conecte-se conosco


Política Nacional

Juíza absolve dirigentes da Universal por lavagem de dinheiro

Publicado


source
Igreja Universal arrow-options
Reprodução/Google Maps

Igreja Universal teve seus dirigentes absolvidos pro prescrição de processo

A juíza Silva Maria Rocha, da 2ª Vara Federal Criminal de São Paulo, absolveu dois dirigentes da Igreja Universal do Reino de Deus em processo no qual eles eram acusados de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha. Para a magistrada, alguns crimes prescreveram e que não ficou comprovado o envolvimento dos réus nos outros delitos a eles atribuídos. Os dirigentes eram Alba Maria Silva da Costa e Paulo Roberto Conceição.

Por conta do prazo de prescrição dos processos ser reduzido pela metade para pessoas com mais de 70 anos, em outubro do ano passado, Silvia já tinha declarado extinta a punibilidade em relação ao fundador e líder da Universal, bispo Edir Macedo, e também em relação ao bispo João Batista Ramos. Ambos estavam envolvidos nesse caso.

Leia também: Igreja Universal é condenada a pagar R$ 19 mil a idosos que ‘compraram milagre’

A ação penal teve origem em investigação do Ministério Público do Estado de São Paulo, aberta em 2010, mas acabou migrando para competência da Justiça Federal. Segundo os procuradores do caso, apenas cerca de 10% do valor arrecadado com dízimo ficava na Igreja.

O equivalente a 90% da arrecadação nos templos, segundo a acusação, era enviado clandestinamente a paraísos fiscais e contas numeradas no exterior. As operações financeiras eram feitas em uma casa de câmbio em São Paulo e o dinheiro teria sido usado na compra de empresas, principalmente emissoras de rádios e TVs.

Comentários Facebook
publicidade

Política Nacional

Ex-presidente do TRF-4 pediu interferência de ministro para manter Lula preso

Publicado


source
Juiz Thompson Flores, ex-presidente do TRF-4 arrow-options
Sylvio Sirangelo/TRF-4

Juiz Thompson Flores, presidente do TRF-4

O ex-ministro de Defesa e Segurança Pública, Raul Jungmann , revelou que recebeu pedido do ex-presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Thompson Flores , para que ele acionasse a Polícia Federal para manter Lula preso em julho de 2018. A revelação foi feita pelo ex-ministro em entrevista ao jornalista Fábio Pannunzio na TV Democracia publicada nesta quinta-feira (20).

Assista ao trecho da entrevista em que o ex-ministro fala sobre o caso:


Naquele mês, o desembargador plantonista do TRF-4, o desembargador Rogério Favreto, decidiu conceder liberdade ao ex-presidente Lula, que estava preso em Curitiba desde abril. A ordem gerou uma batalha de decisões na Justiça que soltaram e prenderam o petista. O caso só chegou ao fim depois que Flores derrubou a decisão de Favreto e determinou a manutenção da prisão do ex-presidente.

Leia também: Em depoimento, Lula nega favorecimento a montadoras em Medidas Provisórias

Segundo o relato de Jungmann, o então presidente do tribunal pediu sua interferência na Polícia Federal para que a decisão de manter Lula preso fosse seguida pela corporação. O ex-ministro disse que não atendeu ao pedido para preservar a independência do três poderes brasileiros.

“Eu retruquei para ele. Disse: ‘Doutor Thompson Flores, me permita, eu não posso fazer isso. Eu sou o ministro da Segurança Pública, mas eu não posso fazer isso. O senhor na pressa talvez tenha se esquecido, é normal. Mas de fato isso está totalmente sob o controle do Judiciário e qualquer ação minha pode ser imputado a mim obstrução à Justiça.’ Ele entendeu, claramente e rapidamente. E entrou em contato com [Maurício] Valeixo [ex-superintendente da PF no Paraná]”, relatou o ex-ministro.

Comentários Facebook
Continue lendo

Política Nacional

Wajngarten passou a receber mais da Universal depois que assumiu a Secom

Publicado


source
Wajngarten arrow-options
Carolina Antunes/PR

Fábio Wajngarten, chefe da Secretaria de Comunicação

A FW Comunicação, empresa do chefe da Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência), Fabio Wajngarten, passou a receber mais financiamento da Igreja Universal do Reino de Deus, com a qual já possuía contrato, após Wajngarten assumir o cargo no governo Bolsonaro. Ao mesmo tempo, a TV Record, que pertence ao bispo Edir Macedo da Universal e é favorável ao governo, começou a receber mais verba da Secom.

Leia também: Após abertura de inquérito, Bolsonaro defende chefe da Secom: “Não é criminoso”

O chefe da Secom e sua empresa estavam sendo julgado por conflito de interesse pela Comissão de Ética Pública da Presidência. Uma planilha com os contratos e remunerações da FW foi entregue na terça-feira (18) pela defesa de Wajngarten para a Comissão. No mesmo dia, o caso foi arquivado, sem a abertura de uma investigação .

A planilha mostra que a empresa de Wajngarten passou a receber 36% mais da Universal após ele assumir o cargo na Secom. Antes de abril de 2018, quando ele foi nomeado, a empresa recebia R$ 25,6 mil por mês. A partir de maio, a remuneração subiu para R$ 35 mil.

A partir de maio, a TV Record , de Edir Macedo, também teve aumento da verba publicitária da Secom, que decide onde serão veiculadas as propagandas oficiais do governo. Outras clientes da FW também passaram a ter maior investimento do governo, como a Band e o SBT. Todas são pró-governo.

Leia também: Chefe da Secom propõe transferir empresa para esposa

A Comissão de Ética Pública da Presidência alega que não há conflito de interesse em Wajngarten ser chefe da Secom e sócio de uma empresa que tem como clientes emissoras que também recebem verba do governo. O conflito de interesses proíbe o  “exercício de atividade que implique a prestação de serviços ou a manutenção de relação de negócio com pessoa física ou jurídica que tenha interesse na decisão do agente público”.

Comentários Facebook
Continue lendo

Política Nacional

PGR não vê motivos suficientes para impeachment de Weintraub

Publicado


source

O vice-procurador geral da República José Bonifácio Borges de Andrada enviou ao Supremo Tribunal Federal nesta quinta-feira, 20, manifestação pelo indeferimento da denúncia por crime de responsabilidade apresentado por um grupo de deputados e senadores contra o ministro da Educação, Abraham Weintraub .

Leia também: Brasil sem fiscalização noturna em aeroportos contra coronavírus

Abraham Weintraub arrow-options
Geraldo Magela/Agência Senado

Abraham Weintraub

No documento, José Bonifácio Andrada indicou que os parlamentares não têm legitimidade para apresentar acusação por crime de responsabilidade contra ministros em casos que não há conexão com atos do presidente da República.

A denúncia contra Weintraub foi oferecida pelos deputados Alexandre Frota, Ariel Bark, Danilo Cabral, Fabiano Tolentino, Felipe Rigoni, Israel Batista, João Henrique Campos, Joenia Carvalho, Marcelo Calero, Maria do Rosário, Maria Margarida Salomão, Maria Perpétua de Almeida, Rafael Huete da Motta, Raul Jean Louis Henry Junior, Reginaldo Lázaro de Oliveira Lopes, Rodrigo Agostinho Mendonça e Tabata Amaral. Além deles, assinaram a peça os senadores Alessandro Vieria e Fabiano Cantarato.

O documento foi elaborado com base na radiografia realizada no Ministério da Educação por uma comissão da Câmara que indicou paralisia tanto no planejamento quanto na execução de políticas públicas por parte da pasta comandada por Weintraub.

No pedido de abertura de processo, os parlamentares apontaram a “ineficiência do ministro da Educação quanto à gestão das políticas de alfabetização” e destacaram a “omissão” do Ministério da Educação no uso de R$ 1 bilhão resgatados pela Lava Jato. Destacaram ainda, “para além da inobservância do dever de transparência, a atuação desidiosa e negligente do ministro como autoridade responsável pela condução do Enem”.

A denúncia também argumentava que Weintraub se manifesta publicamente, principalmente por meio das redes sociais, “de maneira incompatível com a dignidade, honra e decoro do cargo”.

Leia também: Polícia apreende submarino do tráfico com cinco toneladas de drogas

Ao avaliar o pedido, o vice-procurador indicou que a denúncia imputa ao ministro condutas autônomas, não conexas com infrações de mesma natureza cometidas pelo presidente, e sendo assim, a legitimidade ativa para acusação é do Ministério Público.

“A ilegitimidade ativa dos requerentes é prejudicial que obstaculiza a análise da linha argumentativa desenvolvida na denúncia e consequente iniciativa de adoção de medidas apuratórias no âmbito do Supremo Tribunal Federal, a fim de submeter o agente político requerido a um processo de responsabilização, no caso, por crime de responsabilidade”, escreveu Andrada.

Comentários Facebook
Continue lendo

Nova Xavantina

Policial

Política MT

Mato Grosso

Mais Lidas da Semana