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Coronavírus: quando uma pessoa com Covid-19 deixa de ser contagiosa?

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Reprodução: BBC News Brasil

Coronavírus: quando uma pessoa com covid-19 deixa de ser contagiosa, com ou sem sintomas

Muitos vírus continuam a se espalhar mesmo muito depois de os sintomas da pessoa infectada já terem desaparecido — tosse ou febre não são os únicos indicadores de que uma pessoa pode infectar outras com um vírus.

É o caso do do novo coronavírus, Sars-Cov-2, que pode continuar sendo contagioso mesmo depois dos sintomas terem sumido, apontam as pesquisas. Mas por quanto tempo?

E no caso de pessoas que nunca chegaram a ter sintomas ou nas quais os sintomas foram tão leves que passaram despercebidos?

Incubação

Desde que o Sars-Cov-2 foi detectado na China em dezembro passado, várias equipes científicas têm investigado o período de incubação do novo coronavírus — ou seja, quanto tempo o vírus fica no corpo.

Um desses estudos, conduzido por pesquisadores da universidade Johns Hopkins, nos Estados unidos, e publicado no jornal científico Annals of Internal Medicine em maio, estimou que o período médio de incubação para o novo coronavírus é de 5,1 dias.

Mas esse é o período médio — pode ser maior ou menor, dependendo do organismo da pessoa. A maioria (97,5%) dos infectados que desenvolvem sintomas o fazem antes de chegar aos 11,5 dias desde o momento em que uma pessoa foi exposta ao vírus pelo nariz ou pela boca, segundo o estudo.

“A capacidade de infectar outras pessoas, de transmitir esse vírus a outras pessoas, dura de 7 a 10 dias mais a partir do aparecimento dos sintomas”, explica o infectologista Vicente Soriano, professor da Universidade Internacional de La Rioja, na Espanha, e ex-conselheiro da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Profissional de saúde coletando uma amostra para exame de um paciente

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É importante fazer testes e rastreamentos para detectar pessoas assintomáticas

Ele acrescenta que, a partir desse momento, quando os sintomas já passaram ou desapareceram, a possibilidade de infectar outras pessoas também diminui.

O especialista ressalta, porém, que os testes de PCR usados para detectar o vírus podem continuar a dar positivo por vários dias ou semanas após a infecção pelo vírus. Ou seja, o vírus pode continuar no sistema da pessoa.

“O PCR, que detecta fragmentos do genoma do vírus, pode permanecer positivo após uma, duas ou até três semanas após a cura da doença”, ressalta Vicente Soriano.

“Mas aquele PCR positivo não reflete contagiosidade. O que o PCR detecta são fragmentos de vírus, ou ‘sequências de lixo’, que são fragmentos do genoma do vírus que estão no trato respiratório e que expulsamos por várias semanas depois que a doença foi curada.”

De fato, a sensibilidade dos testes diagnósticos é um problema conhecido desde que começaram a ser aplicados e é um exemplo de como as pesquisas sobre covid-19 ainda estão em fase inicial.

Mas, como enfatiza o Soriano, “a contagiosidade do coronavírus é basicamente de 7 a 10 dias, um ou dois dias antes do início dos sintomas e enquanto os sintomas ocorrem”, acrescenta.

Ou seja, um pessoa com coronavírus deixa de ser contagiosa cerca de 10 dias após o início dos sintomas. Mas é preciso tomar cuidados antes de sair do isolamento: se certificar de que não tem mais nenhum sintoma e de que não se tem febre há pelo menos 24 horas sem o uso de remédios que a controlam.

Homem de máscara caminha em frente a grafite de mulher com máscara em um muro

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Máscaras reduzem o risco de alguém contaminado e assintomático transmitir a doença

Casos assintomáticos

Mas o que acontece quando uma pessoa está infectada com o coronavírus e não apresenta sintomas? Como saber que não vai infectar outras pessoas?

Embora diversos estudos tenham sido publicado sobre a porcentagem de pessoas contaminadas que são assintomáticas, a OMS afirma que não é possível cravar um número exato.

O posicionamento oficial da organização pontua que uma revisão sistemática recente da literatura científica mostra que os casos assintomáticos poderiam variar entre 6% e 41% dos casos de contaminação, ou seja, ainda há grande incerteza sobre qual a proporção de casos assintomáticos entre os contaminados.

A OMS explica que “a maioria dos estudos incluídos nessas revisão tinham importantes limitações quanto ao relato dos sintomas, ou não definiram propriamente quais sintomas estavam sendo investigados”.

Além disso, explica a entidade, muitas pessoas que acreditam ser assintomáticas na verdade tiveram alguns sintomas, mas bem leves, que acabaram passando despercebidos.

Há também o caso de pessoas que foram diagnosticadas com covid-19, ainda não têm sintomas, mas vão desenvolvê-los no futuro — são as pessoas pré-sintomáticas.

De qualquer forma, os pesquisadores descobriram que as pessoas sem sintomas e com covid carregam uma alta quantidade de vírus no corpo — a mesma quantidade de vírus que pacientes com sintomas. E ambos permanecem com essa carga viral pelo mesmo tempo.

Por isso, os especialistas ressaltam a importância do uso de máscaras e da observação do distanciamento social. Essas duas medidas podem ajudar a reduzir o risco de que uma pessoa com covid-19 e sem sintomas infecte outras pessoas.

Ilustração do coronavírus em close

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Não há certezas sobre a porcentagem de pessoas contaminadas que são assintomáticas

“Basicamente, pessoas sem sintomas podem transmitir vírus a outras pessoas por uma semana, assim como aquelas com sintomas, mas a menos que a pessoa tenha um teste de antígeno (para detectar que tem a doença) ou um PCR, essa pessoa passa despercebida “, diz Soriano.

“Daí o interesse em fazer rastreamentos para identificar pessoas que possam ter estado em área de contágio e façam o teste de antígeno ou PCR a partir de 48 horas após o evento.”

Dessa forma, afirma o especialista, os assintomáticos e pré-sintomáticos podem ser identificados e mantidos isolados por 10 dias para evitar outras infecções.

Pacientes sérios

Essas recomendações, no entanto, não se aplicam a pessoas que apresentaram sintomas mais graves de covid-19 e não foram hospitalizadas.

Conforme apontado pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, em muitos casos, quando uma pessoa estava gravemente doente e não foi hospitalizada, ela terá que ficar em casa até 20 dias após o aparecimento inicial dos sintomas.

Além disso, pessoas com doenças do sistema imunológico ou sistema imunológico enfraquecido que tiveram a doença precisarão ficar em casa por mais tempo e consultar o médico para saber quando podem parar de se isolar.


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Fonte: IG SAÚDE

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Mortes por Covid-19 aumentam 12% no estado de São Paulo

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Leitos
Marcelo Casal/EBC

Secretaria atualiza dados sobre a Covid-19 em São Paulo

As mortes causadas pela Covid-19 continuam aumentando no estado de São Paulo. De acordo com o boletim atualizado pela secretaria estadual de Saúde do estado, um crescimento de 12% no número de óbitos foi registrado na semana, assim como 7% de aumento no número de internações. Ao todo, desde o início da pandemia, 1.241.653 pessoas já foram infectadas no estado. 

São Paulo ainda registra 42.095 mortes causadas pela Covid-19. Apesar do aumento de indicadores, o número de casos sofreu uma queda de 14% em comparação com a semana anterior.

Atualmente, 52,2% dos leitos de UTI, com casos graves entre confirmados e suspeitos, estão ocupados no estado. Na grande São Paulo o número é um pouco maior: 59,1% de leitos para Covid-19 estão ocupados. 4.141 pacientes estão internados em unidades de terapia intensiva no estado.

De acordo com o sindicato dos hospitais privados de São Paulo, setenta e nove por cento (79%) dos hospitais responderam que houve aumento de internações Covid-19 nos últimos 15 dias. Na pesquisa anterior, realizada entre 16 a 19 de novembro, eram 44,5% que registraram aumento das internações Covid-19.

Diante do aumento de casos e internações, o centro de contingência da Covid-19 recomentou ao governo do estado que um recuo na flexibilização dos serviços e comércio fosse aplicado em todos os municípios. O governador João Doria (PSDB), então, anunciou nesta segunda-feira o retorno para a fase amarela do Plano São Paulo

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Covid-19: os três passos do método revolucionário para criar vacinas de RNA

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BBC News Brasil

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Camilla Costa (@_camillacosta) e Cecilia Tombesi – BBC News Brasil

Covid-19: os três passos do método revolucionário para criar vacinas de RNA

A pandemia de covid-19 acelerou o desenvolvimento e a testagem de um método para vacinas que até hoje não havia funcionado em humanos: o uso do RNA mensageiro (RNAm).

Tanto as empresas Pfizer (EUA) e BioNtech (Alemanha) quanto a Moderna (EUA) usaram a técnica em seus imunizantes, que chegaram à terceira e última fase de testes em humanos em um tempo recorde de oito meses.

De acordo com as empresas, resultados preliminares mostraram uma eficácia superior a 95%.

Mas como é possível que isso tenha acontecido tão rápido? E, se este processo é tão eficiente, por que ninguém havia conseguido fazer uma vacina de RNA mensageiro até agora?

A resposta está na evolução da tecnologia e da pesquisa científica, segundo Norbert Pardi, imunologista e professor da Universidade da Pensilvânia, nos EUA.

Mas, também, na necessidade provocada pela pandemia.

“O desenvolvimento normal de uma vacina pode levar até 10 anos em condições normais. Primeiro porque muitas vezes nem as empresas, nem as agências reguladoras priorizam essas vacinas. Em segundo lugar, nem sempre há financiamento suficiente. Testar vacinas é muito caro, especialmente na fase 3”, disse à BBC News Brasil. Na fase 3, os pesquisadores tentam avaliar a eficácia da vacina e confirmar sua segurança em testes que costumam envolver milhares de pessoas.

“Agora, por causa da pandemia, todos querem fazer tudo mais rápido e há financiamento abundante disponível. E esse era o principal entrave. O processo químico de produção de uma vacina normalmente não leva muito tempo. 95% do tempo é gasto com a testagem.”

O método que utiliza o RNAm em vacinas também não surgiu de repente. Na verdade, começou a ser desenvolvido nos anos 1990, e deu um salto nos últimos 15 anos, com descobertas que o tornaram, pouco a pouco, mais seguro e eficiente.

Cientista manipula vacina de RNAm na Tailândia

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Há pelo menos 50 vacinas de RNAm em testes em diversos países, não só contra a covid-19, mas também contra outras infecções

O papel do RNA mensageiro

O RNA mensageiro é uma molécula surge no processo de transcrição, copiando um trecho do DNA — onde ficam nossas informações genéticas.

Ele transporta essa informação para a parte das células onde serão fabricadas as proteínas que compõem o corpo.

Os vírus de RNA — como os da gripe comum, o da dengue, Zika, o Sars-cov-2 e outros — usam o mesmo mecanismo para infectar uma célula humana e produzir cópias de seu próprio código genético.

É desta maneira que eles se replicam no nosso organismo.

A maior parte das vacinas é feita com um vírus atenuado ou com um fragmento dele, que faz com que nosso sistema imunológico produza anticorpos.

Já as vacinas gênicas, como as desenvolvidas pela Pfizer/BioNTech e pela Moderna, buscam fazer o nosso próprio corpo produzir uma proteína do vírus — mas sem colocá-lo dentro de nós.

Tabela de comparação de vacinas

BBC

Por que o método é tão inovador?

Os cientistas criam em laboratório um RNA mensageiro sintético, que contém uma cópia de parte do código genético viral.

Esse RNAm fará com que nossas células fabriquem uma proteína característica do vírus, e é isso o que vai alertar o nosso sistema imunológico.

“Essa técnica traz algumas vantagens importantes. Primeiro, a segurança. Como ela não utiliza o vírus, não há perigo de que ela cause infecções em pessoas com a imunidade muito baixa, como pode acontecer em vacinas como a da febre amarela ou a da pólio, por exemplo. Todos podem tomar a vacina de RNAm”, diz Norbert Pardi.

“Também é uma técnica mais simples do que as outras, porque o RNA utilizado é completamente sintético. Por isso, não precisamos manter culturas celulares e sistemas de purificação complexos nos laboratórios”, explica.

De acordo com a Pfizer, o uso do RNA feito em laboratório torna a produção da vacina mais rápida em relação às vacinas convencionais, que usam vírus atenuados, por exemplo.

“Produzir a cepa correta de um vírus pode ser difícil, e produzir vírus suficiente para milhares de doses pode levar meses”, diz um comunicado da empresa.

“Como a produção de uma vacina de RNAm usa métodos sintéticos, ela pode oferecer uma abordagem mais flexível aos patógenos que estão evoluindo rapidamente, além de uma resposta mais rápida a surtos grandes ou pandemias”, afirma.

A criação da vacina

Mas desenvolver uma vacina a partir de um RNA mensageiro sintético não é tão fácil quanto pode parecer.

Para começar, segundo Pardi, o RNA é uma molécula capaz de gerar uma forte reação do sistema imunológico humano, o que pode causar uma inflamação grave e levar à morte.

Gráfico de como se fez a vacina de RNAm

BBC

“Isso ocorre porque há muitos vírus cujo material genético é composto pelo RNA. Para se proteger, os organismos foram desenvolvendo sensores de RNA. Hoje, eles estão por todo o nosso corpo”, afirma o pesquisador.

Esse era o problema que se encontrava inicialmente com as vacinas de RNA que eram testadas em animais.

“Más, há cerca de 15 anos, pesquisadores da equipe à qual eu me juntei na Universidade da Pensilvânia descobriram que trocando uma das moléculas que formam o RNAm, a uridina, pela pseudouridina, seria possível resolver isso.”

Essa substituição fez com que os sensores não conseguissem identificar o RNAm sintético da vacina como uma ameaça. Dessa forma, ele tinha passagem livre até a célula, o seu objetivo final.

De acordo com Pardi, essa descoberta foi a chave para que as vacinas da Pfizer/BioNTech e da Moderna fossem possíveis.

Outra inovação crucial foi o desenvolvimento de uma melhor capa lipídica, ou seja, de gordura, que pudesse envolver e proteger o RNA mensageiro, impedindo que ele se degradasse no caminho até as células.

“Quando eu me juntei à equipe, em 2011, eles já conseguiam produzir o RNA mensageiro modificado, mas a vacina ainda não funcionava, porque o RNA é instável. Então começamos a testar capas lipídicas feitas por empresas diferentes”, relembra o pesquisador.

A Moderna e a Pfizer dizem ter as suas próprias variações de nanopartículas lipídicas, como a tecnologia é chamada, que são patenteadas. As empresas não responderam a pedidos para explicarem a estrutura destas partículas.

Como a vacina age no corpo?

Uma vez absorvido por nossas células, o RNA mensageiro funciona como um manual de instruções para a produção da proteína do vírus, chamada de S ou Spike.

Em seguida, se desintegra completamente no organismo, já que é feito de compostos orgânicos.

Gráfico de como a vacina age no corpo

BBC

A célula fabrica milhares de cópias dessa proteína e as libera na corrente sanguínea. Isso alerta as sentinelas do sistema imunológico, as células dentríticas, que localizam essas cópias e as capturam.

Quando o corpo identifica a proteína Spike como invasora, começa a produção de anticorpos e linfócitos T, que ficam à postos para defendê-lo de uma possível infecção pelo Sars-cov-2.

É assim que a vacina nos confere imunidade contra o vírus.

No entanto, ainda não se sabe quanto tempo dura a imunidade gerada pelas vacinas de RNA mensageiro.

Tanto os testes da Moderna quanto os da Pfizer começaram em 27 de julho, então os pacientes estão sendo acompanhados há apenas quatro meses.

“A imunidade provavelmente não será permanente, mas ainda não sabemos se durará seis meses, um ano ou mais. O que sabemos de estudos para vacinas contra a Sars-cov-1 e a MERS, por exemplo, é que a imunidade diminui com o tempo”, diz Pardi.

Segundo o imunologista, o que os novos estudos precisam mostrar é se a partir da vacina de RNAm o corpo se lembrará como produzir anticorpos contra o vírus no futuro.

“Isso, sim, seria importante. Com memória imunológica, talvez só seja preciso vacinar as pessoas uma vez mais, por exemplo, para garantir uma proteção mais permanente”, conclui.


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Moderna confirma vacina contra Covid-19 com 94% de eficácia

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Moderna
Reprodução: iG Minas Gerais

Moderna anuncia resultado sobre a eficácia de vacina

A empresa farmacêutica Moderna anunciou, nesta segunda-feira (30), a conclusão dos testes da fase 3 da vacina contra Covid-19. Último estágio dos testes clínicos, a fase 3 possíbilita uma análise sobre a eficácia do imunizante experimental que, segundo a empresa, é 94%.

O próximo passo será um pedido de autorização para uso emergencial com o FDA, a agência regulatória de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos. A Agência Europeia de Medicamentos também analisa os dados de forma contínua e pode autorizar o uso da vacina antes do tempo usual.

Há alguns dias, a Moderna já tinha anunciado os resultados preliminares sobre a eficácia da vacina. Desta vez, porém, o anúncio é eficial e analisou 196 pessoas que já foram infectadas pelo vírus. Além disso, o estudo aponta 100% de prevenão dos casos graves da Covid-19.

Fonte: IG SAÚDE

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