A área onde os japoneses moram a mais de 50 anos pertence ao município de Nova Xavantina e depende de autorização do Prefeito Municipal para emissão do titulo de propriedade. A família aguarda a regularização a décadas.
A família da Rosa Japonesa, ocupa a mais de 50 (cinquenta) anos, mediante prévia autorização dos gestores anteriores, uma área que inicialmente era de 3 hectares, localiza as margens do Rio das Mortes ao lado da Praia do Sol, antes conhecida como região do Pomar, onde, segundo declarações da japonesinha Rosa (Masako), o senhor Togoro Tsuitsui, pai da Rosa, recebeu ocupou o imóvel com autorização do então presidente da república General João Batista Figueiredo.
Quando o distrito de Nova Brasília foi elevado a categoria de município o departamento de Terras do recém implantado município de Nova Xavantina mediu a área e entregou para a família dos japoneses a planta e o memorial descritivo do imóvel e o saudoso prefeito Frederico Fernandes assinou uma declaração onde consta que o Município consentia com a permanência da família de Togoro Tsuitsui no imóvel.
A família dos japoneses cultivavam produtos de hortifrutigranjeiros, de onde tiravam o sustento , no entanto, em que pese o grande lapso temporal da ocupação, a Administração Pública nunca regularizou o imóvel em questão. Com o passar dos tempos parte do imóvel foi sendo ocupado por outras pessoas, inclusive vizinhos, e, até mesmo o município de Nova Xavantina tomou parte do imóvel ocupado pela família dos japoneses para abir a estrada Beira Rio e nunca indenizou a família.
O patriarca da família, senhor Togoro Tsuitsui faleceu já a alguns anos, deixando as duas japonesinhas (mãe e filha) desprotegidas, passando a catar lixos pelas ruas da cidade, se tornando alvo de ladrões, o que comoveu a população, que, por meio de contribuições, fizeram uma cerca para proteger a moradia, no entanto, a cerca não cobre a totalidade do imóvel pelo qual a japonesinha Rosa tem direito. Com a morte da genitora da Requerente senhora Shigeko Tsutsui, Masako (a Rosa), passou a morar sozinha, necessitando, ainda mais, do título do imóvel.
Em 2016 o advogado doutor Wande Alves Diniz protocolizou pedido de regularização junto a Prefeitura Municipal, no entanto, até a presente data o Município não respondeu, levando a novo pedido encaminhado ao prefeito João Batista Cebola.