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No Japão, João Doria garante R$ 1 bilhão em investimentos para São Paulo

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João Doria no Japão arrow-options
Reprodução/Twitter

Governador de São Paulo passou a semana no Japão com a intenção de atrair investimentos para São Paulo

Nesta sexta-feira (20), no último dia da missão Japão, o governador de São Paulo João Doria abriu o seminário Business Opportunities in the State of São Paulo (Oportunidades de Negócios no Estado de São Paulo), e depois reuniu-se com cerca de 20 representantes de empresas que querem ampliar os investimentos no Estado de São Paulo e com outras instituições que estão interessadas em ingressar no mercado paulista.

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“Os resultados foram bastante positivos, como em todas as outras missões que realizamos. Conseguimos viabilizar mais investimentos, mais empregos e melhores perspectivas para investimentos futuros, de médio e longo prazo. Destaco aqui, a Toyota, que fará um aporte de R$ 1 bilhão em São Paulo, que será totalmente efetivado até dezembro de 2020. Serão gerados 300 empregos diretos e outros 3 mil indiretos em Sorocaba e Região”, destacou Doria .

O governador também pontuou a parceria com a NEC Corporation, empresa de tecnologia japonesa, para implantar o sistema de identificação facial no Metrô e na CPTM. “Vamos dar um salto de qualidade, saindo do bilhete de papel para uma tecnologia mais moderna, que vai reduzir a zero as fraudes e oferecer mais qualidade e rapidez aos usuários.”

Além do interesse no programa de desestatização do Governo de São Paulo, que tem 21 projetos de PPP e concessão em andamento, bancos e investidores japoneses querem participar de projetos na área ambiental, que envolvam preservação. “Nos encontros que tivemos com várias empresas nos foram oferecidos suporte, tecnologia e financiamento, de médio a longo prazo, para projetos na área ambiental. Em especial, para despoluição dos rios Tietê e Pinheiros e para reflorestamento e preservação ambiental”, explicou Doria.

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No período da tarde, último compromisso da viagem, a delegação paulista reuniu-se com Katsuhiro Miyamoto, Vice-presidente da Nippon Steel Corporation, empresa de aço com sede em Tóquio.  Durante o encontro, foram apresentados os Polos de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo e a cartela de investimentos disponíveis.

Em maio, o Governo de São Paulo anunciou a criação de 12 polos de desenvolvimento econômico para apoiar empresas que estão ou pretendem se instalar no Estado.  Os polos atuam nos setores de tecnologia; alimentos e bebidas; automotivo; biocombustíveis; couro e calçados; derivados de petróleo e petroquímico; eco florestal; metal-metalúrgico; químico, borracha e plástico; saúde e farmácia; para indústria de papel, celulose e reflorestamento; e têxtil, vestuário e acessórios.


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Covid-19: Pelo 4º dia consecutivo, Brasil registra mais de mil mortes em 24h

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mulher internada com respriador no rosto
Jochen Sand/GettyImages/Creative Commons

Total de mortes por Covid-19 no país é de 35.026 e casos chegam a 645.771


Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde na noite desta sexta-feira, 5, o Brasil registrou 1.005 óbitos causados pela Covid-19 em 24 horas. É o quarto dia consecutivo em que o país registra mais de mil mortos. O total agora é de 35.026. O aumento é de 2,8 %.

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Os dados da pasta apontam ainda que o Brasil tem 645.771 contaminados pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), sendo que 30.830 foram registrados nas últimas 24 horas. O aumento equivale a 4,7 %.

Desde a última quarta-feira, a pasta tem atrasado a divulgação dos dados oficiais da Covid-19 em seu portal. Prevista para às 19h, o levantamento tem sido divulgado às 22h. 

Por meio de nota da assessoria de comunicação, o Ministério da Saúde justificou que os dados são analisados e consolidados pela pasta junto aos gestores locais. O ministério diz ainda que “tem buscado ajustar a divulgação” dos dados publicados dirariamente. 

O formato do boletim epidemiológido sofreu mudanças na noite de hoje. Os números de casos e mortes acumulados no país e por estado não foram somados em sua totalidade. Foram apenas registrados os números das últimas 24 horas. Também não foi registrado o número de óbitos dos últimos três dias.

Por esse motivo, a divulgação dos números foi propositalmente atrasada. O presidente Bolsonaro disse hoje no Palácio da Alvorada que o correto seria divulgar os dados consolidados no dia. ” Ninguém tem que correr para atender a Globo “, disse.O  portal do novo coronavírus do Ministério da Saúde está em manutenção e não disponibilizou os dados de hoje.

tabela epidemiológica do ministério da saúde
Divulgação/Ministério da Saúde

Tabela epidemiológica do Ministério da Saúde de hoje, 5, foi divulgada sem contagem total de número de casos e mortes no país e por estado

Uma estimativa dos números foi divulgada pelo Portal G1 . A rede de comunicação faz apuração própria todos os dias junto às Secretarias de Saúde dos estados. Desde ontem, o  telejornal passa a divulgar seus próprios dados para driblar o atraso do boletim epidemiológico do Ministério da Saúde .

Segundo o jornal Correio Braziliense, o  atraso teria sido pedido pelo próprio presidente Jair Bolsonaro  (sem partido) para boicotar emissora.


Ontem, 4, o Brasil teve recorde de registros em 24 horas pelo terceiro dia consecutivo. Foram  1.473 novos óbitos, o que corresponde a uma morte a cada minuto no dia. O país alcançou o total de 34.021 vítimas fatais, ultrapassando os dados da Itália e se tornando o terceiro país no mundo com maior número de mortes por Covid-19 .

Em relação aos números de casos, o Ministério da Saúde calculou 614.941, sendo que 30.925 foram em 24 horas.

São Paulo segue como epicentro da doença no país, com 8.842 mortes. O Rio de Janeiro se mantém em segundo lugar, com 6.473 óbitos. Apesar dos números crescentes, capitais de ambos os estados sinalizam reabertura.

São Paulo também segue na liderança em número de casos, com 134.565 infectados pelo novo coronavírus. A lista segue com Rio de Janeiro (63.066), Ceará (61.595), Pará (50.960) e Amazonas (47.666).

O estado menos afetado é o Mato Grosso do Sul, que tem registro em 21 mortes e 1.997 casos confirmados de Covid-19 desde o início da pandemia.

Ainda segundo o Ministério da Saúde, 11.977 pacientes com Covid-19  recuperados nas últimas 24 horas.


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Casal de jovens é assassinado com 79 tiros no Rio Grande do Sul

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casal
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Polícia trabalha com hipótese de que caso tenha envolvimento com tráfico de drogas


Um casal de jovens foi executado com 79 tiros na noite de quinta-feira (04), na cidade de Araricá, município do interior a 70 quilômetros de Porto Alegre. A série brutal de disparos tirou as vidas de Adair da Silva, 31 anos, e Karuel Barbosa, 25 anos. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de execução

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De acordo com a prévia das investigações, ao menos quatro criminosos invadiram o condomínio e arrombaram a porta da casa de Adair. Ele e a namorada estavam jogando videogame quando foram baleados. 

Os bandidos fugiram , deixando apenas cartuchos, incluindo alguns de fuzil, para trás. 

A polícia informou que o rapaz já cumpriu pena por porte ilegal de arma de uso restrito e investiga a hipótese de envolvimento dele com o tráfico de drogas . Já Karuel, que trabalhava como modelo e garçonete, não tinha antecedentes criminais.

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Covid-19 agrava violações contra indígenas yanomami, diz estudo

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covid-19
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Se nada for feito para conter a transmissão da covid-19, cerca de 5,6 mil yanomami podem ser infectados


Violações históricas de direitos que já colocavam os povos indígenas em risco tornaram-se questão de saúde pública em meio à pandemia de Covid-19. Os problemas enfrentados pelos yanomami, como desmatamento e ação de garimpeiros em seu território, além de dificuldades no acesso a serviços de saúde de qualidade, se sobrepõem aos riscos da infecção por Covid-19 e deixam esses indígenas mais vulneráveis neste momento.

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Os dados fazem parte de estudo dobre o impacto da pandemia para os yanomami. A sobreposição das violações causadas pelo garimpo e a chegada da covid-19, com seu alto índice de transmissão, pode provocar uma crise humanitária, conforme avalia o estudo.

Segundo o estudo, para os yanomami, o maior risco durante a pandemia tem sido a invasão de suas terras por mais de 20 mil garimpeiros que entram e saem dos territórios indígenas sem nenhum controle. Eles são considerados o principal vetor de transmissão de doenças, incluindo a covid-19, para os mais de 27 mil indígenas dentro do território. A Terra Indígena Yanomami foi homologada em 1992, e a atividade de garimpo nela é ilegal.

Se nada for feito para conter a transmissão da Covid-19, cerca de 5,6 mil yanomami podem ser infectados , considerando apenas as aldeias próximas às zonas de garimpo. Isso representa 40% da população que vive nessas áreas. Mesmo considerando os resultados do estudo referentes aos cenários menos graves de contágio nessas áreas, entre 15% a 19% desses indígenas ainda seriam infectados pela Covid-19, calcula o estudo.

Letalidade

O estudo considerou que a taxa de letalidade entre os yanomami é duas vezes maior do que para não indígenas, levando em conta a maior vulnerabilidade dessa população. A situação dos yanomami é agravada por fatores como moradias coletivas, histórico de morbidade alta por infecções respiratórias e a precária infraestrutura de saúde local. Com isso, a estimativa é que podem morrer de 207 a 896 yanomami em decorrência da Covid-19, ou seja, 6,45% dessa população .

Com 9,6 milhões de hectares e 27.398 indígenas espalhados em cerca de 331 comunidades, a terra indígena yanomami (TIY)- que é a maior do país – se divide entre os estados do Amazonas e Roraima. Metade da população desse território – um total de 13.889 indígenas – mora em comunidades a menos de 5 quilômetros de uma zona de garimpo, que foi a amostra utilizada no estudo.

“Hoje a vida do povo yanomami está correndo risco, isso é um prejuízo muito grande, porque são 20 mil garimpeiros que estão na terra yanomami. Estamos correndo muito risco , é vida yanomami, é saúde, é vida da floresta, destruição, poluição, contaminações de rio por mercúrio, isso que estamos vivendo”, disse Dário Vitório Kopenawa Yanomami, vice-presidente da associação yanomami Hutukara.

Segundo dados da Hutukara, três yanomami morreram de Covid-19 até ontem (4) e há suspeitas que a doença tenha provocado ainda outras três mortes. Até o momento, 55 indígenas que tiveram confirmação para covid-19 e mais 32 estão com suspeita da doença. Os dados oficiais do Ministério da Saúde apontam a morte de três yanomami, 59 casos confirmados e 18 casos suspeitos.

Saúde indígena

Os 37 polos base – equivalentes a postos de saúde para indígenas – que atendem os yanomami têm as piores notas entre os 172 polos estudados em todo o Brasil pelo ISA, de um total de 361 polos no país. Esse resultado reflete a menor disponibilidade de leitos e respiradores e as maiores limitações relacionadas ao transporte de doentes para outras regiões com mais infraestrutura de saúde.

Mesmo que haja transferência dos doentes mais graves, a situação dos estados em que se localizam a TIY não são favoráveis . Com base em dados das secretarias estaduais de saúde, o estudo apontou que Roraima tem 0,72 Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para cada 10 mil habitantes, bem abaixo do estipulado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomenda um mínimo de 3 para cada 10 mil habitantes. Já o Amazonas, que tem a taxa de 1,24 leito por 10 mil, enfrenta uma situação de caos sanitário na capital Manaus.

Em relação à morbidade, o relatório demonstra que os yanomami têm alta incidência de doenças que podem agravar a infecção pelo coronavírus. A partir de dados do Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena (Siasi), nos últimos dez anos (2010 a 2019), constatou-se que o número de óbitos por infecções respiratórias agudas aumentou 6% na população entre 0 a 14 anos e 300% na população maior que 50 anos.

Modo de vida

Por razões culturais, a implementação de medidas de isolamento social é um desafio . Os yanomami tem casas compartilhadas, utensílios que circulam entre várias pessoas e a dificuldade de acesso a itens como sabão e álcool em gel. Se uma doença altamente contagiosa, como é a Covid-19, entra na comunidade, é difícil impedir a transmissão.

Eles têm encontrado dificuldade ainda para realizar o ritual funerário com os corpos dentro do seu território, já que o enterro de vítimas da covid-19 segue protocolo do Ministério da Saúde. O assessor do Programa Rio Negro do Instituto Socioambiental, Marcos Wesley, considera o protocolo importante para evitar contaminações, no entanto, ele demonstra preocupação com os reflexos disso entre os yanomami.

Alguns indígenas yanomami já falaram para profissionais de saúde que não aceitarão ser removidos para a cidade, caso necessitem de melhor estrutura para o tratamento da Covid-19. Isso porque eles sabem que, se morrerem na cidade, o corpo não vai regressar para a comunidade para receber o devido ritual funerário. Uma das alternativas que tem sido pensadas por entidades locais é a construção de um crematório em Boa Vista para que, ao menos, as cinzas sejam devolvidas aos parentes.

“Isso é um complicador muito grande, porque quem tem que ir para a cidade são justamente os casos complexos, os casos graves, que precisam de um melhor tratamento. E que, se não tiver essa remoção, a possibilidade de vir a óbito é muito grande. Serão mais óbitos e consequentemente mais contaminação, porque na aldeia não vão ter as condições adequadas para cuidar dos mortos para que ele não contamine”, disse. “As pessoas responsáveis pelo distrito sanitário yanomami tem que ter sensibilidade para isso”.

Dário Kopenawa disse que a comunidade está com dificuldades nessa questão. “A gente reconhece o protocolo do Ministério da Saúde, a gente conhece o protocolo sanitário, a gente conhece o protocolo da OMS, isso a gente contou para os yanomami. Os yanomami sabem que esse corpo não vai voltar [se morrer por Covid-19], então é difícil o yanomami sair em remoção [para tratar] coronavírus”.

Ele destaca que os yanomami tem recorrido a um costume da etnia para se protegeram da contaminação . “A maioria yanomami já foi para o Wãimu – quando a gente fica fugido dentro da floresta, fica mais isolado, distante da comunidade, fica semanas, um mês. Isso está acontecendo hoje na terra yanomami porque eles não querem se contaminar por coronavírus. Esse é um jeito de não se contaminar, de se proteger, isso faz parte da nossa cultura.”

Combate ao garimpo

A alta da cotação do ouro e a crise socioeconômica decorrente da pandemia devem multiplicar a atividade garimpeira no território, segundo avaliação do Instituto Socioambiental. O avanço do garimpo ilegal foi detectado pelo sistema de monitoramento por radar do ISA, o Sirad. Os resultados mostram cerca de dois mil hectares de floresta na TI Yanomami degradados pelo garimpo até março deste ano. Somente em março, são 114 hectares de floresta destruídos por essa atividade.

Para o ISA, a solução é a desintrusão imediata da terra indígena yanomami. “O garimpo é ilegal em terra indígena. O que se faz e que não resolve, embora seja necessário, são missões que vão lá destroem algumas máquinas, prendem alguns garimpeiros e depois de um mês ou menos eles já estão tudo de volta. Uma ação efetiva é coibir os empresários do garimpo, que não estão dentro das terras indígenas, é quem mantém o garimpo”, disse Marcos Wesley.

Ele citou como exemplo a Operação Xawara, da Polícia Federal, realizada em julho de 2012, que conseguiu chegar a esses empresários. Segundo informações da PF na época, no decorrer das investigações, foram identificados cinco grupos criminosos que atuavam para manter o garimpo ilegal, formados por aviadores, empresários ligados ao ramo de joalheria e proprietários de balsas e motores para a extração do ouro.

“A polícia federal ficou meses com serviço de inteligência. Quando fizeram aquilo, foi quando o maior número de garimpeiros saiu da terra yanomami, porque prendeu os empresários, prenderam os aviões, os garimpos não eram mais abastecidos. O pessoal aguentava quanto podia, passada duas semanas, um mês, começaram a sair da terra porque não tinha condição de se manter lá sem equipamento, sem alimentação, sem nada”, disse Wesley.

A Agência Brasil entrou em contato com o Ministério da Justiça sobre a retirada dos garimpeiros e com o Ministério da Saúde sobre os polos de base, mas não obteve retorno até a conclusão da reportagem.

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