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Opinião

Um crime insolúvel

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Gazeta Digital

Oscar D”Ambrosio

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Embora pouco conhecida no Brasil, a norte-americana Lizzie Andrew Borden (1860 – 1927) é um mito na cultura popular dos EUA. É a protagonista do célebre duplo homicídio, a machadadas, de seu pai e sua madrasta num dia de calor sufocante, em 4 de agosto de 1892, em Fall River, Massachussets, EUA.

Principal acusada, Borden foi levada a julgamento e absolvida. Sem condenações, seu nome virou uma referência, principalmente pela repercussão na imprensa. O filme ‘Lizzie’, dirigido por Craig Macneill, com as competentes Chloë Sevigny, Kristen Stewart, enfoca o caso.

A presente versão toma várias interpretações históricas para criar uma própria versão, em que uma possível relação homossexual entre Lizzie e a empregada da casa seria um dos fatores a alimentar ainda mais o clima de ódio entre o pai, um tradicional patriarca, e a filha, que provavelmente sofria de epilepsia e tinha crises próximas da menstruação.

Esse universo de opressão e de tensões é desvendado com a descrição de outras variáveis, como um amigo do pai interessado em ficar com o patrimônio da família, a madrasta que fecha os olhos para as traições do marido com a empregada e a conservadora irmã mais velha de Lizzie. Tudo contribui para o mistério!

Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

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Nova Xavantina

OPINIÃO – Corrida Eleitoral 2020 em Nova Xavantina

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Nove meses antes das eleições municipais de 2020, a campanha eleitoral para prefeito de Nova Xavantina, começa a tomar forma.

Por: Wande Alves Diniz (*)

No início da corrida eleitoral para a sucessão do atual prefeito João Cebola, pelo menos 06 (seis) nomes apareciam como pré-candidatos a prefeito de Nova Xavantina, entre eles e cotados como favoritos, apareciam o nome do empresário Márcio Caetano (Marcinho da Bateria) e do vereador João Machado Neto (João Bang), além do empresário Sávio Carvalho, do agricultor Endrigo Dalcin, do empresário Nico do leilão e como uma novidade apareceu o nome do empresário Francy da FCL.

No correr do ano de 2019 outros nomes foram citados como o do produtor rural Pedro Neto e da pecuarista e empresária e Carla Santini, da Noidore Armazéns Gerais, no entanto, com retorno da família Pazetto para Nova Xavantina, surgiu o nome de Vanusa Pazetto, que, ao meu ver, modificou os planos de muitos pré-candidatos a prefeito. O ex prefeito Robison Pazetto e Vanusa, logo após o fim do mandato transferiram sua residência para Cuiabá, onde permaneceram até a conclusão da faculdade dos filhos e com o fim dos estudos dos filhos, retornaram para Nova Xavantina, onde sempre tiveram residência.

Próximo do final do ano de 2019 o pré candidato Marcinho Caetano anunciou a sua desistência, fortalecendo a candidatura de Vanusa e criando um impasse para o grupo liderado pelo atual prefeito, que, aparentemente, ficou sem nome para disputar a sua sucessão. Um dos motivos para a falta de um nome, provavelmente, seria porque, tanto Marcinho quanto qualquer outro nome do grupo do atual prefeito Cebola aceitariam participar da eleição apenas no caso de uma  candidatura única, o que é improvável, ao menos neste primeiro momento.

O empresário Francy da FCL já publicou sua decisão de não ser mais candidato a prefeito e busca apoio para emplacar o seu nome como vice de Vanusa, enquanto o produtor rural Pedro Neto e a empresária Carla Santini buscam formar uma coalizão em torno do nome que se destacar, dentro do grupo, nas pesquisas a ser realizada entes das convenções que acontecerá em julho.

Por sua vez o vereador João Bang se mantém firme no desejo de ser candidato a prefeito em Nova Xavantina, e, para ver o seu sonho realizado está articulando a sua candidatura. Comenta-se nos bastidores que até mesmo a maioria dos prováveis candidatos ao cargo de vereador de seu partido vão apoiar Vanusa, o que, sem dúvida, poderá desmontar o projeto de ser prefeito de Nova Xavantina.

Comenta-se, ainda, nos bastidores da política que o atual prefeito João Cebola poderá indicar o candidato a vice de Vanusa, e, se isso ocorrer, poderá desestimular e desarticular os projetos do vereador João Bang, podendo, inclusive, culminar com a candidatura única de Vanusa. Passarinhos cantam o nome do empresário Nico do NX Leilões ou do pastor Divino Elias da Igreja Assembleia de Deus como o vice de Vanusa. João Bang afirma, no enanto, que será candidato a prefeito em qualquer situação.

Para as vagas de vereadores a situação será bem diferente, e, em razão das novas regras eleitorais, Nova Xavantina poderá ter o menor número de candidatos da história porém, isso é o tema de uma nova matéria.

É assim que penso.

(*) Wande Alves Diniz é jornalista e advogado em Nova Xavantina. [email protected] 

 

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Agro News

Junto com o produtor!

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Junto com o produtor!

 

Créditos: Ascom Aprosoja

04 de Fevereiro de 2019

 

A cada safra o produtor rural vive um novo desafio. Por mais que haja planejamento, investimento em tecnologia, gestão eficiente, o produtor lida, diariamente, com uma série de expectativa, pressão, incerteza, insegurança. Seja por causa da instabilidade climática, da variação de mercado, e tantos outros fatores, uma safra nunca é igual a outra.

Nesta safra a situação se tornou ainda mais difícil. Em meio ao plantio e, mais recentemente, à colheita, enfrentamos uma batalha, mas em outro campo: o político. Começamos em outubro de 2018, logo após as eleições, a árdua tarefa de tentar mostrar ao então governador eleito, o empresário da indústria Mauro Mendes, os impactos negativos para a produção agropecuária e, consequentemente, para a economia mato-grossense, caso houvesse alteração nas alíquotas do Fundo de Transporte e Habitação (Fethab).

A preocupação maior era que não se tratava apenas de cobrar mais dos produtores, mas sim de diminuir sua capacidade de investimento e, logo, reduzir significativamente a movimentação financeira em setores importantes da economia como o diesel, máquinas, e demais insumos que geram ICMS para o Estado de Mato Grosso. Porém, no início de janeiro, o já governador empossado Mauro Mendes e sua equipe econômica relutavam em enxergar isso.

Após inúmeras reuniões, audiências, debates, logo no início deste ano sofremos o duro golpe com a aprovação, pela Assembleia Legislativa, e a publicação da lei nº 10.818, de 28 de janeiro de 2019.  Se o produtor mato-grossense já padecia com uma política tributária fora da realidade – se comparada a de outros estados produtores -, a nova lei veio para nos fazer repensar até mesmo os rumos da produção agrícola do estado.

Reduzir área plantada? Desistir de algumas culturas como o milho? Não sabemos ao certo ainda, mas a movimentação já começou. Porém, quando falamos em repensar a produção agrícola nos referimos também a forma como temos nos posicionado perante à sociedade, à classe política e até aos próprios produtores. Enquanto entidade de classe do setor, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) tem trazido este debate à tona.

Há 14 anos, que serão completados neste dia 4 de fevereiro, a entidade, que hoje congrega 5.500 associados – sendo a maior do Brasil – não se furta ao debate, ao embate e à discussão sobre os caminhos que o setor responsável pela produção de alimentos deve tomar. Foi o que fizemos agora, fizemos em outras situações e faremos quantas vezes forem necessárias.

Criada em fevereiro de 2005, desde então a Aprosoja busca, de forma coerente, representar os direitos, interesses e deveres dos produtores de soja e milho. E vamos além, promovendo ações de interesse coletivo, como os vários projetos nas áreas social, de sustentabilidade, de defesa e política agrícola.

Neste aniversário de 14 anos da Aprosoja, talvez o que mais temos a comemorar é justamente a capacidade do produtor rural de se reinventar. Vamos seguir fazendo o que melhor fazemos: cultivar a semente que se tornará alimento na mesa de bilhões.

Mas, além de estarmos junto com o produtor nestes 14 anos, queremos cada vez mais estar junto à sociedade conscientes de que cada um tem seu papel. Seguindo assim, produzir se tornará um ofício muito mais valoroso e motivo de orgulho não apenas para o nosso estado, mas para o nosso país. Que venham muitos outros anos de associativismo e união.

 

Fonte: ANTONIO GALVAN

Assessoria de ComunicaçãoContatos: Telefone: 65 3644-4215

Email: [email protected]

 

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Opinião

Dieta anti-câncer: ela existe?

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Gazeta Digital

Felipe Ades

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Hipócrates, considerado o pai da medicina dizia: “que o teu alimento seja o teu remédio e o que o teu remédio seja o teu alimento.” Hipócrates viveu na Grécia antiga, entre 460 e 370 antes de Cristo. Será que hoje, quase 2500 anos depois, ainda faz sentido repetir essa frase?

Naquela época se conhecia muito pouco sobre o funcionamento do corpo, tínhamos noções básicas de anatomia, visto que podíamos dissecar o corpo humano. No entanto, não se conhecia muito sobre a fisiologia e funcionamento dos órgãos, muito menos sobre genética, um conhecimento do século passado.

A medicina da Grécia antiga era muito diferente, não havia praticamente nenhum medicamento disponível, e obviamente nenhum exame de imagem ou cirurgia, avanços que começaram a ser utilizados em torno dos anos 1900.

Quando não se tem quase nenhum recurso médico para tratar doenças, restava manipular hábitos do dia a dia na tentativa da melhora da saúde dos pacientes, e a dieta é um dos mais importantes. Fazia sentido.

No século XXI isso ainda faz sentido?

Conforme fomos estudando e conhecendo as causas das doenças foi possível identificar seus fatores de riscos e mecanismos de desenvolvimento. A partir de 1950, depois da descoberta da estrutura do DNA, foi possível estudar seu funcionamento, bem como seu mau funcionamento.

A partir de 1970, começaram a ser identificadas mutações, defeitos no DNA, que causam a transformação de uma célula normal em uma célula cancerígena. A partir daí foi possível focar nas causas destes erros no DNA. Isto permitiu entender quais são os fatores que podem levar ao desenvolvimento de câncer como radiação ionizante, cigarro, agentes químicos, obesidade e outros. Também foi possível identificar os pontos fracos da doença, o que permitiu o desenvolvimento de novos medicamentos.

Conhecendo a biologia do câncer, ficou muito claro que apenas as modificações dos hábitos alimentares seriam incapazes de tratar a doença isoladamente. No entanto, também foi possível identificar que os hábitos alimentares e estilo de vida têm um papel muito importante no desenvolvimento da doença, não só de câncer, como de diabetes, doenças vasculares, doenças cardíacas e outras.

A conclusão é: remédio e comida são coisas diferentes.

Doenças devem ser tratadas com métodos terapêuticos estabelecidos pelo estudo e teste científico. Métodos que sejam comprovadamente eficazes e seguros, mesmo que possam ter efeitos colaterais e desde que estes efeitos seja controláveis.

Então existe não existe uma dieta anti-câncer?

Não! Nenhum alimento específico ou dieta da moda vão interferir nisso: dietas restritivas, jejum intermitente, alimentos “antioxidantes”, chás milagrosos, frutas exóticas, cogumelos mágicos, sucos “detox”, restrição de açúcar, gordura, proteína, ou qualquer outro que você escutar ou achar em um site de “medicamentos ou curas naturais” (que em geral também vendem estes “medicamentos ou curas naturais”). Nada disso vai ter efeito contra o câncer.

Neste caso, a pessoa em tratamento contra o câncer está liberada para comer qualquer tranqueira que ela queira? Também não! Embora não exista nenhum alimento capaz de reduzir o câncer, aumentar a imunidade ou plaquetas, hábitos alimentares saudáveis devem fazer parte da vida de todas as pessoas, em todos os momentos.

Uma alimentação balanceada será um aliado fundamental no tratamento. A alimentação e nutrição saudável permitirá a manutenção de um bom peso (nem ganho nem perda), pode ajudar na manutenção da massa muscular, redução de risco no pós operatório, redução de fadiga dentre diversos outros benefícios.

Além disso, a manutenção de um peso saudável e a prática de exercícios físicos podem reduzir a chance de desenvolvimento de câncer em 30% a 40% e podem tornar o tratamento mais bem tolerado e com menos efeitos colaterais.

Se não existe uma dieta anti-câncer, qual é, então, a dieta saudável?

Não há mistério nenhum na alimentação saudável, provavelmente a dieta que a sua avó fazia você comer quando era pequeno(a): grãos integrais, frutas, verduras, legumes, carne preferencialmente branca, reduzir o consumo de carne vermelha e açucares refinados, evitar alimentos processados e defumados e evitar consumo álcool.

 

Dr. Felipe Ades é médico oncologista do Centro Paulista de Oncologia do Grupo Oncoclínicas.

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