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Prefeitura de São Paulo divulga roteiro de 865 blocos de carnaval; confira

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Agência Brasil

Foliões no Carnaval arrow-options
Tomaz Silva/Agência Brasil – 24.2.19

Capital terá 960 desfiles na capital paulista

A prefeitura de São Paulo divulgou o roteiro dos 865 blocos e cordões que farão os 960 desfiles de Carnaval na capital paulista no período de 15 de fevereiro a 1º de março. Os itinerários dos blocos foram publicados no Diário Oficial da cidade no último sábado (11) e podem ser encontrados divididos por subprefeitura.

O carnaval de rua da capital paulista terá número recorde de blocos e cordões desfilando. A prefeitura recebeu a inscrição de 865 blocos e cordões, número 55,5% superior aos cadastrados no carnaval de 2019.

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Segundo a prefeitura, a quantidade de blocos inscritos indica a possibilidade de o carnaval de rua de São Paulo se tornar, em 2020, o maior do país. De acordo com a administração municipal, os blocos inscritos são predominantemente tradicionais: de marchinhas, carimbó, forró, toadas, e rancho. Também haverá participação de grupos com estilos como soul music, eletrônico, sertanejo, hip hop e rock.

Confira o roteiro dos principais blocos:

  • 15/02 – Sargento Pimenta. Concentração: Avenida Brigadeiro Faria Lima
  • 15/02 – Bicho Maluco Beleza, com Alceu Valença. Concentração: Avenida Pedro Álvares Cabral
  • 15/02 – Bloco Frevo Mulher, com Elba Ramalho. Concentração: Avenida Pedro Álvares Cabral
  • 15/02 – Casa Comigo. Concentração: Ipiranga X São João
  • 15/02 – Bangalafumenga. Concentração: Avenida Brigadeiro Faria Lima
  • 15/02 – Beleza Rara. Concentração: Avenida Engenheiro Luis Carlos Berrini
  • 16/02 – Monobloco. Concentração: Avenida Pedro Álvares Cabral
  • 16/02 – Acadêmicos do Baixo Augusta. Concentração: Rua da Consolação
  • 16/02- Bloco do Fervo. Concentração: Av. Dumond Vilares
  • 16/02- Gambiarra. Concentração: Rua Henrique Schaumann
  • 21/02 – Bloco Afro Ilú Obá De Min. Concentração: Praça da República
  • 22/02 – Tarado ni Você. Concentração: Ipiranga X São João
  • 22/02 – Confraria do Pasmado (Filhos de Plutão). Concentração: Praça Jesuíno Bandeira
  • 22/02 – Agrada Gregos. Concentração: Avenida Pedro Álvares Cabral, 220
  • 22/02 – MinhoQueens. Concentração: Ipiranga x São João
  • 24/02 – Love Fest. Concentração: Av. Tiradentes
  • 25/02 – Bloco da Pabllo. Concentração: Av. Tiradentes
  • 25/02 – Galo da Madrugada. Concentração: Avenida Pedro Álvares Cabral, 220
  • 29/02 – Ritaleena. Concentração: Dumond Vilares
  • 29/02 – Navio Pirata com BaianaSystem. Concentração: Av. Tiradentes
  • 29/02 – Bloco Bell Marques na Rua. Concentração: Avenida Pedro Álvares Cabral, 220
  • 1/03 – Pipoca da Rainha, com Daniela Mercury. Concentração: Rua da Consolação, 2195
  • 1/03 – Orquestra Voadora. Concentração: Largo do Paissandu

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Governo do Amapá estende lockdown por mais cinco dias

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Na última quinta-feira (28), o governador do Amapá, Waldez Góes (PDT), prorrogou o lockdown (fechamento total) até o dia 2 de junho no Estado.

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Waldez Góes, governador do Amapá
Divulgação

Waldez Góes, governador do Amapá

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A medida, agora prorrogada, foi adotada no Amapá no dia 19 de maio e, segundo estudos técnicos e projeções feitas pelo comitê científico do Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública, evitou cerca de 11 mil casos de Covid-19 no estado.

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Atualmente o Estado registra 8,1 mil casos confirmados, com 198 mortes devido à Covid-19 .

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Empregada doméstica fica trancada por 8 meses, sem folga e sob ameaças da patroa

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empregada doméstica
Rawpixel / Creative Commons / Imagem ilustrativa

Empregada doméstica de nacionalidade filipina foi colocada em situação análoga à escravidão por empregadora.

“Eu estou te pagando, te dando comida. Você é meu brinquedo e obedecerá a todos os meus comandos.” A empregada doméstica filipina Christine (nome fictício) lembra das frases que sua patroa lhe dizia para resumir o que viveu desde agosto do ano passado, quando chegou a São Paulo. Durante oito meses, ela diz que foi mantida presa em dois apartamentos próximos à avenida Paulista por Nadya Saeed Khalfan Dhuhai Alhameli, funcionária de alto escalão do consulado dos Emirados Árabes Unidos em São Paulo.

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Trazida para o Brasil sem que soubesse para onde estava vindo, a filipina de 26 anos contou à Repórter Brasil que sofreu agressões físicas e verbais, foi proibida de sair do apartamento e obrigada a trabalhar em uma jornada exaustiva, sem nenhum dia de folga. Seu salário era pago no exterior e seu passaporte foi retido pela empregadora .

O caso pode vir a ser enquadrado como tráfico de pessoas e trabalho análogo ao escravo . Auditores-fiscais do trabalho do Ministério da Economia estão investigando a história de Christine para averiguar a possível ocorrência desses crimes. Até o momento, a fiscalização constatou problemas trabalhistas. “A empregadora não registrou a trabalhadora, não pagou o seu salário conforme é previsto na CLT e não fez qualquer registro de jornada”, diz a auditora-fiscal Livia Ferreira, coordenadora do projeto de combate ao trabalho escravo na Superintendência Regional do Trabalho em São Paulo.

“É uma imigrante que não fala português, diante de uma empregadora que não cumpriu a legislação trabalhista. Isso aumenta em muito a sua vulnerabilidade”. Os auditores informaram ao Ministério Público Federal sobre o caso, que abriu um procedimento para investigá-lo em sigilo.

“Se eu cortasse uma cebola errado, ela ficava doida e começava a gritar, dizia que eu era burra, estúpida”, lembra a filipina. A história de Christine não é a primeira de  violações trabalhistas envolvendo empregadas filipinas em São Paulo. Em 2017, trabalhadoras trazidas pela agência Global Talent foram encontradas em situação análoga à escravidão, conforme revelou a Repórter Brasil. No ano seguinte, a Justiça do Trabalho condenou os diretores da empresa a pagarem R$ 2,8 milhões.

Procuradas, as advogadas de Nadya Alhameli, Tammy Mikaelian e Daniella Mikaelian, não responderam às acusações feitas por Christine à reportagem. Elas apenas afirmaram que sua cliente “repudia e nega as acusações direcionadas à Fiscalização do Trabalho”. A Repórter Brasil também procurou diversas vezes o consulado dos Emirados Árabes Unidos, sem resposta.

Jornada exaustiva e vigiada

Desde agosto de 2019 até abril deste ano, quando conseguiu fugir, Christine conta que era obrigada a trabalhar o tempo todo, mesmo quando sua empregadora estava fora de casa. Câmeras instaladas no apartamento eram monitoradas pela patroa, que dava ordens pelo celular. “Toda vez que ela me via na câmera, dizia para eu me mexer. Eu trabalhava todo o tempo em que ela estava acordada”, lembra a filipina.

Christine conheceu Alhameli nos Emirados Árabes . Mãe solo, deixou seus dois filhos na casa dos pais em Zambales, província no interior das Filipinas, e foi trabalhar no Golfo Pérsico em busca do sustento deles.

Uma agência de trabalho pagou suas passagens e prometeu que ela trabalharia como operadora de caixa, o que nunca aconteceu. Uma semana após Christine chegar à cidade de Ajmã, Alhameli pagou 9 mil dirhams (equivalente a cerca de R$ 13 mil) à agência. A empregadora prometeu ainda que pagaria 1,5 mil dirhams por mês à Christine (R$ 2,2 mil), e mais 500 dirhams (R$ 730) caso ela aprendesse a fazer comida árabe. Disse que ela trabalharia 8 horas por dia e teria um dia de folga por semana.

Mas as promessas não foram cumpridas. A filipina conta que começou seu confinamento forçado no país árabe. Ficou trancada em um cômodo da casa da família de Alhameli, na cidade de Abu Dhabi. Atrás da porta fechada, só havia um banheiro e uma cozinha, sem acesso aos outros cômodos da casa. 

“Toda vez que ela me via na câmera, dizia para eu me mexer. Eu trabalhava todo o tempo em que ela estava acordada”, dizia Christine.

A desculpa usada por Alhameli para manter Christine trancada era a de que os três homens da casa poderiam praticar violência sexual contra ela. Dizia que a situação era temporária, e que em breve elas iriam juntas para outro lugar. À espera de uma mudança, Christine aceitava a situação.

Três meses depois, a empregadora trouxe Christine para o Brasil. A filipina chegou legalmente ao país graças a um visto de cortesia concedido pelo Itamaraty, destinado aos trabalhadores domésticos de missões estrangeiras. Segundo documentos obtidos pela Repórter Brasil por meio da Lei de Acesso à Informação, o visto foi concedido pelo Ministério das Relações Exteriores em junho de 2019 e renovado em março deste ano.

Chegada ao Brasil

Christine chegou em São Paulo em 18 de agosto de 2019. Logo após sair do aeroporto, a filipina foi obrigada a entregar seu passaporte para a empregadora. Nos 250 dias seguintes, Christine permaneceu a maior parte do tempo trancada nos dois apartamentos onde a funcionária do consulado morou, ambos próximos à avenida Paulista.

Dentro deles, Christine não podia fazer perguntas e era obrigada a seguir ordens sem questionar. “Ela dizia: ‘você não tem o direito de perguntar nada. Não pergunte, não pergunte’, era sempre assim”, lembra. “Senhora, aonde vamos? ‘Não pergunte’. Senhora, o que devo fazer? ‘Não pergunte’.”

As agressões eram constantes e tinham origem nos motivos mais banais. Em um dia, uma pizza queimada foi o motivo para que Alhameli  empurrasse Christine contra a parede. Em outro, um gengibre picado no lugar de um alho fez com que Nadya ameaçasse agredi-la com uma tábua de cozinha. “Se eu cortasse uma cebola errado, ela ficava doida. Ela transformava as coisas pequenas em coisas grandes e começava a gritar”, lembra Christine. “Ela só gritava, dizia que eu era burra, estúpida”.

Enquanto passava por essas situações, Christine nunca viu a cor do dinheiro. Parte do seu salário era depositado diretamente dos Emirados Árabes para uma conta nas Filipinas. Já o pagamento adicional, prometido caso ela fizesse comida, jamais foi recebido.

Em SP, filipina nunca saia à rua 

Se nos Emirados Árabes a porta trancada era justificada pela possibilidade de abusos, em São Paulo a desculpa era a segurança. “Às vezes eu perguntava se podia sair, mas ela me dizia que só estava me deixando em segurança, porque o Brasil era muito perigoso”, lembra Christine em entrevista à Repórter Brasil .

“Você não tem cérebro, você não raciona, você nem parece gente”, era uma das agressões ouvidas pela funcionária. A filipina jamais havia pisado na calçada em São Paulo até o dia da fuga, e conta que suas únicas saídas eram aos domingos – de dentro da garagem para dentro de um supermercado, que ela nem sabe onde fica. Christine só saia de casa junto à patroa e dentro de um carro do consulado, que as buscava na garagem do prédio.

No caminho do mercado, Christine era abusada verbalmente por Alhameli. “Ela explodia de maneira absurda. Gritava ‘você não tem cérebro, você não raciona, você nem parece gente’”, lembra Daniel Brass, ex-motorista do consulado que acompanhava as duas nas compras.

Medo de abuso sexual

Christine decidiu fugir quando a empregadora disse que iria voltar aos Emirados Árabes por conta da pandemia do coronavírus e iria deixar Christine na casa de um amigo. O medo de sofrer abusos sexuais motivou a doméstica a fugir. De todas as maneiras que podia, tentou buscar contato com o mundo exterior. Sem conhecer nenhuma outra filipina no Brasil, ela conseguiu contato com o consulado do país em São Paulo pelo Facebook.

Christine conseguiu pegar a chave quando Nadya foi dormir, na noite do dia 23 de abril. Saiu pela porta somente com a roupa do corpo e com o seu celular, sem cobertura. Na esquina de casa, encontrou uma conterrânea com quem havia conseguido contato, intermediado pelo consulado das Filipinas. Já Alhameli viajou no dia seguinte para os Emirados Árabes, deixando as coisas de Christine para trás.

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Christine disse que não sente vontade de permanecer no Brasil e quer retornar às Filipinas o quanto antes. Os auditores-fiscais e a Defensoria Pública da União buscam um acordo junto às advogadas da empregadora para que a volta dela seja viabilizada, além do pagamento de verbas trabalhistas e uma possível indenização.

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Covid-19: Com 26,7 mil mortes, Brasil deve passar a Espanha amanhã

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Molécula do coronavírus
Pixabay

Desde início da pandemia, novo coronavírus já sofreu ao menos 30 mutações

Após registrar 1.156 novas mortes pela Covid-19 em 24 horas , o Brasil se atingiu o número de 26.754, se aproximou da Espanha no quadro de óbitos causados pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) no mundo e deve passar o país europeu nesta sexta-feira (29).

Segundo o a plataforma nCoV2019.live , que monitora a proliferação do vírus no mundo todo, a Espanha tem hoje 27.119 mortos pela Covid-19. Seguindo a tendência de altas diárias dos dois países, esse número deve ser superado pelo Brasil, que está crescendo, em média, mil por dia.

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Outra notícia ruim deve chegar no final de semana em relação a esse assunto. Como a França está pouco acima Espanha, com 28.662 mortes, há também a possibilidade que o Brasil também ultrapasse esse país. Os dois saltos fariam o Brasil chegar à quarta posição no ranking de mortos pelo novo coronavírus.

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