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Mato Grosso

Estado se une às Forças Armadas e iniciativa privada no combate às queimadas no Pantanal

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O Governo do Estado lançou nesta sexta-feira (07.08) a Operação Pantanal II, uma força-tarefa para diminuir os incêndios que já devastaram aproximadamente 66 mil hectares de vegetação do bioma mato-grossense. A operação é fruto de uma ação conjunta entre Governo de Mato Grosso, Forças Armadas, Ibama, Governo de Mato Grosso do Sul e Sesc Pantanal.

Para a força-tarefa que já está atuando no local estão previstos a utilização de dois helicópteros e duas aeronaves do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), uma aeronave do Ciopaer, uma aeronave do Sesc Pantanal, maquinários, sendo alguns apreendidos pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) em fiscalizações de combate à queimadas e maquinários de produtores rurais locais.

O efetivo empregado na iniciativa é de 31 bombeiros militares de Mato Grosso, 12 bombeiros militares de Mato Grosso do Sul, 16 fuzileiros navais, além do apoio de 10 brigadistas do Ibama, podendo ter o efetivo aumentado, dependendo das condições encontradas durante a força-tarefa.

Somente para se ter uma ideia do sucesso da primeira fase da Operação Pantanal, lançada em 25 de julho em Mato Grosso do Sul, 75% dos focos de incêndio do bioma sul-mato-grossense já foram reduzidos. Agora, o desafio é a redução dos índices em Mato Grosso, que de acordo com o CBM, pode haver atualmente mais de 400 focos de incêndio no Pantanal.

Representando o governador Mauro Mendes, o secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, lembrou que apesar de estar em parte do território mato-grossense, o Pantanal é um patrimônio natural de todos, por isso a integração de forças é importante.

“Há muito tempo não tínhamos incêndios no Pantanal, isso só veio acontecer depois de 14 anos. Este ano Mato Grosso do Sul foi afetado, uma parte da Bolívia e agora os focos estão em nosso Estado. Neste momento a gente está, por determinação do governador Mauro Mendes, empreendendo todos os esforços para diminuir essas queimadas, afinal de contas o Pantanal é um patrimônio mundial”, pontuou o secretário da Sesp-MT.

A secretária de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, ressaltou que a secretaria mais do que nunca tem atuado no combate ao desmatamento, aos incêndios florestais e às queimadas ilegais, inclusive utilizando equipamentos apreendidos em operações.

“Desde o início do ano nós temos atuado fortemente contra aqueles proprietários que estão praticando ilicitudes. Foram mais de 600 equipamentos já extraídos com o objetivo de desaparelhar os infratores que ainda insistem na prática ilegal, mesmo quando todas as políticas públicas do governo são de tolerância zero ao desmatamento ilegal e as queimadas ilícitas. Desses 600 equipamentos três estão sendo utilizados nas ações de combate às queimadas no Pantanal”, disse Mauren.

Para o comandante do CBM, coronel BM Alessandro Borges Ferreira, trabalhar de forma integrada já é uma prática comum entre diferentes forças do Estado. É o caso da operação, que além de ser coordenada pelo CBM, conta com o apoio da Sesp-MT, Sema-MT e Ciopaer.

“Vale ressaltar a importância dessa integração entre Governo Federal, Governo Estadual e Governo de Mato Grosso do Sul, que vai potencializar a questão logística e pessoal para dar mais eficiência ao nosso combate ao fogo e mitigar o dano ambiental”, disse o comandante do Corpo de Bombeiros.

Iniciativa privada

Assim como o Poder Público se faz necessário, a iniciativa privada também soma forças no combate aos incêndios na região. A superintendente do polo socioambiental Sesc Pantanal, Cristiane Caetano, diz que o apoio operacional, com alojamentos e alimentação dos trabalhadores que atuam na região e também a disponibilização de equipamentos e de brigadistas, tem sido a forma de contribuição do Sesc.

“O Sesc recebe mais de 30 mil turistas por ano, tanto no hotel quanto nas demais unidades. Claro que nos preocupa uma situação dessas e quais consequências virão em curto prazo para a economia e turismo. Apesar disso sabemos que o Pantanal se regenera e logo volta à sua forma natural com sua riqueza e biodiversidade”, finalizou Cristiane.

Fonte: GOV MT

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Mato Grosso

Violência no trânsito custou R$ 28,5 milhões para a Saúde de Mato Grosso em 5 anos

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Dados estatísticos do Sistema Único de Saúde (SUS) apontam que, no período de 2014 a 2018, ocorreram mais de 26 mil internações ao custo de R$ 28,5 milhões em Mato Grosso. No país, foram R$ 14 bilhões em custos para o SUS somente no ano de 2019.

Esses dados são considerados alarmantes pelas autoridades de trânsito e por profissionais da área da saúde pública estadual e estão em debate no I Encontro Mato-grossense de Mobilidade Segura e Vida no Trânsito, realizado pelo Governo do Estado, por meio de diversas secretarias e órgãos do Executivo.

O evento é realizado no momento em que se completa 10 anos de existência do Programa Vida no Trânsito – instituído pelo Ministério da Saúde. Desde 2019 que o assunto passou a ser tratado de forma integrada por diversas áreas do Governo Estadual, que instituiu o Comitê Intersetorial do Programa de Vida no Trânsito, com coordenação central no âmbito da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT).

A primeira parte da programação do evento teve início na última sexta-feira (18.09), com transmissão de palestras de doutores e especialistas em mobilidade, arquitetura urbana e em saúde coletiva, que trataram de temas voltados para a promoção da paz, da saúde e da segurança no trânsito. O encontro também contou com a presença de autoridades estaduais da área do trânsito.

De acordo com os membros do Comitê que representam a pasta da saúde estadual, Rosiene Rosa Pires, coordenadora de Promoção e Humanização da Saúde, e Aparecido Samuel de Castro, coordenador do Comitê, o trânsito passou a integrar as ações de promoção da saúde no âmbito da SES desde 2019, em razão do alto índice de internações causadas por acidentes e violência no trânsito.

O processo de implantação deste serviço contou com o apoio técnico do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). A finalidade é interferir na realidade do trânsito para a promoção de melhorias na segurança e para a promoção da paz e da saúde nessa área.

Mobilidade um direito social

De acordo com a representante do Conass, Mércia Gomes Oliveira de Carvalho, doutora em ciência na área da saúde pela Universidade de Brasília (UnB), a violência no trânsito é a segunda causa de morte no país, sendo os jovens na faixa etária de 20 a 39 anos de idade as principais vítimas, de acordo com dados do Ministério da Saúde no ano de 2017.

A arquiteta e consultora em urbanismo da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Silmara Vieira, enfatiza que a mobilidade é um direito social e que dá acesso a outros direitos da cidade, considerando que 80% da população brasileira residem em área urbana. Para a arquiteta, a violência de trânsito pode ser evitada, com medidas de intervenção na engenharia da mobilidade, voltadas para a segurança e para a saúde das pessoas. “As cidades ainda são planejadas para os veículos e não para as pessoas”, destacou.

Para o presidente do Conselho Estadual de Trânsito (CETRAN-MT) e diretor executivo do DETRAN, José Eudes, o trânsito está interferindo na saúde do cidadão. A mudança de comportamento deve existir para que se promova a cultura de paz no trânsito.

Acidentes e pandemia

O representante do Batalhão da PM de Trânsito, o 1º Tenente da PM Carlos Manoel Sanches destaca o alto índice de acidentes com motos, que ocupa o primeiro lugar no ranking de acidentes e violência no trânsito, no ano de 2019. “É alarmante essa quantidade de acidentes e gera um impacto grande em diversas áreas e especialmente na esfera da saúde pública”, enfatizou.

Segundo dados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, no período de janeiro a agosto dos anos de 2019 e 2020, houve uma diminuição a partir de março em razão da pandemia e do isolamento social. Porém, com a flexibilização da mobilidade social, já houve aumento das ocorrências.

Serviço

O evento conta com transmissão em tempo real, via canal do YouTube da Escola de Saúde Pública (ESP-MT) e a programação prossegue até o dia 21 de setembro.

A programação do I Encontro Mato-grossense de Mobilidade Segura e Vida no Trânsito pode ser acessada pelo link: http://www.saude.mt.gov.br/upload/noticia/1/arquivo/170920110630-SES-MT-A-programacao.pdf

Fonte: GOV MT

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Mato Grosso

Domingo (20): Mato Grosso registra 113.186 casos e 3.279 óbitos por Covid-19

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde deste domingo (20.09), 113.186 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 3.279 óbitos em decorrência do coronavírus no Estado.

Foram notificadas 369 novas confirmações de casos de coronavírus no Estado. Dos 113.186 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 15.501 estão em isolamento domiciliar e 93.661 estão recuperados.

Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, 243 internações em UTIs públicas e 277 em enfermarias públicas. Isto é, a taxa de ocupação está em 58% para UTIs adulto e em 32% para enfermarias adulto.

Dentre os dez municípios com maior número de casos de Covid-19 estão: Cuiabá (22.387), Várzea Grande (8.460), Rondonópolis (8.077), Lucas do Rio Verde (5.252), Sorriso (4.820), Tangará da Serra (4.652), Sinop (4.574), Primavera do Leste (3.656), Campo Novo do Parecis (2.553) e Cáceres (2.356).

A lista detalhada com todas as cidades que já registraram casos da Covid-19 em Mato Grosso pode ser acessada por meio do Painel Interativo da Covid-19, disponível neste link.

O documento ainda aponta que um total de 91.774 amostras já foram avaliadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) e que, atualmente, restam 427 amostras em análise laboratorial.

Cenário nacional

No último sábado (19), o Governo Federal confirmou o total de 4.528.240 casos da Covid-19 no Brasil e 136.532 óbitos oriundos da doença. No levantamento do dia anterior, o país contabilizava 135.793 óbitos e 4.495.183 casos confirmados de pessoas infectadas pelo coronavírus.

Até o fechamento deste material, o Ministério da Saúde não divulgou os dados atualizados de domingo (20).

Recomendações

Atualmente, não existe vacina para prevenir a infecção pelo novo coronavírus. A melhor maneira de prevenir a infecção é evitar ser exposto ao vírus. Os sites da SES e do Ministério da Saúde dispõem de informações oficiais acerca do novo coronavírus. A orientação é de que não sejam divulgadas informações inverídicas, pois as notícias falsas causam pânico e atrapalham a condução dos trabalhos pelos serviços de saúde.

O Ministério da Saúde orienta os cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo coronavírus. Entre as medidas estão:

– Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool;

– Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;

– Evitar contato próximo com pessoas doentes;

– Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo;

– Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

Fonte: GOV MT

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Mato Grosso

Policiais penais controlam e encerram motim no Centro de Detenção Provisória de Lucas do Rio Verde

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Na noite deste sábado (19.09), por volta das 22h, os policiais penais do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Lucas do Rio Verde (334 km ao Norte de Cuiabá) ouviram gritos de subversão e batidas nas grades das celas da unidade. Ao checar a situação, constataram que se tratava de um motim, iniciado por reeducandos de algumas celas.

Eles bateram nas grades e bigornas, amarraram colchões com toalhas e lençóis na frente das grades para dificultar o acesso e a visibilidade dos policiais penais, e também proferiram xingamentos. Após tentativa de diálogo e controle por meio de ordens verbais, os servidores iniciaram o primeiro enfrentamento, visando impedir a evolução do motim e a depredação da unidade, com disparos de calibre 12 (munição antimotim) e gás de pimenta.

A Superintendência Regional Oeste da Adjunta de Administração Penitenciária, vinculada à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), designou apoio tático operacional das unidades penais de Sorriso e Sinop. As equipes e a direção da unidade realizaram a intervenção e retomada das celas amotinadas.

Os reeducandos ignoraram novos comandos e, ao entrar nas alas, os servidores se depararam com todas as grades travadas por roupas e colchões. Para impedir a retomada das celas, os recuperandos arremessaram objetos como pedaços de concretos retirados da estrutura, garrafas de plástico, chinelos e restos de comidas contra a equipe de contenção.

Foi necessário uso de força, com disparos de espingarda calibre 12 com munição menos que letal, granadas de efeito moral, disparos de spray de pimenta e utilização de bastão TR24, conhecido como tonfa. Após o confronto, a situação foi controlada e os reeducandos do pavilhão foram retirados das celas e conduzidos ao solário da unidade para revista e análise de avarias estruturais.

Os sete recuperandos feridos receberam atendimento médico. Após vistoria, todos foram realocados nas celas e a intervenção encerrou por volta das 6h deste domingo (20.09). Como medida de segurança, dois reeducandos percebidos ao longo da ocorrência como lideranças do motim foram transferidos do CDP. O caso vai ser apurado para identificar todo os responsáveis, a fim de instaurar procedimento administrativo.

Fonte: GOV MT

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