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Economia

Governo pode privatizar ou liquidar cerca de 100 estatais, afirma ministro

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Tarcísio de Freitas, ministro de Infraestrutura, afirmou que governo pode privatizar ou leiloar cerca de cem estatais
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Tarcísio de Freitas, ministro de Infraestrutura, afirmou que governo pode privatizar ou leiloar cerca de cem estatais

O ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, afirmou nesta terça-feira (8) que o governo federal pode privatizar ou liquidar cerca de 100 empresas estatais, buscando levantar recursos e reduzir gastos.

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Em entrevista à rádio CBN
, o ministro explicou que esse número pode ser alcançado se forem levadas em conta as subsidiárias em instituições estatais
como Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil, Caixa e Eletrobras.

“Obviamente a gente não está falando só de privatizações, mas também de liquidações de empresas que hoje não fazem tanto sentido. O governo, obviamente está levantando uma série de situações dessas para também promover liquidações, que de certa forma vão desonerar o Orçamento. Desonerando o Orçamento, vai sobrando dinheiro para investir em outras prioridades”, justificou Freitas.

O ministro também disse que sua equipe estuda realizar novas concessões em rodovias
que somam 5,6 mil quilômetros, além dos 4 mil quilômetros de concessões atuais que são alvo de planos de futura relicitação.

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Como o governo pretende atuar com as estatais?


O ministro da Infraestrutura afirmou que o governo pretende estudar as estatais e buscar parcerias público-privadas
Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro da Infraestrutura afirmou que o governo pretende estudar as estatais e buscar parcerias público-privadas

Freitas não detalhou os planos de leilões e privatizações
, mas defendeu que sejam seguidos os critérios funcionais, afirmando ainda que pretende reforçar as negociações com a iniciativa privada, buscando incentivos aos investimentos em infraestrutura no País, permitindo priorizar outros gastos com os recursos públicos.

“Não há mais recurso fiscal. Para prover infraestrutura, vamos ter que contar muito com a iniciativa privada. Por isso o nosso foco nas concessões, nas parcerias publico-privadas”, afirmou, complementando que a nova equipe “já sabe o que fazer.”

“Vamos pegar projetos que são de iniciativa de parlamentares que vão contribuir para a melhoria do ambiente de negócios e segurança jurídica”, disse. Propostas em tramitação que tratam de licenciamento ambiental, papel das agências reguladores e a atualização do marco de desapropriações, que atualmente segue o modelo de 1941, deverão ser prioridades.

Para o ministro, o País precisa desenvolver bons projetos para atrair investimentos estrangeiros com estoque de capital. “A gente tem que mostrar que nossos projetos são bons, que vão dar boa taxa de retorno e estão endereçando corretamente os riscos. Há que se afastar o risco de insolvência do país, portanto, a questão fiscal e a reforma da Previdência são muito importantes”, reiterou.

Estatais e concessões de rodovias


Concessões de rodovias hoje geridas por empresas estatais deve avançar no governo Bolsonaro
Edson Lopes Jr/A2AD

Concessões de rodovias hoje geridas por empresas estatais deve avançar no governo Bolsonaro

Segundo o ministro da Infraestrutura, já há definições de planos para ferrovias e setor portuário, além das metas para recuperação da malha rodoviária. Ele avalia que a construção e manutenção da infraestrutura viária tem alto custo, defendendo que parte da responsabilidade seja passada para o setor privado, caso haja interesse comercial.

“Tenho que pegar todos os trechos passíveis de exploração pela iniciativa privada. Isso vai fazer com que, na área da concessão, a gente disponibilize para a iniciativa privada quase 9 mil quilômetros de rodovias”, disse.

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Segundo Tarcísio de Freitas, desse total de quase 9 mil quilômetros, 5,6 mil quilômetros seriam novas concessões de rodovias hoje geridas e custeadas por empresas estatais
. A medida visa reduzir os gastos e levantar recursos.

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Economia

Sebrae elabora orientações para retomada rápida e segura das atividades de pequenos negócios

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De acordo com pesquisa, o Turismo, Academias e Beleza são os setores com maior percentual de queda no faturamento

A pandemia da Covid-19 gerou grande impacto na economia brasileira e prova disso é resultado de uma pesquisa do Sebrae, revelando que quase um ano após o surgimento do novo coronavírus, 67% dos pequenos negócios estão funcionando com mudanças por conta da pandemia e 73% do total geral dos segmentos tiveram queda no faturamento mensal.

O empresário Bruno Rafael, dono de uma loja de roupas – um dos setores mais afetados pela crise – diz que precisou se reinventar para manter o negócio funcionando. “A pandemia nos impactou com resultados negativos, nossas vendas caíram. Tivemos que mudar o nicho, nossas camisas eram voltadas para eventos, tivemos de focar em profissões, signos e diversificamos nosso leque de produtos até para poder sobreviver a esse período da pandemia”, disse Rafael.

Segundo a pesquisa, entre os segmentos mais afetados pela pandemia estão a Economia Criativa, Educação e o Turismo, que continuam com alta interrupção de funcionamento. Além disso, Turismo, Academias e o setor de Beleza são os tipos de empresas com maior percentual de queda de faturamento.

Apesar da importância para a economia em retomar as atividades, é preciso manter alguns cuidados para que o estabelecimento possa continuar em funcionamento. Pensando nisso, o Sebrae elaborou protocolos de retomada das atividades.

Algumas dicas são destacadas pelo economista e assessor da Diretoria Técnica do Sebrae, Rafael Moreira. “Tornar o ambiente mais ventilado; respeitar um distanciamento mínimo de um metro e meio entre as pessoas nos estabelecimentos; usar máscara e fazer com que os clientes sigam esse protocolo. O sentido é proteger o empresário, os empregados dessa pequena empresa e, obviamente, o consumidor. Se o pequeno negócio não passar segurança para o seu cliente, ele vai ter muita dificuldade”, afirmou Moreira.

Ao todo, o Sebrae elaborou orientações para a retomada das atividades de 36 segmentos de micro e pequenas empresas. Além disso, foram produzidos sete vídeos com dicas gerais, sugestões para os gestores públicos nos municípios e, também, cuidados a serem adotados pela população. Tudo para um retorno mais rápido e seguro dos pequenos negócios. Para mais informações acesse: www.sebrae.com.br/cuidados.

Janary Bastos Damacena / Brasil 61

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Economia

Sebrae elabora dicas para ajudar gestores municipais na reabertura segura do comércio

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São orientações para lidar com as demandas da população e do empresariado local

Por conta da pandemia, pequenas empresas estão sob restrição de funcionamento, o que traz uma queda drástica no faturamento e manutenção de empregos. É o caso do setor de moda, que segundo dados do Sebrae teve redução em 79% no faturamento. Dagoberto Dumalakas é um desses pequenos empresários que está lutando pela reabertura segura de sua loja.

“O impacto para o comércio foi desastroso. As pessoas têm medo de sair de casa, medo de ir até à loja. Dentro das normas de restrição, não se podia experimentar roupa. Então, lojas como a nossa, de bairro, esse tipo de tratamento mais personalizado que nós tínhamos com os clientes acabou”, destacou o empresário.

Para colaborar apoiar os governantes municipais e colaborar com a orientação das normas de segurança e higiene, o Sebrae preparou um conjunto de recomendações para a retomada segura das atividades do município neste novo contexto de relações sociais e econômicas.

São dicas e orientações para lidar com as demandas da população e do empresariado local, como o monitoramento de indicadores sobre a pandemia, a liberação gradual das atividades, a criação de um plano de retomada municipal, entre outros. Além disso, o gerente de Desenvolvimento Territorial do Sebrae, Paulo Miotta, destaca a forma como a prefeitura pode ajudar diretamente o comércio local.

“Outra maneira é através de programas como o ‘Cidade Empreendedora’ que tem as compras públicas. A prefeitura comprar do comércio local é uma grande ajuda que isso proporciona aos pequenos negócios, gerando emprego e construindo poupança local”, afirmou o gerente.

Outras dicas presentes no documento elaborado pelo Sebrae são a divulgação dos protocolos de segurança, a fiscalização dos procedimentos realizados pelo comércio, atuação junto aos empresários entre outras. Para mais informações acesse www.sebrae.com.br/cuidados

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Economia

Entrada do Brasil na OCDE será tema de reunião do grupo nesta quarta-feira

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Antonio Cruz/Agência Brasil

Entrada do Brasil na OCDE será discutida em reunião nesta quarta-feira (5)

A entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo do qual fazem parte as principais economias do mundo, será discutida nesta quarta-feira (5) em um encontro dos membros da entidade, em Paris.

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O embaixador permanente do Brasil na OCDE , Carlos Cozendey, disse ao  Estadão/Broadcast , no entanto, que o encontro não deve ter caráter decisivo para a entrada brasileira no grupo. Por não ser membro, o Brasil não recebe previamente o que será discutido na reunião, embora o embaixador disse ter recebido a informação que o ingresso brasileiro estará em pauta.

De acordo com Cozendey, o encontro revelará a reação dos demais membros da OCDE à mudança da posição dos Estados Unidos em relação ao Brasil. A principal economia do mundo, que antes resistiu à entrada brasileira, privilegiando a Argentina, anunciou recentemente o apoio ao Brasil, o que foi celebrado pelo governo de Jair Bolsonaro como uma vitória.

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A formalização da candidatura dos países ao grupo precisa ser aprovada por unanimidade por todos os membros, o que pode dificultar o ingresso brasileiro mesmo contando com o apoio norte-americano. Internamente, o crescimento da OCDE é visto com receio.

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