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Esportes

Campeão olímpico anuncia recuperação do novo coronavírus

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O nadador sul-africano Cameron Van Der Burgh, medalhista olímpico de ouro na prova dos 100 metros estilo peito, afirmou “estar se sentindo 100% novamente” após ser diagnosticado com o novo coronavírus (covid-19) no final de março.

A informação foi divulgada pelo site norte-americano especializado em natação SwimSwam. Van Der Burgh, que ficou com o ouro olímpico nos Jogos de 2012 (Londres) e com a prata quatro anos depois, no Rio de Janeiro, foi o primeiro nadador de renome internacional a divulgar que tinha testado positivo para coronavírus.

Segundo o atleta sul-africano, este foi: “De longe o pior vírus que já enfrentei”. Ele afirmou que demorou cerca de três semanas para sentir-se totalmente de volta ao normal.

Edição: Fábio Lisboa

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Esportes

Léo de Deus revela sonho de medalha olímpica

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Em live promovida na noite da última segunda (18), o nadador Leonardo de Deus conversou sobre a rotina no período de quarentena social por causa da pandemia do novo coronavírus (covid-19) e sobre a importância de se manter focado para alcançar os objetivos. E são eles que não faltam na vida do nadador Léo Deus. O que ele mais deseja é a medalha olímpica.

Nos Jogos do Rio, em 2016, Léo de Deus ficou fora da final dos 200 metros borboleta ao ficar 19 centésimos atrás do japonês Daiya Seto. Nos Jogos de Londres, ele ficou em 21º. “É claro que sonho com a medalha olímpica. Treino todo dia para isso. Estou com Daiya Seto ‘engasdado’. Ele já me venceu duas vezes também no Pan-pacífico”, diz o atleta.

Atual tricampeão pan-americano nos 200 metros borboleta, ele quer ser o primeiro nadador a conquistar o tetracampeonato consecutivo em Santiago do Chile, em 2023: “O Thiago Pereira foi vice-campeão olímpico [400 metros medley em Londres 2012], sendo mais rápido que o Michael Phelps. Conquista importantíssima. Mas sempre falam que ele é ‘senhor Pan’ pelas 23 medalhas conquistadas por ele em pan-americanos. Também quero escrever meu nome nessa história. O Fernando Scherer também é tricampeão pan-americano [nos 50 metros livre em 1995, 1999 e 2003]. Tenho a chance de ser o único tetracampeão. Ganhei os 200 metros borboleta em 2011, 2015 e 2019. Vou me entregar 110% para concretizar esse sonho. É minha chance de entrar para a história”.

Atualmente com 29 anos, o sul-mato-grossense mantém uma rígida rotina durante a quarentena. Trabalho que tem o foco em três frentes: treino na água, trabalho físico e cuidado com a alimentação. “Estava no melhor da minha forma e do nada acabou tudo. Preciso me reinventar e buscar o lado bom das coisas. Estou nadando em casa, na piscina do condomínio. Eles liberaram para nadar e a água está gelada demais. Mas não posso parar. A parte física, estava fazendo em casa mesmo. E agora consegui um espaço aqui no prédio. Vai ser importante demais. E, depois de ter relaxado um pouco nos primeiros dias, estou voltando a cuidar da alimentação. Não dá para manter a preparação 100% que vinha fazendo antes dessa quarentena. Mas o importante é se manter o mais próximo possível do topo”, revela o atleta.

Seletiva Olímpica

A natação brasileira terá uma seletiva única para os Jogos de Tóquio, o Troféu Brasil. Antes da pandemia do novo coronavírus, a classificatório ocorreria entre os dias 21 e 27 de junho no Parque Aquático Maria Lenk, no Rio de Janeiro. Mas a seletiva foi cancelada e ainda aguarda a definição de uma nova data. O sistema é o mesmo adotado por potências da modalidade como Estados Unidos, Austrália e França. Ao todo, em Tóquio, serão 17 eventos para os homens, 17 para mulheres e um misto (o revezamento 4×100 medley).

Edição: Fábio Lisboa

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Usain Bolt é pai pela primeira vez

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O homem mais rápido do mundo vai completar 34 anos em agosto deste ano e conheceu, no último domingo (17), a alegria e a responsabilidade da paternidade. A namorada de Usain Bolt, Kasi Bennett, deu à luz a filha de quem é conhecido mundialmente como o “raio”. Segundo a imprensa jamaicana, o parto foi acompanhado pelo pai de primeira viagem, mas o casal manteve-se discreto, sem divulgar fotos ou o nome da menina.

Único velocista a vencer as provas dos 100m e 200m em três Olimpíadas consecutivas (2008, 2012 e 2016), Bolt teve o nascimento da filha saudado pelo primeiro-ministro do seu país, Andrew Holness: “Parabéns à nossa lenda da velocidade e sua mulher pela chegada da garotinha”, tuitou o político.

Dono dos recordes mundiais tanto nos 100m quanto nos 200m, Bolt já havia confirmado por um vídeo no Instagram, em março, a gravidez. O atleta também já tinha manifestado que não gostaria que os filhos seguissem os caminhos do pai, por causa da pressão que poderiam receber no esporte.

Undecacampeão mundial, Bolt disputou a última prova oficial em Londres 2017, quando sofreu uma lesão no tendão na última corrida da fantástica carreira.

Edição: Fábio Lisboa

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Jogos de Tóquio: velocista se diz pronto para "correr em alto nível"

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Aos 20 anos, o velocista Paulo André tem tudo para brilhar na Olimpíada de Tóquio (Japão) como expoente do atletismo brasileiro. Nascido em Santo André, no ABC paulista, e radicado em Vila Velha, no Espírito Santo, o atleta já coleciona uma extensa lista de conquistas. Tricampeão do Troféu Brasil na prova dos 100 metros rasos (2017, 2018 e 2019), campeão mundial e pan-americano no revezamento 4×100 no ano passado.  Durante o Troféu Brasil no anno passado, o paulista fez a segunda melhor marca do Brasil na história dos 100 m, a prova mais rápida do atletismo. Paulo André cruzou a linha de chegada em Lima (Peru) com o tempo de 10s02, ficando a apenas dois centésimos de segundo da marca obtida pelo velocista Robson Caetano, único brasileiro campeão pan-americano (Havana,1991), que bateu o recorde nacional e sul–americano em 1988, ao terminar a prova em dez segundos cravados. Na noite de ontem (18), Paulo André participou de uma live (transmissão ao vivo) na conta oficial da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), no Instagram. 

O atleta já se garantiu na prova individual dos 100 m em Tóquio (Japão), e também no revezamento 4×100 m. Mas, apesar da vaga assegurada, somente às vésperas dos Jogos, serão divulgados os nomes dos atletas da equipe que competirá no Japão.

Enquanto isso, Paulo André segue com foco total na estreia olímpica. Ele e o pai, o treinador Carlos Camilo, estão “confinados”,no  Espírito Santo. “Estava com as malas prontas para ir para os Estados Unidos quando a pandemia [do novo coronavírus] chegou com tudo. Claro que fiquei chateado, mas não posso parar. Esse ano que falta para os Jogos passa muito rápido. Conversei com o meu pai e a minha equipe. Escolhemos Vila Velha. Estamos confinados aqui. Estou conseguindo treinar na pista. Só preciso adaptar academia”, descreveu.      

Novo calendário

Outra motivação para o jovem brasileiro foi o novo calendário da modalidade divulgado na semana passada pela Confederação Internacional de Atletismo (World Athletics). Antes realizados ao longo do ano, as etapas da Diamond League e do novo Continental Tour serão condensadas entre os meses de agosto e outubro deste ano. “Nas primeiras semanas da quarentena, várias vezes sentia falta das competições. Foi difícil seguir treinando sem ter nada previsto. Mas não parei. E, se tivesse competição nesse final de semana, estaria pronto. Estou treinando em alto nível. O foco é claro que é a Olimpíada, mas essa volta na Diamond League será importante demais”. 

Mundial de Revezamentos

Paulo André ao lado do Rodrigo Nascimento, de Derick Silva e do Jorge Vides foram os mais rápidos no Campeonato Mundial, em maio passado, Yokohama (Japão). A equipe verde e amarela terminou a prova com 38s05, os Estados Unidos levaram a prata com 38s07 e a Grã-Bretanha fechou o pódio com 38s15. 

“Durante o aquecimento, no estádio em Yokohama, lá onde o Brasil ganhou a Copa em 2002, a gente viu que estávamos fazendo uma preparação legal. Fazendo as passagens bem limpas. Percebi que tínhamos chances. Fomos bem na semifinal e chegamos na decisão. Aquela noite não foi fácil. Passamos um pouco de problemas por causa do fuso horário. No dia, quando entramos na pista parece que caiu a ficha mesmo. Pensei comigo que estávamos desconfiados há poucos dias e que naquela hora a gente estava prestes a correr a final. Depois foi só história”.

A Seleção Brasileira masculina do 4x100 m conquistou neste domingo (12/5) um resultado histórico: foi campeã mundial de revezamentos em Yokohama, no Japão. A equipe formada por Rodrigo Nascimento, Jorge Vides, Derick Souza e Paulo André de A Seleção Brasileira masculina do 4x100 m conquistou neste domingo (12/5) um resultado histórico: foi campeã mundial de revezamentos em Yokohama, no Japão. A equipe formada por Rodrigo Nascimento, Jorge Vides, Derick Souza e Paulo André de

A seleção brasileira  do 4×100 m (Rodrigo Nascimento, Jorge Vides, Derick Souza e Paulo André) campeã mundial de revezamentos em Yokohama (Japão) – marcelloj

 

Essa vitória histórica foi em maio e, meses depois, em outubro, no Mundial de Atletismo, em Doha (Catar), a equipe nacional formada por Rodrigo Nascimento, Vitor Hugo dos Santos, Derick Silva e Paulo André conquistou o quarto lugar com a marca de 37s72,  quebrando o histórico recorde brasileiro e sul-americano da prova que durou mais de 19 anos. A antiga marca era 37s90 obtida na conquista da prata olímpica em Sydney (Austrália), em 2000.  Esse quarto lugar no Mundial de 2019 confirmou a vaga brasileira nos Jogos de Tóquio.

Recorde brasileiro

“Não sinto pressão. É uma coisa que me motiva. Acho que a palavra mais correta é expectativa. Você precisa aprender a correr a prova dos 100 m. Ela é muito complexa. Sempre tem um ponto que você precisa acertar. Em 2019, corri várias vezes entre 10s e 10s10. Para mim e para a minha equipe, é uma realidade. Se eu quero fazer história individualmente, preciso pensar em 09s80, 09s70”.

São Paulo - O ex-velocista Carlos Camilo acompanha o dia a dia da carreira de seu filho Paulo André Camilo de Oliveira, de 19 anos. Paulo André é o segundo brasileiro mais rápido da história nos 100 m, com a marca de 10.06, tempo obtido este ano São Paulo - O ex-velocista Carlos Camilo acompanha o dia a dia da carreira de seu filho Paulo André Camilo de Oliveira, de 19 anos. Paulo André é o segundo brasileiro mais rápido da história nos 100 m, com a marca de 10.06, tempo obtido este ano

O ex-velocista Carlos Camilo acompanha o dia a dia da carreira de seu filho Paulo André Camilo de Oliveira, de 20 anos  – Wagner Carmo/CBAt

 

No Troféu Brasil do ano passado, ele chegou a concluir a prova em 09s90, mas a marca não foi homologada porque o vento estava em 3,6 m/s, superando o limite máximo de 2 m/s. Já, no Campeonato Mundial, Paulo André fez o tempo de 10s14, ficou em quarto lugar na primeira série semifinal, e em 12º no geral, sem conseguir a vaga na final. A classificatória foi vencida pelo americano Christian Coleman, que acabou sendo o campeão mundial da prova, com o tempo de 09s76 (a sexta melhor marca de todos os tempos).

Relação com o pai 

Pai e treinador, o ex-velocista Carlos Camilo acompanha o dia a dia da carreira do filho.  O carinho, a preocupação e os cuidados do ex-atleta levam a crer que a carreira de Paulo André será ainda mais vitoriosa. Mas a convivência nem sempre é tranquila. “Ele é um pouco chato como amigo”, revela às gargalhadas o jovem velocista. Paulo André reconhece que em algumas vezes a dupla misturava um pouco as coisas. “Mas hoje em dia ele me entende muito. E eu também amadureci bastante” completa.

 

 

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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