Vanusa sentiu mal na semana passada e ao ser atendida no Hospital Municipal de Nova Xavantina, foi diagnosticada com a apêndice inflamada e devido a pandemia do COVID-19 o hospital está, preferencialmente, atendendo os casos de contaminação com o coronavírus e as cirurgias seletivas (não urgentes) estão suspensas, e, por não se tratar de caso de urgência, Vanusa foi encaminhada para Cuiabá e está internada no Hospital São Mateus, e, neste momento, está sendo submetida a cirurgia.
Apendicite é a inflamação do apêndice, um pequeno órgão linfático parecido com o dedo de uma luva, localizado no ceco, a primeira porção do intestino grosso. Na maioria dos casos, o problema ocorre por obstrução da luz dessa pequena saliência do ceco pela retenção de materiais diversos com restos fecais.
A falta de apetite é o principal sintoma da apendicite, no entanto, como aparece em qualquer quadro infeccioso, torna-se um sinal inespecífico. O sintoma mais característico é a dor abdominal que se manifesta do lado direito e na parte baixa do abdômen, na altura do umbigo. É uma dor pontual, contínua e localizada, fraca no início, mas que vai aumentando de intensidade e pode causar colapso do aparelho digestivo, porque o intestino para de funcionar.
O diagnóstico é clínico, realizado com base na história do paciente e na palpação do abdômen. Como os sintomas das anexites (inflamação das tubas, uterinas, útero e ovário) também provocam dor do lado direito do abdômen, é preciso estabelecer o diagnóstico diferencial. O ultrassom e a tomografia auxiliam bastante nessa distinção.
Estabelecer o diagnóstico de apendicite nem sempre é fácil. Por isso, havendo suspeita da infecção, o paciente deve ser encaminhado para cirurgia o mais depressa possível para evitar complicações graves, como a peritonite, que é a inflamação da mucosa que reveste toda a cavidade abdominal.