Oficinas de aquarela usam a arte para promover inclusão e autonomia no tratamento
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Oficinas de aquarela usam a arte para promover inclusão e autonomia no tratamento

O projeto “Descobrindo a Aquarela” oferece oficinas semanais de pintura no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e na Clínica Anjo Azul da Associação de Amigos dos Autistas (...
Publicado em 30/03/2026 22:30:36
Autor: Da Redação
Oficinas de aquarela usam a arte para promover inclusão e autonomia no tratamento

O projeto “Descobrindo a Aquarela” oferece oficinas semanais de pintura no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e na Clínica Anjo Azul da Associação de Amigos dos Autistas (AMA), em Primavera do Leste. Voltadas a crianças a partir de 10 anos, adolescentes e adultos, as atividades promovem a imersão na técnica da aquarela como ferramenta de expressão pessoal, inclusão social e bem-estar, em sessões que começaram na primeira semana de fevereiro de 2026. A iniciativa é conduzida pela artista multiplataforma Beatriz Rodriguez.

Segundo Beatriz, a oficina foi adaptada com foco na acessibilidade. “Eu já havia executado o ‘Descobrindo a Aquarela’ duas vezes para o público em geral, quando em conversa com a enfermeira Nélida Peaguda, que identificou na aquarela um caminho de expressão e acolhimento por meio da arte, uma possibilidade de atividade artística para os pacientes do CAPS. Com isso, adaptamos a proposta e ampliamos o projeto também para o AMA, estruturando as oficinas com foco na acessibilidade”, explica. Para fortalecer esse processo, contamos com a assessoria pedagógica da médica Paula Gotelip, profissional reconhecida nacionalmente na área.


De acordo com Paula, é importante compreender a acessibilidade como cultura do acesso. “Todas as pessoas e todos os corpos têm direito à cultura, à arte, ao lazer e à educação. No campo artístico, o mais comum é o acesso ser pensado depois que o projeto está pronto: cria-se o espetáculo, a oficina ou a exposição e, só então, tenta-se ‘adaptar’.

Em ‘Descobrindo a Aquarela’, não se trata de adaptação. A estrutura é pensada desde o início para acolher diferentes formas de presença, percepção e participação. “A Beatriz traz sua experiência com corpos típicos; eu contribuo com outra perspectiva, situada, porque sou uma pessoa com deficiência e percebo o mundo a partir dessa condição. Esse encontro não ‘corrige’ nada: ele desloca a própria ideia de experiência estética”, destaca Paula.

Para a diretora-geral da Clínica Anjo Azul (AMA), Renata M. M. Polato, receber um projeto de artes visuais como “Descobrindo a Aquarela” na rotina dos aprendizes é de suma importância. “A arte contribui diretamente para o desenvolvimento da criatividade, da sensibilidade e da expressão. Essas vivências enriquecem o cotidiano, respeitam a individualidade de cada aprendiz e fortalecem a educação de forma sensível, humana e transformadora.”


As oficineiras Beatriz Rodriguez e Ana Dorst conduzirão oito encontros em cada instituição, com atividades práticas. Ao final de dois meses, o projeto promoverá uma exposição interna em cada local, com apresentação de obras criadas pelos participantes ao longo das oficinas. Para ampliar o alcance ao público externo, a exposição também será disponibilizada online, por meio do Instagram @descobrindoaaquarela.

Segundo a coordenadora do CAPS, Karielle Teixeira, as atividades em grupo são estruturantes no processo terapêutico dos pacientes atendidos. “Receber um projeto como o ‘Descobrindo a Aquarela’ é um privilégio, pois ele se encaixa perfeitamente na forma de trabalho do CAPS. Houve grande interesse desde o início das inscrições, e os feedbacks têm sido muito positivos, inclusive com demandas por continuidade e novas edições do projeto para alcançar ainda mais pessoas”.


Após a finalização das aulas, os conhecimentos adquiridos continuarão gerando impacto nas instituições. Em ambas, as professoras responsáveis pelas aulas de artes estão se capacitando por meio da oficina e receberão kits com tintas, pincéis e papéis para dar continuidade às atividades em aquarela com os alunos atuais e futuros.

Viver Cultura

O edital Viver Cultura, Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) Ciclo I, foi executado inicialmente pela Secel-MT para contemplar 100 projetos, sendo R$ 73 mil cada, com investimento total de R$ 73 milhões. Com a suplementação de recursos de aproximadamente R$ 1,9 milhão para mais 27 projetos, foram contemplados 127 projetos, com recursos superiores a R$ 9,2 milhões.

Fonte: Governo MT - MT

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