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Novo confronto entre Bope e ladrões de banco em MT tem dois mortos e parte de dinheiro recuperada

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Um novo confronto entre agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e da Força Tática e assaltantes de banco, nesta segunda-feira (21), em Nova Bandeirantes (MT), deixou dois mortos. De acordo com o Bope, os ladrões estavam na mata e reagiram. O roubo de duas agências, com reféns, aconteceu no dia 4 deste mês.

Com eles, a polícia encontrou R$ 43.510 em espécie, que tinham sido levados das agências. O dinheiro foi recuperado.

Dinheiro foi recuperado com assaltantes mortos — Foto: Divulgação

Dinheiro foi recuperado com assaltantes mortos — Foto: Divulgação

As buscas pelos criminosos já dura mais de duas semanas. A estimativa é de que cerca de 20 pessoas participaram do assalto e fizeram mais de 30 pessoas reféns. Os criminosos estavam armados e usavam roupas camufladas.

No dia 10, houve o primeiro confronto durante as buscas e quatro suspeitos do assalto a duas agências bancárias, em Nova Bandeirantes (MT), morreram em confronto com a polícia. Na ocasião, mais de R$ 100 mil também foram recuperados.

A perícia apontou que os mortos no primeiro confronto são: Maciel Gomes de Oliveira, de 37 anos, Luiz Miguel Melek, de 40 anos, Romário Batista de Oliveiram de 35 anos, e Waldeir Porto Costa, de 28 anos.

Duas agências bancárias foram alvos de assaltantes em Nova Bandeirantes — Foto: Divulgação

Duas agências bancárias foram alvos de assaltantes em Nova Bandeirantes — Foto: Divulgação

A Polícia Civil informou que Maciel era de Pernambuco, mas estava morando em Sinop, no norte de Mato Grosso. Ele tinha antecedentes criminais por furto, roubo, tráfico de drogas e porte ilegal de arma. O suspeito chegou a ser preso por tráfico dias antes do assalto, mas foi solto na audiência de custódia.

Waldeir também tinha passagens pela polícia. Ele era do Pará, mas havia se mudado para Mato Grosso há algum tempo e estava morando em Alta Floresta. Os investigadores descobriram que ele usava identidade falsa com o nome de ‘Rodrigo Mota’.

Os policiais também identificaram que o suspeito Romário também tinha passagens por furto e roubo no Piauí. Já Luiz Miguel não tinha passagem pela polícia. Apesar disso, segundo a polícia, todos os mortos no confronto tinham uma relação de amizade. A quadrilha se escondeu em uma região de mata de Nova Bandeirantes.

Com eles, a Polícia Militar recuperou R$ 164.731,25 do dinheiro roubado das cooperativas de crédito Sicredi e Sicoob, alvos dos ataques no dia 4 de junho, e apreendeu roupas militares e armas usadas pelos suspeitos.

De acordo com a PM, durante o assalto que ganhou repercussão nacional, mais de 30 pessoas foram feitas reféns por 10 homens armados que estavam usando roupas camufladas.

Dinheiro foi recuperado pela olícia — Foto: Assessoria

Dinheiro foi recuperado pela olícia — Foto: Assessoria

O confronto

 

Os policiais do Bope foram chamados pela equipe da Força Tática, depois de virem que uma caminhonete branca empreendeu fuga assim que avistou a barreira policial, retornando com o veículo pela Estrada Procomp. A equipe da barreira foi atrás dos suspeitos e avistou pessoas abandonando o carro e correndo em direção à mata.

A Força Tática retornou com a caminhonete abandonada para o ponto da barreira.

Com os suspeitos foram encontradas roupas militares, armas e parte do dinheiro do roubo. As buscas vão continuar até chegar a todos os envolvidos no crime da modalidade de Novo Cangaço.

De acordo com a PM, a equipe do Bope foi surpreendida por tiros e iniciou-se um confronto armado. Quatro suspeitos foram atingidos, foram levados ao Hospital Municipal de Nova Bandeirantes, mas não resistiram aos ferimentos.

Mais de 120 policiais das forças especiais e Bope procuram em mata assaltantes que roubaram dois bancos em Nova Bandeirantes — Foto: Divulgação

Mais de 120 policiais das forças especiais e Bope procuram em mata assaltantes que roubaram dois bancos em Nova Bandeirantes — Foto: Divulgação

Buscas continuam

 

Uma força-tarefa composta por cerca de 120 policiais foi montada para dar sequência às buscas pelos outros assaltantes que atacaram as agências bancárias.

A operação conta com policiais militares do Bope e policiais civis do Grupo de Operações Especiais (GOE) e Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).

Os policiais estão em uma região de mata e já percorreram toda a área rural do município. Em grupos separados, atravessaram locais de difícil acesso e tiveram que passar por rios e córregos.

Assalto na modalidade Novo Cangaço tem reféns em Nova Bandeirantes

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Assalto na modalidade Novo Cangaço tem reféns em Nova Bandeirantes

Assaltos

 

No assalto, ao estilo Novo Cangaço, os criminosos renderam clientes e funcionários, utilizando-os como escudo humano em frente à duas agências de crédito. Alguns reféns foram colocados nas carrocerias das caminhonetes usadas pela quadrilha.

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Mulher que mandou matar marido e amante em MT é condenada a 44 anos de prisão

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Além de Cléia, foram condenados Adriano dos Santos, a 13 anos de prisão, e José Graciliano dos Santos, a 16 anos de prisão, pela participação na morte do amante dela.

Cleia Rosa dos Santos Bueno, acusada de mandar matar o marido dela, Jandirlei Alves Bueno, de 39 anos, e o amante Adriano Gino, de 29 anos, em 2016 e 2017, respectivamente, foi condenada pelo Tribunal do Júri a 44 anos de prisão, no Fórum de Sinop, a 503 km de Cuiabá.
O júri havia sido marcado para fevereiro deste ano, mas foi adiado por causa da pandemia. A decisão foi publicada no Diário da Justiça da última sexta-feira (30).
Além de Cléia, foram condenados Adriano dos Santos, a 13 anos de prisão, e José Graciliano dos Santos, a 16 anos de prisão, pela participação na morte do amante dela.
Ela foi presa em março de 2018 e confessou os crimes. Os dois acusados da execução do amante também confessaram ter matado a vítima depois de terem sido contratados pela mulher.
Eles também indicaram à polícia o local onde tinham enterrado o corpo de Adriano, que foi assassinado com golpes de enxada, em dezembro de 2017.
O veículo oferecido em troca do assassinato foi apreendido pela polícia, na casa de Cléia.
Conforme a ação, os homicídios teriam sidos praticados mediante meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas, já que Jandirlei foi atacado quando estava dentro de casa, por golpes desferidos em seu abdômen, o que o fez agonizar no local por horas. Adriano Gino sofreu diversos golpes de enxada em sua cabeça, estando adormecido em razão de ter sido dopado pelos criminosos, de modo que não foi possível oferecer resistência.
“Assim, todos estes fatos revelam maior ousadia criminosa dos acusados, evidenciando acentuada periculosidade”, diz trecho da ação.
O marido de Cléia, Jandirlei Alves Bueno, de 39 anos, foi assassinado em outubro de 2016. De acordo com a polícia, o crime foi cometido por Adriano a pedido da mulher, de quem era amante. Os dois simularam um latrocínio – roubo seguido de morte – para tentar despistar a polícia.
Jandirlei levou duas facadas no abdômen, foi hospitalizado e morreu dois meses depois.
Conforme a polícia, Cléia queria se separar do marido para ficar com o amante.
Como parte do plano, ela simulou que estava em estado de choque e não soube passar detalhes do que tinha acontecido no dia do suposto assalto à residência do casal. Não informou, por exemplo, as características dos suspeitos.
“Os dois crimes foram motivados por brigas fúteis entre amante e marido. Em relação à morte do marido, ela se mostrou um pouco arrependia. Já o outro crime disse que faria novamente”, disse o delegado Ugo Ângelo Reck de Mendonça, que investigou as mortes na época.
À polícia, a mulher disse que o amante mudou o comportamento depois que passou a morar com ela e começou a ameaçá-la caso se separasse dele.

G1 MT

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Soldado da PM morre após ser agredido com socos e chutes na cabeça em distribuidora; veja vídeo

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O soldado da Políicia Militar de Mato Grosso, Roberto Rodrigues de Souza, morreu na madrugada desta segunda-feira (26), após ser agredido por dois homens com socos e chutes na cabeça, em uma distribuidora, localizada na avenida Mário Andreazza, em Várzea Grande (região metropolitana de Cuiabá). O agente de Segurança Pública teria ido usar o banheiro no estabelecimento, quando houve o desentendimento com os acusados.

Segundo as informações da Polícia Militar, o soldado estava com alguns amigos no carro, quando parou na distribuidora pra usar o banheiro.

No local, o policial teria se desentendido com os dois homens que aparecem no vídeo, onde tiveram início as agressões. Câmeras de segurança mostram que os dois partiram para cima do soldado, que não conseguiu se defender.

Após alguns socos, o policial caiu ao chão e o s criminosos continuaram a chutá-lo, principalmente na região da cabeça. Duas mulheres que os acompanhavam tentaram sem muito sucesso contê-los.

Depois disto, os amigos perceberam a demora e foram até o local, descobrindo o que havia acontecido. O soldado chegou a ser socorrido para o Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande (PSMVG).  Porém, não resistiu aos ferimentos.

Os bandidos fugiram em um Volkswagen Gol e num Chevrolet Ônix. Porém, não foi possível identificar as placas. As imagens das câmeras de segurança devem ajudar os trabalhos investigativos da Polícia Civil.

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Ações investigativas da Polícia Civil levam à prisão 151 pessoas por crimes contra crianças e adolescentes

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As prisões ocorreram durante a operação, realizada de maio e julho em todo o País, coordenada pelo Ministério da Justiça. Em MT, 555 vítimas foram atendidas no período

A Operação Acalento, encerrada em Mato Grosso no fim de semana, prendeu durante o período em que foi realizada, 151 pessoas por crimes praticados contra crianças e adolescentes, entres eles crimes graves como estupro e estupro de vulnerável.

A operação foi realizada pelas Polícias Civis em todos os estados do País, entre os meses de maio e julho, e coordenada pelo Ministério da Justiça, por meio da Secretaria de Operações Integradas. No período, foram presas em todo o País 715 pessoas. As ações foram realizadas em 1.067 cidades.

De acordo com a delegada Mariell Antonini Dias, da Delegacia Especializada da Mulher, Criança e Idoso de Várzea Grande, do número total de prisões, 95 delas foram em flagrante e o restante por mandado expedido pela Justiça. “Os esforços policiais empreendidos na Operação Acalento resultaram no atendimento a 555 vítimas e as equipes realizaram 444 visitas e diligências para checagem de denúncias, apuração de crimes e levantamento de informações”, pontuou a delegada.

Além disso, as unidades da Polícia Civil envolvidas na operação instauraram no período, inquéritos relativos a crimes cujas vítimas são crianças e adolescentes e concluíram outros 202 procedimentos, além da lavratura de 55 Termos Circunstanciados de Ocorrências.

A Polícia Civil de Mato Grosso envolveu nas ações da Acalento todas as Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher do estado, Delegacia Especializada da Criança de Cuiabá e a Gerência Estadual de Polinter e Capturas no cumprimento de mandados em aberto contra pessoas investigadas por crimes praticados contra o público infantojuvenil.

Prisões

Em Sinop, a Delegacia Especializada da Mulher, Criança e Idoso cumpriu a prisão de um homem de 44 anos que foi investigado pelo estupro cometido contra a sobrinha, de nove anos. Ele aproveitava que a criança ficava em casa quando os pais saíam para o trabalho, pulava o muro da residência e a forçava a manter relação sexual com ele. Após a investigação a delegacia representou pela prisão preventiva. Os policiais apuraram que ele buscava sempre estar próximo de crianças.

A Polinter cumpriu no período da operação, 27 mandados contra foragidos da Justiça pelos crimes de estupro e estupro de vulnerável. Uma das prisões foi realizada em Cuiabá contra um homem de 64 anos, que em 2011 abusou da filha adolescente. O crime ocorreu no bairro Jardim Gramado, na Capital.

Outro foragido que foi preso responde a um processo pelo estupro cometido contra as duas filhas, que tinham nove e 10 anos, à época, na região do Pedra 90. Os abusos se repetiram por anos, até que a mais nova das vítimas denunciou o crime ao Conselho Tutelar.

Em Barra do Garças, a Delegacia da Mulher do município cumpriu a prisão de quatro condenados por estupro de vulnerável. Após diligências, os policiais civis localizaram o paradeiro dos foragidos, que foram presos em Sinop.

Na sexta-feira (16), último dia da Operação Acalento, a Delegacia da Mulher de Várzea Grande e a Polinter cumpriram mais duas prisões de investigados por estupro de vulnerável.

Raquel Teixeira/Polícia Civil-MT

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