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Vacina pode ter registro aprovado em outubro, diz diretor do Instituto Butantan

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Vacina pode ter registro aprovado já em outubro, diz Dimas Covas
Getty Images/BBC

Vacina pode ter registro aprovado já em outubro, diz Dimas Covas

Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, disse hoje ser possível ter uma vacina contra a  Covid-19 registrada já em outubro. O Butantan participa de parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac e os testes da vacina no Brasil estão em estágio avançado.

Se a vacina for clinicamente bem-sucedida, o Butantan a submeterá para registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e, em caso de aprovação, o imunizante será distribuído ao SUS (Sistema Único de Saúde) por meio do governo federal.

“Poderemos ter (a vacina) a partir agora de outubro. O processo de preparo para a formulação e o envase já se iniciou. Todos os processos de controle de qualidade e validação já se iniciaram. Então, poderemos ter a vacina. A grande pergunta é se estará registrada e aprovada pelo estudo clínico e poderá ser utilizada. Sou muito otimista. Acho que um prazo razoável seria janeiro de 2021 dado o desempenho até o presente momento”, afirmou Covas.

O diretor do Butantan também reiterou que não deve haver dúvida sobre a vacina só pelo fato de ter vindo da China.

“Não há motivo para ter essa questão de descaracterizar uma vacina pelo fato de ter sido desenvolvida inicialmente na China”, disse.

Covas ressaltou que a AstraZeneca tem um grande complexo industrial na China e o país asiático tem se destacado na produção de conhecimento científico há anos.

Na semana passada, Bolsonaro (sem partido) valorizou a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e fez pouco caso da vacina chinesa a seus apoiadores: “Não é daquele outro país, não. Tá ok, pessoal?”, declarou.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Brasil se aproxima de 5 milhões de infectados após registar 33 mil casos em 24h

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Desde o início da pandemia, mais de 31 milhões pessoas foram infectadas em todo o mundo
Foto:jarun011/iStock

Desde o início da pandemia, mais de 31 milhões pessoas foram infectadas em todo o mundo

Nas últimas 24 horas, o Brasil registrou mais 836 mortes causadas pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), fazendo o total subir para 138.168 óbitos. Já o número de casos confirmados de contaminações chegou próximo de 5 milhões, com 4.591.604. Desse total, 33.536 casos só de ontem para hoje.

A contagem de casos realizada pelas Secretarias Estaduais de Saúde inclui pessoas sintomáticas ou assintomáticas; ou seja, neste último caso são pessoas que foram ou estão infectadas, mas não apresentaram sintomas da doença.

O ranking de número de mortes segue liderado pelo estado de São Paulo, que tem 34.266 óbitos causados pela Covid-19. O Rio de Janeiro continua em segundo lugar, com 17.798 mortes, seguido por Ceará (8.850), Pernambuco (8.055) e Minas Gerais (6.764).

Os estados que registram maior número de casos são: São Paulo (945.422), Bahia (297.805), Minas Gerais (273.233), Rio de Janeiro (253.756) e o Ceará (235.222).

Desde o início de junho, o Conass divulga os números da pandemia da Covid-19 por conta de uma confusão com os dados do Ministério da Saúde. As informações dos secretários de saúde servem como base para a tabela oficial do governo, mas são publicadas cerca de uma hora antes.

Desde o início da pandemia, mais de 31 milhões pessoas foram infectadas em todo o mundo. Do total de doentes, mais de 970 mil morreram, segundo a Universidade Johns Hopkins. O Brasil segue como o terceiro país do mundo em número de casos de Covid-19 e o segundo em mortes, atrás apenas dos Estados Unidos.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Falta de transparência dificulta monitoramento da pandemia em povos indígenas

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O cacique Raoni Metuktire em frente ao Congresso Nacional%2C em Brasília%2C
Foto: Laycer Tomaz / Câmara dos Deputados

O cacique Raoni Metuktire em frente ao Congresso Nacional, em Brasília,

Um estudo conduzido pela ONG Open Knowledge Brasil (OKBR) e divulgado pela Agência Bori nesta terça-feira alerta para um apagão nas estatísticas da Covid-19 entre povos indígenas no Brasil. Apenas 15% das capitais e 57% dos estados brasileiros divulgam dados da doença estratificados por etnias indígenas, prejudicando o monitoramento do novo coronavírus nestas populações.

O levantamento indicou, ainda, que um a cada quatro casos de Covid-19 e de Sindrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) não são identificados por raça ou cor, um requisito obrigatório desde 2017.

Para a diretora-executiva da OKBR, Fernanda Campagnucci, houve demora na melhora dos recortes qualitativos passados quase sete meses desde a chegada da Covid-19 ao país.

— Esse relatório mostra que o governo demorou mutio a agir quanto a qualidade dos dados. No caso dos povos indígenas e, mais amplamente a questão da raça/cor, esses dados ajudariam o governo a entender a extensão do impacto nessas populações mais vulneráveis — afirma Campagnucci. — Essa é uma política pública que já tínhamos avançados no Brasil por meio de uma portaria de 2017 definindo campos de preenchimento obrigatórios. O sistema do coronavírus não trazia esse item obrigatório.

Além de acompanhar a transparência dos sistemas estaduais, o estudo olhou para as bases e-SUS Notifica (casos leves de Covid-19) e o Sivep-Gripe (casos graves e SRAG). O último sequer disponibiliza a especificação de raça/cor e etnia, dificultando o cruzamento de dados entre as duas plataformas. Mesmo a notificação de SRAG encontra problemas, uma vez que 25% delas não indica as mesmas informações obrigatórias.

— Acreditamos que depois de seis meses ainda é inadmissível ter um quarto sem preenchimento. É o tipo de dado que você não vai recuperar depois, não será possível preencher um dado perdido — lamenta a diretora-executiva da OKBR. — É um caso muito emblemático de como os dados podem salvar vidas. Por que povos indígenas estão organizando o próprio monitoramento? Eles estão querendo entender exatamente como suas populações estão sendo afetadas. O dado é imprescindível. Da mesma forma que a sociedade precisa dessas informações, o governo precisa dekas para fazer gestão. Questionamos se o governo está cumprindo seu papel de protegê-los.

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), por exemplo, calcula que 158 povos já foram atingidos pelo novo coronavírus. A entidade contabiliza 32.818 contágios e 821 mortes pela Covid-19.

Para Tiago Moreira, pesquisador do Programa de Monitoramento de Áreas Protegidas do Instituto Socioambiental, que não participou do estudo da OKBR, o problema na falta de transparência nos dados da saúde indígena são crônicos, mas se agravaram na pandemia.

— Os dados da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) não são inseridos dentro de uma plataforma comum como o Datasus. Dados sobre comorbidades, por exemplo, são muito difíceis de serem conseguidos. Muitas vezes são obtidos por lei de acesso à informação, mas mesmo quando são divulgados revelam certa precariedade — explica Moreira. — Com a Covid-19, vimos uma falta de transparência ainda maior. A transparência pública é fundamental, fortalece a democracia, a capacidade da sociedade civil de agir, e indica se o governo tem informações para responder com a velocidade necessária que a pandemia demanda.

Inconsistência

Ainda de acordo com o levantamento da OKBR, os índices de transparência quanto ao item raça/cor é ligeiramente melhor do que o detalhamento por etnia indígena, mas ainda deixa a desejar: 82% dos estados informam estes dados, mas apenas 44% das capitas o fazem. Os números são piores na Amazônia Legal, onde estão concentrados 62% das vítimas fatais identificadas como indígenas — 78% nos estados e 44% nas capitais da região.

Outro dado que chamou atenção da ONG é a disparidade entre números da Sesai, atrelada ao Ministério da Saúde, e a própria base do Sivep-Gripe. A secretaria contabiliza 426 mortes por Covid-19, enquanto a base de SRAG indica 529 mortes em todo o país, espalhadas por 183 municípios. A diferença se justifica pelos ccriterios do órgão da Saúde, que leva em conta apenas notificações de indígenas que vivem em terras homologadas, pontua Campagnucci:

— Outro problema identificado no levantamento é o desenho de política de atendimento às terras indígenas só se voltar para terras homologadas. Muitos deles estão em contexto urbano. Nesse caso, o atendimento da Sesai já não olha para essa população, e até mesmo terras que não são homologadas ficam de fora. Existe uma falta de diálogo de órgãos dentro do próprio governo.

Para Moreira, a diferenciação não faz sentido.

— Muitos indígenas vivem na cidade e também na terra indígena, e circulam em uma rede multilocal. São redes de solidariedade, onde as pessoas acionam a saúde para ter um serviço médico na cidade, estudar em uma escola, universidade, ter um amparo para receber os benefícios sociais para comprar itens necessários. (A dissociação dos dados) É uma oposição entre aldeia e cidade que não faz o menor sentido prático. E, em uma pandemia, você perde o controle da doença por achar que o vírus não chegou na aldeia, enquanto as pessoas estão circulando nessa rede — afirma o pesquisador do ISA. — Além disso, as populações que estão em terras não homologadas são as que estão em situação de maior vulnerabilidade. São território em conflito com invasores, e a questão de violência também é um problema de saúde pública.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Número de mortes por Covid-19 nos EUA chega a 200 mil

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O presidente Donald Trump
Foto: Reprodução/ONU

Trump ataca China na Assembleia Geral da ONU

Os Estados Unidos chegaram a 200 mil mortes pela Covid-19, nesta terça-feira (22). De acordo com o monitoramento da Universidade Johns Hopkins, os EUA são o primeiro país a alcançar esse número de vítimas do novo coronavírus (Sars-CoV-2) no mundo desde o início da pandemia. O país também está perto de chegar a 7 milhões de casos confirmados da doença.

As primeiras 100 mil mortes confirmadas nos EUA ocorreram entre janeiro e maio. A doença se espalhou rapidamente por todos os 50 estados americanos, mas foi Nova York, entre março e abril, que registrou os piores dias da pandemia.

Atualmente, a maior parte dos estados americanos tem apenas restrições pontuais para a abertura de estabelecimentos, e há disputas políticas e judiciais sobre a obrigatoriedade do uso de máscaras.

Considerando todo o planeta, o total de mortes pelo novo coronavírus se aproxima de 1 milhão: são mais de 960 mil vítimas acumuladas no mundo. O Brasil, em dados absolutos, tem o segundo maior número de vítimas da Covid-19: o país registrou mais de 137 mil mortes até segunda-feira (21).

Trump ataca a China

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou a China pela forma como o país asiático gerenciou a crise da Covid-19. Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22), o americano voltou a chamar o Sars-CoV-2 de “vírus chinês”, que ele disse ser um inimigo invisível.

“Nos primeiros dias do vírus, a China fechou-se para viagens domésticas, mas permitiu que as pessoas saíssem da China e infectassem o mundo”, disse Trump. Em seguida, ele pediu para que a ONU responsabilize os chineses.

Fonte: IG SAÚDE

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