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Nacional

CPI da Pandemia aprova relatório final e pede 80 indiciamentos

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Comissão aprovou texto por 7 votos a 4

Depois de um dia todo de debates, os senadores aprovaram nesta terça-feira (26) o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, elaborado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), por 7 votos a 4. 

Um dos principais pontos do documento de 1.299 páginas sugere o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro por nove crimes que vão desde delitos comuns, previstos no Código Penal; a crimes de responsabilidade, conforme a Lei de Impeachment. Há também citação de crimes contra a humanidade, de acordo com o Estatuto de Roma, do Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia.

Além do presidente da República, mais 77 pessoas, entre elas três filhos do presidente, ministros, ex-ministros, deputados federais, médicos e empresários estão na lista. Há ainda duas empresas: a Precisa Medicamentos e a VTCLog. Com isso, são 80 pedidos de indiciamento no relatório, no total.

De acordo com o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), o relatório será entregue pessoalmente ao procurador-geral da República, Augusto Aras, nesta quarta-feira (27), às 10h.

Como votaram os membros da CPI:

Favoráveis ao relatório: Eduardo Braga (MDB-AM), Renan Calheiros (MDB-AL), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Otto Alencar (PSD-BA), Humberto Costa (PT-PE), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Omar Aziz (PSD-AM).

Contrários: Luis Carlos Heinze (PP-RS), Eduardo Girão (Podemos-CE), Marcos Rogério (DEM-RO) e Jorginho Melo (PL-SC).

Exclusão 

O nome do senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) chegou a ser incluído na lista de indiciados do relatório final da comissão a pedido do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). No entanto, o próprio parlamentar solicitou ao relator Renan Calheiros a retirada do nome de Heinze.

A decisão de excluir o nome ocorreu após o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmar, por meio de nota, que os senadores reavaliassem a proposta de indiciamento, o que considerou um “excesso”.

Para o senador Alessandro Vieira, prevaleceu o entendimento de que o senador tem imunidade parlamentar ao se manifestar na CPI. Durante os trabalhos da CPI,  Heinze defendeu o uso de medicamentos ineficazes para o tratamento da covid-19, além de divulgar estudos sem base científica.

Sessão para leitura do relatório da CPI da Pandemia.
Sessão para leitura do relatório da CPI da Pandemia – Marcelo Camargo/Agência Brasil
Consequências

Sob protestos de senadores da base governista, no parecer aprovado hoje, Renan também detalha o atraso na aquisição de vacinas contra o coronavírus e a demora na resposta do governo brasileiro à Pfizer e ao Instituto Butantan, que em 2020 ofereceram doses de imunizantes ao Programa Nacional de Imunização.

O texto destaca ainda as repercussões das possíveis irregularidades em empresas que negociaram vacinas e a aquisição mais célere de imunizantes como consequência dos trabalhos da comissão de inquérito. Entre os pontos positivos destacados por Renan está ainda a abertura de uma CPI específica sobre a Prevent Senior na Câmara Municipal de São Paulo.  Entre as várias denúncias, a operadora de saúde é acusada de obrigar médicos a prescreverem medicamentos comprovadamente ineficazes para tratamento da covid-19 a seus pacientes.

Próximos passos

Por ser um tribunal político, uma comissão parlamentar de inquérito não pode por si punir qualquer cidadão. Na prática, ao final dos trabalhos a CPI pode recomendar indiciamentos, porém o aprofundamento das investigações e o eventual oferecimento de denúncia dependem de outras instituições. Apesar da votação do relatório marcar o fim dos trabalhos da comissão, a cúpula da CPI garante que pretende acompanhar de perto os desdobramentos do que foi apurado pelo colegiado.

O vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse que a análise de crimes imputados ao presidente da República, Jair Bolsonaro, cabe ao procurador-geral da República, Augusto Aras. Nesse sentido, ele reafirmou hoje que espera que Aras “cumpra seu papel” e dê encaminhamento às conclusões do relatório final. Rodrigues avaliou ainda que no caso de omissão do PGR ou, ainda, do Ministério Público, em relação a outros indiciados, a legislação brasileira sinaliza outros caminhos. Um deles seria levar o documento diretamente ao Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de ação penal subsidiária da pública.

“Iremos acompanhar as consequências desse relatório e vamos exigir que as responsabilidades sejam apuradas”, disse Randolfe. “No caso da ação penal subsidiária da pública, e isso só pode ocorrer em caso de omissão por parte do Ministério Público, ele será levado diretamente ao STF”.

No caso de deputados federais cabe ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), abrir um processo por crime de responsabilidade. Já para denunciados por crime contra a humanidade, o andamento depende do Tribunal Penal Internacional. O vice-presidente da CPI confirmou que a partir desta quarta-feira (27) começará uma “agenda de entregas” do relatório. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (sem partido-MG), e Aras serão os primeiros a receberem o texto.

Os senadores Omar Aziz e  Renan Calheiros durante sessão para votação do relatório da CPI da Pandemia.
Os senadores Omar Aziz e Renan Calheiros durante sessão para votação do relatório da CPI da Pandemia – Marcelo Camargo/Agência Brasil
Veja a lista de pedidos de indiciamento feitos pela CPI

•    Jair Bolsonaro;
•    Eduardo Pazuello;
•    Marcelo Queiroga;
•    Onyx Lorenzoni;
•    Ernesto Araújo;
•    Wagner Rosário;
•    Élcio Franco;
•    Mayra Pinheiro;
•    Roberto Dias;
•    Cristiano Carvalho;
•    Luiz Dominghetti;
•    Rafael Francisco Carmo Alves;
•    José Odilon Torres Silveira Junior;
•    Marcelo Blanco;
•    Emanuela Medrades;
•    Túlio Silveira;
•    Airton Antonio Soligo;
•    Frncisco Maximiano;
•    Danilo Trento;
•    Marcos Tolentino;
•    Ricardo Barros;
•    Flávio Bolsonaro;
•    Eduardo Bolsonaro;
•    Bia Kicis;
•    Carla Zambelli;
•    Carlos Bolsonaro;
•    Osmar Terra;
•    Fabio Wajngarten;
•    Nise Yamaguchi;
•    Arthur Weintraub;
•    Carlos Wizard;
•    Paolo Zanotto;
•    Antônio Jordão de Oliveira Neto;
•    Luciano Dias Azevedo;
•    Mauro Luiz de Brito Ribeiro;
•    Walter Braga Netto;
•    Allan dos Santos;
•    Paulo de Oliveira Eneas;
•    Luciano Hang;
•    Otávio Fakhoury;
•    Bernardo Kuster;
•    Oswaldo Eustáquio;
•    Richards Pozzer;
•    Leandro Ruschel;
•    Carlos Jordy;
•    Filipe Martins;
•    Técio Tomaz;
•    Roberto Goidanich;
•    Roberto Jefferson;
•    Hélcio Bruno de Almeida;
•    Raimundo Nonato Brasil;
•    Andreia da Silva Lima;
•    Carlos Alberto de Sá;
•    Teresa Cristina Reis de Sá;
•    José Ricardo Santana;
•    Maconny Nunes Ribeiro Albernaz de Faria;
•    Daniella de Aguiar Moreira da Silva;
•    Pedro Benedito Batista Junior;
•    Paola Werneck;
•    Carla Guerra;
•    Rodrigo Esper;
•    Fernando Oikawa;
•    Daniel Garrido Baena;
•    João Paulo Barros;
•    Fernanda de Oliveira Igarashi;
•    Fernando Parrillo;
•    Eduardo Parrillo;
•    Flavio Cadegiani;
•    Heitor de Freire Abreu;
•    Marcelo Bento Pires;
•    Alex Lial Marinho;
•    Thiago Fernandes da Costa;
•    Regina Célia de Oliveira;
•    Hélio Angotti Netto;
•    José Alves Filho;
•    Amilton Gomes de Paula;
•    Precisa Medicamentos;
•    VTCLog

Matéria alterada às 7h35 do dia 27/10/2021 para correção do número de pedidos de indiciamento. O título também foi corrigido

Karine Melo e Heloisa Cristaldo

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Nacional

Morre no Rio, aos 75 anos, o autor de novelas Gilberto Braga

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Morreu nessa terça-feira (26), no Hospital Copa Star, na zona sul do Rio, o autor de novelas Gilberto Braga, aos 75 anos. Considerado um dos maiores nomes da teledramaturgia brasileira, é autor de obras clássicas da TV como Dancin’ DaysVale TudoCorpo a Corpo e Paraíso Tropical, entre outras.

Ele estava internado desde a última sexta-feira (22) e já vinha enfrentando problemas de saúde há alguns anos. Foi para o hospital com um quadro de infecção generalizada, após uma perfuração no esôfago. Gilberto Braga era casado com Edgar Moura Brasil, decorador e seu companheiro por quase 50 anos.

O teledramaturgo nasceu no Rio de Janeiro em 1º de novembro de 1945. Cursou a faculdade de Letras na Pontifícia Universidade Católica do Rio e começou a trabalhar dando aulas na Aliança Francesa.

Sucesso

A novela Dancin’ Days (1978) alcançou grande sucesso e marcou a estreia de Gilberto Braga no horário nobre, como  autor titular, além de ter sido a primeira novela contemporânea e adaptação de romance consagrado. A trilha sonora internacional, basicamente com canções de discoteca, foi um sucesso de vendagem, com mais de 1,5 milhão de cópias, assim como a trilha nacional, com 1 milhão de cópias, estimulando o crescimento de novas casas do gênero. A novela também lançou diversos modismos,, como voos de asa delta e meias de lurex usadas com sandália.

Rede Globo informou que Gilberto chegou a cursar Direito e a prestar concurso para o Itamaraty, mas não avançou em nenhuma das duas carreiras. Atuou como professor de francês e foi crítico de teatro e cinema no jornal O Globo, entre outras funções, tudo isso antes de se dedicar exclusivamente à teledramaturgia.

O novelista assinou – sozinho ou em parceria com renomados autores – grandes sucessos e tinha como um dos traços mais marcantes de suas obras a crítica social. Normalmente, suas histórias eram ambientadas na cidade do Rio, por onde tinha o prazer e o hábito de caminhar pelas ruas, o que fazia dele um grande entendedor da vida carioca.

Seu primeiro trabalho na Globo foi em 1972, com uma adaptação de A Dama das Camélias para o programa Caso Especial, com direção de Walter Avancini. A história foi protagonizada por Glória Menezes. Depois, vieram outros episódios para o programa. Um deles, especificamente, fez muito sucesso à época: As Praias Desertas, que tinha no elenco Dina Sfat, Yoná Magalhães e Juca de Oliveira.

A experiência de escrever uma novela veio em 1974. Sob o título A Corrida do Ouro, Gilberto assinou a trama ao lado de Lauro César Muniz e Janete Clair. Ele tinha apenas 29 anos e sua grande fonte de inspiração e formação foi Janete, como fazia questão de dizer em entrevistas que concedeu ao longo da carreira.

Vieram, então, as adaptações Helena e Senhora, ambas exibidas em 1975. Nesse mesmo ano, assumiu o desafio de dar continuidade à novela Bravo!, de Janete Clair. A autora precisou se dedicar a um novo projeto e Gilberto passou a assinar a autoria da trama, que foi ao ar no horário das sete.

Seu primeiro grande sucesso, no entanto, foi  Escrava Isaura, exibida em 1976, um marco da teledramaturgia nacional. Gilberto assinou Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasila adaptação que o tornou muito conhecido quando tinha apenas 31 anos. Escrava Isaura é uma das obras mais vendidas e exibidas no mercado internacional.

Em 1977, ele escreveu Dona Xepa, que narrava a história de uma popular feirante, vivida por Yara Cortes. Exibida no horário das seis, a obra obteve o melhor desempenho de audiência da faixa até então. A estreia no chamado horário nobre, das 20h, foi em 1978, com Dancin’ Days. Sonia Braga despontava no papel principal – que tinha a personagem de Joana Fomm como antagonista. Em 1980, escreveu Água Viva, que contou com a coautoria de Manoel Carlos a partir do capítulo 57. Na novela Brilhante, de 1981, Gilberto teve a contribuição de Euclydes Marinho e de Leonor Bassères. O autor repetiu a parceria com Leonor em suas duas obras seguintes: Louco Amor (1983) e Corpo a Corpo (1984).

Gilberto escreveu em 1986 sua primeira minissérie, Anos Dourados, com direção de Roberto Talma. Tratava-se de uma história ambientada durante o governo JK. O casal protagonista foi vivido por Malu Mader e Cássio Gabus Mendes. Gilberto também assinou a produção musical da minissérie. O autor nunca escondeu a sua ligação com o universo da música. Ele escolhia grande parte das trilhas sonoras de suas novelas e os temas dos personagens.

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ALERTA CORONAVÍRUS: CORONAVÍRUS MATA

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Coronavírus: por que a Covid-19 mata tanto?

Por que a biologia do coronavírus faz com que ele represente uma ameaça à vida humana?

Um simples vírus gerou uma mudança brusca na vida como a conhecemos.

Já enfrentamos ameaças virais antes, incluindo pandemias, mas o mundo não costuma fechar a cada nova infecção ou temporada de gripe.

Então, o que há com esse coronavírus? Quais são as peculiaridades que representam uma ameaça única para nossos corpos e nossas vidas?

Mestre do disfarce

 

Nos estágios iniciais de uma infecção, o vírus é capaz de enganar o corpo. O coronavírus pode estar correndo solto em nossos pulmões e vias respiratórias, mas nosso sistema imunológico acha que está tudo bem.

“Este vírus é brilhante, permite que você tenha uma fábrica viral em seu nariz e se sinta completamente bem”, descreveu o professor Paul Lehner, da Universidade de Cambridge.

 

As células do nosso corpo começam a liberar substâncias químicas (chamadas de interferons) assim que são atacadas por um vírus e isso é um sinal de alerta para o resto do corpo e o sistema imunológico.

Mas o coronavírus tem uma “capacidade incrível” de desligar esse alerta químico, diz o professor Lehner. “Ele faz isso tão bem que você nem sabe que está doente.”

Ele diz que quando você analisa as células infectadas no laboratório, você não consegue dizer se elas foram infectadas, mas os testes mostram que elas estão “tomadas pelo vírus” e esta é apenas uma das “cartas coringa” que o vírus é capaz de jogar.

Células do nosso corpo começam a liberar substâncias químicas (interferons) assim que são sequestradas por um vírus — Foto: Science Photo Library

Células do nosso corpo começam a liberar substâncias químicas (interferons) assim que são sequestradas por um vírus — Foto: Science Photo Library

Comportamento de ‘bater e correr’

 

A quantidade de vírus em nosso corpo começa a atingir o pico um dia antes de começarmos a ficar doentes. Mas leva pelo menos uma semana para a Covid progredir a ponto de as pessoas precisarem de tratamento hospitalar.

“Esta é uma tática de evolução realmente brilhante: você não vai para a cama, você sai e se diverte”, diz o professor Lehner.

 

O vírus passa para a próxima vítima muito antes de nos recuperarmos ou morrermos.

“O vírus não se importa” se você morrer, diz o professor Lehner, “este é um vírus de ‘bater e correr'”.

 

Este é um grande contraste com o coronavírus da Sars, em 2002. A fase de maior potencial de transmissão ocorria dias depois que as pessoas ficaram doentes, então era mais fácil de isolar.

O vírus passa para a próxima vítima muito antes de nos recuperarmos ou morrermos — Foto: Getty Images via BBC

O vírus passa para a próxima vítima muito antes de nos recuperarmos ou morrermos — Foto: Getty Images via BBC

É novo, então nossos corpos estão despreparados

Lembra da última pandemia? Em 2009, havia um grande temor sobre o H1N1, também conhecido como gripe suína.

No entanto, acabou não sendo tão mortal quanto o esperado, porque os idosos já tinham alguma proteção. A nova cepa era bastante semelhante a algumas que haviam sido encontradas no passado.

Existem quatro outros coronavírus humanos que causam sintomas de resfriado comum.

“Este é um novo, então não achamos que haja muita imunidade anterior”, aponta a professora Tracy Hussell, da Universidade de Manchester.

A novidade do Sars-CoV-2, diz ela, pode se mostrar “um grande choque para o seu sistema imunológico”.

Essa falta de proteção prévia é comparável a quando os europeus levaram a varíola consigo para o Novo Mundo, com consequências mortais.

Construir uma defesa imunológica a partir do zero é um problema real para os idosos, pois seu sistema imunológico está desacelerado.

Aprender a combater uma nova infecção envolve muitas tentativas e erros do sistema imunológico.

Mas, na idade avançada, produzimos um grupo menos diversificado de células T (componente central do sistema imunológico), então é mais difícil encontrar aquelas que possam se defender contra o coronavírus.

Faz coisas peculiares e inesperadas para o corpo

 

A Covid começa como uma doença pulmonar (mesmo lá causa coisas estranhas e incomuns) e pode afetar todo o corpo.

O professor Mauro Giacca, do King’s College London, diz que muitos aspectos da Covid são “únicos” da doença, que, na verdade, “é diferente de qualquer outra doença viral comum”.

Ele diz que o vírus faz mais do que simplesmente matar as células pulmonares, ele também as corrompe. Células foram detectadas fundindo-se em células massivas e com mau funcionamento (chamadas sincícios), que parecem permanecer.

E o professor Giacca diz que você pode ter “regeneração completa” dos pulmões após uma gripe severa, mas “isso não acontece” com Covid. “É uma infecção bastante peculiar”, disse.

A coagulação do sangue também ocorre de forma estranha quando se trata da Covid, com histórias de médicos que não conseguiram colocar um cateter em um paciente porque ele foi imediatamente bloqueado com sangue coagulado.

Os produtos químicos da coagulação no sangue são “200%, 300%, 400% maiores” do que o normal em alguns pacientes de Covid, diz a professora Beverly Hunt, do King’s College London.

“Sinceramente, em uma carreira muito longa, nunca vi nenhum grupo de pacientes com sangue tão viscoso”, disse ela ao Inside Health, programa de rádio da BBC Radio 4

Esses efeitos no corpo inteiro podem ser causados ​​pela porta celular pela qual o vírus passa para infectar nossas células, chamada de receptor ACE2. Pode ser encontrada em todo o corpo, incluindo nos vasos sanguíneos, fígado e rins, bem como nos pulmões.

O vírus pode causar uma inflamação descontrolada em alguns pacientes, fazendo com que o sistema imunológico fique acelerado, com consequências prejudiciais para o resto do corpo.

Associação muito forte com a obesidade

 

A Covid é pior se você for obeso, pois isso aumenta o risco de precisar de cuidados intensivos ou morrer. Isso é incomum.

“Sua associação muito forte com a obesidade é algo que não vimos em outras infecções virais. Em outras lesões pulmonares, as pessoas obesas geralmente se saem melhor, e não pior”, disse o professor Sir Stephen O’Rahilly, da Universidade de Cambridge.

 

“Parece muito específico (para a Covid), provavelmente acontece na gripe pandêmica, mas não na gripe normal.”

A gordura depositada por todo o corpo, em órgãos como o fígado, causa um distúrbio metabólico que parece combinar-se mal com o coronavírus.

Pacientes obesos têm maior probabilidade de apresentar níveis mais elevados de inflamação no corpo e proteínas que podem levar à coagulação.

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Nacional

Presidente diz que não teve intenção de agredir outros Poderes

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Afirmação está em nota divulgada nesta quinta-feira

O presidente Jair Bolsonaro emitiu nota oficial nesta quinta-feira (9) em que afirma não ter tido a intenção de agredir outros Poderes da República e destacou que respeita a harmonia entre as instituições.

A nota oficial, divulgada na página do Palácio do Planalto na internet, ocorre dois depois das manifestações pró-governo do dia 7 se setembro, que contou com a participação do presidente.

Na ocasião, tanto em Brasília quanto em São Paulo, Bolsonaro fez críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao sistema de urnas eletrônicas. Como reação, o presidente do STF, Luiz Fux, e o ministro Luis Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rebateram Bolsonaro.

“No instante em que o país se encontra dividido entre instituições é meu dever, como presidente da República, vir a público para dizer: Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar”, escreveu o presidente.

Na nota, Bolsonaro elencou dez pontos. Em um deles, o presidente diz que as divergências se deram por causa de conflitos de entendimento sobre decisões do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e falou que nenhuma autoridade tem o direito de “esticar a corda”. Ele escreveu ainda que suas palavras, “por vezes contundentes”, são resultado do “calor do momento”.

“Sei que boa parte dessas divergências decorrem de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news. Mas na vida pública, as pessoas que exercem o poder não têm o direito de ‘esticar a corda’, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia. Por isso quero declarar que minhas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum”.

Ainda sobre o ministro Alexandre de Moraes, Bolsonaro afirmou que as divergências são naturais e que vai buscar resolvê-las por medidas judiciais para assegurar a observância dos direitos e garantias fundamentais da Constituição Federal.

Por fim, Bolsonaro afirmou que respeita as instituições da República, defendeu o regime democrático e disse que está disposto a manter o diálogo.

“Reitero meu respeito pelas instituições da República, forças motoras que ajudam a governar o país. Democracia é isso: Executivo, Legislativo e Judiciário trabalhando juntos em favor do povo e todos respeitando a Constituição. Sempre estive disposto a manter diálogo permanente com os demais Poderes pela manutenção da harmonia e independência entre eles. Finalmente, quero registrar e agradecer o extraordinário apoio do povo brasileiro, com quem alinho meus princípios e valores, e conduzo os destinos do nosso Brasil”.

Confira a íntegra da Declaração à Nação, emitida por Jair Bolsonaro:

Declaração à Nação

No instante em que o país se encontra dividido entre instituições é meu dever, como Presidente da República, vir a público para dizer:

1. Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar.

2. Sei que boa parte dessas divergências decorrem de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo Ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news.

3. Mas na vida pública as pessoas que exercem o poder, não têm o direito de “esticar a corda”, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia.

4. Por isso quero declarar que minhas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum.

5. Em que pesem suas qualidades como jurista e professor, existem naturais divergências em algumas decisões do Ministro Alexandre de Moraes.

6. Sendo assim, essas questões devem ser resolvidas por medidas judiciais que serão tomadas de forma a assegurar a observância dos direitos e garantias fundamentais previsto no Art 5º da Constituição Federal.

7. Reitero meu respeito pelas instituições da República, forças motoras que ajudam a governar o país.

8. Democracia é isso: Executivo, Legislativo e Judiciário trabalhando juntos em favor do povo e todos respeitando a Constituição.

9. Sempre estive disposto a manter diálogo permanente com os demais Poderes pela manutenção da harmonia e independência entre eles.

10. Finalmente, quero registrar e agradecer o extraordinário apoio do povo brasileiro, com quem alinho meus princípios e valores, e conduzo os destinos do nosso Brasil.

DEUS, PÁTRIA, FAMÍLIA

Jair Bolsonaro
Presidente da República Federativa do Brasil

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