conecte-se conosco


Nacional

Taxa de homicídio de negros é quase 3 vezes maior do que de brancos no Brasil

Publicado

source
jovem negro arrow-options
David Whittaker/Nappy

Jovens pretos ou pardos são o grupo com mais chances de ser vítima de homicídio

A população negra tem 2,7 vezes mais chances de ser vítima de assassinato do que os brancos. É o que revela o informativo Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil, divulgado nesta quarta-feira (13), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Leia também: Distrito mais negro de São Paulo é um dos mais carentes em serviços essenciais

Os dados mostram que entre pessoas pretas ou pardas, a taxa de homicídio aumentou de 37,2 para 43,4 mortes para cada 100 mil habitantes, enquanto, para a população branca, o índice ficou estável entre 15,3 e 16.

Segundo a analista de indicadores sociais do IBGE , Luanda Botelho, enquanto a violência contra pessoas brancas se mantém estável, a taxa de homicídio de pretos e pardos aumentou em todas as faixas etárias.

“Na série de 2012 a 2017, que foi o período que a gente analisou neste estudo, houve aumento da taxa de homicídios por 100 mil habitantes da população preta e parda, passando de 37,2 para 43,4. Enquanto para a população branca esse indicador se manteve constante no tempo, em torno de 16” disse Luanda.

Veja Também:  Crise na rede municipal de saúde eleva em 60% os atendimentos nas UPAs do Rio

De acordo com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, foram registradas 255 mil mortes de pessoas negras por assassinato nos seis anos analisados.

Entre os jovens brancos de 15 a 29 anos, a taxa era de 34 mortes para cada 100 mil habitantes em 2017, último ano com dados de mortes disponíveis no DataSus. Entre os pretos e pardos, eram 98,5 assassinatos a cada 100 mil habitantes. Fazendo o recorte apenas dos homens negros nessa faixa etária, a taxa de homicídio sobe para 185. Para as mulheres jovens, a taxa é de 5,2 entre as brancas e 10,1 para as pretas e pardas.

Leia também: Em São Paulo, vive-se até 23 anos a menos na periferia do que em bairro nobre

Estudantes

Segundo o levantamento, a violência vivenciada na escola também atinge mais a população preta e parda do que a branca. O IBGE analisou dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2015 com alunos do nono ano e concluiu que 15,4% dos pretos ou pardos e 13,1% dos brancos deixaram de ir à aula em algum dia por falta de segurança no trajeto entre a casa e a escola.

Veja Também:  Rio de Janeiro foi estado com mais pessoas trans assassinadas no Brasil em 2018

Do total de estudantes, 53,9% dos pretos e pardos estudavam em escolas localizadas em áreas de risco, enquanto entre os brancos a proporção cai para 45,7%. A diferença cresce na comparação apenas entre escolas privadas, com 40,7% dos pretos ou pardos e 29,5% dos brancos.

Entre os estudantes pretos e pardos, 15,1% disseram ter sido agredidos fisicamente por um adulto da família. Entre os brancos, a proporção é de 13,1%.

Leia também: Em São Paulo, é possível viver como europeu e como sírio; só depende do distrito

Segundo o IBGE, jovens expostos à violência têm mais propensão a sofrer de doenças como depressão, vício de substâncias químicas e problemas de aprendizagem, além de suicídio.

Comentários Facebook
publicidade

Nacional

São Paulo terá sexta-feira 13 com chuva, raios e alagamentos

Publicado

source
CGE arrow-options
Reprodução/CreativeCommons

CGE alerta sobre chuvas fortes e possibilidade de alagamentos

A previsão do tempo para esta sexta (13), na capital paulista é de muitas nuvens e tempo abafado devido à alta umidade, que permanece durante todo o dia acima de 60%.  A temperatura mínima será de 19ºC e a máxima de 25ºC. A informação é do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas ( CGE ).

Leia também: Imagens mostram momento em que vereador é sequestrado; veja

Uma frente fria vinda do oceano trará áreas de instabilidades que provocam pancadas de chuvas generalizadas, raios e rajadas de vento por São Paulo . O CGE alerta riscos de queda de árvores, alagamentos, deslizamento e transbordamento de rios e córregos.

Comentários Facebook
Veja Também:  Carro capota durante fuga de suspeitos de roubo em São Paulo
Continue lendo

Nacional

Vereador chama colega de “judeu filho da p***” na Câmara de São Paulo; assista

Publicado

source
Amadeu e Annenberg arrow-options
Divulgação

O vereador do DEM Adilson Amadeu, direita, fez uma ofensa antissemita a Daniel Annenberg (PSDB), esquerda

Durante sessão desta quarta (11) na Câmara de São Paulo, o vereador Adilson Amadeu (DEM) chamou o também parlamentar Daniel Annenberg (PSDB) de “j udeu filho da puta “. A ofensa foi realizada após o tucano ter votado contra um projeto de Amadeu. Os dois brigaram e precisaram ser afastados, fazendo a sessão ser suspensa logo em seguida.

Leia também: Imagens mostram momento em que vereador é sequestrado; veja

“Eram 23h30 e estávamos votando o projeto dele. Votei não. E aí ele começou a me agredir. Primeiro em palavras, depois chegou a quase me agredir fisicamente”, relatou Annenberg à revista Veja . O tucano já foi presidente da Câmara de São Paulo entre 2011 e 2016. Ele afirma que irá tomar medidas legais contra Amadeu.

“Em uma sessão tensa que já durava quase 8 horas, no calor da discussão, eu realmente me excedi”, afirmou em nota Amadeu. “Caso alguém tenha se sentido ofendido e ainda que não tenha sido uma fala generalizada, quero pedir minhas sinceras desculpas à comunidade judaica. Em nenhum momento houve um ataque à cultura ou tradição judaicas, a quem sempre fiz questão de respeitar.”

Veja Também:  Padre é preso suspeito de estuprar garoto que trabalhava em sinal

Leia também: Funcionário do IML é demitido por suspeita de ter relações sexuais com cadáveres

A Federação Israelita do Estado de São Paulo (FISESP) repudiou a fala de Amadeu e disse em nota que “mesmo no calor das discussões parlamentares, não há espaço para o aprofundamento de preconceitos, discriminações e divisões em nossa sociedade”.

A entidade, que representa a comunidade judaica afirma estar tomando medida legais para que o vereador do DEM responda criminalmente. “O parlamento paulistano não pode se tornar uma terra sem lei”, afirmam.

Leia também: Seguranças que chicotearam jovem são inocentados da acusação de tortura

Assista à fala do vereador: 

Comentários Facebook
Continue lendo

Nacional

Barragem em Brumadinho rompeu por combinação de deformações, dizem especialistas

Publicado

source

Planeta

Brumadinho arrow-options
Foto: Eduarda Esteves

Terreno transformado após o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão

O resultado da investigação técnica sobre o rompimento da Barragem 1 da Mina Córrego do Feijão , em Brumadinho (MG), mostrou que a causa da tragédia foi a combinação crítica de deformações específicas internas contínuas, devido ao creep (carga constante que provoca deformação) e à pequena redução de força em uma zona insaturada pela perda de sucção por causa da água de fortes chuvas acumulada no local – aí incluídas as intensas chuvas do final de 2018.

A barragem rompeu-se em janeiro deste ano, provocando a morte de mais de 250 pessoas. Ainda existem desaparecidos.

O resultado foi apresentado pelo líder de um painel de especialistas, Peter Robertson, PhD em geotecnia pela Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá. As conclusões do grupo foram divulgadas na quinta-feira, 12 de dezembro, em São Paulo.

Leia mais: Polícia de Minas Gerais identifica a 257ª vítima da tragédia de Brumadinho

    “O creep ocorre quando o material tem uma carga constante e se deforma de maneira lenta. Isso acontece com alguns materiais, que sofrem uma carga muito forte, como um talude íngreme com excesso de água, que vai sofrer o efeito de creep, com tensões de cisalhamento [tensão gerada por forças aplicadas em sentidos iguais ou opostos, em direções semelhantes, mas com intensidades diferentes] no material analisado”, explicou Robertson. “É uma deformação que acontece lentamente, mas a ruptura é abrupta”, completou o especialista.

    Veja Também:  Quinta quente em São Paulo

    Cimentação

    De acordo com Robertson, a novidade do estudo é a identificação da cimentação entre as partículas. “Em testes de laboratório, [constatou-se] o efeito da cimentação, e isso criou um material muito mais quebradiço, que perdia a resistência muito mais rapidamente”, observou.

    Segundo o relatório do painel de especialistas sobre as causas técnicas do rompimento da Barragem I do Feijão, análises do estado de tensão dentro da estrutura mostraram ainda que partes significativas dela estavam sob carregamentos muito elevados devido à sua inclinação, ao alto peso dos rejeitos e ao nível de água. “A construção de uma barragem íngreme a montante [método no qual a barreira de contenção recebe camadas do próprio material do rejeito da mineração], o alto nível de água, rejeitos finos fracos dentro da barragem e a natureza frágil dos rejeitos geraram as condições para o rompimento”, conclui o estudo.

    Leia também: Universidade catalã participa de apuração da tragédia de Brumadinho

    A análise apontou também a “liquefação estática” (quando um material sólido passa a se comportar como líquido) como motivo do rompimento. “O rompimento e o deslizamento de lama resultante decorreram da liquefação estática dos rejeitos da barragem”, diz o documento.

    Veja Também:  Padre é preso suspeito de estuprar garoto que trabalhava em sinal

    A barragem era essencialmente muito íngreme e muito úmida, e o material retido por ela, fofo, saturado, muito pesado e de comportamento muito frágil, destacou Robertson. “O rompimento foi resultado de liquefação estática dos materiais”, reforçou.

    Hipóteses descartadas

    O relatório descartou elementos como sismos e detonações como causadores da tragédia. Segundo o Painel, embora tenham ocorrido detonações nas minas a céu aberto na área, nenhuma foi registrada pelo sismógrafo mais próximo da Barragem I no dia 25 de janeiro de 2019, antes do rompimento.

    “Sabemos que houve uma detonação na mina, mas aconteceu mais ou menos 5 minutos após a ruptura. A detonação foi eliminada como possível gatilho e não teve nenhuma atividade de terremoto na região naquele dia”, ressaltou Robertson.

    Ele disse que o painel de especialistas não avaliou responsabilidades da empresa, nem de pessoas envolvidas no acidente, mas que espera que as conclusões do relatório sirvam de exemplo. “Geralmente, quando rupturas como essa acontecem, a indústria aprende coisas novas, e as práticas melhoram. É uma lástima essa perda enorme de vidas. Esperamos que as nossas descobertas possam ajudar a indústria para que fatalidades como essa não se repitam”, finalizou.

    O painel foi contratado por um escritório de advocacia em nome da Vale S.A. para apurar as causas técnicas do rompimento. O relatório completo está disponível em www.b1technicalinvestigation.com .

    Comentários Facebook
    Continue lendo

    Nova Xavantina

    Policial

    Política MT

    Mato Grosso

    Mais Lidas da Semana