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Política Nacional

Mourão defende isolamento e diz que posição do governo “é uma só”

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Romério Cunha/VPR

Vice-presidente Hamilton Mourão

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão , defendeu nesta quarta-feira (25) medidas de isolamento e distanciamento social , dizendo que a posição do governo federal “é uma só” contra o novo coronavírus . O comentário foi feito quando ele foi questionado sobre o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro em rede nacional no qual ele pediu a “volta à normalidade” e o fim do “confinamento em massa”.

Para Mourão, pode ser que o presidente “tenha se expressado de uma forma que não foi a melhor”. O vice-presidente declarou ainda que Bolsonaro está, “por enquanto”, dentro da política sugerida pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Leia também: Presidente não vai me desmoralizar e rasgar meu decreto, diz Caiado

Logo após o pronunciamento de Bolsonaro, ainda na noite terça-feira, houve repercussão negativa de políticos de vários perfis ideológicos. Uma das críticas mais duras veio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse que a fala de Bolsonaro foi “grave” e que o país precisa de uma “liderança séria”.

“Neste momento grave, o país precisa de uma liderança séria, responsável e comprometida com a vida e a saúde da sua população. Consideramos grave a posição externada pelo presidente da República hoje, em cadeia nacional, de ataque às medidas de contenção ao Covid-19”, afirmou o presidente do Senado.

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Política Nacional

“Vírus não escolhe ideologia nem partidos”, diz Doria ao replicar Lula

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Agência Brasil

Governador de São Paulo João Dória

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou em mensagem nas redes sociais na manhã desta quinta-feira (2) que o novo coronavírus “não escolhe ideologias nem partidos” ao replicar o posicionamento do ex-presidente Lula (PT) sobre o papel dos governadores e prefeitos durante a crise na saúde.

Lula citou a medida tomada por Doria para adquirir mais máscaras para o estado de São Paulo confiscando o material de uma fábrica com ajuda da Polícia Civil. “A gente tem que reconhecer que quem tá fazendo o trabalho mais sério nessa crise são os governadores e prefeitos”, disse.

Leia também: Doria questiona incoerência de Bolsonaro: “Em qual presidente devemos confiar?”

Doria publicou a mensagem de Lula na sua própria rede social, afirmando que “não é hora de expor discordâncias” e dizendo que “momento é de foco, serenidade e trabalho para ajudar a salvar o Brasil e os brasileiros”.

A mensagem fez com que o governador se tornasse um dos assuntos mais comentados da rede social ao longo da manhã, despertando desagrado de algumas pessoas, incluindo o vereador Carlos Bolsonaro , que afirmou que os dois eram “bandas que formam a bunda”.

Veja, abaixo, publicação do governador de São Paulo, João Doria :


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Política Nacional

Câmara aprova liberação de medicamentos sem registro em pandemia

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Agência Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (1º) projeto de lei que estabelece o prazo de 72 horas para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar a distribuição e importação de materiais, medicamentos, equipamentos e insumos da área de saúde registrados por autoridade sanitária estrangeira e autorizados à distribuição comercial em seus respectivos países. 

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Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

A matéria segue para o Senado e terá validade enquanto durar a emergência em saúde provocada pela pandemia da Covid-19

Os produtos devem estar relacionados ao combate ao novo coronavírus e devem ser validados por autoridades estrangeiras. A matéria segue para o Senado e terá validade enquanto durar a emergência em saúde provocada pela pandemia da Covid-19.

O relator da proposta, deputado Hiran Gonçalves (PP-RR), incluiu a obrigação do médico instruir o paciente sobre o uso do medicamento. Pelo texto, o profissional deve informar que o produto ainda não tem aprovação da Anvisa e foi liberado por ter sido registrado por autoridade sanitária estrangeira.

“Neste momento em que inúmeras instituições de todo o mundo trabalham no desenvolvimento de novos medicamentos, testes, exames, aparelhos respiradouros e outros produtos e equipamentos para o combate efetivo da pandemia de covid-19, precisamos que a liberação desses produtos tenha a velocidade que a gravidade da situação requer”, argumentou o relator.

A regra não inclui as autorizações voltadas meramente à exportação. Segundo o texto, os produtos sem registro na agência brasileira poderão ser usados por brasileiros desde que validados por uma das seguintes agências: Food and Droug Administration, dos Estados Unidos; European Medicine Agency, da Europa; Pharmaceuticals and Medical Devices Agency, do Japão; National Medical Products Administration, da China.

Novas Medidas

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) voltou a pedir medidas para setores impactados pelas restrições em virtude do coronavírus e que ainda não foram contempladas em ações do governo federal. 

“Como não há um pacote completo, os setores se sentem não atendidos e procuram pelos seus representantes para apresentar soluções específicas. Isso fazia sentido lá atrás, quando se começou a fechar o shopping, bares, companhias aéreas. É óbvio que o melhor caminho é que nós tivéssemos recebido um pacote único onde todas as frentes fossem representadas. Não foi assim”, afirmou.

Maia apontou o setor aéreo, shopping centers e bares e restaurantes como áreas que, até o momento, não foram beneficiadas por nenhum tipo de política pública e têm sido prejudicados com as medidas de isolamento social que restringem a circulação de pessoas em todo país. Para o deputado, há um atraso por parte do governo na edição de medidas provisórias que assegurem o socorro econômico a esses setores e à parte da população que também não foi incluída em outras ações.

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Política Nacional

Supremo dá 48 horas para Bolsonaro informar medidas contra a Covid-19

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Rosinei Coutinho/STF

Ministro do STF Alexandre de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (1º) que o presidente Jair Bolsonaro que preste em até 48 horas informações sobre as medidas adotadas para combater o avanço do n ovo coronavírus (Sars-CoV-2).

Moraes determinou o envio das informações com base em uma ação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que Bolsonaro siga o protocolo da Organização Mundial de Saúde (OMS), respeite as determinações dos governadores e não interferira na atuação do Ministério da Saúde.

Leia também: Brasil tem 240 mortes e 6.836 casos confirmados de Covid-19

“Diante da relevância da matéria suscitada, determino sejam solicitadas, com urgência, informações sobre o objeto da presente arguição, a serem prestadas pelo presidente da República no prazo de 48 (quarenta e oito) horas”, escreveu o ministro Alexandre de Moraes na decisão.

Em discurso em rede nacional nesta terça-feira (31), Bolsonaro diminuiu o tom em relação à Covid-19 , mas voltou a defender que a economia também precisa estar na prioridade do governo federal.

“Por um lado, temos que ter cautela e precaução com todos, principalmente junto aos mais idosos e portadores de doenças pré-existentes. Por outro, temos que combater o desemprego que cresce rapidamente, em especial entre os mais pobres”, afirmou.

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