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Saúde

“Não serve para nada”, diz cientista sobre testes rápidos para Covid-19

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Foto: Bruno Concha/Fotos Públicas

De acordo com cientista, testes rápidos para a Covid-19 devem ser evitados

A bióloga e microbiologista Natalia Pasternak foi incisiva ao afirmar que os testes sorológicos rápidos para Covid-19 , popularmente vendidos em farmácias, “não servem para nada” e “podem gerar resultados falsos positivos ou negativos” para a doença.

“O teste não vai dizer se você tem o vírus, ele só vai dizer se você teve vírus no passado, gerando anticorpos . Mesmo assim, isso só vai acontecer se ele for bom o suficiente e, em geral, a qualidade deles é duvidosa”, afirmou a pesquisadora, destacando que a sensibilidade dos testes “é baixa e pode gerar muitos erros”.

A cientista, que foi entrevistada nesta segunda-feira pelo programa Roda Viva, reforçou ainda que o teste mais confiável é do tipo RTPCR , que é pouco disponível no Brasil – contexto considerado.

“É grave a gente não ter os testes de RTPCR disponíveis principalmente para profissionais de saúde para fazer diagnóstico , porque esse é o teste que faz o diagnóstico. (…) Isso foi uma escolha do ‘desgoverno federal’, que não comprou os insumos e não distribuiu para os estados e municípios. Isso deveria ter sido feito pelo Ministério da Saúde. Então temos uma subnotificação, porque não se testa o suficiente”, criticou Pasternak.

Natalia Pasternak é fundadora e primeira presidenta do Instituto Questão de Ciência, doutora em microbiologia pela Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora do Instituto de Ciências Biomédicas da USP.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Cientistas pedem à OMS que reavalie transmissão da Covid-19 pelo ar

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Agência Brasil

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Pixabay/Tumisu

Cientistas apontam que contágio é possível pelo ar

Em uma carta aberta à Organização Mundial da Saúde (OMS), 239 cientistas de 32 países pedem à entidade que reconheça oficialmente o “potencial significativo” de propagação pelo ar do novo coronavírus . De acordo com o texto, a velocidades padrões do ar em ambientes fechados, uma gotícula contaminada pelo vírus é capaz de viajar “dezenas de metros”. Distância que, segundo o grupo, é muito maior em ambientes fechados e sem ventilação.

“Existe um potencial significativo de exposição por inalação a vírus em gotículas respiratórias microscópicas (microgotas) a curtas e médias distâncias (até vários metros, em ambientes fechados e sem ventilação), e defendemos a utilização de medidas preventivas para mitigar esta via aérea de transmissão”, diz o texto.

O grupo cita alguns estudos que apontam “sem qualquer dúvida” que os vírus são liberados durante a exalação, conversa e tosse em microgotas suficientemente pequenas para permanecerem no ar, representando risco de exposição a distâncias superiores a 2 metros (m) de um indivíduo infectado. Por este motivo, pedem que OMS revise os parâmetros de transmissão e cuidados para a prevenção de contágio do novo coronavírus.

De acordo com a carta, publicada na página da Sociedade de Doenças Infecciosas da América, da Universidade de Oxford, na Inglaterra, em velocidades típicas de ambientes fechados, uma gota de 5 micrômetros [cada micrômetro equivale a 1 milionésimo de metro ou à milésima parte do milímetro] viajará dezenas de metros, distância muito maior do que em ambientes abertos, e se instalará a uma altura de 1,5 m do chão.

O texto lembra que organismos internacionais e nacionais concentram suas orientações na lavagem das mãos, na manutenção do distanciamento social de 2m e nas precauções contra as gotículas – procedimentos que, de acordo com o texto, são “apropriados, porém insuficientes para fornecer proteção contra microgotas respiratórias portadoras de vírus liberadas para o ar por pessoas infectadas”.

“Seguindo o princípio da precaução, temos de abordar todas as vias potencialmente importantes para retardar a propagação da covid-19”, acrescenta o grupo de cientistas ao listarem uma série de medidas que devem ser tomadas para evitar a transmissão por via aérea: “Na nossa avaliação coletiva existem provas mais do que suficientes para que o princípio da precaução seja aplicado. A fim de controlar a pandemia, enquanto se aguarda a disponibilidade de uma vacina, todas as vias de transmissão devem ser interrompidas”.

Medidas sugeridas

Entre as medidas sugeridas está a “ventilação suficiente e eficaz” de ambientes internos, por meio de ar exterior limpo, de forma a minimizar a recirculação, como equipamentos de ar-condicionado, “particularmente em edifícios públicos, ambientes de trabalho, escolas, hospitais, e lares de idosos”.

Os cientistas sugerem também trocar a ventilação de ar-condicionado, por exaustores e filtros de ar de alta eficiência, além de luzes ultravioleta germicidas.

Por fim, sugerem que se evite aglomeração de pessoas, particularmente em transportes públicos e edifícios públicos.

“Tais medidas são práticas e muitas vezes podem ser facilmente implementadas; muitas não são dispendiosas. Por exemplo, passos simples como a abertura de portas e janelas podem aumentar dramaticamente as taxas de fluxo de ar em muitos edifícios”, complementam os especialistas na carta aberta.

Os cientistas finalizam o documento com um alerta de que, ao implementarem as atuais recomendações de distanciamento de 2 m, as pessoas podem pensar que estão totalmente protegidas, quando, na realidade, “são necessárias intervenções aéreas adicionais para uma maior redução do risco de infecção”.

Este assunto é de grande importância no momento em que vários países estão reabrindo estabelecimentos comerciais e flexibilizando o isolamento social, com as pessoas voltando aos locais de trabalho e estudantes voltando às escolas, faculdades e universidades, alertam os cientistas.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Mortes por Covid-19 chegam a 16,4 mil em São Paulo

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Pixabay

Secretaria estadual atualiza os dados sobre Covid-19 em São Paulo

Em boletim atualizado nesta terça-feira (7), a secretaria de Saúde de São Paulo informou que existem 16.475 óbitos causados pela Covid-19 no estado. De acordo com o centro de contingência da dença, a projeção até a metade do mês é de 18 mil a 23 mil óbitos em São Paulo.

Existem ainda 332.408 casos confirmados da doença. Na segunda-feira a secretaria apontou uma estabilidade da doença, baseando-se no número de mortes. Apesar disso, o governador João Doria ressaltou que a boa notícia não deve significar um aval para desrespeitar as regras de isolamento social .

“Apenas respeitando a medicina nós conseguiremos vencer a pandemia”, afirmou. Os casos recuperados e notificados são 194,9 mil envolvendo pacientes que não necessariamente foram hospitalizados.

A secretaria ainda informa que, no momento, 5.618 pacientes são tratados em enfermarias e 8.267 são casos graves, em unidades de terapia intensiva (UTI) . A ocupação dos leitos de UTI em todo o estado é de 64,3% já na região metropolitana de São Paulo, o índice é de 63,4% de ocupação.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Brasil participa de testes de duas vacinas promissoras contra a Covid-19

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Pesquisadora trabalha no desenvolvimento de vacina contra o novo coronavírus (Sars-Cov-2)
Reprodução/AstraZeneca

Pesquisadora trabalha no desenvolvimento de vacina contra o novo coronavírus (Sars-Cov-2)

Nesta segunda-feira (06), o governo de São Paulo anunciou que os testes da vacina contra o novo coronavírus que o Instituto Butantan e o laboratório chinês Sinovac estão desenvolvendo vão começar no dia 20 de julho em cinco estados. Mas essa não é a única vacina que está sendo estudada no Brasil. Também está sendo testada no país — em São Paulo e no Rio — uma outra desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, apontada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a mais avançada até o momento.

No fim de junho, a OMS afirmou que a vacina ChAdOx1 nCoV-19, produzida pela Universidade de Oxford em parceria com a empresa AstraZeneca Brasil Ltda, é a “mais avançada” do mundo” em termos de desenvolvimento” e lidera a corrida por um imunizante contra a Covid-19. A fórmula está sendo testada no Brasil e na África do Sul após testes bem sucedidos no Reino Unido.

O Ministério da Saúde já afirmou que vai apoiar a iniciativa com dois mil voluntários soronegativos, que não entraram em contato com a doença. Em São Paulo, os estudos estão sendo liderados pelo Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A infraestrutura médica e de equipamentos é financiada pela Fundação Lemann. Os primeiros mil voluntários estão sendo recrutados pela Unifesp, e outras mil pessoas farão parte do teste no Rio de Janeiro.

Parceria entre São Paulo e China

Ao todo, nove mil profissionais de saúde poderão ser voluntários no estudo sobre a vacina contra o novo coronavírus que o Instituto Butantan e o laboratório chinês Sinovac estão desenvolvendo juntos. Os testes vão acontecer em cinco estados: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná, além de São Paulo.

A partir da semana que vem, o Instituto Butantan, que fica na cidade de São Paulo, vai começar o recrutamento dos voluntários para os testes da vacina. A inscrição será feita por um aplicativo, que ainda será disponibilizado. De acordo com o diretor da instituição paulista, Dimas Covas, a expectativa é de que uma análise preliminar dos resultados ocorra ainda em 2920. E, caso a vacina seja bem-sucedida, sua disponibilização ocorra a partir de meados de 2021.

“No mundo, são 136 vacinas sendo testadas, 12 delas em estudos clínicos. Dessas, três estão na fase 3, a mais avançada. Uma dessas é a que o Butantan fez esse acordo e é uma das que têm grande chance de chegar ao público”, afirmou Covas.

Na fase 2, realizada com mil voluntários na China, foi observada a eficiência da vacina em mais de 90% dos participantes do estudo.

Para participar do estudo, a pessoa terá que estar trabalhando no atendimento de pacientes com Covid, não ter sido infectada pela doença, não participar de outros estudos de vacinas, não estar grávida ou planejar engravidar, não ter doenças instáveis ou que afetam o sistema imunológico e não ter outras alterações que impeçam os procedimentos, como alterações mentais ou distúrbios de coagulação.

Segundo Covas, o governo já reservou 60 milhões de doses da vacinas caso sua eficácia seja comprovada pelos estudos. As doses serão entregues ao Ministério da Saúde, que determinará como será sua distribuição.

Brasil passa de 65 mil mortes pelo coronavírus

Nesta segunda-feira, com 656 mortes pelo novo coronavírus registradas entre domingo e ontem, o Brasil atingiu a marca de 65.556 óbitos. O número de infectados chegou a 1.626.071. Os dados foram divulgados à noite pelo consórcio de veículos de imprensa formado por Extra , O Globo , G1, Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo e Uol a partir do que é divulgado pelas secretarias estaduais de Saúde. O próximo boletim sai nesta terça-feira, às 8h da manhã.

Fonte: IG SAÚDE

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