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Política Nacional

Ministros do TSE consideram adiar eleições, mas descartam prorrogar mandatos

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Eleições municipais podem ser adiadas em razão do novo coronavírus arrow-options
Senado Federal/Divulgação

Eleições municipais podem ser adiadas em razão do novo coronavírus


O adiamento das eleições municipais , marcadas para outro deste ano, está sendo discutido entre os ministros do Tribunal Superior Eleitoral ( TSE), conforme revelou Luis Roberto Barroso , ministro que assume a corte em maio, em entrevista ao jornal O Globo. A discussão entrou em pauta devido à pandemia do novo coronavírus .

A decisão sobre manter ou não a data das eleições deve ser tomada entre o fim de maio e o início de junho. Na análise dos ministros, caso adiamento se faça necessário, o mais provável é que o limite para uma nova data seja dentro do mês de dezembro.

“A saúde pública, a saúde da população é o bem maior a ser preservado. Por isso, no momento certo será preciso fazer uma avaliação criteriosa acerca desse tema do adiamento das eleições. Mas nós estamos em abril. O debate ainda é precoce. Não há certeza de como a contaminação vai evoluir. Na hipótese de adiamento, ele deve ser pelo período mínimo necessário para que as eleições possam se realizar com segurança para a população. Estamos falando de semanas, talvez dezembro”, afirmou Luís Roberto Barroso .

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O principal motivo para a preocupação em evitar um adiamento muito longo é o fato de que, se isso acontecer, mandatos de prefeitos e vereadores terão que ser prorrogados. Essa possibilidade não é bem vista por Barroso.

“A ideia de prorrogação de mandatos dos atuais prefeitos e vereadores até 2022 não me parece boa. Do ponto de vista da democracia, a prorrogação frauda o mandato dado pelo eleitor, que era de quatro anos, e priva esse mesmo eleitor do direito de votar pela renovação dos dirigentes municipais. Se for inevitável adiar as eleições, o ideal é que elas sejam ainda este ano, para que não seja necessária a prorrogação de mandatos dos atuais prefeitos e vereadores”, avaliou o ministro.

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Política Nacional

Em São Paulo, líderes comunitários têm cargos em gabinetes dos “irmãos Tatto”

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homem de terno e gravata falando em microfone
Alex Ferreira / Câmara dos Deputados

Jilmar Tatto

A influência dos irmãos de Jilmar Tatto, pré-candidato do Partido dos Trabalhadores à prefeitura de São Paulo, em comunidades da capital pode ser um ponto positivo para as eleições de 2020. Um levantamento publicado pelo jornal Folha de S.Paulo na manhã desta segunda-feira (25), mostra que pelo menos oito líderes e pessoas atuantes em associações comunitárias foram identificadas como funcionários de gabinetes do PT.

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A “família tatto” é formada por dez irmãos, cinco deles com mandatos eletivos pelo Partido dos Trabalhadores. Além de Jilmar, que é pré-candidato à prefeitura, Arselino (vereador), Jair (vereador), Enio (deputado estadual) e Nilto (deputado Federal) formam o “clã” político que atua majoritariamente na região da Capela do Socorro.

A reportagem, dos jornalistas Fábio Zanini e Carolina Linhares, detectou que o líder comunitário da Capela do Socorro, Robson de Oliveira, exerce um cargo de assessor no gabinete do pré-candidato do PT e recebe um salário bruto de R$4,1 mil a ser cumprido a cerca de 25 km de onde mora.

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Robson garantiu que consegue dividir bem as funções e que, apesar de manter a associação na qual trabalha neutra, ele indica que moradores votem no partido, que, segundo ele, é o único que “não aparece só em ano de eleição”.

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Além de Robson, a reportagem também identificou que Claudislei Barbosa de Oliveira, membro da Associação dos Moradores do Jardim Miriam e Marcos Rogerio Lerois, tesoureiro da Sociedade Amiga e Esportiva do Jardim Copacabana, têm cargos na primeira-secretaria da Alesp e no gabinete de Enio. 

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Política Nacional

Partido de Mourão, PRTB cria agenda em busca de bolsonaristas decepcionados

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Mourão
Isac Nóbrega/PR

Vice-presidente Hamilton Mourão


O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), presidido por Levy Fidelix, tem atualmente um representante no segundo posto mais importante do Executivo Federal, o vice-presidente Hamilto Mourão. O partido se define como “a verdadeira direita brasileira” e atualmente busca promover uma agenda anticorrupção para se aproximar do eleitorado antes bolsonarista , que está decpecionado com a condução do governo, que perdeu o principal porta-voz desta pauta – o Ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro – e que passou a se aliar a partidos com histórico vasto de corrupção , os componentes do chamado centrão .

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Levy Fidelix expõe a intenção de atrair o eleitorado que ficou ” órfão “de Bolsonaro após as mais recentes denúncias de interferência política na PF para blindar os filhos e aliança com o centrão para barrar a abertura de um processo de impeachment.

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“Nosso principal projeto é a limpeza na área de corrupção. Pode-se fazer algo com mais consistência”, diz Levy Fidelix em declaração publicada na Veja.  Parte da estratégia do cacique do PRTB é atrair os deputados envolvidos no racha do PSL, partido pelo qual Bolsonaro se elegeu. A chegada de deputados que hoje sã desafetos do presidente garante ao partido representação na Câmara, que hoje não existe, além de garantir uma fatia do fundo eleitoral. Levy pretende atrair ao menos 10 deputados.

As eleições municipais de 2020 serão o teste do plano do PRTB , que atualmente não conta com nenhum deputado, senador ou prefeito eleito em capital. O partido estima eleger entre 4 e 6 prefeitos em capitais este ano, doze em cidades médias e aproximadamente 1.500 vereadores. Para viabilizar o plano, o PRTB deve dobrar o número de candidaturas de vereadores em relação a 2016, que teve 6.500 candidatos. O próprio Levy Fidelix será candidato este ano na disputa pela prefeitura de São Paulo. 


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Política Nacional

Prefeito de Manaus: Bolsonaro sonha ser ditador, mas é muito estúpido para isso

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Virgílio
Reprodução/CNN

Em entrevista, Virgílio afirmou que Bolsonaro é cúmplice das mortes causadas pelo novo coronavírus

Um dos alvos de Jair Bolsonaro na reunião ministerial que teve as imagens divulgadas na última semana, Arthur Virgílio Neto, prefeito da cidade de Manaus (AM), afirmou que o presidente é co-responsável pelas mortes causadas pela Covid-19 no Brasil e deveria “calar a boca, ficar em casa e trabalhar”.

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Em entrevista à CNN, Virgílio afirmou que o sonho de Bolsonaro “é ser um ditador, mas é muito estúpido para isso”. Além disso, afirmou que o presidente deveria renunciar porque não governa o Brasil: “por favor, cale a boca, fique em casa e trabalhe”.

A resposta do prefeito acontece dias depois da divulgação do vídeo da reunião em que Bolsonaro o chamou de “pedaço de m…” por tentar utilizar a pandemia em causa própria.

Sobre as imagens, Virgílio afirmou que a linguagem utilizada pelo presidente o lembrou de uma antiga experiência que teve na cidade de Nova York, nos EUA, e do modo de falar de “cafetões e prostitutas”.

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“A maioria da população escuta o que Bolsonaro diz, e isso se comprova pelo fato de que Manaus não parou. Ele é cúmplice das mortes por coronavírus no Brasil. Não sei dizer como um homem com qualificações tão baixas pode ter se tornado presidente de um país com 210 milhões de pessoas”, finalizou Virgílio.

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