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Política Nacional

ONGs respondem Bolsonaro sobre doações a entidades: ‘É para continuar, sim!’

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Agência Brasil

Bolsonaro pediu que pessoas não doassem para ONGs

ONGs se reuniram nesta sexta-feira (29) e responderam o presidente Jair Bolsonaro sobre doações a organizações do terceiro setor, diz a colunista Mônica Bergamo. Em sua live nesta quinta, Bolsonaro pediu para que seus seguidores não doassem dinheiro a essas entidades.

O Greenpeace Brasil, a Associação Brasileira de Captadores de Recursos e o Instituto Doar, junto com outras entidades, assinou um documento em conjunto pedindo as doações continuem. “É para continuar, sim!”, diz o documento.

“Ao contrário do governo, que coleta impostos, e as empresas, que vendem produtos ou prestam serviços, organizações são financiadas por meio das doações de quem acredita nelas.”

Leia também: Bolsonaro acusa DiCaprio de pagar ONGs para “tacar fogo” na Amazônia

De acordo com a nota, o Brasil tem mais de 60 milhões de pessoas que fazem doações de alguma forma para as ONGs. “São pelo menos 14 bilhões de reais sendo doados todos os anos para um setor que emprega mais de 3 milhões de pessoas e representa quase 2% do PIB brasileiro”, completa a nota.

No comunicado, as entidades também chamam atenção para o Dia de Doar , que existe desde 2013 e será na próxima terça-feira (3).

Leia a íntegra da nota das ONGs:

“NOTA PÚBLICA – É para continuar doando para ONGs, sim!

A doação é um dos atos mais generosos e transformadores que existem 

O presidente da República afirmou nesta quinta-feira, 28 de novembro, que não é para doar para ONGs. Estamos aqui, de maneira democrática, representando um grupo unido e bem articulado que recomenda o diferente: é para continuar doando, sim.

A doação para as ONGs é uma ação voluntária feita todos os dias e em todo o canto do país. Pode ser com dinheiro, com tempo, com talento, com roupa, com brinquedo, com comida, com órgãos, com o que você quiser. E, para quem desejar e acreditar: hoje no Brasil são cerca de 820 mil organizações, carinhosamente chamadas de ONGs (ou de entidades, OSCs etc.), que fazem trabalhos maravilhosos em prol das mais diversas causas. 

É a creche que acolhe nossos bebês e as crianças enquanto a mãe segue em seus afazeres. São as APAEs que fazem um lindo trabalho de inclusão das crianças com deficiência. São os hospitais filantrópicos que salvam vidas a todo minuto, levando assistência em saúde a quem mais precisa. São abrigos de animais que cuidam dos nossos amigos de quatro patas. São os espaços comunitários de atividades educacionais, culturais e esportivas para crianças e adolescentes.

E a lista segue: tem ONG atuando na assistência social, na educação, na saúde, na cultura, no desenvolvimento de comunidades, na defesa de direitos, no meio ambiente, na segurança pública, na ciência… E sabe por quê? Porque o Brasil é um país solidário. Porque nós, brasileiros, nos importamos, e doamos todos os dias para ajudar o próximo, trazendo mais qualidade de vida e dignidade aos nossos concidadãos.

E que fique ainda mais claro: doar é bom, doar faz bem (para quem recebe e para quem doa), e é a doação que financia o impacto das ONGs no país. Ao contrário do governo, que coleta impostos, e as empresas, que vendem produtos ou prestam serviços, organizações são financiadas por meio das doações de quem acredita nelas. Só no Brasil são mais de 60 milhões de brasileiros que todos os anos doam, de várias maneiras. São pelo menos 14 bilhões de reais sendo doados todos os anos para um setor que emprega mais de 3 milhões de pessoas e representa quase 2% do PIB brasileiro.

A doação, portanto, gera impacto e desenvolvimento. 

Nesta terça-feira, 3 de dezembro, vamos celebrar o Dia de Doar (www.diadedoar.org.br). É o momento de demonstrarmos todo nosso amor ao nosso país, nossa generosidade, nossa liberdade de nos expressar. Se você ainda não doa, escolha uma ONG em que acredita, pela qual tem admiração, e faça uma doação! Se você já doa, faça uma doação a mais no Dia de Doar. Depois, conte para o Brasil e o mundo como somos solidários: compartilhe com sua família, seus vizinhos, no seu trabalho, na sua comunidade, e nas redes sociais, com a hashtag #diadedoar.

Um Brasil mais cidadão é um país com mais doadores. Um país mais justo é um país com uma sociedade civil forte. É para continuar doando, sim!

Assinam:

Movimento por uma Cultura de Doação
ABCR – Associação Brasileira de Captadores de Recursos
Confluentes
Instituto Arredondar
Instituto Doar
Instituto Elos
Instituto Fazendo História
Instituto Gabriel
Instituto Reciclar
Greenpeace Brasil
Projeto Âncora
Rede Filantropia
SAAP
WINGS – Worldwide Initiatives for Grantmaker Support”

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Política Nacional

Rodrigo Maia admite que Bolsonaro “comete muitos erros”

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rodrigo maia
Câmara dos Deputados

Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia

O deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) disse na noite desta segunda-feira (31) que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido ) cometeu muitos erros, mas que ao mesmo tempo, muitos brasileiros aprovam suas atitudes. O parlamentar deixou claro durante a edição do Roda Viva, da TV Cultura, que não se deixará ser pressionado para tomar a decisão sobre um possível impeachment do presidente.

“Não vejo motivação para processo de impeachment . Eu publicamente ja me manifestei sobre o presidente. Eu defendi o presidente michel temer com uma grande popularidade nas denúncias e acho que tomamos a decisão correta e para o brasil seria um caos. mInhas decisoes sao tomadas nem popularidade, nem impopularidade, mas naquilo que está escrito nas leis”, esclareceu Maia quando perguntado sobre a ausência de arquivamento do processo, já que na perspectiva dele, Bolsonaro “não teria cometido nenhum crime”.

Ao mesmo tempo, o presidente da Câmara dos Deputados reforça que não se arrependeu de ter votado a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff . “Claro que não me arrependi do impeachment de Dilma. Mas no caso de Bolsonaro, não tenho elementos para tomar uma decisão agora sobre o assunto”.

Na visão de Maia, impeachment precisa ter cuidado e não pode ser usado como instrumento político.



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Política Nacional

Lava Jato: Gleisi diz que decisão de Fachin é “descabida”

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Gleisi Hoffmann
Claudio Kbene

Presidente do PT, Gleisi Hoffmann

A presidente nacional do PT e deputada federal, Gleisi Hoffmann escreveu em seu Twitter na tarde desta segunda-feira (3) que ” revogar compartilhamento de dados da Lava Jato é descabido”. 

Gleisi criticou a decisão tomada nesta terça pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, que nega o compartilhamento de dados da força-tarefa da Lava Jato com a Procuradoria-Geral da República.

“Qual o interesse em manter essa caixa-preta?”, defende a presidente do PT .

“Já está claro que a República de Curitiba atuava como polícia política, investigava 38 mil pessoas s/ critérios e tem 50 mil documentos em segredo, atuando com parcialidade”, afirma sobre momentos da Lava Jato como a condenação de Lula.

Veja a publicação de Gleise :

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Política Nacional

Collor desviou recursos da Petrobras e da Caixa entre 2010 e 2016, diz PF

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Collor
Marcos Oliveira/Agência Senado

Senador Fernando Collor (Pros-AL)

Ex-presidente e senador desde 2007, Fernando Collor de Mello (PROS-AL) desviou recursos da Petrobras e da Caixa entre 2010 e 2016, de acordo com um relatório da Polícia Federal (PF) divulgado nesta segunda-feira (3) pelo jornal Folha de S. Paulo .

A Polícia Federal suspeita que Collor tenha cometido crimes de lavagem de dinheiro e de peculato – desvio de recursos por agente público. Na época, Collor era filiado ao PTB, então partido de apoio aos governos petistas.

A PF investiga contratos de R$ 2,55 milhões entre as estatais e o  Instituto Arnon de Mello de Liberdade Econômica com inexigilbilidade de licitação – contratação que ocorre sem processo de licitação, devido à inviabilidade ou desnecessidade. 

Os contratos se referem ao desenvolvimento de projetos culturais entre 2010 a 2016. Do dinheiro, R$ 2,3 milhões teria vindo da Petrobras , entre 2010 e 2015, e R$ 250 mil da Caixa , em 2013.

O instituto, que seria uma entidade sem fins lucrativos, leva o nome do pai de Collor e faz parte da Organização Arnon de Mello – que também integra um grupo de comunicação que tem Collor como seu sócio.

O relatório da PF aponta que o dinheiro foi levado para empresas privadas do senador, como o jornal e a TV Gazeta de Alagoas, e para pessoas físicas próximas dele, como um de seus ex-assessores.

O documento mostra que o recurso era “a mando e no interesse” do senador. Depois do valor ser recebido, havia movimentações bancárias sucessivas e fracionadas, em que este era transferido para empresas de Collor e ao ex-assessor. Dessa forma, “desvinculados do objeto dos contratos culturais de patrocínio”.

Collor e o instituto negam. Eles afirmam que os valores eram transferidos para reembolsar as empresas do senador por gastos com os projetos culturas.

“Como se sabe, no poder público só se paga ao fornecedor do bem ou do serviço quando se executa [o projeto]. Os projetos culturais foram desenvolvidos e executados com recursos das empresas do grupo. Posteriormente à entrega das obras culturais, o instituto foi indenizado. Portanto era por demais justo que as empresas fossem reembolsadas com os recursos oriundos dos patrocínios”, alega a defesa de Collor .

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