conecte-se conosco


Mulher

Horóscopo do dia: previsões para 8 de agosto de 2020

Publicado


source
mandala
Marcelo Dalla

O horóscopo do dia apresenta a previsão para o seu signo e ascendente

ÁRIES 

A Lua segue em seu signo e combina forças com o Sol: conte com mais disposição, invista em atividades ligadas com muito movimento, aquelas que você pode realizar com autonomia. Marte desafia Júpiter e Plutão: deixe de lado disputas de poder, invista na cordialidade, na gentileza e na maturidade. Liberdade e responsabilidade caminham juntas. Atenção para a intolerância e a agressividade. Evite competitividades desnecessárias, procure relevar. Um pouco mais de paciência se faz necessário. 

TOURO 

Atividades mais independentes ganham preferência. A Lua segue no acelerado Áries, combina forças com o Sol, favorecendo o bem estar emocional e a confiança. Vale investir na expressão criativa de suas ideias, já que o Sol segue em Leão e todos ficam mais expansivos.Mas atenção: Marte desafia Plutão, pedindo cuidado com disputas de poder, controle e cobranças. Use e abuse da diplomacia, da gentileza e do bom humor. Invista nas transformações em si mesmo, ao invés de tentar mudar os outros.

GÊMEOS  

Tudo pode ser resolvido de forma mais rápida. A Lua segue em Áries, indicando gás e garra. Conte mais confiança e coragem e entusiasmo para investir nos intercâmbios, contatos, em suas ideias e empreendimentos. É tempo de olhar pra frente e tomar providências, clarear e encaminhar situações. Mas atenção para a inquietação excessiva. Evite também atitudes impulsivas e agressivas. É importante tranquilizar a mente e refletir sobre questões importantes em sua vida, antes de tomar grandes decisões.

CÂNCER 

Vale caprichar no visual e na capacidade de sedução. A Lua segue em Áries e Vênus segue em seu signo, prometendo um sábado mais movimentado. Conte com energia para iniciativas independentes. Dedique momentos para si mesmo também, para permitir-se mimos e agrados, cuidar de sua autoestima e de seu bem estar. Marte desafia Plutão, o cuidado deve ser com a impaciência e a agressividade. Discussões e reações emocionais podem se tornar mais exaltadas. Evite atitudes controladoras, procure cultivar liberdade. 

LEÃO

Vale investir na auto confiança, em bons aprendizados, em caminhos alternativos. Hoje a Lua combina forças com o Sol, que segue em seu signo, indicando mais clareza para decisões. Você pode planejar maneiras de ganhar mais, de ampliar seus lucros. Invista em sua imagem, em sua capacidade de brilhar e seduzir. Com a Lua em Áries, dá mais certo agir espontaneamente, com uma postura mais independente, sem cobranças. A boa comunicação também pode ser usada para sanar desentendimentos. 

VIRGEM 

Com a Lua em Áries vale programar algo que traga a sensação de autonomia, independência e novidade. Aproveite para colocar-se em movimento com atividades físicas, assim pode descarregar e transmutar energias. Conclua tarefas, mas sempre com tato e diplomacia. Marte e Plutão pedem cuidado com conflitos. O entendimento pode ser promovido com palavras amorosas, sensíveis e compreensivas. Vale também reservar momentos para ficar sozinho e analisar resultados.

LIBRA 

A Lua segue em Áries, dinamizando o período. Mas não há necessidade de forçar situações, procure deixar tudo fluir naturalmente. Vale dedicar mais tempo para quem ama. Vênus segue em Câncer, favorecendo o prazer, as artes e a colaboração em casa. Programe atividades que promovam paz de espírito e conforto. Os momentos mais íntimos, o acolhimento e a família podem trazer contentamento. É tempo de entender mais sobre o amor, sobre o quanto é importante cultivá-lo para melhorar o mundo e as relações.

ESCORPIÃO 

Com a Lua em Áries tem um período bom para cuidar da saúde e iniciar um programa de atividades físicas. Aproveite para cultivar dedicação, aquela sensação de deveres cumpridos, de que deu o melhor de si e fez tudo da melhor maneira possível. Assim fica em paz com sua consciência. Energia, garra, coragem e poder de iniciativa estão em destaque. Porém, atenção: Marte desafia Júpiter e Plutão. A autoconfiança deve vir junto com a gentileza. Deixe de lado disputas, invista no poder pessoal para transformações em si mesmo.

SAGITÁRIO 

O período pede liberdade, movimento e espaço. A Lua segue em Áries, indicando um sábado mais dinâmico. Porém, não deixe de lado a responsabilidade, a prudência, o comprometimento e a maturidade. É preciso cuidado com a agressividade e as expectativas exageradas. Posturas rudes, ciumentas, possessivas e dominadoras ficam mais evidentes. Respire fundo para relaxar a mente e exercitar o autocontrole. O clima deve ser de independência e autonomia, sem disputas de poder ou cobranças. 

CAPRICÓRNIO 

Com a Lua em Áries, é pra frente que se anda. Perde quem fica parado, há muita energia disponível para atividades independentes. A necessidade de movimento, abertura e crescimento o estimula a tomar o impulso para avançar e conquistar espaço. Mas é preciso atenção para não bater de frente com ninguém. Marte desafia Júpiter e Plutão: quanto mais diplomacia, melhor. Não é hora de comprar briga com ninguém, as consequências podem ser maiores. Procure conter a impaciência, manter-se acessível e flexível. 

AQUÁRIO 

Vale programar algo que traga a sensação de novidade, experimentar novos temperos e sabores. Com a Lua em Áries, dá mais certo ser espontâneo e verdadeiro. Tudo fica mais acelerado, as pessoas têm pressa de fazer logo o que deve ser feito. Prefira agir com liberdade, independência e autonomia, sem depender de ninguém. Soluções criativas o ajudam a superar os problemas mais urgentes e a solucionar o que vem se arrastando. Evite também ficar parado, há energia de sobra que deve ser gasta com movimento.

PEIXES 

A Lua segue em Áries, bom também para atividades físicas, como a dança, por exemplo. Em passeios, esportes e movimento, pode ter novas ideias e importantes percepções. Porém, cuidado com expectativas mirabolantes, desconfie de promessas grandiosas demais. O período dinâmico, mas é preciso cuidado para não exagerar no individualismo, a prepotência, no orgulho ou na agressividade. Aproveite para agir com mais soltura e autonomia, dando espaço para si mesmo e os outros. 


Fonte: IG Mulher

Comentários Facebook
publicidade

Mulher

Como limpar colchão com receitas caseiras simples

Publicado


source

Alto Astral

Colchão sujo de vinho

Para ter uma boa noite de sono, escolher uma cama confortável é essencial. No entanto, ela também pede cuidados, principalmente quando o assunto é higiene. Limpar o colchão corretamente é uma das principais etapas para garantir uma durabilidade maior e, ainda, contribuir com a sua saúde, pois evita que ácaros e bactérias se acumulem com o passar do tempo.

Por ser uma peça grande, nem sempre é fácil higienizá-lo. Porém, existem algumas receitas caseiras e dicas de preservação que podem te ajudar nessa tarefa. Os métodos valem tanto para colchões tradicionais, quanto para cama box. Aproveite!

Aprenda como limpar colchão facilmente

Água oxigenada

Essa receita simples e eficiente consiste em misturar um pouco de sabão líquido com água oxigenada e colocar em um borrifador. Aplique por todo o colchão, aguarde secar por completo e depois esfregue com um pano úmido para remover as manchas. Agora é só esperar ele secar novamente que já está pronto para o uso!

Bicarbonato de sódio

Para higienizar o seu colchão a seco, a melhor opção é utilizar bicarbonato de sódio. Basta espalhar o pó nas regiões com manchas e deixar agir por 30 minutos. Depois, esfregue com uma escova de limpeza e espere mais meia hora. Finalize aspirando todos os resíduos para ver os resultados.

Vinagre branco

Com uma esponja umedecida com vinagre branco, esfregue todas as manchas do seu colchão. Deixe o produto agir por uma hora, limpe o excesso com um pano úmido e espere secar. Todas as impurezas e odores vão sair com muito mais facilidade. O mesmo processo pode ser feito também com álcool.

Conserve melhor o seu colchão

Além de limpar o seu colchão com frequência, existem outros hábitos que podem ajudar na conservação. Por exemplo, protegê-lo com uma capa apropriada também é essencial. Por ser feita com material impermeável, ela impede o contato direto da peça com o suor e a poeira, evitando o surgimento de novas manchas.

Virar o colchão pelo menos uma vez por mês também é um bom truque, já que isso evita que apenas um lado se desgaste com o tempo. Não dobrá-lo nem sentar somente nas pontas é mais uma dica que ajuda na preservação. E, não se esqueça: quando for limpar a casa, aproveite para deixá-lo “respirar”, tirando a roupa de cama e expondo um pouco ao sol . Esses pequenos hábitos fazem toda a diferença!

Fonte: IG Mulher

Comentários Facebook
Continue lendo

Mulher

Mães de adolescentes falam sobre a retomada das aulas presenciais

Publicado


source
sala de aula vazia
Reprodução

Volta às aulas presenciais ainda não é consenso


Na última sexta (18) o Ministério da Saúde publicou em seu site um guia contendo orientações para o retorno das aulas presenciais na educação básica . O documento de 16 páginas dispõe sobre a sanitização do ambiente escolar, uso correto de máscaras, entre outras medidas para prevenir o contágio. Nos estados da federação, a retomada do ensino presenciais não chegou a um consenso. 

Com os números de casos e óbitos da Covid-19 ainda em patamares altos, a decisão de volta ou não às escolas acaba recaindo sobre as famílias, sobre tudo para as mães, que costumam ser as principais (muitas vezes as únicas) responsáveis pela educação de crianças e adolescentes. Veja a seguir o que pensam essas mães sobre a retomada do ensino presencial e como elas e seus filhos estão lidando com a situação atual.


“O que ele mais sente falta é de praticar esportes”

mãe e filho
Arquivo pessoal

Denise Lugli e o filho Vinícius, de 13 anos



A professora Denise Lugli vive a tensão sobre a retomada das aulas de dois lados. Mãe de Vinícius, 13 anos, e Marina, dois meses, ela conta escola em que trabalha suspendeu as aulas no dia 12 de março, poucos dias antes do colégio em que o filho estuda. Agora as duas instituições discutem com os pais dos alunos a possibilidade de volta às aulas. 

“Os pais vão poder escolher, mas isso é preocupante pra mim, que sou professora, porque eu não tenho opção caso decidam voltar. Eu tenho percebido que meus alunos estão ávidos por voltar, porque não aguentam mais ficar em casa”, conta.

Ela diz Vinícius não estranhou muito a suspensão das aulas, por fazer parte de uma geração que está habituada a se comunicar pelas mídias digitais.  “No geral, o que eu percebo que ele mais sente falta – e ele deixa isso muito claro pra gente – é de estar em contato com os amigos. Principalmente das aulas de esportes, essa coisa de poder jogar volei, jogar bola, correr”.

Ela conta que o colégio está retomando as aulas de esportes em horário alternativo ao das aula. “É um número reduzido de alunos para fazer um teste pra quem quiser voltar. Ele quer voltar. Então por mais que eu esteja com medo, dependendo de como for eu vou autorizar que ele faça essa aula de esporte uma vez por semana. Mas a aula mesmo, sentar na carteira, ele não volta. Mesmo que a escola volte, vai ter a opção de ter aula on-line e a gente vai manter isso. Enquanto não tiver vacina ele não volta”.

Excesso de tarefas para compensar pouco engajamento dos alunos

Para a escritora Clara Averbuck, mãe de Catarina (17), a maior dificuldade em relação ao ensino remoto é conseguir chamar a atenção dos adolescentes e que as escolas tentam contornar isso com excesso de trabalhos. “Nessas aulas remotas eles (os adolescentes) não conseguem prestar muita atenção e parece que a escola tenta compensar com trabalhos”.  

Em isolamento desde o começo da pandemia, a escritora conta que o confinamento agravou carga mental dela e de outras mães solo, que se viram obrigadas a lidar com mais tarefas domésticas.  “Comida, roupa, louça, é muita coisa. Adolescente tem que ficar no pé, tem que ficar pedindo e a carga mental disso é enorme e muitas vezes eu prefiro fazer do que ficar pedindo”, desabafa.

A escritora diz que a filha, aluna de um colégio particular em São Paulo, não deve voltar pra escola este ano, já que existe a opção de continuar o ensino remoto. Contudo, ela acredita que este é um ano perdido. “Os professores tem se esforçado muito para dar aulas interessantes, mas com adolescente é complicado eles prestarem atenção, imagine em casa com outras distrações. A parte de tirar dúvidas e contato com o professor fica prejudicado”, avalia.

“Ele queria fazer o Enem esse ano e eu não deixei”

A dificuldade de conquistar a atenção dos alunos dessa faixa etária, ainda mais quando os professores não tinham um treinamento específico para o ensino à distância é uma constatação recorrrente na fala de várias mães.

“No começo da pandemia as aulas on-line foram bem promissoras, eles estavam animados porque era uma coisa diferente. Quando começaram efetivamente as aulas eu senti que eles se perderam um pouco, na questão de conteúdo e de gerar coisas interessantes que prendessem os adolescentes”, diz a publicitária Lílian Nascimento.

Mãe de Nicolas (17), aluno do último ano de uma escola técnica no interior de São Paulo, Lílian diz que fez um acordo de confiança com o filho para que ele acompanhasse as aulas. “Eu não sou de cobrar, deixo ele bem livre, até porque eu sou mãe solo e falo pra ele: você tem que ter responsabilidade sobre as suas coisas, porque na sua idade eu já tinha filho, então você decide agora o que é importante para a sua vida”. 

Apesar disso, a volta às aulas presenciais está fora de questão. “Na minha cidade (no interior de SP) está cancelado o ‘coronga’ e ninguém está mais isolado. A cidade inteira está na rua, sem máscara, como se nada tivesse acontecendo”. Ela diz que ele provavelmente fará o terceiro ano de novo. “Ele queria fazer o Enem este ano e eu também não deixei. Vai atrasar um ano na vida dele, mas eu não tenho a menor dúvida de que esta é a melhor decisão”, conclui. 




Situação complicada nas escolas públicas 

Se os alunos da rede privada têm aulas diárias e as famílias encontram canais de comunicação efetivos com as escolas para decidir sobre a volta das aulas presenciais, a situação da escola pública é bem distinta. Segundo Eliane Chagas, professora de uma escola da rede municipal do ABC paulista, não existe uma gestão democrática nas escolas públicas que incentive a interação entre escola e comunidade.  

mãe de adolescente
Arquivo pessoal

A professora Eliane Chagas e o filho Caetano, 12 anos


“A gente tem regularmente uma professora que nos mantém informadas enquanto família das propostas da disciplina dela e outras que eu não faço ideia do que o Caetano tem que fazer na disciplina delas”.

Mãe de Caetano (12 anos), a professora conta fala que houve muitas dificuldades técnicas para que os docentes se adaptassem ao ensino remoto. “A plataforma oficial do Estado não estava dando certo e que as escolas aderiram ao Google Classroom, onde quem indica o conteúdo é a professora da disciplina”. Ela diz que entrou em contato com propostas para a melhoria das atividades, mas não obteve nenhuma resposta.   

Ela conta que Caetano acorda tarde e assiste a uma aula por dia. “Ele reconhece que está se atrasando em várias propostas, mas optou ficar atrasado por ter tarefas demais”. Assim como outras mulheres entrevistas pelo Delas , Eliane também achou este seria um ano perdido, mas chegou à conclusão de que a tendência é que esse sistema de educação formal piore e que não compensa mante-lo nele mais de um ano.

“Ele tem um processo forte de autodidatismo, fala inglês fluentemente, aprendeu por ele mesmo. Nos como família achamos que é melhor ele sair logo desse processo”. 

Chips e atividades impressas em papel

Além da falta de diálogo com a escola, outro problema apontado pelas mães de  adolescentes que frequentam a rede pública é a falta de suporte para acessar as aulas on-line, conforme explica Érika Mayume, que preside o conselho de escolas municipais e é mãe de Ana (14) e Guilherme (11), alunos do 8º e 5º ano.

“Só depois de quatro meses que as escolas municipais de Campinas passaram a adotar algo similar à rede estadual, que é entregar atividades impressas para os alunos que não conseguiam acessar as aulas. Algumas escolas fizeram por conta própria, mas como diretriz municipal é algo recente”.

Segundo Érika, a prefeitura da cidade no começo da pandemia falou em distribuição de tablets para todos os alunos, mas o que ocorreu foi a distribuição de chips para aparelho celular, sem equipamentos. Ela acrescenta que em algumas áreas periféricas da cidade não há sinal de Internet e por isso nem todos os alunos conseguem assistir às aulas.  “Os professores não ficam ao vivo no horário. Algumas escolas fazem bate-papo, não é aula”, conta.

Érika conta que participou pelo movimento pelo não retorno e pelo cancelamento do ano letivo de 2020 praticamente desde que começou a pandemia, mas diz que hoje é  difícil se posicionar contra a retomada das aulas presenciais, já que as regiões mais pobres da cidade as famílias não estão fazendo isolamento e muitas vezes há maes desempregadas cuidando de seis a dez crianças cujas mães trabalham. “Eu não tenho como ser contra o retorno. Para os mais precarizados é necessário”.

Fonte: IG Mulher

Comentários Facebook
Continue lendo

Mulher

Setembro amarelo: conheça a história de uma voluntária do CVV

Publicado


source

O  Setembro Amarelo é o mês em combate e prevenção ao suicídio . De acordo com levantamentos feitos pelo IBOPE, em 2019, o suicídio cresceu no país, principalmente entre os jovens, na faixa etária entre 15 a 24 anos. No Brasil, uma pessoa comete o ato a cada 45 minutos. Por ano, mais de 11 mil pessoas decidem tirar a própria vida no país. 

setembro amarelo
Pixabay

O CVV (Centro de Valorização a Vida) atendeu mais de 3 milhões de pessoas só em 2019


Muitas vezes, a pessoa está passando por uma situação tão difícil, que não consegue procurar ajuda e acham que não tem outra solução. Aí que surge o trabalho do CVV (Centro de Valorização a Vida), serviço gratuito que oferece apoio para pessoas nessa situação.


Para quem não conhece, o CVV dá apoio emocional, com 4,2 mil voluntários que atendem todas as pessoas que ligam e precisam de ajuda, de forma gratuita e anônima.  A pessoas podem ligar para o 188, mas eles também atendem pelo e-mail e pelo chat do site, para quem prefere escrever ao invés de falar ao telefone. 

“Queria ajudar as pessoas”

Eliane Soares, 48 anos, trabalha com administração de empresas, mas sua grande paixão é ajudar outras pessoas. Ela é voluntária do CVV há 20 anos. 

“Quando eu terminei de fazer a faculdade e a pós tinha tempo vago, pois havia concluído os estudos e decidi fazer um trabalho voluntário. Não queria bens materiais, queria um trabalho que ajudasse a pessoa a resgatar a autoestima, resgatar a vontade de viver, algo disso em mente. Quando você empodera uma pessoa, ela consegue o que quiser”, conta.

Eliane diz que estava procurando algo que pudesse ajudar as pessoas quando conheceu o CVV. “Como o universo conspira a favor, passei pelo local, vi a explicação, me inscrevi, fiz o curso de capacitação e nunca mais saí”, conta em entrevista exclusiva ao Delas. Ela explica que seu principal trabalho é ouvir o que a pessoa tem pra falar do outro lado da linha, pois hoje em dia, ninguém tem tempo para ouvir.

“A pessoa liga quando tem uma dificuldade de respirar, tá nervosa, chorando. Depois de um tempo de conversa (vai de cada um), a pessoa para, respira melhor, fala que se sente mais calma, que consegue por os pensamentos em ordem e vê que o suicídio não é a saída, que não irá se matar. Não tem dinheiro que pague a satisfação de salvar uma vida”, avalia. 

Hoje, o CVV atua em 120 postos pelo Brasil, com voluntários se revezando 24 horas todos os dias. As inscrições para quem quer ser um voluntário são feitas pelo site.  Os voluntários precisam fazer um curso de capacitação e seleção, que dura de 30 a 40 horas.  “No momento os cursos presenciais estão suspensos e hoje tem uma plataforma de ensino à distância. Está sendo tudo virtual. Até o final do ano esperamos voltar”, diz. 

Procura na pandemia 

Só em 2019, o CVV atendeu mais de 3 milhões de pessoas. Durante a pandemia esse número não aumentou muito por conta da estabilidade de voluntários, mas o tema das conversas mudaram. “Percebemos que o tempo que a pessoa ficava numa ligação – tem pessoa que liga para contar como foi o dia, os contratempos, como deixou irritada – era de meia hora, a pessoa se sentia bem e hoje percebemos que o tempo das ligações estão maiores”. 

Eliane conta que ultimamente 90% da conversa está relacionada à pandemia da Covid-19. As pessoas falam da solidão, de não estar acostumadas a estar em casa, do medo de perder alguém e de contrair a doença. O medo de perder o emprego também é um tema recorrente segundo a voluntária. 

Eliane conta que ao longo de seus 20 anos como voluntária já escutou várias histórias, relatos que a pessoa nunca contou para ninguém, que nunca teve coragem de contar e que muitas vezes, um diálogo franco e gentil, fazem com que ela mude de ideia sobre o suicídio. Mas nem sempre é assim. 

“No CVV a gente respeita e aceita a opinião e o jeito de ser de quem nos procura, mesmo que depois de uma conversa ela fala que ainda pensa em se matar e vai fazer isso, a gente respeita o momento de dor da pessoa. É difícil? Sim, dá uma sensação de frustração, mas o respeito e a aceitação de que cada um é de um jeito e tem o livre arbítrio é a base das conversas. Respeito, aceitação, não ter falsas promessas, como temos no dia a dia”, encerra Eliane. 

Fonte: IG Mulher

Comentários Facebook
Continue lendo

Nova Xavantina

Policial

Política MT

Mato Grosso

Mais Lidas da Semana