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Política Nacional

Novo partido não usará fundo partidário sancionado, diz Bolsonaro

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Agência Brasil

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Daniel Marenco / Agência O Globo

Bolsonaro

Novo partido criado pelo presidente Jair Bolsonaro, o Aliança pelo Brasil não usará a verba do fundo partidário de R$ 2 bilhões, sancionado na sexta-feira (17) à noite com o Orçamento de 2020. O presidente deu a declaração durante discurso em evento para mobilizar apoiadores da nova legenda, na Associação Comercial do Distrito Federal, em Brasília.

O presidente justificou que a não sanção do fundo aprovado pelo Congresso poderia implicá-lo em crime de responsabilidade. Ele disse que sancionou o fundo partidário a contragosto, mas assegurou que o Aliança não usará esses recursos para angariar apoiadores nem para disputar as eleições municipais deste ano, caso a legenda consiga levantar assinaturas suficientes para oficializar a criação.

Leia também: Conheça os 14 ‘mandamentos’ do Aliança Pelo Brasil, partido de Bolsonaro

“Temos que agir com inteligência. De vez em quando, recuar. Algumas coisas, eu sanciono contra a minha vontade. Outras, eu veto contra a minha vontade também. O Brasil não sou eu”, disse o presidente à plateia de apoiadores.

Em relação à economia, Bolsonaro disse que manterá a linha liberal, com a diretriz de diminuir o tamanho do Estado. O presidente afirmou que essa não era sua visão no passado, mas disse que, no governo, a cada dia se surpreende ao descobrir a existência de determinados órgãos. Como nos últimos dias, ele reafirmou a defesa da retirada de intermediários no transporte de combustíveis, para reduzir o preço final aos consumidores, e defendeu a venda direta de etanol das usinas para os postos de abastecimento.

O presidente disse que pretende se recandidatar a reeleição em 2022. Segundo ele, se o partido conseguir se mobilizar, pode formar uma bancada de até 100 parlamentares no Congresso daqui a dois anos. Ao fim do evento, centenas de apoiadores distribuíram fichas para coletar assinaturas para a criação da legenda, depois de o presidente deixar o local. Para disputar as eleições de 2020, o partido depende do reconhecimento de pelo menos 492 mil assinaturas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Política Nacional

“Tenho fé em Deus que vou provar que os processos são mentiras”, diz Lula

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Gibran Mendes / CUT Paraná

O ex-presidente Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)  prestou depoimento nesta quarta-feira (19) para a Polícia Federal em Brasília. O petista divulgou  um trecho de sua defesa em seu Twitter nesta quinta (20), em que afirma: “tenho fé em Deus que vou viver para provar que todos os processos contra mim são construções de mentiras”.

Leia também: Ex-presidente do TRF-4 pediu interferência de ministro para manter Lula preso

No trecho que Lula divulgou nas redes sociais, ele defende seu governo e culpa a classe média pelo ódio contra ele. O ex-presidente afirmou que a ascensão da classe baixa teria levado a classe média a se voltar contra ele. 

“A mentira já foi longe demais, não tem uma rota de fuga, não tem como sair dessa mentira”, disse o petista . Lula, que tem 74 anos, afirmou que viveria até os 120 anos para provar que vale a pena acreditar na justiça e na democracia . “Se eu dia eu perder a crença acabou a democracia neste país”.

“Não pode levantar falsidade e condenar as pessoas pelo meio de comunicação”,  declarou. Ele afirmou que as acusações contra ele aparecem primeiro na imprensa, antes mesmo de seu advogado receber. “Eu tenho milhares de notícias do Jornal Nacional mentirosas contra mim”, alegou.

Leia também: Moro pede investigação de Lula sob Lei de Segurança Nacional

“Eu aguardo justiça, eu nasci de uma mãe analfabeta, mas ela me ensinou que caráter a gente não compra”, concluiu. Confira o trecho da defesa que Lula divulgou em seu Twitter: 

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Política Nacional

Bolsonaro assina decreto para envio de Forças Armadas ao Ceará

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Marcos Corrêa/PR

Presidente Jair Bolsonaro assinou decreto de GLO

O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta quinta-feira (20) um decreto que autoriza o envio das Forças Armadas para o Ceará com o o objetivo de combater a crise na segurança que atinge o estado. O decreto de Garantia da Lei e da Ordem foi publicado em uma edição extra do Diário Oficial da União (DOU) e, de acordo com o texto, os militares vão ficar na região até o dia 28.

Pouco antes da publicação do decreto, que também é assinado pelos ministros Fernando Azevedo e Silva (Defesa) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Bolsonaro disse em entrevista em frente ao Palácio da Alvorada, que a missão de militares em uma GLO é semelhante a uma “guerra”.

O estado de Ceará vive uma escalada de tensão e passa por crise na segurança pública depois que policiais militares se amotinaram. A categoria está em greve pelo descontentamento com as propostas de reajuste salarial apresentadas pelo governo local.

Leia também: Ministros do STF criticam greve de policiais no Ceará

De acordo com a Secretaria de Segurança do Ceará, mais de 300 policiais militares do estado já respondem a Inquérito Policial Militar (IPM) e a processos disciplinares por envolvimento no movimento greve.

Após decisão do ministro Sergio Moro, da Justiça e Segurança Pública, tomada nesta quarta-feira (19), tropas da Força Nacional de Segurança se deslocaram para o Ceará nesta quinta.

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Política Nacional

Ex-presidente do TRF-4 pediu interferência de ministro para manter Lula preso

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Juiz Thompson Flores, ex-presidente do TRF-4 arrow-options
Sylvio Sirangelo/TRF-4

Juiz Thompson Flores, presidente do TRF-4

O ex-ministro de Defesa e Segurança Pública, Raul Jungmann , revelou que recebeu pedidos do ex-presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Thompson Flores , para que ele acionasse a Polícia Federal para manter Lula preso em julho de 2018. A revelção foi feita pelo ex-ministro em entrevista ao jornalista Fábio Pannunzio na TV Democracia publicada nesta quinta-feira (20).

Naquele mês, o desembargador plantonista do TRF-4, o desembargador Rogério Favreto, decidiu conceder liberdade ao ex-presidente Lula, que estava preso em Curitiba desde abril. A ordem gerou uma batalha de decisões na Justiça que soltaram e prenderam o petista. O caso só chegou ao fim depois que Flores derrubou a decisão de Favreto e determinou a manutenção da prisão do ex-presidente.

Leia também: Em depoimento, Lula nega favorecimento a montadoras em Medidas Provisórias

Segundo o relato de Jungmann, o então presidente do tribunal pediu sua interferência na Polícia Federal para que a decisão de manter Lula preso fosse seguida pela corporação. O ex-ministro disse que não atendeu ao pedido para preservar a independência do três poderes brasileiros.

“Eu retruquei para ele. Disse: ‘Doutor Thompson Flores, me permita, eu não posso fazer isso. Eu sou o ministro da Segurança Pública, mas eu não posso fazer isso. O senhor na pressa talvez tenha se esquecido, é normal. Mas de fato isso está totalmente sob o controle do Judiciário e qualquer ação minha pode ser imputado a mim obstrução à Justiça.’ Ele entendeu, claramente e rapidamente. E entrou em contato com [Maurício] Valeixo [ex-superintendente da PF no Paraná]”, relatou o ex-ministro.

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