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Economia

Argentina vai capacitar aposentados para fiscalizar congelamento de preços

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alberto fernandez, presidente da argentina arrow-options
Reprodução/Twitter/alferdez

Governo de Alberto Fernández vai promover capacitação de aposentados para fiscalizar programa de preços fixos

Em sua cruzada para conter uma das taxas de inflação mais altas do mundo (em 2019 chegou a 53,8%), o governo do presidente argentino Alberto Fernández anunciou que capacitará aposentados para que atuem no controle do programa de preços congelados, o chamado “Preços Cuidados”.

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O acordo entre a Secretaria de Comércio Interior e a Anses (o INSS local) foi anunciado durante o fim de semana, enquanto Fernández tenta obter o apoio de governos europeus no processo de renegociação da dívida da Argentina com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e credores privados.

O programa Preços Cuidados inclui 311 produtos, com preços congelados em muitas redes de supermercados do país, e vem sendo aplicado por vários governos, mas existem muitas queixas da população e a taxa de inflação continua nas nuvens.

Segundo os dados oficiais, em janeiro, os preços subiram 2,93%. “Para garantir a eficiência do programa Preços Cuidados é fundamental a participação da cidadania. Todos temos que ir aos supermercados e controlar os preços”, declarou a secretária de Comércio Interior, Paula Español.

Reduzir a inflação foi uma das promessas de campanha de Fernández, embora o presidente tenha sido bastante mais cauteloso do que seu antecessor, Mauricio Macri (2015-2019). Quando era candidato, Macri assegurou que baixar a inflação era algo simples e seria conseguido “como conseguiram tantos outros países no mundo”.

Analistas consideram que seu excesso de otimismo em relação aos preços internos foi um de seus principais erros como candidato e como presidente. Fernández tem se mostrado mais moderado e disse aspirar a uma taxa de um dígito no final de seu mandato.

Encontro com Alemanha e França

Enquanto o governo lança iniciativas como a participação de aposentados no combate à inflação, o chefe de Estado realiza entre esta segunda (3) e a próxima quarta-feira visitas as mais altas autoridades da Alemanha, Espanha e França.

A Argentina já está conversando com o FMI e com credores privados e seu objetivo é fechar um entendimento até o final de março. Os vencimentos mais pesados da dívida serão no segundo semestre e a decisão do governo, com ou sem acordo, é dar total prioridade à crise social e aos setores mais humildes.

Em encontro com empresários alemães, o presidente argentino assegurou que “somos um paciente na UTI”. Esse é o tom do discurso de Fernández, com o qual pretende receber o respaldo de países com peso na diretoria do Fundo.

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Um acordo com o organismo é essencial para convencer credores privados de que a Argentina precisa reestruturar sua dívida para ter alguma chance de retomar o crescimento.

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Economia

Sebrae elabora orientações para retomada rápida e segura das atividades de pequenos negócios

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De acordo com pesquisa, o Turismo, Academias e Beleza são os setores com maior percentual de queda no faturamento

A pandemia da Covid-19 gerou grande impacto na economia brasileira e prova disso é resultado de uma pesquisa do Sebrae, revelando que quase um ano após o surgimento do novo coronavírus, 67% dos pequenos negócios estão funcionando com mudanças por conta da pandemia e 73% do total geral dos segmentos tiveram queda no faturamento mensal.

O empresário Bruno Rafael, dono de uma loja de roupas – um dos setores mais afetados pela crise – diz que precisou se reinventar para manter o negócio funcionando. “A pandemia nos impactou com resultados negativos, nossas vendas caíram. Tivemos que mudar o nicho, nossas camisas eram voltadas para eventos, tivemos de focar em profissões, signos e diversificamos nosso leque de produtos até para poder sobreviver a esse período da pandemia”, disse Rafael.

Segundo a pesquisa, entre os segmentos mais afetados pela pandemia estão a Economia Criativa, Educação e o Turismo, que continuam com alta interrupção de funcionamento. Além disso, Turismo, Academias e o setor de Beleza são os tipos de empresas com maior percentual de queda de faturamento.

Apesar da importância para a economia em retomar as atividades, é preciso manter alguns cuidados para que o estabelecimento possa continuar em funcionamento. Pensando nisso, o Sebrae elaborou protocolos de retomada das atividades.

Algumas dicas são destacadas pelo economista e assessor da Diretoria Técnica do Sebrae, Rafael Moreira. “Tornar o ambiente mais ventilado; respeitar um distanciamento mínimo de um metro e meio entre as pessoas nos estabelecimentos; usar máscara e fazer com que os clientes sigam esse protocolo. O sentido é proteger o empresário, os empregados dessa pequena empresa e, obviamente, o consumidor. Se o pequeno negócio não passar segurança para o seu cliente, ele vai ter muita dificuldade”, afirmou Moreira.

Ao todo, o Sebrae elaborou orientações para a retomada das atividades de 36 segmentos de micro e pequenas empresas. Além disso, foram produzidos sete vídeos com dicas gerais, sugestões para os gestores públicos nos municípios e, também, cuidados a serem adotados pela população. Tudo para um retorno mais rápido e seguro dos pequenos negócios. Para mais informações acesse: www.sebrae.com.br/cuidados.

Janary Bastos Damacena / Brasil 61

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Economia

Sebrae elabora dicas para ajudar gestores municipais na reabertura segura do comércio

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São orientações para lidar com as demandas da população e do empresariado local

Por conta da pandemia, pequenas empresas estão sob restrição de funcionamento, o que traz uma queda drástica no faturamento e manutenção de empregos. É o caso do setor de moda, que segundo dados do Sebrae teve redução em 79% no faturamento. Dagoberto Dumalakas é um desses pequenos empresários que está lutando pela reabertura segura de sua loja.

“O impacto para o comércio foi desastroso. As pessoas têm medo de sair de casa, medo de ir até à loja. Dentro das normas de restrição, não se podia experimentar roupa. Então, lojas como a nossa, de bairro, esse tipo de tratamento mais personalizado que nós tínhamos com os clientes acabou”, destacou o empresário.

Para colaborar apoiar os governantes municipais e colaborar com a orientação das normas de segurança e higiene, o Sebrae preparou um conjunto de recomendações para a retomada segura das atividades do município neste novo contexto de relações sociais e econômicas.

São dicas e orientações para lidar com as demandas da população e do empresariado local, como o monitoramento de indicadores sobre a pandemia, a liberação gradual das atividades, a criação de um plano de retomada municipal, entre outros. Além disso, o gerente de Desenvolvimento Territorial do Sebrae, Paulo Miotta, destaca a forma como a prefeitura pode ajudar diretamente o comércio local.

“Outra maneira é através de programas como o ‘Cidade Empreendedora’ que tem as compras públicas. A prefeitura comprar do comércio local é uma grande ajuda que isso proporciona aos pequenos negócios, gerando emprego e construindo poupança local”, afirmou o gerente.

Outras dicas presentes no documento elaborado pelo Sebrae são a divulgação dos protocolos de segurança, a fiscalização dos procedimentos realizados pelo comércio, atuação junto aos empresários entre outras. Para mais informações acesse www.sebrae.com.br/cuidados

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Entrada do Brasil na OCDE será tema de reunião do grupo nesta quarta-feira

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Antonio Cruz/Agência Brasil

Entrada do Brasil na OCDE será discutida em reunião nesta quarta-feira (5)

A entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo do qual fazem parte as principais economias do mundo, será discutida nesta quarta-feira (5) em um encontro dos membros da entidade, em Paris.

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O embaixador permanente do Brasil na OCDE , Carlos Cozendey, disse ao  Estadão/Broadcast , no entanto, que o encontro não deve ter caráter decisivo para a entrada brasileira no grupo. Por não ser membro, o Brasil não recebe previamente o que será discutido na reunião, embora o embaixador disse ter recebido a informação que o ingresso brasileiro estará em pauta.

De acordo com Cozendey, o encontro revelará a reação dos demais membros da OCDE à mudança da posição dos Estados Unidos em relação ao Brasil. A principal economia do mundo, que antes resistiu à entrada brasileira, privilegiando a Argentina, anunciou recentemente o apoio ao Brasil, o que foi celebrado pelo governo de Jair Bolsonaro como uma vitória.

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A formalização da candidatura dos países ao grupo precisa ser aprovada por unanimidade por todos os membros, o que pode dificultar o ingresso brasileiro mesmo contando com o apoio norte-americano. Internamente, o crescimento da OCDE é visto com receio.

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