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Política Nacional

“Maior panelaço da quarentena” é marcado pela esquerda para 31 de março

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Panelaços contra Bolsonaro ocorrem desde a semana passada arrow-options
Wikimedia Commons/Francis Bourgouin

Panelaços contra Bolsonaro ocorrem desde a semana passada

Partidos de esquerda, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e estudantes agendaram para a próxima terça-feira (31) o que eles chamaram de “maior panelaço da quarentena”. O manifestação, feita das janelas de casas e apartamentos já que a maior parte do Brasil está em isolamento devido ao coronavírus, será em defesa do SUS e da democracia. 

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Os partidos de esquerda que apoiaram o panelaço foram o PT, PSOL e PCdoB. As lideranças desses partidos realizaram reunião por videoconferência nesta terça-feira (24) com o MST, o MTST e a União Nacional dos Estudantes (UNE). Alguns líderes de centrais sindicais também participaram.

O grupo também planeja lançar um abaixo-assinado pedindo a taxação de fortunas com o objetivo de arrecadar recursos para o sistema de saúde . Pelos cálculos realizados por eles, seria possível captar R$ 50 bilhões por meio de tributos. Segundo eles, esse valor seria maior do que se os fundos partidário e eleitoral fossem arrecadados para ajudar na crise gerada pelo coronavírus.

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Atos contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) estão ocorrendo diariamente desde a semana passada em capitais brasileiras. Entre as lideranças políticas que participaram da reunião chamando pelo panelaço na quarentena estão: Gleisi Hoffman, presidente do PT, Juliano Medeiros, do PSOL, e Guilherme Boulos, do MTST.

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Política Nacional

Câmara aprova liberação de medicamentos sem registro em pandemia

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Agência Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (1º) projeto de lei que estabelece o prazo de 72 horas para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar a distribuição e importação de materiais, medicamentos, equipamentos e insumos da área de saúde registrados por autoridade sanitária estrangeira e autorizados à distribuição comercial em seus respectivos países. 

Câmara dos Deputados arrow-options
Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

A matéria segue para o Senado e terá validade enquanto durar a emergência em saúde provocada pela pandemia da Covid-19

Os produtos devem estar relacionados ao combate ao novo coronavírus e devem ser validados por autoridades estrangeiras. A matéria segue para o Senado e terá validade enquanto durar a emergência em saúde provocada pela pandemia da Covid-19.

O relator da proposta, deputado Hiran Gonçalves (PP-RR), incluiu a obrigação do médico instruir o paciente sobre o uso do medicamento. Pelo texto, o profissional deve informar que o produto ainda não tem aprovação da Anvisa e foi liberado por ter sido registrado por autoridade sanitária estrangeira.

“Neste momento em que inúmeras instituições de todo o mundo trabalham no desenvolvimento de novos medicamentos, testes, exames, aparelhos respiradouros e outros produtos e equipamentos para o combate efetivo da pandemia de covid-19, precisamos que a liberação desses produtos tenha a velocidade que a gravidade da situação requer”, argumentou o relator.

A regra não inclui as autorizações voltadas meramente à exportação. Segundo o texto, os produtos sem registro na agência brasileira poderão ser usados por brasileiros desde que validados por uma das seguintes agências: Food and Droug Administration, dos Estados Unidos; European Medicine Agency, da Europa; Pharmaceuticals and Medical Devices Agency, do Japão; National Medical Products Administration, da China.

Novas Medidas

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) voltou a pedir medidas para setores impactados pelas restrições em virtude do coronavírus e que ainda não foram contempladas em ações do governo federal. 

“Como não há um pacote completo, os setores se sentem não atendidos e procuram pelos seus representantes para apresentar soluções específicas. Isso fazia sentido lá atrás, quando se começou a fechar o shopping, bares, companhias aéreas. É óbvio que o melhor caminho é que nós tivéssemos recebido um pacote único onde todas as frentes fossem representadas. Não foi assim”, afirmou.

Maia apontou o setor aéreo, shopping centers e bares e restaurantes como áreas que, até o momento, não foram beneficiadas por nenhum tipo de política pública e têm sido prejudicados com as medidas de isolamento social que restringem a circulação de pessoas em todo país. Para o deputado, há um atraso por parte do governo na edição de medidas provisórias que assegurem o socorro econômico a esses setores e à parte da população que também não foi incluída em outras ações.

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Supremo dá 48 horas para Bolsonaro informar medidas contra a Covid-19

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Ministro do STF Alexandre de Moraes arrow-options
Rosinei Coutinho/STF

Ministro do STF Alexandre de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (1º) que o presidente Jair Bolsonaro que preste em até 48 horas informações sobre as medidas adotadas para combater o avanço do n ovo coronavírus (Sars-CoV-2).

Moraes determinou o envio das informações com base em uma ação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que Bolsonaro siga o protocolo da Organização Mundial de Saúde (OMS), respeite as determinações dos governadores e não interferira na atuação do Ministério da Saúde.

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“Diante da relevância da matéria suscitada, determino sejam solicitadas, com urgência, informações sobre o objeto da presente arguição, a serem prestadas pelo presidente da República no prazo de 48 (quarenta e oito) horas”, escreveu o ministro Alexandre de Moraes na decisão.

Em discurso em rede nacional nesta terça-feira (31), Bolsonaro diminuiu o tom em relação à Covid-19 , mas voltou a defender que a economia também precisa estar na prioridade do governo federal.

“Por um lado, temos que ter cautela e precaução com todos, principalmente junto aos mais idosos e portadores de doenças pré-existentes. Por outro, temos que combater o desemprego que cresce rapidamente, em especial entre os mais pobres”, afirmou.

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Ministério de Damares recomenda “trabalho virtual a profissionais do sexo”

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Ministra Damares Alves arrow-options
Foto: Agência Brasil

Ministra Damares Alves

Uma cartilha do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, de Damares Alves, recomenda o trabalho virtual a “profissionais do sexo” durante a pandemia do Covid-19. O material foi divulgado nesta quarta-feira e  pode ser conferido no site da pasta. 

A cartilha ainda se opõe à retomada das atividades defendida por Jair Bolsonaro e diz que é “importante manter o isolamento social”.

Brasil tem 240 mortes e 6.836 casos confirmados de Covid-19

O texto diz que “trabalhadores autônomos, profissionais do sexo e pessoas sem renda fixa infelizmente são mais prejudicados durante as recomendações de quarentena” e sugere: “Mas não é na crise que nascem as boas ideias? Se tiver que trabalhar, converse com seus clientes, tente a opção do serviço virtual”.

De acordo com o ministério, a cartilha é uma iniciativa da Secretaria Nacional de Proteção Global (SNPG) e apresenta informações gerais sobre a prevenção ao Covid-19 e sobre os sintomas da doença.

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O material traz informações voltadas a trabalhadores autônomos, profissionais do sexo, pessoas que trabalham em bares e boates e para aqueles que possuem HIV ou outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

“Esse material é uma produção da SNPG no sentido de orientar e auxiliar a população para a prevenção e as atitudes em relação a essa pandemia. A importância da prevenção, diante de todas as problemáticas que a população LGBT vive, na questão da vulnerabilidade, da dificuldade em relação a outras situações sociais e da própria saúde da população LGBT”, explicou a diretora do Departamento de Promoção de Direitos LGBT, Marina Reidel.

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