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Ex-funcionária acusa Alex Atala de assédio sexual; advogado do chef nega

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o chef alex atala é visto de frente
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“A gerência e a esposa dele sabem”, diz mulher que acusa chef Alex Atala de assédio sexual


Sob o pseudônimo Aquela Cavaleira do Zodíaco, uma mulher de 35 anos acusa o ex-patrão de assédio sexual em um texto publicado no blog de gastronomia o “Boteco do JB”. Localizada pelo iG Delas, a autora, que não quis se identificar, afirma o que não havia dito no blog: que estava falando do chef Alex Atala , propretário do restaurante D.O.M, em São Paulo, e um dos convidados do reality show “MasterChef”, da Band. Segundo ela, as conversas começaram como elogios, mas as investidas foram ficando mais incisivsas: “Um dia ele foi claro e objetivo: ‘Minha rola é grande e sua bunda é grande, vamos promover um encontro dos dois’”

No texto, ela conta que foram sete meses “fugindo muito” das investidas do chef, que, segundo ela, envolvem fotos íntimas, assédio verbal e tentativas de drogá-la com Ecstasy em uma festa de confraternização. Ela afirma que Alex Atala teria feito comentários inapropriados desde o primeiro dia de trabalho dela. “Ele me recebeu no turno do almoço com uma medida dos pés a cabeça e um ‘Mas toda tatuada?'”, escreve no texto do blog. Depois disso, ela alega que ele a convidou para sair mais de uma vez, fez piadas, elogios e que conduta de Atala é conhecida por toda a equipe e pela esposa do chef. “Os casos são encobertos pela própria gerência”, diz ela, em entrevista ao iG, por telefone.

“Descobri que houve um processo por assédio sexual e ele pagou os funcionários que depuseram a favor dele. A vítima perdeu o processo e o emprego e muitas estagiárias eram vítimas de assédio. Algumas não concluíam o curso e outras que conseguiram saíam de lá com um diploma e um trauma”, escreve no texto do blog. “Sei disso por histórias nos bastidores, no vestiário”, afirma a mulher.

Roberto Padoval, advogado de Alex Atala, nega as acusações de assédio e afirma que seu cliente nunca respondeu por um caso como esse. “Nunca houve um processo. É mentira. Ela se coloca sem nome, rosto, sem nada. Não existe uma única acusação. Nunca existiu na história da vida deste homem uma acusação de assédio”, afirma ele, em entrevista ao iG também por telefone.

A mulher que acusa Atala diz que, apesar de não fazer investidas públicas, os colegas de trabalho percebiam os olhares dele e que passava bastante tempo conversando com ela — e diz que nunca teve interesse no chef, além do profissional. “O que eu queria ali era ganhar meu dinheiro. Eu estava preocupada em sustentar minha família, preocupada em pagar minhas contas”, explica.

Ela conta que o que mais marca os funcionários é a “boa educação” do chef. “Ele cumprimenta todo mundo toda vez que ele entra e dá tchau toda vez que ele sai”, diz. “Comigo, era abraço e beijo, era diferente”, explica ao Delas. “Lá, ouvia muitos comentários misóginos, machistas e homofóbicos sobre os clientes por parte de quem trabalhava lá”.

Ela conta que ele chegou a mostrar uma foto de uma tatuagem na coxa em que era possível ver o pênis de Alex Atala “marcando bem” na cueca. “Ele oferecia aulas de jiu jitsu aos funcionários. Não gosto de luta, mas, como era gratuito, fui duas vezes”, afirma ao Delas. No entanto, ela diz que deixou de ir pois teria sido alertada por um bartender a não participar, para que não fosse abusada por Atala ou por “seus seguidores”. “Com o contato corpo a corpo, o Atala se aproveitava”, diz.

A mulher afirma que eram “tentativas incisivas”. “A impressão que eu tinha era que ele pensava: ‘Se ela aceitar, tá tudo bem, mas se ela não aceitar tá tudo bem também'”, explica. “Primeiro, ele dizia ‘você é muito bonita’. Depois, vieram os comentários sobre meu corpo e minha bunda. Ele me disse: ‘Se você ficar me cumprimentando assim todo dia eu vou ser obrigado a fazer alguma coisa’ e ‘Você está linda com esses óculos novos, parece uma professora de filme pornô’”.

“Um dia ele foi claro e objetivo: ‘Minha rola é grande e sua bunda é grande, vamos promover um encontro dos dois’ e saiu, me deixando sem chão e com muito medo”, diz ela. “Não importava o quanto eu me defendia, ignorava ou fosse grossa com ele, sua técnica era impecável e ele sempre tinha uma resposta pronta para ter a palavra final”, continua.

No blog, ela afirma que, em uma festa de confraternização da empresa, Atala distribuiu água com droga, MDMA, para funcionários. “Ele me ofereceu e eu disse que já estava bebendo [ela estava com um copo na mão]. Quando eu estava saindo, ele disse: ‘Minha água é muito melhor’. Eu ignorei”, conta.

Ela afirma que uma das funcionárias havia contado sobre o MD. Mais tarde, ele teria despejado a água “batizada” em um narguile. “Poucas pessoas continuaram fumando depois”, disse. “Eu trabalho na noite há muito tempo, se uma pessoa oferece água dessa forma, tem coisa”.

“Todo mundo sabe, incluindo a esposa [a estilista Márcia Lagos]. Os líderes de salão fingem cegueira para não perder o emprego, a gerência e metria têm respostas prontas e te fazem passar por louca. Mas não se atreva a avisar o RH. Nunca! É justa causa”, escreve no blog.

Ela afirma que tentou conversar com o gerente, mas diz que ele mesmo chegou a assediá-la. “‘Tira essa bunda perfeita da minha frente’, ele me disse. Esse mesmo gerente me chamou de ‘vagabunda, filha da puta sem noção’ por mensagem de texto, após eu ter pedido de demissão.” Ela afirma que, quando levava os casos de assédio do chef para a gerência, não havia aconselhamento. “Eles diziam que não poderiam fazer mais nada, para eu ficar quieta para não dar merda para todo mundo”.

Ela afirma ao Delas não ver muito as participações de Atala na televisão. Mas a ex-funcionária viu o episódio da série Chef Table, disponível na Netflix, em que o chef Atala está presente. “Quando assistiu à apresentação sobre seu esforço, sua batalha e todas as comunidades indígenas que ajuda, me senti frustrada. Ver ele ali, sendo aquela pessoa, foi meio doido. Eu estava ali ganhando meu salariozinho de merda e ele falava todas aquelas coisas. E depois ele estava lá na televisão, perfeito e maravilhoso. O homem ideal”, diz.

Ela afirma, ainda, que mesmo que não tente encontrá-lo, “Alex Atala sempre dá um jeito de aparecer para ela. Recentemente foi em uma banca de jornal.Tive vontade de comprar uma latinha de spray e pichar a palavra ‘abusador’. Mas foi só uma piada comigo mesma. Passou”.

O advogado de Alex Atala, Roberto Padoval, afirma que entrará com uma ação na justiça contra o blogueiro que publicou a história. “Independentemente da existência da mulher, o que eu estranho muito, a notícia publicada, ainda que fosse verdadeira, é criminosa. Não conheço os fatos, oficialmente, e o Alex não recebeu nenhuma intimação. Não há nada, nenhuma queixa e, ainda que tivesse, teria de ser provada. Não dá para um blogueiro ofender as pessoas e sair publicando. Amanhã vamos tomar as medicas judiciais contra ele”

Padoval diz que, mesmo não tendo o nome de Alex, Para que ele declare que é o Alex Atala. Tem várias mensagens dos leitores. Como ele faz Ele dá a entender. Ele indica indiretamente que é o Alex Atala. Não é a primeira vez que o blog ataca Atala e que o chef nunca havia dado bola, mas ele passou dos limites. É um homem casado, um homem de família.

Antes de publicar esta reportagem, o Delas tentou entrar em contato com Alex Atala diversas vezes em cinco números de telefone e com a assessora de imprensa, mas não foi atendida.

Fonte: IG Mulher

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Hashtags sobre abuso viralizam na web: saiba como fazer um #exposed seguro?

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Desde o surgimento do movimento #MeToo, em outubro de 2017, que trata de denunciar agressões físicas e sexuais nas redes sociais, muitas mulheres tomaram coragem para expor os seus casos pessoais de abuso.

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Pexels/Mikoto.raw

Hashtags sobre abusos sexuais e físicos têm viralizado nas redes sociais

Leia também: Ela levou 7 facadas do ex-marido: “Sem ter o que fazer, ele descontava em mim”

Nesta quinta-feira (28), as hashtags #ExposedLondrina e #ExposedCuritiba ficaram no Trend Topics do Twitter como os assuntos mais comentados do dia. Muitos relatos foram compartilhados sobre abusos familiares e até ameaças dos agressores. Mas você sabia que identificar os abusadores pode ser classificado como crime?

*esses textos podem provocar gatilhos relacionados à temática

Para explicar um pouco sobre como fazer um exposed seguro sem ser processada, a advogada especialista em direitos da mulher Ana Paula Braga dá algumas dicas.

“Nesses casos [de exposed nas redes] tem um conflito de princípios constitucionais. Ao mesmo tempo que a Constituição garante a liberdade de expressão, ela também garante a honra e a privacidade, e esses dois entram em conflito nesse cenário. A pessoa que foi exposta pode recorrer à Justiça por danos morais na esfera civil ou com processo criminal por injúria, difamação ou calúnia”, explica Ana Paula.

De acordo com a advogada, o recurso mais usado pela defesa dos agressores é o de calúnia, que é a imputação falsa de um crime. Geralmente isso ocorre após relatos de violência sexual ou violência doméstica .

Apesar de precisar ter cuidados ao expor nas redes sociais, Ana Paula incentiva que as mulheres continuem com o ato. “Esse movimento de hastag tem um poder de empoderamento feminino muito grande e rompe o silêncio. Para preservar as vítimas, o ideal é fazer um relato de forma a não violar a honra de outra pessoa, trazer para mais para a sua história e não do agressor. Não exponha o nome, ou elementos que o especifique, como escola onde estuda e etc., existem truques para continuar os relatos e eles são importantes”, alerta.

O que fazer após sofrer um abuso sexual ou físico?

É importante que toda a agressão física e sexual seja reportada às autoridades. É de conhecimento geral que esse não é um processo fácil , não é uma atitude fácil de ser tomada, mas é necessária. Segundo Ana Paula, fazer um boletim de ocorrência na polícia após o ato irá te resguardar de ser acusada de calúnia.

“A Polícia Civil vai investigar, abrir um inquérito e seguir com o caso. Minha dica é que a mulher procure assessoria jurídica nesse momento. Não é obrigatório, mas existe essa recomendação porque a delegacia não é um ambiente acolhedor e, assim, ela terá um suporte”, explica.

Leia também: “Tive que sair de madrugada com meu filho no colo por medo dele”

Para as mulheres que não tem condições de pagar um advogado particular, a Defensoria Pública presta assistência gratuita e integral. “É importante ressaltar que as mulheres não tenham medo, não se calem. É importante romper o silêncio, mas de forma segura”, finaliza a advogada.

*Para denunciar abuso sexual e físico contra crianças e adolescentes Disque 100 (atendimento diário das 8h às 22h – inclusive feriados). Para violência contra mulher Disque 180 (atendimento 24h).

Fonte: IG Mulher

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Como falar com os filhos sobre um assunto delicado?

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“Meu filho é muito pequeno e não vou assustá-lo mostrando a gravidade do coronavírus e todo o sofrimento que vêm ocorrendo no mundo”, é o que muitos pais e mães pensam. Mas, antes de  decidir “poupar” seu filho das más notícias , lembre-se que estamos falando do mundo real, de riscos reais. E, nesse caso, silêncio e o segredos não protegerão nossas crianças.

mãe conversando com filhos
Arquivo pessoal

Mesmo quando o assunto é complicado, é melhor falar com os filhos do que mascarar a realidade


Mas como falar com os filhos sobre um assunto tão delicado? Pra começo de conversa, é importante saber que os detalhes sobre a situação a qual estamos vivendo , com o coronavírus e todos o isolamento social no mundo, vai depender da idade de cada criança. Se seu filho é pequeno, menos de 4 ou 5 anos, o ideal é começar o assunto perguntando o que ele já sabe. Vá descobrindo até onde ele entende o que está acontecendo e fale sempre a verdade, claro que com as explicações respeitando a idade da criança.

Você não tem resposta para tudo? Bem-vinda ao mundo dos normais: ninguém tem. E tudo bem. Você não precisa ter todas as respostas . Sobre o que vai acontecer depois disso tudo, por exemplo, você pode dizer “nós não sabemos, mas acreditamos que…”.

O importante é que seu filho entenda o que está se passando e que ele tenha esse espaço para conversar e falar dos seus medos . Não precisa amenizar tudo, tá mãe? Não precisa dizer que essa pandemia não é nada de mais e que não precisa sentir medo. Explique que ter medo é normal e que até você também sente. A gente falou sobre isso no texto passado, não foi? Sobre falar dos seus sentimentos também para a criança. Isso ajuda na identificação dos sentimentos dele próprio.

Leia também: Desobediência, birras e gritos: entenda as reações de seu filho no isolamento

Você não está sozinha nessa, mamãe. Todas nós estamos no mesmo barco e dentro da mesma tempestade. Já está tudo bem difícil para crianças e adultos. Se o assunto sobre o isolamento social, a Covid-19 e tudo isso que estamos passando surgir – e é importante que surja – termine com um clima bom.

Depois de falar com os filhos , procure fazer alguma coisa divertida com as crianças. Isso vai ajudar a passar mais segurança e trazer a leveza tão necessária nesse momento. Para eles e para você.

Fonte: IG Mulher

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“Postura pós-pandemia”: projeto ensina como receber em casa depois da Covid-19

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A pandemia tem causado diversos impactos na sociedade. Dentre eles, podemos citar as questões relacionadas ao comportamento. Novos hábitos passaram a fazer parte do cotidiano de muitos brasileiros, desde usar máscaras a higinenizar as compras adequadamente.

Leia também: 10 dicas para montar um canto lúdico para as crianças em casa

chinelo
Reprodução

Retirar o chinelo na porta pode ser um novo hábito de visita

Pensando nisso, Camila Costa (@requintando_por_camilacosta), Isabela Azevedo (@beluquices), Rosana Brandão (@rosanabrandao) e Terezinha Ribeiro (@etiquetainteligente) criaram o projeto “Posturas Pós Pandemia” com o objetivo de compartilhar em seus perfis nas redes sociais dicas sobre os novos comportamentos advindos da pandemia

O primeiro assunto abordado é a questão do sapato que necessitará de um cuidado especial, a partir da perspectiva da higiene, tanto por parte do convidado quanto do anfitrião.

Recomenda-se ao convidado (a), ao chegar na casa do anfitrião (ã), retirar seus sapatos, tal ato é uma forma de demonstrar respeito ao espaço que te acolhe. 

Destaca-se  que uma atitude consciente é providenciar um chinelo para transitar pelos espaços internos da residência. Este chinelo deverá ser previamente limpo e higienizado. É indicado transporta-lo em uma bag, a qual deverá ficar posicionada em local específico, determinado pela anfitriã, assim como o seu sapato.

Diante deste novo contexto, em que a prática de retirar os sapatos para entrar nas residências, possivelmente, será uma nova realidade, o ideal é que a anfitriã providencie um local adequado para que os convidados possam depositar seus calçados. 

Algumas sugestões: cestas, estantes pequenas, tapete demarcador de lugar ou, simplesmente, delimitar um espaço na entrada da casa – use a criatividade e dê um novo uso a objetos que tenha em casa e que possam atender a tal finalidade.

Um aviso delicado e descontraído com uma frase sugestiva pode funcionar como um lembrete para os mais esquecidos, afinal estamos construindo este novo hábito.

Uma forma de demonstrar cuidado e carinho especial com os seus convidados é a própria anfitriã providenciar pares de chinelos (estilo pantufas) ou sapatilhas de tnt descartáveis. Outra opção é eleger um tapete ou um spray higienizador de sapatos. Já há opções disponíveis no mercado.

Leia também: A pandemia vai impactar no setor de decoração e mesa posta?

Frisamos que tais posturas são sugestivas e não pretendem discorrer sobre todas as prováveis possibilidades futuras, afinal estamos tratando de um cenário inédito para todos nós, entretanto destacamos que “tudo o que é feito com amor traz menos resistências.”


Fonte: IG Mulher

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