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Política Nacional

Bolsonaro encontrou ao menos 36 pessoas desde sexta, quando já poderia ter vírus

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BBC News Brasil

Bolsonaro em frente a mesa em que churrasqueira serve carne, em área aberta e arborizada

Isac Nóbrega/PR
Bolsonaro em evento comemorativo pela independência americana no último dia 4; presidente afirmou que começou a sentir sintomas da covid-19 no domingo


O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) esteve com pelo menos 36 pessoas desde esta sexta-feira (03). Como o tempo de incubação do vírus é de pelo menos dois dias antes dos sintomas, os quais Bolsonaro disse terem começado a manifestar no domingo (05), é provável que ele já estivesse  contaminado com o SARS-CoV-2 ao menos desde o último dia útil da semana passada.

Desde aquela sexta, o presidente cumpriu uma agenda extensa: reuniu-se com um grupo de empresários; sobrevoou áreas do Estado de Santa Catarina afetadas pelo ciclone-bomba; almoçou na casa do embaixador americano em Brasília e se reuniu com ministros.

A conta de 36 pessoas não inclui servidores públicos da equipe da Presidência, jornalistas, garçons e membros do público — como os apoiadores do presidente que geralmente o cumprimentam em frente ao Palácio da Alvorada. Essas pessoas não foram incluídas na conta pela dificuldade de identificá-las formalmente. Se fossem incluídas no levantamento, o número seria bem maior.

O levantamento da BBC leva em conta eventos oficiais, registrados na agenda de Bolsonaro, e também os registros fotográficos dos compromissos do presidente, feitos pela equipe do Planalto.

Muitas das pessoas que estiveram de fato próximas ao presidente não foram registradas na agenda oficial: é o caso, por exemplo, de ao menos 12 empresários que foram levados por Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias paulista, para um encontro com o presidente na sexta-feira. A agenda também omite o nome da mulher do embaixador americano Todd Chapman, Janetta; entre outras pessoas.

Além disso, Bolsonaro encontrou-se com pessoas fora da agenda: na segunda-feira (06), por exemplo, ele recebeu para um almoço o líder do governo na Câmara dos Deputados, o Major Vitor Hugo (PSL-GO).

No começo da noite de segunda, o presidente foi ao Hospital das Forças Armadas (HFA) em Brasília para fazer exames, e disse a apoiadores que estava com os sintomas da covid-19. Ele cancelou a agenda para o restante da semana — mas cumpriu suas atividades naquele dia.

Pelo que se sabe até o momento, o tempo de incubação do vírus varia de 2 a 14 dias — esse é o tempo que a pessoa contaminada leva para começar a manifestar os primeiros sintomas da doença. A média do tempo de incubação é de cinco dias a seis dias, segundo estimativa do Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.

Há também um debate na comunidade científica sobre a forma de transmissão do vírus. Os estudos disponíveis até agora sugerem, no entanto, que pessoas pré-sintomáticas já espalham a doença. Isto é, as pessoas começam a transmitir o SARS-CoV-2 antes de os sintomas aparecerem.

Um estudo elaborado por uma equipe chinesa e publicado em meados de abril na revista Nature Medicine estimou que algo como a metade das transmissões da covid-19 acontece antes de os sintomas da doença aparecerem.

Ministros, empresários e um senador: quem está na lista

De máscara, presidente posa para foto rodeado por operadores de voo em pátio de decolagem

Isac Nóbrega/PR
Presidente sobrevoou Santa Catarina no fim de semana


Desde sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro recebeu vários ministros de seu núcleo mais próximo.

Na sexta-feira, por exemplo, participaram do encontro com Paulo Skaf e empresários os ministros Braga Netto (Casa Civil), Paulo Guedes (Economia), Jorge Oliveira (Secretaria-Geral da Presidência); e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo).

Na segunda, Bolsonaro recebeu o presidente Inmetro, Marcos Heleno Guerson de Oliveira Junior; o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o general da reserva Augusto Heleno; e o advogado-geral da União, José Levi Mello do Amaral Júnior.

Agora, tanto Levi quanto outros ministros que estiveram com Bolsonaro estão fazendo testes para o novo coronavírus.

Braga Netto, Luiz Eduardo Ramos e Jorge Oliveira fizeram testes rápidos para a covid na manhã desta terça-feira, e tiveram resultados negativos. Os ministros decidiram manter suas atividades normais ao longo desta terça-feira (07).

Além de ministros, Bolsonaro também se encontrou com várias pessoas de fora do governo ao longo dos últimos dias.

No sábado, por exemplo, o presidente voou a Santa Catarina para visitar áreas atingidas por um ciclone-bomba no Estado. Chegando lá, encontrou-se com o senador Esperidião Amin (PP), líder do bloco do PP-MDB-Republicanos no Senado, e outras pessoas.

Em Santa Catarina, Bolsonaro também participou de uma entrevista a jornalistas com outras autoridades, em uma sala de dimensões reduzidas — estavam do lado dele a vice-governadora de Santa Catarina, Daniela Reinehr, acompanhada de uma criança; o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho; e o secretário nacional de Defesa Civil, Alexandre Lucas Alves.

No sábado, Bolsonaro também almoçou na residência do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Todd Chapman. Além do embaixador e de sua mulher, participaram do encontro o filho do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP); e o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, entre outros.

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Política Nacional

PTB recorre ao STF para evitar reeleição de Maia e Alcolumbre

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maia e alcolumbre
Flickr Planalto

Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre


O PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), presidido por Roberto Jefferson, aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no STF (Supremo Tribunal Federal) para evitar que os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), sejam reeleitos. 

O partido argumenta na ação que o regimento interno não permite reeleição na mesma legislatura. Até o momento nenhum gesto foi feito pelos presidentes das duas casas para concorrerem a reeleição, mas circula entre os parlamentares o rumor de que Alcolumbre tentaria recorrer ao STF para extender o mandato de presidente para 4 anos, já que um senador fica no cargo por 8 anos, e nessa tentativa Maia tentaria se beneficiar.

O tema já causa tensão no Congresso e foi visto como o principal motivo da  dissidência do DEM e do MDB do “blocão” composto por partidos do centrão . As eleição para o presidente da Câmara ocorre em fevereiro de 2021. 

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Política Nacional

Pazuello cobra “ressalva regional” nos números da Covid-19 no Brasil

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Ministro interino da Saúde Eduardo Pazuello
Erasmo Salomão/MS

Ministro interino da Saúde Eduardo Pazuello

O ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, cobrou que sua equipe técnica faça uma “ressalva regional” todas vez que foram divulgados os números da Covid-19 , doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2).

A mudança na forma como as informações são divulgadas pela pasta ocorre no período em que o Brasil registra mortes diárias iguais ou superiores a mil e se aproxima dos 100 mil casos confirmados de contaminação pelo novo coronavírus. A cobrança foi feita pelo general durante reunião com secretários estaduais e municipais no último dia 30.

Segundo Pazuello, o objetivo da alteração é fazer com que estados e municípios que estão em melhores condições de combate à Covid-19 não tomem medidas mais drásticas contra a doença.

Na ocasião, o chefe da pasta interrompeu a apresentação de Eduardo Macário, diretor do Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças não Transmissíveis.

“Todas as santas vezes que o ministério falar de dados de Brasil, eu quero a ressalva. Todas as vezes. Abriu a planilha, eu quero a ressalva. Todas as vezes que falar de dados do Brasil eu quero a ressalva regional. Tá bom? Obrigado”, disse Pazuello.

Macário concordou com o ministro, afirmando que seria importante reforçar o “caráter dimensional” dos números. Pelos dados apresentados pela pasta no encontro, o número de novos casos pela covid-19 cresceu 36% entre 19 e 25 de julho na comparação com a semana anterior. Já o registro de mortes aumentou 5%.

“Claro que pode mostrar o número do Brasil, mas com as ressalvas necessárias”, disse o ministro interino em outro no momento no qual ele reforçou a orientação para considerar os números regionalmente.

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Política Nacional

Delação de Palocci é excluída de ação contra Lula

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Lula
RICARDO STUCKERT / PT

Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo, foi o último local no qual ex-presidente deu discurso antes de ser preso

A delação do ex-ministro petista Antonio Palocci será retirada da ação penal contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), devido à decisão tomada nesta terça-feira (4) pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação diz respeito ao apartamento em São Bernardo do Campo.

Lula é acusado, neste caso, de receber da Odebrecht, de forma indevida, um apartamento em São Bernardo do Campo, um imóvel em São Paulo para uso do Instituto Lula e pagamentos ilícitos para ele e para o Partido dos Trabalhadores (PT).

A retirada da delação de Palocci do caso foi aprovada pela Segunda Turma do STF por dois votos, os de Ricardo Lewandowski e de Gilmar Mentes, a um, o de Edson Fachin.

A defesa de Lula afirma que houve quebra de imparcialidade ao utilizar a delação no caso, já que o então juiz da Lava Jato Sergio Moro teria incluído as informações do depoimento do ex-ministro dias antes das eleições presidenciais de 2018.

Para Ricardo Lewandowski, Moro teve intenção de gerar um fato político e constrangimento ilegal a Lula, o que leva a exclusão das provas.

Gilmar Mendes afirma que a demora para usar a delação “parece ter sido cuidadosamente planejada pelo magistrado para gerar verdadeiro fato político “.

“Verifica-se que o acordo foi juntado aos autos da ação penal cerca de três meses após a decisão judicial que o homologara. Essa demora parece ter sido cuidadosamente planejada pelo magistrado para gerar verdadeiro fato político na semana que antecedia o primeiro turno da eleições presidenciais de 2018″, diz Mendes.

Já Fachin, que votou contra, afirma que a forma da defesa de Lula de questionar o uso da delação – por meio de um habeas corpus- não foi adequada. “Enfatizo que o habeas corpus consubstancia garantia processual vocacionada ao direito de locomoção e não se presta a tutelar regularidade de atos processuais”.

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