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Witzel diz que investigação sobre morte de Marielle está próxima de desfecho

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Governador Wilson Witzel disse que investigação sobre a morte de Marielle Franco está próxima de um desfecho
Tomaz Silva / Agência Brasil

Governador Wilson Witzel disse que investigação sobre a morte de Marielle Franco está próxima de um desfecho

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, disse neste sábado (12) que as investigações dos homicídios da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco (PSOL), e do seu motorista Anderson Gomes, estão próximas de um desfecho. Ambos foram assassinados em 14 de março de 2018, na região central do Rio de Janeiro, quando o carro em que estavam foi alvejado por criminosos. “Talvez isso aconteça até o final desse mês”, afirmou.

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O governador ressaltou, no entanto, que não tem conhecimento de quem são as pessoas envolvidas na morte de Marielle Franco
. “Não tenho atribuição legal para olhar os autos, que estão sob sigilo”.

Witzel falou das investigações sobre a morte de Marielle e de seu motorista Anderson Gomes, durante entrevista à imprensa para explicar os ajustes na administração prisional e na área de segurança pública fluminense.

Entre os ajustes, estão a nomeação do coronel da Polícia Militar, Alexandre Azevedo de Jesus, para o comando da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) e a extinção da Secretaria Executiva do Conselho de Segurança Pública.

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O coronel Azevedo substitui André Caffaro de Andrade, que pediu exoneração 11 dias após a posse. André seria o primeiro servidor público de carreira da Seap a assumir o comando da secretaria, confirmando promessa de campanha de Wilson Witzel
.

 “O André é meu amigo. Ele estava muito motivado. Infelizmente, esta semana ele teve um problema pessoal que eu não posso aqui mencionar. Isso afetou muito a vida dele”, disse o governador. De acordo com Witzel, André continuará auxiliando a gestão da secretaria na medida de suas possibilidades.

Sobre a extinção  da Secretaria Executiva do Conselho de Segurança Pública
, anunciada apenas 11 dias após a sua criação. O governador explicou que a estrutura era prevista para durar seis meses e promover uma transição até que as novas secretarias da Polícia Militar e da Polícia Civil absorvessem todas as funções que eram desempenhadas pela extinta Secretaria de Estado de Segurança Pública (Seseg).

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A morte de Marielle Franco
e de seu motorista foi o caso mais alarmante na segurança pública do Rio de Janeiro no ano passado. Somada ao aumento de mortes de policiais, o episódio levou o então presidente Michel temer a impor uma intervenção federal no estado, que se encerrou ao final de 2018.

*Com Agência Brasil

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Polícia Federal combate fraudes praticadas em lotéricas

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A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (9) a Operação Persuasão. É para investigar atos de aliciamento de funcionários de casas lotéricas para cometerem crimes de estelionato em detrimento do patrimônio da União.

Segundo a PF, estão sendo cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Campo Grande (MS).

No esquema investigado, um aliciador entra em contato com funcionários de lotéricas oferecendo oportunidade de obter ganhos financeiros. Entretanto, para ter esses benefícios, o funcionário precisa inserir dados falsos nos sistemas da lotérica para possibilitar aos fraudadores a prática de estelionato contra a Caixa Econômica Federal.

Histórico

A investigação começou em 1º de abril deste ano, sendo identificadas cerca de 80 inserções de dados falsos no sistema da lotérica.

O nome da operação Persuasão tem referência com a forma como os aliciadores agem, tentando convencer os funcionários das casas lotéricas a participarem das atividades dos fraudadores.

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Geral

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Marido de cônsul enviou mensagem e foto com lesões a irmão belga

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Em mensagem enviada a irmão, Walter Henri Maximillen Biot relata viver em um
Reprodução – 09.08.2022

Em mensagem enviada a irmão, Walter Henri Maximillen Biot relata viver em um “inferno” com o marido, Uwe Herbert Hahn, e diz que ligaria para ele outro dia. O belga ainda promete procurar a polícia e o familiar responde: “Não se preocupe. Tenha coragem”


Um espanhol que mora no Brasil desde outubro de 2019 e conhecia Uwe Herbert Hahn e Walter Henri Maximillen Biot por frequentarem a barranca onde ele trabalha nas areias da Praia de Ipanema, na Zona Sul do Rio, afirmou à delegada Camila Lourenço, assistente da 14ª DP (Leblon), que o casal mantinha uma rotina de brigas e humilhações. Em uma mensagem enviada ao comerciante pelo irmão da vítima e obtida com exclusividade pelo GLOBO, em 17 de julho, o belga aparece em uma foto com equimose no queixo e escreve: “É o inferno aqui com Uwe”, referindo-se ao marido, cônsul da Alemanha, e promete que procuraria a polícia. O familiar então o incentiva: “Não se preocupe. Tenha coragem”.


O diálogo consta no inquérito que investiga o diplomata pelo crime de homicídio qualificado praticado contra o companheiro, na noite da última sexta-feira, dia 5, na cobertura que ambos dividiam, na Rua Nascimento Silva, também em Ipanema. Ele foi preso em flagrante pelo crime, cerca de 24 horas depois, passou por uma audiência de custódia na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, e teve a decretação da prisão preventiva.

No termo de declaração do espanhol, de 56 anos, ele conta que, após conhecer o casal na praia, passou a caminhar com Walter na Lagoa Rodrigo de Freitas diariamente – exceto nos fins de semana, quando Uwe estava em casa e não permitia que o marido saísse. O estrangeiro disse ter mantido laços de amizade com o belga durante os últimos três anos, não tendo com ele nenhum tipo de relacionamento sexual ou amoroso.

O espanhol relatou ainda que, desde que casou com Uwe, que trabalhava de segunda a sexta, Walter parou de trabalhar. O belga era o responsável pelas tarefas domésticas e mantinha, segundo o estrangeiro, muitos amigos na região e, por ser cônsul da Alemanha, o companheiro tratava com desprezo essas pessoas.


Na delegacia, o espanhol disse também que o casal tinha brigas constantes justamente pelo fato de Uwe diminuir Walter por ele não trabalhar. Ele contou que, em uma ocasião, por não mais tolerar as humilhações, o belga resolveu se separar do cônsul alemão, se mudando para a casa de um amigo rico na Bélgica, com todas as despesas pagas por ele. Após três meses, no entanto, ele retornou ao Brasil e reatou com o companheiro.

Cerca de um ano depois, segundo o espanhol, o amigo de Walter faleceu e deixou uma herança de 600 mil euros. A partir de então, como o belga passou a ter seu próprio dinheiro, Uwe não podia mais diminuí-lo e então passou a ficar muito irritado e intensificar as brigas. Ele teria então passado a sair independente da autorização do cônsul da Alemanha, o que passou a provocar discussões diárias entre o casal.


Ao amigo, Walter teria dito ter vergonha dos vizinhos, uma vez que a gritaria era constante e, por diversas vezes, objetos eram atirados um contra o outro. Ele afirmara que diariamente os dois conversavam sobre separação e afirmou já ter visto uma porta e uma janela quebradas durante as brigas do casal. Ele narrou que, nos últimos tempos, por esses motivos, o belga ficou mais recluso, só mantendo contato com ele por mensagens em aplicativos do celular. 


Na última terça-feira, dia 2, o espanhol contou ter perguntado ao belga porque ele não o atendia, tendo o amigo respondido que estava em depressão por causa do marido. O amigo afirmou ter perdido o contato com o belga e só ter tido conhecimento de sua morte pelos noticiários, quando procurou o irmão da vítima para lhe informar sobre o caso. O familiar de Walter o teria confidenciado que ele já relatara ter sido agredido por Uwe em 17 de julho e manifestado o desejo de reportar o fato às autoridades policiais brasileiras.


Também na distrital, o espanhol classificou Uwe como uma pessoa “extremamente arrogante” disse não raro ter escutado o cônsul gritar as seguintes palavras: “Eu sou diplomata e nada pode me acontecer”.

Segundo as investigações da Polícia Civil, Uwe Herbert Hahn informou ao médico do Samu que o marido passou mal e caiu no chão. Na ocasião, o médico responsável pelo atendimento acreditou que o homem pudesse ter tido um mal súbito, mas não quis atestar o óbito e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), no Centro da cidade, onde passou por exame de necropsia. 


O laudo do perito legista Reginaldo Franklin Pereira atesta que Walter Henri Maximillen Biot morreu de hemorragia subaracnoide (extravasamento de sangue entre o cérebro e o tecido), contusão craniana e traumatismo cranoencefálico, provocados por ação contundente. O documento aponta que o cadáver apresenta mais de 30 lesões, como equimoses, escoriações e outros tipos de ferimentos, espalhados por regiões como braços, pernas, tronco e cabeça. No apartamento do casal, policiais da 14ª DP, encontraram móveis em desalinho e manchas de sangue no chão e em uma poltrona.


Um vídeo obtido por O GLOBO mostra a explicação de Uwe sobre a morte de Walter. Nas imagens, o estrangeiro diz que o companheiro estava bêbado ao tropeçar no tapete e cair no chão, entre a sala de estar e a varanda do imóvel.

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Fonte: IG Nacional

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PF faz operações conjuntas contra pornografia infantil no Rio

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A Polícia Federal (PF) desencadeou hoje (9) três operações conjuntas no âmbito do projeto Dark Place. O objetivo da ação é intensificar a repressão aos crimes de armazenamento e compartilhamento de material pornográfico infantil, tipificados nos artigos 241-A e 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) da Lei 8069/90.

A medida já resultou nas prisões, em flagrante, pela posse e armazenamento de conteúdo pornográfico infantil de dois homens. Um de 43 anos, que é um dos alvos dos agentes, e outro de 35 anos. De acordo com a PF, a prisão do primeiro ocorreu durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão na casa do criminoso, no bairro São Marcos, em Macaé, no norte fluminense. O segundo foi preso também no cumprimento do mandado de busca e apreensão na casa dele, no bairro Baía Formosa, em Búzios, na Região dos Lagos.

Além desses mandados, cerca de 20 policiais federais estão nas ruas para cumprir mais um de busca e apreensão. Todos foram expedidos pela 1ª Vara Federal de São Pedro da Aldeia e pela 2ª Vara Federal de Campos dos Goytacazes, em residências localizadas nos municípios de Macaé, Búzios e Cabo Frio, na Região dos Lagos.

“As medidas cautelares foram requeridas após equipe de policiais federais constatar no curso das investigações que determinado cliente de provedor de internet havia feito o download e compartilhado centenas de arquivos com conteúdo pornográfico infantil”, informou a PF.

Os agentes apreenderam computadores, aparelhos celulares e diversas mídias. Segundo a PF, as penas para os crimes de posse e compartilhamento de material com conteúdo de pornografia infantil capitulados variam de 3 a 6 anos de reclusão e multa.

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Geral

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