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PF deflagra operação contra fraudes tributárias em Barra do Garças VEJA VÍDEO

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Está em andamento a operação Ecdisona com o cumprimento de vários mandados. Os prejuízos chegam a R$ 12 milhões

A Polícia Federal deflagrou na terça-feira (23/6) a Operação Ecdisona, visando reprimir organização criminosa dedicada à prática de crimes tributários e empresariais, falsidades ideológicas, fraude a credores, estelionato, organização criminosa e lavagem de capitais.

30 policiais cumprem dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva em Barra do Garças/MT. As ordens foram expedidas pela Justiça Federal do município.

As investigações apontam que os suspeitos vinham realizando operações fraudulentas em empresas da região com grandes dívidas tributárias e previdenciárias, aliciando empresários que se beneficiam de forma ilícita ao frustrarem o pagamento de obrigações.

A fraude operada consiste na prática de alterações societárias fictícias e concomitante sucessões societárias fraudulentas, sempre com uso de “laranjas” (pessoas que “emprestam” os nomes para ocultar a identificação de outras pessoas). Assim, estes indivíduos tornavam-se sócios proprietários das empresas inadimplentes, procedendo alterações de dados e espécie empresarial, sempre com informações inverídicas.

Enquanto isso, novas sociedades empresariais eram constituídas pelos verdadeiros empresários, muitas vezes no mesmo endereço das empresas. O esquema permitia a continuação da exploração de atividade econômica desonerada de qualquer dívida inscrita.

Por meio de sucessões e alterações fictícias de regimes empresariais, bem como constituição de novos CNPJs, os empresários conseguiam desonerar-se de forma criminosa de diversas dívidas, entre elas, as tributárias e previdenciárias.

Para ilustração, uma das empresas investigadas possuía dívidas ativas com a União na ordem de R$ 5 milhões. Ao mesmo tempo, as antigas empresas (inadimplentes) eram deixadas nas mãos dos “laranjas” (alguns dedicados ao crime de tráfico de drogas), que não possuíam qualquer capacidade financeira para serem alcançados em futuros processos de execução, concretizando o “estouro de empresas”.

As investigações da Polícia Federal em Barra do Garças prosseguirão com ações previstas para os próximos dias.

* O nome da operação é uma referência ao hormônio responsável pela “ecdise”, processo de troca de exoesqueleto (troca de pele) de alguns animais como as cobras. De forma análoga a estes animais, as empresas beneficiadas pelo esquema criminoso, antes endividadas, realizaram alterações empresariais que permitiram continuar suas atividades sob nova roupagem, livre de dívidas.

Mais informações à imprensa serão prestadas a partir das 9h, individualmente, na Delegacia de Polícia Federal em Barra do Garças/MT.

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Modelo e enfermeiro indígena se apaixonam em aldeia no Xingu

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Aline Weber, que já desfilou para diversas grifes, e Pigma Amary estão noivos desde agosto de 2019

Quando decidiu viajar para a Aldeia Amaru, em Mato Grosso, a ideia da top model catarinense Aline Weber era se aprofundar um pouco mais na cultura indígena. Mas foi lá, em pleno Alto Xingu, que ela conheceu o seu futuro noivo.

Sendo uma mistura de quatro etnias indígenas, Pigma Amary, técnico em enfermagem, pediu a modelo em casamento por videochamada em agosto de 2019 após os dois viverem um romance à distância.

Aline, que tem 16 anos de carreira e trabalhou com grifes como Prada, Chanel, Yves Saint Laurent, Fendi, Givenchy e Paco Rabanne, já viajou o Mundo todo a trabalho. Mas daquela vez ela buscava tirar férias e se aproximar da cultura indígena.

“Fiz uma viagem à Amazônia de 2016 para 2017. Foi a primeira vez que tive contato com a cultura indígena. Meu intuito era tirar férias e conhecer melhor a cultura”, conta Aline, que voltaria em uma nova viagem no ano seguinte.

O casal se conheceu na aldeia de Pigma em 2018. Na época, ele ainda não atuava na área da saúde, tinha acabado de se formar.

Ainda muito tímidos, eles só foram dar o primeiro beijo em uma viagem para a Chapada dos Veadeiros (GO), dias depois de saírem da aldeia.

“Saí do Xingu e fui para a Chapada dos Veadeiros e o Pigma foi para lá também. Foi quando a gente se beijou a primeira vez. Desde então, nunca mais paramos de nos falar”, revela a modelo.

Aline, contudo, morava em Nova York, nos Estados Unidos, e Pigma trabalhava como técnico em enfermagem no Xingu. O casal passou um ano namorando à distância. Porém, a modelo acredita que a força de vontade dos dois fez o relacionamento ter resistido às barreiras.

“Foi bem difícil. Só conseguíamos nos falar quando o gerador de energia era ligado. Foi assim durante um ano, mas acho que o empenho dos dois foi fundamental para ter dado certo”, afirma.

Em agosto do ano seguinte ao que se conheceram, o profissional de saúde tomou a iniciativa e propôs o casamento.

Críticas e preconceito

Assim como muitos casais inter-raciais, Pigma e Aline também viveram momentos de desaprovação da sociedade.

Mesmo com apoio das famílias, o casal revela que já recebeu diversos comentários preconceituosos.

“Já sofremos preconceito, sim, de ambos os lados. A maioria das pessoas, principalmente nossas famílias, sempre nos apoiou, mas ainda ouvimos comentários preconceituosos por aí, infelizmente”, relata a modelo.

Em relação à polêmica da chamada apropriação cultural, ao aparecer em várias fotos pintada com símbolos indígenas sendo uma mulher branca, Aline explica que são os próprios índios que convidam para participar dos rituais quando se está na aldeia.

“O que acho que é apropriação cultural é quando, por exemplo, usam pinturas indígenas para a venda de produtos, sem repassar verba a eles, ou usam dos costumes fora de contexto”, afirma.

Mesmo vindo de culturas totalmente diferentes, o casal conta que os dois têm uma personalidade muito parecida e isso os ajuda no relacionamento.

“Somos bem tranquilos em relação a isso. Qualquer diferença que surja ao longo da relação, conversamos muito e usamos para somar um ao outro”, explica a top model.

Chegada da pandemia

Com a pandemia de coronavírus se alastrando pelo Mundo no início deste ano, o casal decidiu morar junto em São Paulo. Eles ficaram três meses juntos, mas o indígena decidiu voltar para Mato Grosso para ajudar na saúde das aldeias.

O técnico relata que falta assistência nas reservas, como profissionais atuando diretamente para conter o coronavírus.

“Tem muito pouco para os índios. Faltam medicamentos e respiradores. Não temos assistência do governo, que praticamente esqueceu da gente”, afirma.

Pigma revela que recentemente perdeu a mãe e o cunhado para o vírus. Nessa época, ele já estava trabalhando em sua aldeia, mas não tinha estrutura para salvar seus familiares.

“Foi um em seguida do outro, num intervalo de uma semana. Eu trabalhava como voluntário, mas infelizmente não tinha mais o que fazer sem estrutura. Tentamos ajuda na cidade mais próxima, mas não tive como salvar minha mãe”, lamenta.

O casal está promovendo uma campanha para ajudar no combate ao coronavírus nas aldeias indígenas
Campanha

Além o técnico ter voltado Mato Grosso para atuar na linha de frente, o casal também está promovendo uma campanha em colaboração com o Instituto de Pesquisa Etno Ambiental do Xingu (Ipeax) para arrecadar recursos para o combate ao coronavírus.

“Temos colaborado com uma ONG que está arrecadando fundos para a compra de medicamentos. Nesse momento, pedimos apoio para que o Governo também mande equipes médicas, não só ao Xingu, mas a outras aldeias do Brasil”, relata Aline.

Outra forma de colaborar é com profissionais de saúde voluntários para atuar na região. Neste caso, a pessoa pode entrar em contato com Pigma pelo email: [email protected]

Os interessados podem ajudar fazendo doações direto para a conta do instituto.

Instituto de Pesquisa Etno Ambiental do Xingu

Banco do Brasil – Agência: 1319-6 – Conta: 13.865
CNPJ: 07.281.382/0001-18

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FAB intercepta duas aeronaves suspeitas em operações simultâneas e apreende uma ton. de cocaína

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A Ação, que faz parte da Operação Ostium para coibir ilícitos transfronteiriços, apreendeu mais de uma tonelada de cocaína

A Força Aérea Brasileira (FAB) interceptou, em operações simultâneas, neste domingo (02), duas aeronaves classificadas como suspeitas, segundo informações de inteligência da Polícia Federal (PF)reforçando a capacidade de monitoramento e atuação na fronteira. As ações, realizadas em conjunto com a PF, envolveram quatro caças A-29 Super Tucano da FAB e um E-99, além de todo o Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA).

Na primeira ação, uma aeronave monomotormodelo EMB-720 Minuano, foi interceptada a nordeste de Campo Grande (MS). O monomotor foi abordado por um A-29 e passou pelos procedimentos de averiguação e persuasão. A aeronave foi escoltada até o pouso obrigatório em Rondonópolis (MT), onde a Polícia Federal assumiu as ações. Os pilotos da aeronave foram presos em flagrante e 487 kg de cocaína foram apreendidos.

Na segunda ação, um bimotor B-58 Baron foi interceptado a sudoeste de Campo Grande (MS), sendo orientado a pousar em Três Lagoas (MS). O bimotor não cumpriu as determinações dos órgãos de Defesa Aérea e evadiu-se, realizando pouso forçado em campo não preparado, localizado em Ivinhema (MS), com cerca de 518 kg de cocaína a bordo.

O Comandante de Operações Aeroespaciais, Tenente-Brigadeiro do Ar Jeferson Domingues de Freitas, classificou a operação como de extremo sucesso. “Atuamos em duas regiões do país, fazendo interceptações simultâneas. Comprovamos nossa capacidade de controlar múltiplas interceptações e o resultado não poderia ser melhor. Nós comprovamos que o nosso Sistema de Defesa Aeroespacial (SISDABRA) é capaz de desencadear operações simultâneas de defesa aérea onde quer que seja necessário”, ressaltou.

As ações fazem parte da Operação Ostium para coibir ilícitos transfronteiriços, na qual atuam em conjunto a FAB e Órgãos de Segurança Pública, e em cumprimento ao Decreto nº 5.144 de 16 de julho de 2004.

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Anta é flagrada tentando fugir de incêndio que destruiu mais de 800 hectares em MT

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Em outra ocorrência de queimadas em Paranatinga (MT), os bombeiros resgataram uma iguana.

Uma anta foi flagrada tentando fugir das queimadas que atingiu uma região do serrado e uma área com palhada de milho em Paranatinga, a 411 km de Cuiabá, nesse sábado (1°).

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o incêndio foi de grandes proporções e destruiu mais de 800 hectares.

Para combater o fogo, os bombeiros usaram uma aeronave, dois tratores com tanque de água, três caminhões pipas, abafadores e quatro tratores com grade.

Durante a ocorrência, os militares flagraram a anta em meio a fumaça fugindo das queimadas para uma região segura.

Ainda nesse sábado em Paranatinga, os bombeiros resgataram uma iguana, que também teve seu habitat invadido pelo fogo.

O animal foi hidratado pela equipe de resgate e solto na natureza em um local longe dos incêndios florestais.

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