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Festival realizado há 32 anos é criticado por apologia ao nazismo

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Ilustrado com pessoas brancas segurando armas, cartaz da tradicional festa de atiradores de Jaraguá do Sul (SC) provocou debates nas redes sociais
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Ilustrado com pessoas brancas segurando armas, cartaz da tradicional festa de atiradores de Jaraguá do Sul (SC) provocou debates nas redes sociais

Uma festa de atiradores em Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, chamada Schützenfest, foi criticada por de fazer apologia a armas e imitar propagandas nazistas nas redes sociais. As afirmações sobre o evento surgiram a partir de uma publicação do ex-deputado Jean Wyllys, que alegou que o cartaz de divulgação tem a mesma estética dos comunicados produzidos por Hitler.

O festejo de tradição alemã é realizado na cidade catarinense desde 1989 e incentiva a participação de crianças nos estandes de tiro — principal atração do evento junto às festas de reis e rainhas que elegem homens e mulheres com melhor performance no tiro.

No cartaz de divulgação do Schützenfest há uma ilustração com homens e mulheres vestidos com trajes imperiais, sorrindo e apontando armas. Na publicação que viralizou em seu perfil no twitter, no último dia 27, Jean Wyllys escreveu: “A estética da propaganda nazista alemã para promover uma ‘festa de atiradores’ em região do Brasil para onde fugiram muitos dos nazistas alemães para não pagarem por seus crimes”.

Realizado com fomento da prefeitura e investimento de instituições privadas, o festival tem duração de 11 dias e necessita de um investimento de mais de R$ 1 milhão. Produzido anualmente no mês de novembro, mais de 110 mil pessoas se reúnem na festa. Uma nota de prestação de contas divulgada pela prefeitura em 2019 — último ano de evento antes da pandemia — mostrou que somente naquele ano 90.159 tiros foram disparados.

Ao GLOBO, o diretor de cultura da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer de Jaraguá do Sul, Sidnei Marcelo Lopes, disse que é uma “infelicidade relacionar um movimento cultural, ancestral, tradicional e festivo” à propagandas nazistas. Segundo ele, a ilustração foi feita para recordar as divulgações de competições realizadas nas décadas passadas, no qual os convites eram pintados à mão.

— O cartaz tem um destaque para o tiro, com a figura do Rei e da Rainha dos Atiradores, mas também contextualiza a música, a gastronomia, a dança e outros elementos da festa. É um preconceito contra a nossa cultura. Os imigrantes alemães trouxeram o legado do Schützenfest antes de 1900, portanto não tem como ser apologia ao nazismo — afirma.

O desenho da divulgação do evento foi aprovado pela Comissão Organizadora do Schützenfest em 2019 e produzido pelo ilustrador gaúcho Isac Raasch. A imagem foi reaproveitada para antecipar a divulgação da festa de 2022.

Sobre a apologia às armas, o diretor de cultura disse que não há incentivo ao porte, visto que o evento não tem o intuito partidário. Sidnei afirmou ainda que todas as armas usadas no festival são certificadas pelas Sociedades de Atiradores envolvidas, e que os convidados não podem entrar com armamento. Segundo ele, todas as armas são de pressão e não necessitam de registro ou licença. Atualmente, 15 Sociedades de Atiradores são afiliadas ao Schützenfest.

— Nunca levantamos o debate armamentista no evento e não usamos armas de fogo. É um evento cultural onde além da prática do tiro esportivo temos culinária, dança, idioma e vestimenta que são patrimônios culturais. Crianças são incentivadas a atirar, mas todas, maiores de 7 anos, devem estar acompanhadas dos pais. E em cada estande temos monitores. Nunca tivemos acidente — complementa Sidnei.

O GLOBO procurou o ex-deputado Jean Wyllys, mas não conseguiu localizá-lo até a publicação desta reportagem.

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SP: Motoristas de ônibus entram em greve na capital quarta-feira (25)

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Ponto de ônibus na Avenida Paulista após liberação do uso da máscara em ambientes abertos.
Rovena Rosa/Agência Brasil – 10.03.2022

Ponto de ônibus na Avenida Paulista após liberação do uso da máscara em ambientes abertos.


Motoristas de ônibus de São Paulo devem paralisar o serviço nesta quarta-feira na capital paulista. O “Estado de Greve” foi aprovado ontem em uma assembleia geral organizada pelo sidicato da categoria. Os servidores também aprovaram por unanimidade a realização de protestos em todos os terminais de ônibus da cidade a partir das 14 horas. 

Os trabalhadores ouviram o relato do presidente do Sindmotoristas, Valdevan Noventa, a respeito da proposta salarial indecente apresentada pelo SPUrbanuss que, aliás, foi rejeitada pela diretoria e comissão de negociação dos trabalhadores na reunião da última quinta-feira (19).


Conforme foram divulgados nos meios de comunicação oficiais do sindicato, os empresários querem usar a categoria como massa de manobra, ou seja, sem propostas que atendam a pauta de reivindicações, o impasse certamente levará os trabalhadores a fazerem protestos e paralisações na cidade.

Noventa lamentou a terrível situação do setor. “Gananciosos e insensíveis, os concessionários do sistema do transporte público urbano de São Paulo não estão preocupados com as consequências do seu jogo sujo, o quanto isso pode afetar os condutores, usuários de ônibus e a população em geral”.

MOBILIZAÇÃO TOTAL

A diretoria do sindicato reforça os trabalhadores para continuarem mobilizados 100%. Dependendo dos próximos encaminhamentos, ainda está semana a categoria pode ser convocada para mais uma assembleia geral para avaliar uma nova proposta salarial ou até mesmo a deflagração da greve.

Entre as reivindicações estão um reajuste Salarial de 12,47%, mais aumento real, benefíciod de Vale Refeição de 33 reais, equiparação de todos os benefícios para os trabalhadores e trabalhadoras das empresas do sistema complementar com empresas novas, participação nos Lucros ou Resultados (PLR) 2.500,00 reais, fim das escalas com uma hora para refeição sem remuneração, reajustes nos valores dos benefícios: Auxílio Funeral, Seguro de Vida, Convênio Médico e Odontológico, além de adequação das nomenclaturas do Plano de Carreira do Setor de Manutenção, equiparação salarial e promoção para funcionários e funcionárias Fora de Função.

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Oportunidade: EBC abre processo seletivo para estágio

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A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) abre na próxima segunda-feira (30) inscrições para o 2° Processo Seletivo de Estágio. As vagas são para Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Tabatinga (AM). Os interessados devem fazer cadastro e realizar prova online na plataforma Super Estágios.

As inscrições são gratuitas e vão até 12 de junho. O início das convocações está previsto para o dia 14 de junho. As bolsas de estágio são de R$ 600 para estudantes de nível superior e de R$500,00 para estudantes de nível técnico. Além da remuneração, os estagiários têm direito a receber auxílio-transporte no valor de R$ 220, proporcionais aos dias estagiados. Confira a listagem de vagas:

Brasília – 18 vagas e cadastro reserva

» Nível superior

Curso Quantidade de vagas Requisito
Administração 4 vagas + cadastro reserva Ter cursado no mínimo 50% das disciplinas do curso e não estar no último semestre
Audiovisual cadastro reserva
Ciência da Computação
Sistemas de Informação
Análise e Desenv. de Sistemas
Engenharia da Computação
Gestão em Tecnologia da Informação
2 + cadastro reserva
Ciências Contábeis 3 + cadastro reserva
Jornalismo 7 + cadastro reserva
Publicidade 1 + cadastro reserva

» Nível técnico

Curso Vagas Requisito
Técnico em eletrônica 1 + cadastro reserva Ter cursado no mínimo 50% das disciplinas do curso e não estar no último semestre

Rio de Janeiro – 4 vagas e cadastro reserva

» Nível superior

Curso Quantidade de vagas Requisito
Jornalismo  3 vagas + cadastro reserva Ter cursado no mínimo 50% das disciplinas do curso e não estar no último semestre
Publicidade 1 vaga + cadastro reserva

São Paulo – 1 vaga e cadastro reserva

» Nível superior

Curso Quantidade de vagas Requisito
Jornalismo cadastro reserva Ter cursado no mínimo 50% das disciplinas do curso e não estar no último semestre

Tabatinga – 2 vagas e cadastro reserva

» Nível técnico

Curso Vagas Requisito
Administração 2 vagas + cadastro reserva Ter cursado no mínimo 50% das disciplinas do curso e não estar no último semestre

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Fonte: EBC Geral

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UFRJ: soluções para mudança climática não estão à altura dos problemas

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 A pesquisa Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Econômico: percepções da população da Região Metropolitana do Rio de Janeiro divulgada hoje (24), no campus da Praia Vermelha da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), revela a defasagem entre a gravidade do problema e o tipo de solução que as pessoas conseguem vislumbrar sobre os efeitos do aquecimento global em seu dia a dia.

A sondagem qualitativa foi feita pelo Laboratório Conexões do Clima, do Fórum de Ciência e Cultura da instituição, em março, e fez um diagnóstico sobre como as classes B e C percebem estes efeitos.

“Todo mundo vê que é um problema grave, que é um problema enorme, mas a solução é, ao mesmo tempo, ou abstrata ou individual. Não está à altura nem do tamanho nem da gravidade do problema”, disse à Agência Brasil a coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura, Tatiana Roque. “O principal é isso: as pessoas veem o problema, mas não sabem qual é a solução”.

A pesquisa envolveu oito grupos focais, cada um com 8 a 10 pessoas, com idades entre 18 e 50 anos, das classes B e C. A partir daí, foram estabelecidas dinâmicas com debates de até duas horas de duração com cada grupo.

Desastres

Uma segunda conclusão importante é que uma das principais maneiras pelas quais o problema das mudanças climáticas chega às pessoas é por meio dos desastres ambientais, como as enchentes provocadas pelas chuvas em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro; na Bahia e em Minas Gerais, além das queimadas.

“Isso as pessoas citaram como questão importante e recorrente que, em geral, elas enxergam como associadas às mudanças climáticas, sim. Embora isso seja um problema muito antigo, as pessoas sabem que está ficando mais frequente, mais recorrente e mais intenso com as mudanças climáticas. Só que elas não sabem o que fazer”.

Segundo a coordenadora, há percepção de que algo grave está acontecendo, com mais desastres, chuvas mais fortes e mais frequentes, e estações do ano mais indefinidas. “Apesar de não haver dentro desse grupo pesquisado uma formulação mais precisa sobre o tema, há uma percepção instintiva de que vivemos uma crise ambiental grave e que as consequências podem ser devastadoras”, explicou.

Perfil

A pesquisa reuniu oito grupos focais, cada um formado por oito a dez a pessoas com idades entre 18 e 50 anos, das classes B e C. A partir daí, foram estabelecidas dinâmicas com debates de até duas horas de duração com cada grupo. Tatiana Roque explicou que os grupos têm perfil bem parecido e, portanto, não houve distinções entre eles. “Escolhemos esse perfil porque são pessoas que, em geral, são mais fluidas, mudam de posição política, não têm uma posição política definida. A gente não queria pessoas identificadas com uma preferência política, para poder entender como pensam as pessoas do meio, as nem-nem”.

Na maioria, os entrevistados associam problemas, como as enchentes, ao problema dos resíduos, ou lixo, que a própria população joga nas ruas, rios e mares. “Elas associam as enchentes às mudanças climáticas também, sabem que isso vai ficar mais grave. Elas sabem que uma maneira de, pelo menos, resolver os efeitos disso seria cuidando do lixo, mas elas não veem mais esperança no Poder Público. Elas só veem como solução as ações individuais. Essa foi uma coisa bem surpreendente da pesquisa”.

Tatiana acrescentou que os entrevistados percebem também a desigualdade existente no tratamento ou enfrentamento do problema. Ou seja, se uma pessoa perde tudo, mas tem mais condições, ela vai poder comprar tudo de novo. As pessoas mais pobres, não podem. O problema afeta diferentemente as pessoas mais pobres e aquelas com mais condições financeiras.

A conclusão da pesquisa é que “é preciso territorializar o debate climático e ambiental, aterrissar as questões, torná-las mais palpáveis e relacionadas com os problemas quotidianos e com o modelo econômico, que não é visto como relacionado às questões ambientais e climática. Essas ainda têm algo de etéreo e abstrato diante de urgências cotidianas”, disse Tatiana.

Conscientização

A pesquisa do Laboratório Conexões do Clima vai mostrar como os pesquisadores da UFRJ que trabalham sobre esse tema das mudanças do clima podem ajudar na conscientização da população sobre a necessidade e a urgência de enfrentar esse problema. Tatiana Roque disse que, a partir daí, vão delinear ações que possam ser feitos a partir da universidade, especialmente aquelas relativas à educação ambiental visando aumentar a possibilidade de engajamento das pessoas para enfrentar essa questão.

O Fórum de Ciência já está fazendo um curso para jovens sobre mudanças do clima em vários territórios do estado do Rio de Janeiro e o núcleo da capital pretende realizar no dia 11 de junho uma mobilização sobre a questão da despoluição da Baía de Guanabara, que também foi um tema muito citado na pesquisa. Esse é um caso que evidencia a má educação do povo que joga lixo e polui, por um lado; e a ineficiência das políticas públicas, por outro.

Além disso, o Laboratório de Conexões do Clima vai efetuar ações na Semana do Meio Ambiente, no período e 6 a 14 de junho, em alusão ao Dia Internacional do Meio Ambiente, que se comemora no dia 5 daquele mês. A programação ainda está sendo elaborada, mas já estão previstas iniciativas no Museu Nacional e palestras e debates pina própria UFRJ.

Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC Geral

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