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Economia

Salário de servidores deverá ser congelado até o fim de 2021 após acordo

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bolsonaro, maia e guedes em reunião com governadores
Marcos Corrêa/PR – 21.5.20

Bolsonaro se reuniu com integrantes do governo, de outros poderes e com governadores para definir socorro aos estados

Os servidores públicos deverão ter congelamento de salários até o fim de 2021.Crucial para o presidente Jair Bolsonaro, a medida deve ser efetivada após pressão do governo sobre governadores e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), em reunião sobre o socorro aos estados e municípios que ocorreu mais cedo nesta quinta-feira (21).

Leia também: Reunião de Bolsonaro com governadores: entenda os pedidos e os acordos

Logo início da videoconferência com os governadores, Bolsonaro deu a entender que sancionaria o plano de socorro bilionário aos entes federativos, que prevê R$ 120 bilhões de ajuda, sendo R$ 60 bilhões em repasses diretos e a outra metade do montante para o caixa, ainda nesta quinta. Ele pediu, porém, apoio ao congelamento de salários de servidores públicos até 2021. Alguns estados haviam barrado esse item do projeto original do socorro, já aprovado pelo Legislativo, e Bolsonaro costurou acordo para conseguir vetar isso e evitar os reajustes salariais até o fim do próximo ano.

“Nesse momento difícil que o trabalhador enfrenta – alguns perderam seus empregos, outros tendo salário reduzido, os informais que foram duramente atingidos nesse momento – buscar maneiras de, ao restringirmos alguma coisa [o reajuste salarial] até 31 de dezembro do ano que vem – isso tem a ver com servidor público da União, Estados e municípios – nós possamos vencer essa crise”, argumentou Bolsonaro em defesa do congelamento.

Em nome de todos os governadores, o chefe do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), pediu que o presidente inicie os pagamentos do socorro a estados ainda este mês. “Pedir, presidente, se for a intenção do senhor a sanção, que realmente, se possível, foi uma unanimidade dos governadores, que possa fazer liberação dessa primeira parcela ainda no mês de maio, isso é crucial para os entes federados, porque estamos vivendo um momento de perda brutal de nossas receitas”, pediu o governador.

Ainda em nome de todos, Azambuja pediu que Bolsonaro não vete a parte do projeto que permite que bancos façam aditivos nos contratos de pagamentos de débitos. “Muito importante que mantenha integralidade do artigo 4º”, afirmou. Ele ainda solicitou que Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e BNDES definam, junto a estados e municípios, regras para fazer aditivos nos contratos dessas dívidas. 

O que governadores e presidente acordaram

Durante a conversa, Azambuja afirmou que os governadores apoiariam Bolsonaro no veto relacionado aos reajustes salariais . “Acho que é momento da unidade nacional, presidente. Então, a maioria dos governadores entende importante, se assim o senhor achar, vetar esse artigo dos aumentos salariais”, afirmou o governador.

Leia também: Bolsonaro promete aprovar socorro financeiro emergencial aos estados ainda nesta quinta-feira

De acordo com Bolsonaro, a sanção do auxílio a estados e municípios deve ser feita ainda nesta quinta, mantendo os vetos feitos anteriormente. “O governo federal, ao lado aqui dos presidentes da Câmara e do Senado, se Deus quiser sancionará hoje mesmo esse projeto, com vetos, os quais, segundo nosso entendimento e com toda a certeza da maioria senão totalidade dos senhores governadores, deve ser mantido. Isso é bom para todos nós”, afirmou o presidente.

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Economia

Gasto com pandemia já atinge dez vezes o espaço aberto no teto em 2020

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Paulo Guedes quer instituir o Renda Brasil, com a proposta de unir o Auxílio Emergencial ao Bolsa Família
Alan Santos/PR

Paulo Guedes quer instituir o Renda Brasil, com a proposta de unir o Auxílio Emergencial ao Bolsa Família

As medidas emergenciais adotadas pelo governo federal para abrandar os impactos da pandemia de  Covid-19 já atingem valor equivalente a dez vezes o espaço aberto no teto de gastos (limitação do crescimento dos gastos do governo com variação dos taxa de inflação) públicos em 2020.

Até o momento,  R$ 489,5 bilhões foram desembolsados através de um credor extraordinário, sendo que a maior parte deste valor não foi abatido pelo cancelamento de outras despesas.

No ano passado,o teto ficou em R$ 1.407 trilhões. Já em 2020, com o valor corrigido pela inflação, o governo foi autorizado a aumentar as despesas para R$ 1.454 trilhões, um aumento de R$ 47,8 bilhões.

De acordo com a estimativa mais recente, os gastos sujeitos ao teto foram calculados em R$ 1.456 trilhões, aproximadamente R$ 2 bilhões acima do máximo permitido.

Segundo a equipe do Ministério da Economia, o abandono às medidas de austeridade devem ser temporárias e limitadas ao período de calamidade pública, se encerrada em dezembro deste ano. As demais despesas devem  respeitar o teto de gastos.

Em meio a esse gasto excedente, o congresso faz lobby para que o Auxílio Emergencial seja transformado em um programa de renda básico.  O ministro Paulo Guedes, porém, como alternativa, busca propor uma reforma do programa Bolsa Família, que passaria a chamar Renda Brasil.


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Indústria: Em recuperação, faturamento cresce 11,4% em maio

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A retomada da atividade econômica após a paralisação provocada pela pandemia do novo coronavírus ( Sars-Cov-2 ) fez o faturamento da indústria crescer 11,4% em maio na comparação com abril. O crescimento consta da pesquisa Indicadores Industriais, divulgada nesta segunda-feira (6) pela Confederação Nacional da Indústria ( CNI ). Este foi o primeiro crescimento em dois meses.

A alta foi, porém, insuficiente para compensar a queda no faturamento em março e em abril, quando a maior parte das fábricas interrompeu as atividades. Mesmo com a recuperação no mês passado, o faturamento real (corrigido pela inflação) está 18,2% abaixo do registrado em fevereiro e 17,7% do observado em maio de 2019.

Em recuperação, faturamento da indústria cresce 11,4% em maio
Divulgação/Nissan

Em recuperação, faturamento da indústria cresce 11,4% em maio

Dois indicadores apresentaram crescimento em relação a abril. As horas trabalhadas na produção cresceram 6,6% em maio, e a utilização da capacidade instalada subiu de 67% para 69,6% na série dessazonalizada (que exclui o efeito de feriados). Apesar da reação, as horas trabalhadas estão 18,4% inferiores às de maio de 2019, e a utilização da capacidade instalada está 8,5 pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado.

Em nota, a CNI informou que o crescimento nos indicadores veio depois de dois meses de fortes quedas. Para a entidade, o resultado de maio indica que a pior fase da crise econômica decorrente da pandemia de covid-19 ficou para trás.

A recuperação da atividade, no entanto, não chegou ao mercado de trabalho. O nível de emprego recuou 0,8% em maio na comparação com abril , registrando o quarto mês seguido de encolhimento. A queda, no entanto, foi menor que no mês anterior. O indicador de emprego está 15,4% inferior ao de maio do ano passado.

A massa salarial e o rendimento médio reais (corrigidos pela inflação) pagos aos trabalhadores da indústria tiveram retração pelo segundo mês consecutivo. A massa salarial caiu 8,1%, enquanto o rendimento médio encolheu 6,5% em relação a abril.

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Economia

Guedes promete “três ou quatro” grandes privatizações em 2020; confira

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paulo guedes
José Cruz/Agência Brasil

Em entrevista, Paulo Guedes prometeu três ou quatro grandes privatizações neste ano, mas não disse quais

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou neste domingo (5), em entrevista à CNN Brasil , que serão feitas “três ou quatro grandes privatizações” nos próximos “30, 60, 90 dias”. Guedes não deu a lista das estatais, mas indicou algumas empresas que podem entrar nos processos de privatização.

Guedes diz que a equipe econômica se concentra em atacar “frontalmente” o desemprego no Brasil e garante que as privatizações podem diminuir a queda de arrecadação do governo neste ano e minimizar os efeitos da crise causada pela pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2). O ministro voltou a defender ainda a criação de um imposto sobre transações digitais , uma espécie de ‘nova CPMF’.

Questionado sobre as empresas que estariam na lista de privatizações , o ministro desconversou. “Vamos esperar um pouquinho. Vocês vão saber já, já”, disse.

Guedes, indicou, porém, que os Correios “seguramente” estariam na lista, e defendeu que as subsidiárias da Caixa Econômica Federal (CEF) façam uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), com valor entre R$ 20 bilhões e R$ 50 bilhões, “bem maior até” que o valor total da privatização da Eletrobras, segundo ele.

O ministro reconheceu que as privatizações não vêm tendo resultado “satisfatório”, mas disse que, nos próximos meses, esse cenário vai mudar e a economia vai iniciar a retomada. Guedes se mostrou tranquilo em relação ao cenário fiscal e previu recuperação gradual ainda neste ano, com o fim da primeira onda da contaminação pelo novo coronavírus. Segundo ele, a reforma tributária também deve ser enviada ao Congresso ainda em 2020.

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