fundamentos diferentes) é talvez a representação do que há de mais difícil de fazer: empilhar números em categorias que exigem virtudes variadas, que muitas vezes estão relacionadas a tipos físicos muito distintos. Quem pensa e enxerga bem o jogo nem sempre tem a altura necessária para pegar muitos rebotes e vice-versa. Georginho vem tornando isso comum. Em apenas dez partidas, já registrou quatro triplos-duplos (todos com pontos, rebotes e assistências). Mesmo sendo armador, é o líder em rebotes do NBB, com média de 9,6 por partida. E poderíamos estar falando de uma sequência ainda mais impressionante. Nas últimas duas vezes que entrou em quadra, o jogador do São Paulo ficou a apenas uma assistência de registrar mais triplos-duplos.

Quando se conversa com quem tem a tarefa de frear o impacto de Georginho, fica evidente que esses números exorbitantes são explicados por outros números. Ele tem altura e envergadura incomuns para a posição de armador (1,97m de altura, 2,13m de envergadura). Também é forte (96 kg). O armador Ricardo Fischer, do Corinthians, apresenta o perfil físico de Georginho como um grande trunfo.

“Ele tem altura até de pivô. Isso facilita na hora de achar os passes mais facilmente. Quando ele encontra armadores com 20, 25 centímetros a menos que ele, é naturalmente mais fácil jogar a bola para o pivô. Hoje, o mais difícil para o armador é conseguir rebotes. Ele, com quase 2 metros de altura, não tem essa dificuldade”, opina Fischer.

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Outros dados completam a figura. Quem está acostumado a acompanhar a NBA pode achar que um triplo-duplo não é um feito tão considerável, mas existem diferenças marcadas entre o jogo nos Estados Unidos e o que é praticado aqui. A principal é o ritmo que as equipes imprimem na partida, que produz mais posses de bola e, logicamente, mais oportunidades para registrar pontos, rebotes, assistências, roubos, tocos etc. Nas últimas cinco temporadas da liga norte-americana, esse aumento no ritmo fez o número de triplos-duplos saltar de 46 em 2014-15 para 127 na temporada passada. Na atual temporada, que não chegou ainda nem a um terço do caminho, já são 27. Por outro lado, nas doze edições da liga nacional disputadas até hoje, foram apenas oito – sem contar os de Georginho. 

“Se você olhar, na Europa também não é muito fácil conseguir esses números. Isso é mais comum nos Estados Unidos porque eles jogam muito em transição, com grande volume de jogo. Até os critérios para computar assistências também são diferentes. Aqui, o que ajuda o Georginho é que ele é muito versátil, justamente pela altura e envergadura. Mérito total dele”, afirma o ala Cauê Borges, do Botafogo.

Existe uma outra diferença bem simples de lá para cá. São oito minutos a menos (48 lá, 40 aqui). A duração menor do jogo no NBB é compensada pela presença constante do armador do São Paulo em quadra. Georginho é o jogador com maior média de minutos por partida em toda a liga, com 37:30. Ou seja, geralmente ele permanece no jogo 93% do tempo, um índice elevadíssimo. Para manter o nível alto mesmo com tanto desgaste, é preciso muito vigor. Georginho tem a favor dele a juventude, que inclusive pode permitir voos mais altos. É o que pensa o técnico Helinho Garcia, do Franca, ele próprio um ex-armador. Para Helinho, a razão para a dominância que tem sido vista é o período que o atleta passou fora do Brasil. Georginho começou a se destacar muito cedo e chamou a atenção de olheiros nos Estados Unidos quando tinha apenas 19 anos e jogava pelo Pinheiros. Inscreveu-se no draft de 2017, mas não foi escolhido. Porém, pouco depois o Houston Rockets deu uma oportunidade para o armador no time B da franquia, que disputa a G-League (Liga de Desenvolvimento). Georginho passou uma temporada jogando pelo Rio Grande Valley Vipers, sem muito destaque, e acabou retornando ao Brasil em 2018 para jogar no Paulistano.

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“Ele vem amadurecendo. Muita gente falou que esse período na G-League não foi bom para ele, mas ele voltou melhor. Domina os fundamentos do jogo, bate para dentro, cai no pivô, tem um leque de opções muito grande, além, é claro, da parte atlética. O lado mental dele também evoluiu muito. Eu particularmente acredito que em breve ele pode encontrar uma oportunidade na NBA”, destaca Helinho.

Quem também já começa a apostar fichas no jogador é o técnico da seleção brasileira, Aleksandar Petrovic. Recentemente, em um podcast da Confederação Brasileira de Basquete, o croata não só adiantou que Georginho estará nas próximas convocações como disse também que a presença dele não é surpresa, porque percebeu uma mudança de cabeça do jogador. Só o próprio Georginho pode dizer o que vem mais acima na hierarquia de metas dele, uma vaga na NBA ou o espaço na seleção. Para atingir esses objetivos, um bom caminho é manter o que vem fazendo. Pleitear a vaga de rei da principal competição do país fazendo o que ninguém achava que era possível.

Edição: Verônica Dalcanal

Fonte: IG Esportes
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Sada Cruzeiro bate Al Rayyan e vai às semifinais do Mundial de Clubes

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O Sada Cruzeiro deu mais um passo rumo ao quarto título no Mundial de Clubes. A vaga na semifinal foi garantida após a vitória, na noite de ontem (5), sobre o Al Rayyan, do Catar, por 3 sets a 0, na última rodada da fase classificatória, disputada no Ginásio Divino Braga, em Betim (MG).

Classificado em segundo lugar, o Sada Cruzeiro, único time brasileiro na competição, enfrenta na semifinal o Zenit Kazan, da Rússia, que derrotou de virada o italiano Lube Civitanova, por 3 sets a 2. A semifinal dos mineiros do Cruzeiro contra os russos do Zenit Kazan será amanhã (7), às 17h (horário de Brasília).

Jogo

A primeira parcial começou equilibrada e, por algumas vezes, o Al Rayyan até chegou a liderar o placar, mas a equipe mineira comandada pelo técnico Marcelo Mendez assumiu o controle do jogo e se distanciou no placar, até fechar o primeiro set por 25 a 20. Na parcial seguinte, mesmo com reservas, o Cruzeiro sobrou em quadra: ganhou por 25 a 16. A equipe seguiu motivada e também fechou fácil o terceiro e último set por 25 a 17, selando a vitória por 3 sets a 0.

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As duas semifinais do Mundial de Clube acontecem amanhã. A primeira, às 14h, entre Lube Civitanova, da Itália, e Al Rayyan, do Catar. Na sequência, às 17h, o Cruzeiro encara o Zenit Kazan. A disputa da medalha de bronze e a final serão no domingo (8).

Edição: Guilherme Neto

Fonte: IG Esportes
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Vasco empata com Bahia e prepara despedida do Brasileirão

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Enquanto Vanderlei Luxemburgo concedia entrevista coletiva após o empate em 1 x 1 com o Bahia, o número de sócios do Vasco aumentava. Menos de 12 horas depois do confronto em Salvador, o clube ultrapassava a marca de 160 mil sócios-torcedores.

A mobilização dos vascaínos fora de campo vem contagiando o elenco cruzmaltino. Mesmo sem a zaga titular – Guarín e Rossi -, o Vasco foi valente na Fonte Nova. O jogo era equilibrado até o pênalti cometido por Ricardo Graça em cima de Gilberto, aos 44 minutos do primeiro tempo. O zagueiro recebeu cartão vermelho e o atacante abriu o placar para os donos da casa.

Antes, o Vasco teve um pênalti a seu favor assinalado pelo árbitro Felipe Fernandes de Lima, mas o VAR foi acionado e a marcação foi anulada. Vanderlei Luxemburgo comentou os lances de penalidade máxima.

“Acho que não foi pênalti para a nossa equipe, realmente nosso jogador forçou a barra, está claro que não foi pênalti. Mas a rigorosidade dele de achar que, além de dar o pênalti para o Bahia, tinha que expulsar meu jogador e dar cartão amarelo para outro, me prejudicou três vezes. Deu o pênalti, tudo bem. Agora expulsar o Ricardo, que não consegue perceber que o Gilberto tá chegando, não teve a intenção de machucar o Gilberto. Tem que ver se foi intenção ou imprudência. O árbitro tirou o Ricardo daqui e tirou o Richard do próximo jogo com o cartão amarelo. O pênalti se ele quis dar, tá tudo bem”.

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Na segunda etapa, o técnico vascaíno mexeu na equipe e recheou o time com jogadores de meio-campo. Deu certo. Mesmo com um a menos, o Vasco “cozinhou” a partida até a expulsão de Arthur Caíke, do Bahia, aos 36 minutos, pelo segundo cartão amarelo. Três minutos depois, veio o empate cruzmaltino. Bela jogada pela esquerda, toque de Gabriel Pec para o meio e Marrony marcou. O time do Rio ainda pressionou no fim, mas o Bahia segurou o empate. Para Vanderlei Luxemburgo, o resultado foi justo.

“No primeiro tempo o Bahia mereceu a vitória. Nós entramos hoje sem zagueiro porque o Bocanegra e o Castán estão próximos de uma lesão e tivemos que deixá-los no Rio. O Ricardo foi expulso e tivemos que improvisar, botar o Richard como zagueiro. No segundo tempo fizemos uma linha de quatro e ficamos amarrando o jogo com a técnica para ver se conseguíamos igualar em um contragolpe, ou então em uma expulsão, como aconteceu com o segundo cartão. Acho que o resultado foi justo por aquilo que fizemos no segundo tempo e pelo o que Bahia fez no primeiro”.

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O último compromisso do Vasco no ano será no domingo (8), contra a Chapecoense, no Maracanã. A expectativa é de cerca de 70 mil torcedores presentes. E como a empolgação cruzmaltina não pode parar, a cantora Lexa irá se apresentar no estádio. Além disso, o clube anunciou promoção de duas cervejas por R$ 10,00. Quem não conseguir ingresso para o jogo, poderá se despedir do elenco em 2019 um dia antes. O presidente Alexandre Campello anunciou que o treino de sábado (7), às 10h, será aberto à torcida. O técnico Vanderlei Luxemburgo convocou os vascaínos.

“Nós queremos agradecer o torcedor do Vasco. Domingo tem jogo, mas vou convidar o torcedor do Vasco ao treinamento, mas levando um quilo de alimento não perecível. Nós agradecemos a presença deles em São Januário, mas também com uma ajuda a quem precisa de uma ajuda”.

Vasco e Chapecoense se enfrentam às 16h, no Maracanã. Atualmente na 13ª posição do Campeonato Brasileiro, o Cruzmaltino pode chegar à 10ª colocação se vencer a partida domingo (8) e se Goiás e Atlético-MG não conquistarem os três pontos.  

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

Fonte: IG Esportes
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