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Com cisão de fórmulas, “Vidro” faz memorando dos filmes de super-heróis

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“Vidro” é o capítulo final de uma trilogia iniciada em 2000 e que durante muito tempo parecia que não teria desfecho. M. Night Shyamalan foi do Olimpo hollywoodiano ao inferno em três filmes e a ideia de retomar a história de David Dunn (Bruce Willis) e Elijah Price (Samuel L. Jackson) parecia destinada ao anedotário de Hollywood.

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Samuel L. Jackson como Mr. Glass em Vidro, que estreia nesta quinta-feira (17) nos cinemas brasileiros
Divulgação

Samuel L. Jackson como Mr. Glass em Vidro, que estreia nesta quinta-feira (17) nos cinemas brasileiros

Eis quando menos se esperava do engenho e capacidade de surpreender do cineasta, o indiano coloca uma cena no fim de “Fragmentado” que não apenas ressignifica todo o filme como pavimenta o caminho para uma inusitada terceira parte. “Vidro”
é, portanto, tanto uma vitória pessoal como profissional de Shyamalan.

O cineasta obrigou dois estúdios detentores de propriedades intelectuais distintas (Universal e Buena Vista) a colaborarem no terceiro filme e se manteve como um dos poucos diretores em atividade em Hollywood a manter pleno controle sobre o corte final e o filme que chega aos cinemas não é um filme de estúdio. É um filme de Shyamalan. De cabo a rabo.

Leia também: “Fragmentado” atende demanda por “filmes sombrios”, diz M. Night Shyamalan


Cena de Vidro: os vilões juntam forças
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Cena de Vidro: os vilões juntam forças

Há a indefectível auto adulação que lhe é característica. O cineasta sabe que foi um dos primeiros a apostar no apelo dos heróis no cinema – “Corpo Fechado”
foi feito antes do primeiro “X-Men” ser lançado – e não deixa que ninguém se esqueça disso. A metalinguagem é um instrumento narrativo presente no longa, bem como as dissertações a respeito do gênero que é o principal ganha-pão de Hollywood. Nesse sentido, a própria resolução do filme, o exacerbamento do anticlímax, pode ser lida como um comentário a respeito da visão do indiano tão contestada no alvorecer do século. “Vidro” é o dossiê de Shyamalan para expor Hollywood.

Nesse raciocínio, o cineasta é o Mr. Glass
, personagem de Samuel L. Jackson que tem uma mente privilegiada em uma inglória compensação pela fragilidade de seus ossos. Elijah assume a identidade de Mr. Glass quando enxerga em Kevin (James McAvoy) e na Fera, uma de suas 23 personalidades, a confirmação de sua teoria de que há heróis e vilões no mundo.

Em busca do Eu


Bruce Willis como David Dunn em cena de Vidro
Divulgação

Bruce Willis como David Dunn em cena de Vidro

David Dunn trabalha com equipamentos de segurança, mas dá sequência ao que entende ser sua missão na Terra: o vigilantismo. Ele conta com o apoio de seu filho Joseph, vivido pelo mesmo Spencer Trat Clark de “Corpo Fechado” e é durante um enfrentamento com Kevin, que continua sequestrando adolescentes impuras, que Dunn vai parar em um hospital psiquiátrico. O mesmo que abriga Elijah. Lá, ele, Kevin e Elijah são tratados pela doutora Ellie Staple, especialista em pessoas cujos transtornos as fazem crer que são super-humanas.

O filme caminha nos limites da interpretação e provê elementos tanto para aqueles que querem crer que os três são meta-humanos, como para aqueles que sentem a necessidade de se abrigar no guarda-chuva das explicações científicas. Isso até os minutos finais do longa, quando Shyamalan dá de ombros para as fórmulas do cinema de gênero e com uma coragem que apenas um realizador tão singular e, por que não arrogante, como ele poderia ensejar.

No limiar, “Vidro” é um filme sobre três homens tentando se entender e entender seu espaço no mundo, como o eram, de certa forma, os filmes que vieram antes, mas é também uma análise muitíssimo bem adensada de um gênero, de uma linguagem e de um conceito.


M. Night Shyamalan orienta Bruce Willis e James McAvoy nos bastidores de Vidro
Divulgação

M. Night Shyamalan orienta Bruce Willis e James McAvoy nos bastidores de Vidro

Isso tudo sem deixar os personagens de lado. Se os três protagonistas têm seus para-raios, e apenas a figura de Anya Taylor-Joy é inserida a fórceps no contexto dramático, ainda que sua funcionalidade narrativa seja verificada pelo roteiro e pela química da atriz com McAvoy, a arquitetura narrativa de Shyamalan permite que todos tenham relevo e momentos de redenção. O carinho do diretor com esse universo que ele criou é perceptível.

Leia também: Perturbador e cheio de clima, “Fragmentado” é novo acerto do cineasta de “O Sexo Sentido”

“Vidro”
é um filme divisivo. Ele age contra expectativas, abraça e repele fórmulas com uma velocidade incomum e congrega todas as virtudes, mas também os vícios, de um cineasta tão polarizante como Shyamalan. É filmado como um filme de terror e se resolve como um thiller conspiratório. É, em certa medida, uma masterclass de cinema. Ou o último capítulo de uma.

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Monica Benini, esposa de Júnior Lima, passa por cirurgia de emergência

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Monica Benini e Junior Lima estão juntos desde 2013
Reprodução/Instagram

Monica Benini e Junior Lima estão juntos desde 2013

Monica Benini, esposa de Júnior Lima, contou que foi operada às pressas neste fim de semana após sofrer com fortes dores abdominais. A influenciadora contou nesta terça-feira (5) que passou mal e precisou ir às pressas ao pronto-socorro. 

“Para servir de alerta para a gente nunca camuflar as dores que sentimos, sempre checar e nunca se automedicar”, disse no texto, que explica o acontecido. Segundo Monica, os sintomas começaram leves e se agravaram. 

“De domingo para segunda, comecei a sentir uma sensação de azia. Ontem a dor começou a aumentar e estava brincando com o Otto e não consegui caminhar direito. Quase desmaiei. Liguei por Junior e ele veio correndo… Pensei: se estou sentindo dores que nunca senti é porque está acontecendo alguma coisa”, disse.

Após bateria de exames, ela descobriu que estava com apendicite. “Não ando só. Obrigada, anjo da guarda”, afirmou ela. 


Fonte: IG GENTE

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David Harbour diz ter passado fome em preparação de ‘Stranger Things’

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Ator perdeu 36 quilos para a mudança do personagem
Reprodução 05.07.2022

Ator perdeu 36 quilos para a mudança do personagem

David Harbour, intérprete de Jim Hopper em “Stranger Things”, admitiu que passou fome para perder 36 quilos entre a terceira e quarta temporadas da série da Netflix. 

Em entrevista ao “BBC Breakafast”, David contou que o processo foi difícil para ele. “Não é fácil. É [necessário] muito tempo sem comer para perder tanto peso, passar fome”, contou o ator de 47 anos.

“Esse é o segredo. Se você ficou curioso sobre o segredo da dieta, é só não comer comida”, brincou. Apesar da brincadeira, qualquer dieta deve ser recomendada por um profissional. O ator detalhou que pesava 122 quilos e na temporada atual, 86. 

Fonte: IG GENTE

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Ex-empresária de Britney Spears é acusada de envolvimento em tutela

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Britney Spears em casamento com Sam Asghari
Reprodução/Instagram 29.06.2022

Britney Spears em casamento com Sam Asghari

Britney Spears está processando a ex-empresária Lou Taylor, alegando que ela teve envolvimento no processo de tutela que durou 13 anos e acabou ano passado. Nesta terça-feira (5), documentos divulgados por Liz Day, do New York Times, mostram que a empresa de Lou, Tri Star, ganhou US$ 18 milhões com a tutela, quase R$ 100 milhões. 

Em documentos judiciais divulgados pela repórter, advogados de Britney acusam Tri Star de mentir ao afirmar que não desempenharam nenhum papel na criação da conservadoria, comandada pelo pai de Britney, Jamie Spears. 

Mathew Rosengart, advogado da cantora, alega que Lou Taylor  “auxiliou na criação da tutela, ajudou a facilitar a tutela e procurou ter a Tri Star instalada como co-conservadora”. Ele mostra trocas de e-mail Lou para Jamie e outros advogados do pai da cantora, duas semanas antes da aplicação da conservadoria, datados de janeiro de 2008. 

“Eu falei com as meninas sobre Andrew Wallet, ele e a Tri Star cooperarão com você”, diz o e-mail. Dois dias antes do início da tutela, o advogado de Jamie Spears mandou um e-mail para Lou Taylor.

“Encontramos um problema com nossa seleção de juízes… aquele [juiz] que não dará a Jamie o poder de administrar drogas psicotrópicas a Britney”, diz o e-mail, sugerindo que a ideia era de drogar a cantora. 

Para o portal Page Six, um dos advogados da Tri Star afirma que os e-mails são “materialmente enganosos”. “Como todas as evidências deixam bastante claro, a tutela foi criada por recomendação do advogado, não Tri Star, e aprovado pelo tribunal há mais de 12 anos”, afirmou. 

“Na verdade, a Tri Star nem era a gerente de negócios da tutela quando foi criada (…) Excertos de e-mails escolhidos a dedo não podem mudar os fatos, e é por isso que esse absurdo terminará de uma vez por todas quando os registros forem abertos”, apontou.

Britney prometeu processar a empresa em fevereiro, acrescentando na publicação do Instagram que o pai “adorava” Lou Taylor. A tri Star deixou de ser gerente dos negócios da cantora em novembro de 2020. O advogado de Britney alega que a empresa enriqueceu às custas da cantora. 

Fonte: IG GENTE

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