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O “Setembro Amarelo” e a saúde pública

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Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

Neste mês, a campanha Setembro Amarelo visa conscientizar sobre os riscos da depressão, que é uma das principais causas de suicídio. O Brasil é o 8° país com maior número de vítimas, sobretudo entre os jovens. Em Mato Grosso, o número de suicídios aumentou 44% no período de 2015 a 2018, saindo de um total de 150 para 216, de acordo a Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Sabemos que a depressão é considerada o “mal do século”, mas ainda hoje as pessoas que desenvolvem a doença enfrentam várias barreiras para obter ajuda. Há quem diga que é frescura, fraqueza, falta de Deus, o que não é verdade, por isso a saúde pública deve se organizar para prevenir, diagnosticar, acompanhar e tratar adequadamente os pacientes.

Como parlamentar, médico e membro da Comissão da Saúde da Assembleia Legislativa, tenho um compromisso com estas mudanças, por isso três projetos de lei da minha autoria têm o objetivo de melhorar a assistência à saúde mental aos mato-grossenses, dois deles foram aprovados e seguem para sanção do governo, que não pode se furtar à responsabilidade de estruturar a rede.

O Projeto de Lei nº 685/2019 estabelece um protocolo de identificação, cadastro e acompanhamento dos pacientes na saúde pública; já o PL 940/2019 cria um protocolo de monitoramento e acompanhamento de crianças e jovens na rede de ensino; e o PL 970/2019 institui a avaliação psicológica obrigatória durante o pré-natal para detectar precocemente os fatores de risco e encaminhar a gestante a um serviço de aconselhamento e psicoterapia.

Mais de 90% das pessoas que tentam suicídio têm algum transtorno mental, mas as ideias de suicídio são a ponta do iceberg para alguém que não está conseguindo lidar com os problemas. É como se em um determinado momento o “copo transbordasse” diante de um fator estressante, que pode ser a perda do emprego, o nascimento do filho ou o rompimento do relacionamento.

Infelizmente, a saúde pública ainda deixa desejar, pois a saúde mental é deixada de lado em detrimento de outras doenças. Mesmo tendo bons profissionais, faltam psiquiatras na rede devido a baixos salários, estrutura deficitária e falta de medicamentos. Outro agravante é que o Sistema Único de Saúde (SUS) impõe uma conduta médica que o profissional não tem no consultório particular, por exemplo, de atender uma pessoa a cada 10 ou 15 minutos, quando o necessário poderia ser 1 hora.

“É necessário ouvir esse paciente, deixá-lo falar da sua dor”, dizem os especialistas em saúde mental que apontam para um adoecimento coletivo da população e perdas também para a economia. Um relatório de auditoria acerca dos controles na concessão de licenças médicas aos servidores do governo estadual mostrou, por exemplo, que 46% dos afastamentos médicos do ano de 2016 estavam relacionados a transtornos, como ansiedade e depressão.

Os transtornos mentais, como ansiedade e depressão, já representam o 3º motivo de afastamento do trabalho, seguido por dor nas costas e LER/Dort. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), baixos níveis de reconhecimento e falta de acesso a tratamentos geram perdas globais de até 1 trilhão de dólares por ano. No Brasil, mais de US$ 63,3 bilhões (R$ 348 bilhões), segundo levantamento da London School of Economics (LSE). 

Não há outro caminho para resolver o problema a não ser encará-lo, o que neste caso envolve toda a sociedade e principalmente os três níveis de governo: federal, estadual e municipal. Mas A família também precisa se repensar, porque o tratamento para a depressão é multidisciplinar, envolve uma dieta equilibrada e com “comida de verdade”, boa qualidade de sono, um trabalho que seja fonte de satisfação, bons relacionamentos, prática de exercícios físicos, o uso de medicação e uma religião ou espiritualidade.

Com crianças e jovens, uma educação voltada ao “ser” e não ao “ter”, com mais brincadeiras e menos aparelhos tecnológicos pode ajudar muito! Vamos todos avaliar o papel que nos cabe no Setembro Amarelo?

*Dr. Luis Gimenez é deputado estadual. 

Fonte: ALMT

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Podcast Capivara na Faixa estreia com série sobre incêndios no Pantanal

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Foto: Helder Faria

Os incêndios que atingiram o Pantanal este ano são tema dos quatro primeiros episódios do podcast Capivara na Faixa, novo produto de comunicação do Parlamento estadual. A série trará diferentes pontos de vista sobre o acontecimento e contará com cinco convidados.

“Pela dimensão que esse assunto tomou para nós ficou muito claro que era algo que precisava ser discutido com urgência”, justifica a jornalista Larissa Campos, uma das apresentadoras do podcast. O jornalista Eduardo Ferreira completa o time, sendo que cada um é responsável por episódios distintos, mas interligados.

Na estreia, a participação especial é do comandante do Comitê Integrado Multiagências de Mato Grosso (Ciman-MT), tenente-coronel BM Dércio Santos da Silva. O episódio já está disponível em todas as plataformas de áudio, como Spotify, Deezer, Google Podcasts e Apple Podcasts.

O engenheiro florestal Vinícius Silgueiro, do Instituto Centro de Vida, que faz um monitoramento das queimadas é o convidado do segundo episódio. Já o terceiro programa contará com as participações da presidente da Comissão de Defesa dos Direitos dos Animais da OAB/MT, Gláucia Amaral, e do presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do estado, Roberto Renato da Silva. No capítulo final da série, o fotógrafo da revista National Geographic, Izan Petterle, que faz um trabalho documental sobre os incêndios, será o entrevistado.

“Ouvimos os convidados para saber o que precisa ser feito para que um cenário como esse não se repita, para que no futuro o combate seja mais eficaz. E também conversamos com pessoas que estão acompanhando toda a tragédia in loco, foram até lá no Pantanal”, explica Larissa Campos.

Capivara na Faixa – O nome do podcast da Assembleia Legislativa foi inspirado nos roedores que viraram ícone da cultura mato-grossense e que perambulam nos arredores dos parques de Cuiabá. Ano passado, ao sair do Parque das Águas, um grupo de capivaras foi fotografadoe filmado atravessando pela faixa de pedestre e a imagem “viralizou” nas redes sociais, sendo noticiada pelos principais veículos de comunicação. A situação deu nome ao novo canal de comunicação da ALMT, que estará sempre nas “faixas digitais”.

A ideia do programa é proporcionar uma abordagem mais diversificada sobre as pautas, dando voz aos atores envolvidos no tema em questão. Com isso, as pessoas terão acesso a leituras particulares sobre os assuntos para formar uma opinião própria.

Confira o podcast Capivara na Faixa em uma das plataformas digitais. Novos episódios saem toda quarta-feira pela manhã. 

*Com colaboração de Laís Costa Marques

Fonte: ALMT

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Deputado homenageia pioneira e fundadora da rádio Difusora de Cáceres

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Foto: SAMANTHA DOS ANJOS FARIAS

Após encontro com a diretora da rádio Difusora de Cáceres (MT), Maridalva Amaral Vignardi, no início deste mês de outubro, o deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) ficou impressionado pela história de vida relatada pela fundadora do veículo de comunicação e pioneira do município. Deste modo, apresentou na quarta-feira (21), durante sessão plenária, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Moção de Aplausos pelos relevantes serviços prestados por ela na área da comunicação. 

A Rádio Difusora foi inaugurada no dia 1° de maio de 1978, momento que deu início às transmissões por radiofrequência entre os estados de Mato Grosso e Rondônia. Atualmente, a emissora de rádio, que existe há 42 anos, opera em dois canais por meio da Difusora FM (102.3 Mhz) e Nova Difusora FM (97,3 Mhz).

“Estava em Cáceres, pela Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa, e fui à emissora conceder entrevista sobre os trabalhos a serem realizados no município. Fomos agraciados com a receptividade e atenção da senhora Maridalva. Aalém de uma oração que recebemos, tivemos a grata satisfação de conhecer a sua história de vida”, comenta Claudinei. 

Histórico – Inicialmente, os sócios da Difusora envolviam a participação direta de seus familiares, sendo Antônio Ramon do Amaral, Josefina Lopes do Amaral e o seu falecido esposo, Ivo Vignardi. De 1978 para cá, a emissora em seu processo histórico – ganhou força e evolui tanto no aumento e mudança de frequência até a concretização de um novo canal de rádio. 

Maridalva é pioneira da cidade de Cáceres, município que faz divisa com a Bolívia e abrange o bioma pantaneiro. Ela é viúva do ex-sócio diretor, Ivo Vignardi, que faleceu em 2012, tem três filhos e três netos. 

 

Fonte: ALMT

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Deputado Claudinei indica aquisição de EPIs para Penitenciária Central do Estado de MT

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Foto: SAMANTHA DOS ANJOS FARIAS

O deputado estadual Delegado Claudinei (PSL), apresentou na quarta-feira (21), em sessão plenária, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a Indicação n.º 5.043/2020 para a Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp) solicitando a aquisição de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para o Grupo de Intervenção Rápida (GIR), da Penitenciária Central do Estado de Mato Grosso (PCE), em Cuiabá, que conta hoje com cerca de 2.400 reeducandos.

“Este grupo precisa contar com estes equipamentos de proteção.Eles têm uma grande responsabilidade dentro do sistema penitenciário, em que realizam contenções e intervenções rápidas e garantem o restabelecimento da ordem e segurança nos sistemas prisionais de Mato Grosso. É importante ter uma atenção especial a estes servidores da segurança pública”, defende Claudinei.

Equipamentos  – O chefe de operações do Grupo de Intervenção, Roberval Ferreira Barros, conta que os integrantes do GIR utilizam equipamentos que não são voltados para a finalidade principal. “A gente não tem estes equipamentos. Por exemplo, os capacetes não tem proteção facial. Os escudos que devemos usar é o de anti-tumulto. Ele é realmente para impacto e para proteger a equipe. Os equipamentos que a gente tem aqui, são escudos balísticos, não é voltado para a nossa área”, explica o policial penal.

“Agradeço o deputado Claudinei que é da segurança pública e entende desta área. Acho que faltou este posicionamento do governo estadual para ver quem está trabalhando aqui na ponta. Agradecemos a indicação dele, em nome também do nosso diretor e coordenador geral do GIR, Agno Sérgio Ramos”, disse Roberval Barros.

 

 

Fonte: ALMT

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