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Saúde

Vacina de Oxford será testada em mais 5 mil brasileiros

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Vacina
AstraZeneca

Testes devem ser expandidos no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa ) autorizou hoje os testes clínicos em mais 5 mil voluntários para a vacina da AstraZeneca em parceria com a Universidade Oxford no país.

Os testes, que retornaram na segunda-feira (14), chegaram a ser interrompidos anteriormente pela manifestação de efeitos colaterais em um voluntário do Reino Unido.

O acréscimo de voluntários busca reforçar a segurança do imunizante , além da sua eficácia. No Brasil, os estudos são coordenados pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Brasil se aproxima de 5 milhões de infectados após registar 33 mil casos em 24h

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Desde o início da pandemia, mais de 31 milhões pessoas foram infectadas em todo o mundo
Foto:jarun011/iStock

Desde o início da pandemia, mais de 31 milhões pessoas foram infectadas em todo o mundo

Nas últimas 24 horas, o Brasil registrou mais 836 mortes causadas pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), fazendo o total subir para 138.168 óbitos. Já o número de casos confirmados de contaminações chegou próximo de 5 milhões, com 4.591.604. Desse total, 33.536 casos só de ontem para hoje.

A contagem de casos realizada pelas Secretarias Estaduais de Saúde inclui pessoas sintomáticas ou assintomáticas; ou seja, neste último caso são pessoas que foram ou estão infectadas, mas não apresentaram sintomas da doença.

O ranking de número de mortes segue liderado pelo estado de São Paulo, que tem 34.266 óbitos causados pela Covid-19. O Rio de Janeiro continua em segundo lugar, com 17.798 mortes, seguido por Ceará (8.850), Pernambuco (8.055) e Minas Gerais (6.764).

Os estados que registram maior número de casos são: São Paulo (945.422), Bahia (297.805), Minas Gerais (273.233), Rio de Janeiro (253.756) e o Ceará (235.222).

Desde o início de junho, o Conass divulga os números da pandemia da Covid-19 por conta de uma confusão com os dados do Ministério da Saúde. As informações dos secretários de saúde servem como base para a tabela oficial do governo, mas são publicadas cerca de uma hora antes.

Desde o início da pandemia, mais de 31 milhões pessoas foram infectadas em todo o mundo. Do total de doentes, mais de 970 mil morreram, segundo a Universidade Johns Hopkins. O Brasil segue como o terceiro país do mundo em número de casos de Covid-19 e o segundo em mortes, atrás apenas dos Estados Unidos.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Falta de transparência dificulta monitoramento da pandemia em povos indígenas

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O cacique Raoni Metuktire em frente ao Congresso Nacional%2C em Brasília%2C
Foto: Laycer Tomaz / Câmara dos Deputados

O cacique Raoni Metuktire em frente ao Congresso Nacional, em Brasília,

Um estudo conduzido pela ONG Open Knowledge Brasil (OKBR) e divulgado pela Agência Bori nesta terça-feira alerta para um apagão nas estatísticas da Covid-19 entre povos indígenas no Brasil. Apenas 15% das capitais e 57% dos estados brasileiros divulgam dados da doença estratificados por etnias indígenas, prejudicando o monitoramento do novo coronavírus nestas populações.

O levantamento indicou, ainda, que um a cada quatro casos de Covid-19 e de Sindrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) não são identificados por raça ou cor, um requisito obrigatório desde 2017.

Para a diretora-executiva da OKBR, Fernanda Campagnucci, houve demora na melhora dos recortes qualitativos passados quase sete meses desde a chegada da Covid-19 ao país.

— Esse relatório mostra que o governo demorou mutio a agir quanto a qualidade dos dados. No caso dos povos indígenas e, mais amplamente a questão da raça/cor, esses dados ajudariam o governo a entender a extensão do impacto nessas populações mais vulneráveis — afirma Campagnucci. — Essa é uma política pública que já tínhamos avançados no Brasil por meio de uma portaria de 2017 definindo campos de preenchimento obrigatórios. O sistema do coronavírus não trazia esse item obrigatório.

Além de acompanhar a transparência dos sistemas estaduais, o estudo olhou para as bases e-SUS Notifica (casos leves de Covid-19) e o Sivep-Gripe (casos graves e SRAG). O último sequer disponibiliza a especificação de raça/cor e etnia, dificultando o cruzamento de dados entre as duas plataformas. Mesmo a notificação de SRAG encontra problemas, uma vez que 25% delas não indica as mesmas informações obrigatórias.

— Acreditamos que depois de seis meses ainda é inadmissível ter um quarto sem preenchimento. É o tipo de dado que você não vai recuperar depois, não será possível preencher um dado perdido — lamenta a diretora-executiva da OKBR. — É um caso muito emblemático de como os dados podem salvar vidas. Por que povos indígenas estão organizando o próprio monitoramento? Eles estão querendo entender exatamente como suas populações estão sendo afetadas. O dado é imprescindível. Da mesma forma que a sociedade precisa dessas informações, o governo precisa dekas para fazer gestão. Questionamos se o governo está cumprindo seu papel de protegê-los.

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), por exemplo, calcula que 158 povos já foram atingidos pelo novo coronavírus. A entidade contabiliza 32.818 contágios e 821 mortes pela Covid-19.

Para Tiago Moreira, pesquisador do Programa de Monitoramento de Áreas Protegidas do Instituto Socioambiental, que não participou do estudo da OKBR, o problema na falta de transparência nos dados da saúde indígena são crônicos, mas se agravaram na pandemia.

— Os dados da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) não são inseridos dentro de uma plataforma comum como o Datasus. Dados sobre comorbidades, por exemplo, são muito difíceis de serem conseguidos. Muitas vezes são obtidos por lei de acesso à informação, mas mesmo quando são divulgados revelam certa precariedade — explica Moreira. — Com a Covid-19, vimos uma falta de transparência ainda maior. A transparência pública é fundamental, fortalece a democracia, a capacidade da sociedade civil de agir, e indica se o governo tem informações para responder com a velocidade necessária que a pandemia demanda.

Inconsistência

Ainda de acordo com o levantamento da OKBR, os índices de transparência quanto ao item raça/cor é ligeiramente melhor do que o detalhamento por etnia indígena, mas ainda deixa a desejar: 82% dos estados informam estes dados, mas apenas 44% das capitas o fazem. Os números são piores na Amazônia Legal, onde estão concentrados 62% das vítimas fatais identificadas como indígenas — 78% nos estados e 44% nas capitais da região.

Outro dado que chamou atenção da ONG é a disparidade entre números da Sesai, atrelada ao Ministério da Saúde, e a própria base do Sivep-Gripe. A secretaria contabiliza 426 mortes por Covid-19, enquanto a base de SRAG indica 529 mortes em todo o país, espalhadas por 183 municípios. A diferença se justifica pelos ccriterios do órgão da Saúde, que leva em conta apenas notificações de indígenas que vivem em terras homologadas, pontua Campagnucci:

— Outro problema identificado no levantamento é o desenho de política de atendimento às terras indígenas só se voltar para terras homologadas. Muitos deles estão em contexto urbano. Nesse caso, o atendimento da Sesai já não olha para essa população, e até mesmo terras que não são homologadas ficam de fora. Existe uma falta de diálogo de órgãos dentro do próprio governo.

Para Moreira, a diferenciação não faz sentido.

— Muitos indígenas vivem na cidade e também na terra indígena, e circulam em uma rede multilocal. São redes de solidariedade, onde as pessoas acionam a saúde para ter um serviço médico na cidade, estudar em uma escola, universidade, ter um amparo para receber os benefícios sociais para comprar itens necessários. (A dissociação dos dados) É uma oposição entre aldeia e cidade que não faz o menor sentido prático. E, em uma pandemia, você perde o controle da doença por achar que o vírus não chegou na aldeia, enquanto as pessoas estão circulando nessa rede — afirma o pesquisador do ISA. — Além disso, as populações que estão em terras não homologadas são as que estão em situação de maior vulnerabilidade. São território em conflito com invasores, e a questão de violência também é um problema de saúde pública.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Número de mortes por Covid-19 nos EUA chega a 200 mil

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O presidente Donald Trump
Foto: Reprodução/ONU

Trump ataca China na Assembleia Geral da ONU

Os Estados Unidos chegaram a 200 mil mortes pela Covid-19, nesta terça-feira (22). De acordo com o monitoramento da Universidade Johns Hopkins, os EUA são o primeiro país a alcançar esse número de vítimas do novo coronavírus (Sars-CoV-2) no mundo desde o início da pandemia. O país também está perto de chegar a 7 milhões de casos confirmados da doença.

As primeiras 100 mil mortes confirmadas nos EUA ocorreram entre janeiro e maio. A doença se espalhou rapidamente por todos os 50 estados americanos, mas foi Nova York, entre março e abril, que registrou os piores dias da pandemia.

Atualmente, a maior parte dos estados americanos tem apenas restrições pontuais para a abertura de estabelecimentos, e há disputas políticas e judiciais sobre a obrigatoriedade do uso de máscaras.

Considerando todo o planeta, o total de mortes pelo novo coronavírus se aproxima de 1 milhão: são mais de 960 mil vítimas acumuladas no mundo. O Brasil, em dados absolutos, tem o segundo maior número de vítimas da Covid-19: o país registrou mais de 137 mil mortes até segunda-feira (21).

Trump ataca a China

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou a China pela forma como o país asiático gerenciou a crise da Covid-19. Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22), o americano voltou a chamar o Sars-CoV-2 de “vírus chinês”, que ele disse ser um inimigo invisível.

“Nos primeiros dias do vírus, a China fechou-se para viagens domésticas, mas permitiu que as pessoas saíssem da China e infectassem o mundo”, disse Trump. Em seguida, ele pediu para que a ONU responsabilize os chineses.

Fonte: IG SAÚDE

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