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Mato Grosso

Socorro que vem do céu, Ciopaer é resposta rápida na localização de carros e até na luta contra Covid-19

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Criado em 19 de julho de 2006, o Cento Integrado de Operações Aéreas (CIOPAer) é muito mais que o “helicóptero da Polícia Militar”, como alguns chamam. A unidade empenha os seus 100 agentes em atividade policial, patrulhamento ambiental, socorro público e defesa civil e age de acordo com necessidades e interesses da sociedade mato-grossense. Neste momento de pandemia, por exemplo, os servidores também se dedicam a levar as vacinas para os municípios polos e assim garantir que moradores dos 141 municípios sejam imunizados contra a Covid-19.

“O Cento Integrado de Operações Aéreas é a unidade de aviação da Secretaria de Segurança Pública do Estado de Mato Grosso. É composta por servidores da Polícia Militar, da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros Militar. Nossa principal ferramenta de trabalho são helicópteros e aviões”, explica ao Olhar Direto o Coordenador da Ciopaer, Juliano Chiroli.

São duas bases em Mato Grosso, sendo uma em Várzea Grande, no Aeroporto Marechal Rondon e outra em Sorriso. “Hoje nossa unidade se compõe com três helicópteros, ficando um no município de Sorriso e dois na Baixada Cuiabana. Contamos ainda com seis aviões em nossa frota”, acrescenta.

Protocolo de acionamento

Existe um protocolo para ser atendido pelo Ciopaer. “Qualquer policial militar, bombeiro militar, diante de uma ocorrência em que ele julgue necessário o emprego de uma aeronave, ele faz o acionamento via Ciosp ou via Centro de Operações no hangar. O comandante da aeronave juntamente com sua equipe vai fazer a análise e verificar a disponibilidade em fazer o atendimento”, pontua. Chirole garante que o sistema é desburocratizado.

A equipe de atendimento diário atende do nascer ao pôr do sol, segundo o piloto-comandante, Robson Antonietti. “Em média são de três a quatro ocorrências diárias. Nossa média diária de voo que tivemos, por exemplo, no ano de 2020, foi de 1h30. A grande maioria das ocorrências que somos acionados a gente acaba atendendo em 30 minutos, no máximo. São ocorrências na Baixada Cuiabana e qualquer ponto conseguimos chegar em no máximo cinco minutos”, enfatiza.

As ocorrências mais comuns são de roubo de veículo, estabelecimento comercial e a pessoa. Mas também são realizados resgates de vítimas de acidentes em rodovias, de pessoas perdidas em áreas de difícil acesso e como aconteceu recentemente no Rio Coxipó, banhistas ilhados após chegada de uma cabeça d’agua.

No ano de 2020 o Ciopaer teve um novo desafio: atuar em parceria com a Secretaria do Estado de Saúde (SES-MT) por conta da pandemia do coronavírus. Em 11 meses, 31 pacientes foram atendidos pelo transporte aeromédico, que propiciou uma economia de R$ 3 milhões aos cofres do Estado, já que 100% do transporte de pacientes era feita por empresas privadas. No período, foram contabilizadas 108 horas de voo e 30 mil quilômetros percorridos com possibilidade de atendimento aos 141 municípios de Mato Grosso. Diante disso, houve aumento em 150% o atendimento nas demandas na área da saúde, entre os anos de 2019 e 2021.

A aeronave com UTI Aérea é um modelo Chayenne II XL, com capacidade para dois tripulantes e seis passageiros e autonomia de seis horas e 30 minutos de voo e começou a operar em março de 2020.

“Neste contexto, as vacinas também estão sendo distribuídas em parceria com a Secretaria de Saúde em todas regiões polos do Estado de Mato Grosso”, finaliza Chiroli.

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Mato Grosso

Lista atualizada mostra quantia de novo lote de doses para cada município de MT

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O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), concluiu nesta sexta-feira (09.04) a distribuição aos polos regionais de saúde das 57.550 doses de vacina contra a Covid-19, sendo 25.800 doses da CoronaVac e 31.750 doses da AstraZeneca, recebidas na quinta-feira (08.04).

A quantidade de doses que cada município recebeu foi pactuada pela Resolução n° 25 da Comissão Intergestores Bipartite de Mato Grosso (CIB-MT). A CIB é composta por membros do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems) e da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT).

Conforme a Resolução, as unidades desta remessa devem ser utilizadas como primeira ou segunda aplicação aos idosos entre 65 e 69 anos, trabalhadores da saúde e Forças Armadas, de Segurança e Salvamento. Veja o detalhamento em anexo.

Os municípios deverão acompanhar os imunizados com a primeira dose, para que eles recebam prioritariamente a segunda dose dentro do período adequado. Para a vacina CoronaVac, o prazo para a aplicação da segunda dose varia entre 14 e 28 dias; já o prazo da aplicação da segunda dose da AstraZeneca é de até 84 dias.

A Resolução nº 25 também pactua a distribuição de 203 doses remanescentes de AstraZeneca e 330 doses de Coronavac, que foram recebidas em remessas anteriores e mantidas como estoque estratégico.

Caso os municípios alcancem a completa vacinação dos públicos-alvo estabelecidos para a imunização, a CIB orienta a continuidade da imunização dos demais públicos elencados pelo Ministério da Saúde.

Após a distribuição dos imunizantes aos municípios, as vacinas deverão ser armazenadas conforme as condições estabelecidas pela fabricante e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e com o apoio da segurança pública.

A aplicação das doses deve ser obrigatoriamente registrada pelos municípios no Sistema Nacional do Programa de Imunização (SI-PNI), do Ministério da Saúde. Até o momento, Mato Grosso já recebeu 618.760 doses de imunizantes contra a Covid-19.

Resolução CIB N° 25 – Distribuição de vacinas contra a Covid-19 (1)

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Mato Grosso

Detran-MT libera agendamento para atendimento presencial em diversas unidades do Estado

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O cidadão pode conferir os locais disponíveis para agendamento através do site oficial: www.detran.mt.gov.br

Lidiana Cuiabano | Detran-MT

Já está liberado no site do Detran-MT o agendamento para atendimento presencial em diversas unidades do Estado. O cidadão pode conferir os locais disponíveis para agendamento através do endereço eletrônico: www.detran.mt.gov.br

Na página principal do site, pode clicar na mensagem de tela na cor azul. Em seguida, vai abrir a página para agendamento. O cidadão deve preencher o formulário e escolher a unidade para atendimento, verificando a disponibilidade de data e horário.

O atendimento presencial do Detran-MT foi retomado na quinta-feira (06.05) em todo Estado, em atendimento ao decreto estadual nº 931, de 04 de maio de 2021. A prioridade nos primeiros dias é para os cidadãos que já estavam com o atendimento agendado antes do fechamento temporário das unidades.

Esses cidadãos devem ficar atentos aos meios de contato informados no ato do agendamento, pois é através deles que as unidades estão entrando em contato para informar a nova data e horário para o atendimento.

Atendimento

Para garantir a segurança dos usuários e servidores durante o atendimento presencial, o Detran-MT segue todas as recomendações dos órgãos de saúde na prevenção do COVID-19, como assepsia com uso de álcool 70%, uso de máscaras e luvas, distanciamento mínimo de 1,5 metro, visando reduzir os riscos de propagação do vírus.

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Mato Grosso

Independência Indígena – Xavantes dão início à primeira colheita de arroz: “’isso que queremos’

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Iniciativa é resultado de parceria entre o Governo de Mato Grosso com o Sindicato Rural de Primavera do Leste e Fundação Nacional do Índio (Funai) e irá beneficiar 57 aldeias

A comunidade indígena Xavante do Sangradouro, que abrange os municípios de Primavera do Leste, Poxoréu, General Carneiro e Novo São Joaquim, deu início à colheita do arroz plantado no final do ano passado, através do projeto Independência Indígena, em parceria com o Governo de Mato Grosso.

O pontapé foi dado nesta sexta-feira (23.04), em ato simbólico que contou com a presença de diversas autoridades políticas e de 57 caciques das aldeias que serão beneficiadas com a ação.

Além do Governo, o Independência Indígena também tem como parceiros o Sindicato Rural de Primavera do Leste e a Fundação Nacional do Índio (Funai). Neste primeiro momento, a produção será voltada à subsistência da comunidade, mas a expectativa é de que em breve o plantio seja comercializado, garantindo autonomia financeira ao povo Xavante, que é considerado o mais carente do Estado.

O cacique Alexandre Tseretsá, liderança da comunidade da Aldeia Sangradouro, pontuou que o incentivo irá matar a fome do seu povo e trará de volta o respeito aos índios Xavante.

“O índio também precisa do plantio, pra que sua comunidade não morra de fome. Os cidadãos têm que ser iguais, é isso que queremos. Deus criou o céu e a terra para o homem trabalhar, para colher o fruto da terra, para que as criaturas vivam bem. Sou velho, tenho muita idade e conheço bem o caminho para não ter guerra, pro nosso povo viver em paz. É disso que precisamos. Podem espalhar essa mensagem por todos os lugares. Agradecemos ao Governo do Estado de Mato Grosso e pedimos que não esqueçam a nossa comunidade, porque nós somos a raiz brasileira”, afirmou.

O projeto foi lançado em 2019 e prevê a disponibilização de ferramentas para que os índios produzam alimentos para subsistência e, posteriormente, para a comercialização.

“Esse é um exemplo clássico da expectativa do Governo de Mato Grosso de dar independência financeira e social para os indígenas. Aqui nós podemos ver que é possível juntar o respeito à cultura, os costumes, o meio ambiente e o desenvolvimento, para que eles possam viver com qualidade de vida dentro da sua propriedade”, destacou o superintendente de Assuntos Indígenas da Casa Civil, Agnaldo Santos.

“Quero falar em nome da bancada federal, da qual sou vice-presidente, que estamos muito felizes de viver um momento tão importante como esse. Nós estamos perseguindo isso há anos. O governador Mauro Mendes tem contribuído de forma efetiva na concretização desses projetos, é justo que a gente fale isso. É trazer e dar a opção do indígena de escolher a forma como ele quer viver”, declarou o deputado federal Neri Geller.

De acordo com o presidente da Funai, Marcelo Xavier, entre as ações, o projeto disponibiliza ferramentas e maquinários utilizados no plantio e na colheita de alimentos, bem como promove a capacitação de indígenas em operação de tratores e práticas de cultivo.

“É um projeto inovador, empreendido pela própria comunidade indígena, que garante a segurança alimentar das aldeias. Nós entendemos que levar o etnodesenvolvimento às aldeias é a solução, porque num futuro muito próximo eles poderão comercializar essa produção também e aferir renda com isso. Eles continuam sendo índios, mas com uma vida mais digna, porque nossa nação é apenas uma e os indígenas devem compartilhar das mesmas possibilidades que todos os brasileiros”, disse.

Erika Oliveira | Secom-MT

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